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CONCURSO e prêmios

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clique para ampliarFoto de São Daniel Comboni (1831-1881).
Declarado santo em 2003.

Nosso nome de COMBONIANOS vem do nosso Fundador: São Daniel COMBONI.

Nascidos na Itália para anunciar o Evangelho de Jesus aos africanos, os combonianos chegamos também ao Brasil em 1952, com um duplo objetivo:
1) Fazer um trabalho missionário, sobretudo no Norte do país (Maranhão);
2) Colaborar para que a sensibilidade missionária crescesse em toda a Igreja do Brasil.

As primeiras missões foram abertas no Maranhão (Balsas) e no Espírito Santo.
Nas duas regiões havia pedidos da Igreja local para que se fortalecesse o trabalho de evangelização, bastante precário e desarticulado.
Depois de 57 anos, os combonianos no Brasil são cerca de 120, atuando em 20 dioceses e organizados em dois grupos: um no Nordeste, com sede em São Luis do Maranhão, e outro no Sul, com sede em São Paulo.

A perspectiva dentro da qual os combonianos trabalham é de alimentar uma Igreja comprometida com a vida, voltada para os pequenos e os pobres, aliada dos movimentos sociais e engajada na busca de caminhos de vida, de justiça e de paz.
 


Regiões do Brasil
 
Atualmente, nós Missionários Combonianos, da Província Brasil Sul, temos
casas-comunidades em:

1) BOA VISTA, Roráima
2) MANAUS, Amazonas
3) PORTO VELHO e CACOAL, Rondônia
4) NOVA CONTAGEN, Minas Gerais
5) SÃO MATEUS (Santo Antônio),
    GURIRI (S.Daniel Comboni) e
    CARAPINA (Serra), Espírito Santo
6) DUQUE DE CAXIAS, Rio de Janeiro
7) SÃO PAULO Caxingui, São Paulo
    SÃO PAULO Sapopemba, São Paulo
    SÃO PAULO Moóca, São Paulo
    SÃO JOSÉ DO RIO PRETO, São Paulo
8) CURITIBA, Paraná
9) INDAIAL, Santa Catarina.


Endereço da nossa sede em SÃO PAULO:


Missionários Combonianos
Rua José Rubens, 15 - Caxingui
05515-000  SÃO PAULO SP

CNPJ:  27.120.062/0001-93


Fone: (0 xx 11) 3721 8733

FAX:  (0 xx 11) 3721 3935

E-mail: pmbrasil@uol.com.br





Na festa de São Francisco,
vamos rezar cantando:
'Senhor, fazei-me um instrumento de vosso amor!'


[ouvir o áudio

Na foto: crianças moçambicanas.

Era noite de Natal, hora já avançada:
mais um Natal, nos meus 32 anos de África.
Moisés, coordenador da comunidade de Omar, bem perto do grande rio Mecubúri, chegou batendo à minha porta, naquela noite límpida e cintilante de estrelas, na missão de Mirrote, em Moçambique, pedindo-me para eu ir administrar os últimos sacramentos à sua esposa gravemente doente, que não queria morrer sem receber, pela última vez, a Eucaristia, como viático para a grande viagem da eternidade.

Lá, fui eu, naquela hora da noite, também bater à porta do catequista Mateus, que morava ali perto, para ele me acompanhar. O catequista Mateus, desde longos anos, preparava os catecúmenos adultos para o Batismo; assim durante três anos e seis meses acompanhava e preparava esses candidatos, com catequeses e pelo testemunho de vida, para o grande dia do encontro com Jesus, pelo Batismo, pela Eucaristia, pelo Matrimónio e Crisma.

Então partimos com o velho Land-Rover e lá fomos pela mata adentro até à aldeia,  onde morava a senhora Ana. A certa altura, a estrada de chão terminara: deixamos o carro e, a pé, por trilhas pedregosas, atravessando rios, subindo colinas e descendo vales, chegamos à casa da nossa doente.
Graças a Deus, o nosso guia nos indicava bem o caminho, pois tantas vezes ele o tinha percorrido, de dia e de noite e já o conhecia quase de olhos fechados.

