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 A Igreja na Uganda
Carmen Helena Villa 
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Igreja em Uganda, trabalho social e missionário
Em Uganda, o catolicismo está em crescimento. Os cristãos representam 77,4% da população total, dos quais quase a metade é católica.
Seus bispos se encontram em visita ad limina em Roma para apresentar ao Papa Bento XVI e os diferentes dicastérios os projetos pastorais que são desenvolvidos nas diversas dioceses.
A que se deve o crescimento do catolicismo nesta nação africana? Segundo o padre John Baptist Kauta, secretário da Conferência Episcopal de Uganda, esse fenômeno acontece graças à “atividade e estratégia dos primeiros missionários que chegaram ao país”. O padre Kauta explicou a Rádio Vaticano que o processo de evangelização dessa nação começou no final do século XIX, “enquanto anunciavam a Palavra, ensinavam a ler, escrever e fazer contas. As pessoas associavam o cristianismo com uma oportunidade de desenvolvimento”.
Igreja mediadora
Uganda vive uma forte guerra civil desde 1986, incidente sobre a região de Acholiland, no norte do país. O conflito surge da oposição ao Governo por parte do grupo chamado Lord’s Resistance Army (LRA), uma agrupação revolucionária que se autodenomina de “inspiração cristã”. Esse conflito causou cerca de 300 mil mortes e cerca de 1 milhão de deslocados. A Igreja teve nele um papel de pacificação. Os bispos escreveram uma carta pastoral chamada “A preocupação pela paz, unidade e harmonia em Uganda”, para pedir aos rebeldes e ao governo o fim da guerra. Em 2007, Uganda Joint Christian Council (UJCC), uma organização ecumênica instituída no ano 2000 que reúne a Igreja Católica, a Ortodoxa e a Anglicana, publicou o documento chamado “Um marco para o diálogo sobre a reconciliação e a paz no norte de Uganda”. Também na cidade de Lira foram realizadas três reuniões de consulta que alguns parlamentares, funcionários, chefes religiosos e membros de outros partidos patrocinaram. Foi realizada igualmente uma conferência sobre o tema da reconciliação, a justiça e a paz sustentável no país, organizada por diferentes confissões religiosas, onde os assistentes puderam trocar informações assim como traçar novas estratégias para a construção da paz.
Diálogo inter-religioso
A Igreja busca também manter boas relações com as crenças tradicionais através de uma comissão para o diálogo inter-religioso, assim como promover a inculturação do cristianismo em Uganda. No que diz respeito a aspectos como a poligamia, bruxaria e os sacrifícios humanos, o padre Kauta indicou que “a Igreja é consciente do fato de que enquanto nosso povo é cristão, alguns legados são incompatíveis com os valores cristãos da fé. Quanto ao diálogo com as culturas aborígenas do país, ele afirmou que é necessário que os agentes pastorais trabalhem “de modo que nossas liturgias sejam apreciadas por nosso povo”.
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