A senhora Ana estava gravemente doente, talvez uma malária, que se arrastava desde longa data, pois estava tão magra que mais parecia um esqueleto. Ainda tentei convencê-la para ir ao hospital, pois eu a levaria lá, até Namapa, a uns cinquenta quilómetros, mas ela não aceitou de jeito algum. Queria morrer assistida pela sua família e na sua casa:
' Padre, só quero morrer aqui e em paz', me disse ela na sua língua makua (miyano kinthuna okwa vava ni murethele).
Depois de receber os sacramentos, com muita fé, uma grande alegria inundou o sua alma, alegria essa que até transparecia do seu rosto, iluminado pela luz daquela pequena fogueira, que os doentes, em África, costumam ter perto da sua cama, sobretudo na estação fria.

Depois de conversarmos e rezarmos juntos, despedimo-nos e voltamos para o carro, eu e o catequista Mateus. O Moisés queria acompanhar-nos, ao menos até ao carro, mas nós dissemos que não era necessário: já conhecíamos a trilha e assim ele ficou com a esposa, que estava precisando dele.
Como as trilhas africanas parecem todas iguais e nos cruzamentos, sobretudo de noite, é um milagre escolher aquela certa, assim nos perdemos e nunca mais encontrávamos o carro: andamos e andamos e, de tempos a tempos, se escutava o rugido ameaçador do leão. Caminhar às escuras e no meio da mata, onde abundam animais ferozes e tantas serpentes é uma aventura perigosa e dá uma sensação tão intensa de medo, de insegurança e risco de vida, que nunca se consegue esquecer.

Imaginem a nossa alegria, quando no meio daquela escuridão de morte, escutamos, vindo de longe, trazido até nós pela leve brisa da noite, o som de atabaques: talvez alguma festa ou alguma cerimónia religiosa, própria da noite, e mais alegria sentimos ainda, quando vislumbramos a luz de uma fogueira, que segundo o costume, as pessoas acendem perto da casa para afugentar serpentes e  animais ferozes, que podem  atacar cabritos, galinhas e até pessoas, pela calada da noite. Estávamos salvos!
Nos aproximamos de uma casa, batemos as palmas, dizendo “othi” (dão licença) e ouvimos o dono da casa dizer “othini”, mas, desconfiado, saiu de lança em mão e depois de nos apresentarmos e dizermos a razão da nossa presença, ele se acalmou e foi tão simpático que nos ofereceu água, bananas e amendoim.

O melhor ainda foi, quando nos indicou o caminho para chegar ao lugar, onde tínhamos deixado o carro e até se prontificou para nos acompanhar. Caminhou connosco uns quilómetros para evitar que nos voltássemos a perder. Ele, sempre de  lança em mão, seguia à  nossa frente.
Finalmente chegamos ao carro e rapidinho chegamos em casa, cansados mas contentes, porque ajudámos a senhora Ana a sentir-se mais feliz e encontramos pessoas amigas, que nos acolheram e ajudaram, e uma luz que nos salvou, nos guiou e nos deu mais confiança, alegria e segurança na nossa caminhada.




No meio da floresta escura da vida, com tantas encruzilhadas e tantos perigos, aparece sempre uma Luz, a Aurora da vida nova, o Cristo Jesus.
Se perdidos na vida, Ele vem ao nosso encontro e nos indica o caminho certo. Ele até caminha conosco, pelas estradas da nossa vida, que passam pelo encontro com os nossos irmãos mais pobres, os doentes e todos os  excluídos desta nossa sociedade de consumo, e nos dá forças para sermos solidários e fraternos com todos, especialmente com os injustiçados e rejeitados pelo preconceito, pelo racismo e pelas classes dominantes e vivem mergulhados na mais profunda miséria material e espiritual.
(Padre Martinho)





[baixar arquivoBOA VISTA – Pastoral Indigenista
(Área São Marcos e Área Murupú)
Missionários Combonianos
Rua Espírito Santo n. 191- Bairro dos Estados
69305-600 BOA VISTA – RR
Tel. (95) 3224 3684

Pe. Joaquim Pinto da Fonseca - Superior
E-mail: jpdafonseca@gmail.com
Ir. Antonio Marchi – Ecônomo
Pe. Henry Dunn Álvarez Oswaldo
E-mail: henrydunnmccj@hotmail.com
Padre Marnécio

CARAPINA – ANIMAÇÃO MISSIONÁRIA 
                   - Área Pastoral Carapina
Missionários Combonianos
Rua Adão Bandeira 404 – Jd. Rosário de Fátima
29161-155 SERRA - ES
Tel. (27) 3228 4817

Pe. Robinson de Castro Cunha – Superior
E-mail: robcomboni@yahoo.com.br
Pe. Pietro Settin – Pároco
E-mail: psettin@bol.com.br
Pe.Élio Savoia
E-mail: savelio4@uol.com.br


CONTAGEM – FORMAÇÃO / Paróquia
Missionários Combonianos
Rua VL5 N° 53 - Nova Contagem
32050-320 CONTAGEM - MG
Tel. (31) 3392 8282

Pe. Francesco Lenzi - Ecônomo
E-mail: Lenzich@gmail.com
Pe. Girgio Padovan - Superior
E-mail: giorgiopadovan@tin.it
Pe. Sandoval Luiz Dutra da Luz
E-mail: luz_do_sol_1967@hotmail.com

CURITIBA - Postulantado - Paróquia
Missionários Combonianos
Avenida Alcir Martins Bastos, 633 - Fazendinha
81330-400 CURITIBA - PR 
Tel. (41) 3288 3109 (postulantado)
              3288 2651 (paróquia)

Pe. Carlos Peinhopf  - Superior - Formador
E-mail: kpeinhopf@yahoo.de
Pe. Bruno Nzigiye  – Formador - Ecônomo
E-mail: brunzig@hotmail.com
Pe. Bruno Tonolli – Pároco
E-mail: brunoton@hotmail.com
Pe. Remo Mariani (Paróquia)
E-mail: p.remo@libero.it / pe.remo@ig.com.br

DUQUE DE CAXIAS – Santa Terezinha 
Missionários Combonianos
Rua Ramiz Galvão 932 - Pq. Lafaiete
25015-310 DUQUE DE CAXIAS - RJ
Tel. (21) 2673 8046  - Paróquia 26714165

Pe.Joaquin Sánchez - Superior
E-mail: joaquinsanc@yahoo.com.es
Pe. Martinho Lopes Moura - Ecônomo
E-mail: martinholmoura@hotmail.com
Pe. Fioravanti Mario

GURIRI – Casa Idosos - Paróquia
Missionários Combonianos
Rua Mucurici 743 - Guriri
29945-580 SÃO MATEUS - ES
Tel. (27)  3761 2345 (casa) 
(Paróquia) (27) 3761 1743

Pe. WalterBorghesi - superior
E-mail:  walterborghesi@yahoo.com.br
Pe. Sante Cordioli
Pe. Mario Stella
Pe. Angelo Di Prisco
E-mail: angelodiprisco@hotmail.com
Pe. Valentino Benigna
E-mail: valent36@gmail.com

Dom Aldo Gerna * *Residencia
Rua Aldemar Faría Santos
1000 6 Sul - Guriri
29945-400 SÃO MATEUS - ES
Tel. 27- 3761 5197

INDAIAL – Animação Missionária - Paróquia
Casa Missionária – São Daniel Comboni
Rua das Nações, 11 B - Bairro Nações
89130-000 INDAIAL - SC
Tel. (47) 33941837 (Casa missionária)
             3333 4685 (Paróquia)

Pe. Primo Silvestri - Superior
E-mail: primos.mccj@terra.com.br
Pe. Carlo Faggion – Pároco
E-mail: carlosfaggion@yahoo.com.br
Pe. Jovercino Sirqueira
E-mail: sirjover@live.it

MANAUS - Área Missionária
Missionários Combonianos
Av. Monsenhor Pinto, 310 - Monte das Oliveiras
69093-149 MANAUS - AM
Tel. (92) 3654 6077

Pe. Alessandro Garbagnati
E-mail: alessgarb@hotmail.com
Pe. Balbino Rodríguez Lorenzana
E-mail: berrelebarolo@uol.com.br

PORTO VELHO - Paróquia N.Sra. das Graças
Missionários Combonianos
Avenida Nações Unidas 605 – N.Sra. das Graças
76804-175 PORTO VELHO - RO
Tel. (69) 3221 3505

Pe. Antonio Di Lella - Superior
E-mail: antoniodil@hotmail.com
Pe. Jorge Miguel Pereira Brites - Ecônomo
E-mail: britesjorge@hotmail.com
Pe. Roberto Sottara
E-mail: robertosottara@hotmail.com

Padre Massimo Ramundo
E-mail: massimoramundo@hotmail.com
Paróquia Santa Luzia
Rua da Capela, s/n
69280-000 Santo Antonio do Matupi
MANICORÉ / AM
Tel. (97) 3385 3074


SÃO JOSÉ DO RIO PRETO - Casa Comboni
Rua Casablanca 230 – Jd. Roseiral
15070-340 SÃO JOSÉ DO RIO PRETO - SP
Tel. (17) 3215 5595

Pe. Carlo Naldi
E-mail: carlosnaldi@terra.com.br
Pe. Enrico Galimberti (Milão - Itália)
E-mail: padrenrico@hotmail.com
Pe. Angelo Carlo Zen
E-mail: zenangelo@terra.com.br
Ir. Mario Fortuna - Ecônomo
E-mail: comboniriopreto@hotmail.com
Pe. Franco Sesenna (BNE)
Pe. Ângelo Compri
E-mail: angelocompri@hotmail.com
Pe. Ludovico Bonomi
E-mail: pe.ludovico@hotmail.com


SÃO MATEUS - Paróquia Santo Antonio
Missionários Combonianos
Centro Paroquial Daniel Comboni
Rua Ayrton Senna, 955 - Bonsucesso
29943-600 SÃO MATEUS - ES
Tel. (27)  3763 1059

Pe. Giuseppe Cavalieri - superior
E-mail: padrecavalieri@uol.com.br
Pe. Aurélio Riganti
E-mail: riganti@ig.com.br
Pe.Egídio Melzani
E-mail: embarra@gmail.com
Padre Luís Falone


SÃO PAULO (1) - Residência Provincial
Missionários Combonianos
Rua José Rubens, 15 - Caxingui
05515-000 SÃO PAULO - SP
Tel. 11 3721 8733 – Fax. 3721 3935
E-mail casa: pmbrasil@uol.com.br
Sito: www.combonianos.org.br

Pe. Alcides Costa, superior provincial
E-mail: provincial@combonianos.org.br
           costaalcides@combonianos.org.br
Pe. Lino Cordero – ecônomo provincial
E-mail: economo@combonianos.org.br
           cordero@uol.com.br
           linobcordero@gmail.com
Pe. Enzo Santângelo
E-mail: padre.enzo@uol.com.br

Pe. Giuseppe Narduolo
E-mail: ocenam@uol.com.br


SÃO PAULO (2)
- Escolasticado
Missionários Combonianos
Rua Guaiana Timbó 705 - Pq. Santa Madalena
03983-140 SÃO PAULO - SP
Tel. (11) 2702 2589

Pe. Vanderlei Bervian, sup.
E-mail: vanderber@hotmail.com

Pe. Adriano Zerbini - Paróquia - Tel. (11) 2962 6560
E-mail: zerbadri@yahoo.it


SÃO PAULO (3)
Missionários Combonianos
Rua Almirante Brasil, 264 - Moóca
03164-120 SÃO PAULO - SP
Tel. (11) 2693 7389

Pe. Luciano Marini – Superior
E-mail: luciano.marini@uol.com.br
Pe. João Pedro Baresi - Ecônomo
E-mail: jampio36@yahoo.com.br
Pe. Andriollo Luigi
E-mail: luigiandriollo@hotmail.com




Ausêntes de Comunidade:
*Pe. Mansueto Dal Maso
E-mail: mansy@uol.com.br
Rua dos Pioneiros, 1853
Centro
76963-812  CACOAL / RO

*Pe. Jaymir Bada
E-mail: jaymir_bada@hotmail.com
Paróquia Nossa Senhora de Fátima,
Pça N.S. de Fátima, s/n - Centro   
29970-000  Pedro Canário / ES
Tel. (27)3764 1390

Pe. Franco Vialetto - Celular: (69) 9983 11 21.
E-mail: cparcf@nettravel.com.br
Rua dos Pioneiros, 1853
Centro
76963-812 CACOAL / RO






MEMBROS DA PROVÍNCIA BRASIL SUL

Adriano Zerbini
Alcides Costa
Alessandro Garbagnati
Andrea Pazzaglia
Angelo Carlo Zen
Angelo Compri
Angelo Di Prisco
Antonio Di Lella
Antonio Marchi
Antonio Zagatto
Aurelio Riganti
Balbino Lorenzana
Bruno Nzigiye
Bruno Tonolli
Carlo Faggion
Carlo Naldi
Dom Aldo Gerna
Egidio Melzani
Elio Savoia
Enrico Galimberti
Francesco Lenzi
Giampietro Baresi
Giorgio Padovan
Giuseppe Cavalieri
Giuseppe Narduolo
Henry Dunn
Humberto Cley
Jaymir Bada
Joaquim P. da Fonseca
Jorge Miguel P. Brites
Jovercino Sirqueira
Karl Peinhophf
Lino Cordero
Lodovico Bonomi
Luciano Marini
Luigi Andriollo
Luigi Falone
Mansueto Dal Maso
Mario Fioravanti
Mario Fortuna
Mario Stella
Martinho Lopes Moura
Massimo Ramundo
Matias M. dos Santos
Pietro Settin
Primo Silvestri
Rafael Gemelli Vigolo
Remo Mariani
Robert Sottara
Robinson de C. Cunha
Sandoval L. D. da Luz
Sante Cordioli
Valentino Beninga
Vanderlei Bervian
Vincenzo Santangelo
Walter Borghesi

Francesco Vialetto*  



clique para ampliar“VÃO PELO MUNDO INTEIRO
e anunciem o Evangelho!”
(Marcos 16,16)

“Posso eu ir pelo mundo inteiro e anunciar o Evangelho a todos, sem sair de minha casa, de minha cidade? Como vou realizar esta tarefa, eu que não estou preparado, não recebi um chamado especial?”

Muitíssimas pessoas se põem essas perguntas. E quando em suas igrejas ouvem falar de “missões”, pensam nos missionários espalhados pelo mundo, e não sabem que as palavras de Jesus: “Vão pelo mundo e anunciem o Evangelho a todas as pessoas...” não foran dirigidas a uma classe especial de pessoas, e sim a todos que nascem neste mundo e acreditam em Jesus, que disse: “Eu vim para que todos tenham vida e esperança de salvação!” (João 10,10).

Cada um de nós – declararam os Bispos reunidos na Conferência de Aparecida em maio 2007 – por ser discípulo de Jesus, é também missionário: todos, com nossa maneira de viver, somos responsáveis pelo anúncio da Boa Notícia do Evangelho.

Se pela nossa condição de vida nos podemos sair de casa para gritar ao mundo que Jesus veio trazer vida e esperança de salvação para todas as pessoas, também assim podemos e devemos ser missionários:

+ Com o nosso anseio e nossa oração para que todos conheçam o amor infinito de Deus Pai, que enviou seu Filho Jesus para dar sua vida por todos. Um amigo, muito simples e com pouca cultura, me dizia: “Eu me faço missionário ao rezar a todo momento “Pai nosso, seja feita a Tua vontade; venha a nós o Teu Reino!”

+ Com nossos esforços para, no dia-a-dia, defender e promover a vida de todos, especialmente dos pequenos e dos injustiçados.

+ Com nossa coragem e confiança em resistir a tantas mentiras e maldades, que os grandes deste mundo despejam sobre o povo.

+ Com a simplicidade e a alegria de quem acredita que é filho/filha de Deus e repassa aos outros essa mesma certeza.

+ Com nossa ajuda material aos missionários, que andam pelo mundo, fortalecidos pela nossa fé e amparados pela nossa solidariedade.

Amigo! Amiga! Não diga mais que você não tem uma vocação especial. Você tem sim; todos temos. A nossa grande vocação é a VIDA, que recebemos de Deus; é o Batismo que nos faz semelhantes a Jesus, Filho de Deus. Vida e batismo são a grande vocação e o chamado especial de cada um.

Se você não se deixar sacudir e alegrar com isso, vai se deixar engulir pela idéias deste mundo: corre perigo de perder a sua vida e de deixar que muitas outras vidas sejam destruídas! (Padre Lino). Meu e-mail: padrelino2011@uol.com.br



clique para ampliarPadre Jovercino Sirqueira, missionário comboniano capixaba, voltou do Quênia (África), depois de 13 anos no meio do povo Borana.
Ele está agora trabalhando no sul do Brasil, tendo como ponto de partida a Comunidade Comboniana de INDAIAL, SC, na Paróquia Nossa Senhora de Fátima e São Francisco de Assis.
  

Após 13 anos como missionário no Quênia, África, padre JOVERCINO encontra-se em Indaial, próximo a Blumenau, Santa Catarina, de onde - com outros colegas combonianos - parte para animar missionariamente a região sul do Brasil.
Entrem em contato com ele:


Endereço do Padre JOVERCINO:

Casa Missionária São Daniel Comboni
Rua das Nações, 11
89130-000  INDAIAL - Santa Catarina


Telefone: 47 - 3394 1837

E-mail:
sirjover@hotmail.com








clique para ampliarApresentação
'Passarão dois séculos e ainda se falará dele, porque foi ele quem encontrou a chave para descobrir o grande problema da cristianização da África Central' (Alemanha, 15 de agosto de 1869).

Estas palavras são de dom Leo Meurin, jesuíta, missionário e bispo de Bombaim, na In­dia. Voltava à Alemanha para recolher fundos para a missão. Na viagem para a sua terra, passava pelo Cairo. Tinham-lhe apresentado um jovem missionário italia­no que, com seu entusiasmo, parecia querer revolucio­nar as técnicas da evangelização na África. Seu nome era Daniel Comboni.

O bispo ficara tão impressionado que, falando aos seus ouvintes e benfeitores da Alemanha, convidava-os a fazer sua oferta não só para a Índia mas também para a missão da África, que ele julgava muito mais necessi­tada, e para Comboni, a quem chamava de 'Francisco Xavier da África'. Passou-se um século e meio. No dia 5 de outubro de 2003, na grande Praça de São Pedro, em Roma, numa manhã cinzenta e chuvosa, Daniel Comboni foi colocado, de fato, ao lado de Francisco Xavier, como santo da Igreja católica.

Nas palavras do escritor francês Jean Guitton, os san­tos 'são contemporâneos do futuro'. Isto é, são figuras que se destacam, por sua grandeza, em todos os tem­pos, pois trazem ensinamentos e propostas que não se restringem a um lugar e menos ainda a uma época. Mostram a riqueza da humanidade que cada ser huma­no possui: o poder dos sonhos, a força das paixões, a importância dos ideais; falam de coisas que são perma­nentes e imperecíveis e nisso acabam sendo referenciais que ajudam a travessia humana sempre.
Estas páginas são oferecidas aos leitores do Brasil para que Daniel Comboni, missionário na África Central, santo para hoje e todos os tempos, seja conhecido, in­vocado e imitado.
(João Munari e Alcides Costa).



clique para ampliarCarta de apresentação da Assembléia Continental

Na foto: os capitulares do continente americano, reunidos na Ass.Continental de Quito (18 a 26 de maio 2009).

Prezados confrades,
Nos dias 18 a 26 de maio estivemos reunidos na cidade de Quito, Equador, os provinciais e delegados ao XVII Capítulo Geral.

Foi uma experiencia de escuta, partilha, diálogo e comununhão entre  as provincias e delegações do Continente Americano e Ásia e com todo o Instituto.

Na caminhada que estamos fazendo achamos importante focalizar o nosso serviço missionário a partir da realidade continental através da evangelização, animação missionária, promoção vocacional e da formação, para elaborar unm Plano contiental de trabalho. Para isso reconfirmamos as nossas prioridades: Animação missionária, afroamericanos, indígenas, periferias, tendo como eixo transversal a dimensão da Juistiça e Paz e Integridade da Criação.

Ao mesmo tempo queremos colaborar com todo o Instituto, a partir da nossa experiência, para que seja elaborado um plano de trabalho de Instituto a partir do qual possamos prestar um serviço missionário qualificado às Igrejas locais nas quais somos chamados a trabalhar.
 Aqui estão, além do relatório continental da nossas presenças, as nossas propostas para o XVII Capítulo Geral. Pode ser que para alguns não apareça muitas novidades, porém acreditamos que a nossa contribuição tem o seu valor pois nasce a partir de um contexto sócio-eclesial muito concreto.

Convido a todos para que, através da leitura pessoal e comunitária, este relatório seja tido como um momento de reflexão, diálogo e oração para que todos possamos  'colocar combonianidade na nossa evangelização, contemplação na nossa ação, missão na nossa formação, animação e profecia nas nossas visões'.

Peço-lhes também para que estejamos unidos a todo o Instituto acompanhando todo o processo de preparação do XVII Capítulo Geral. Invoquemos a presença do Espírito Santo para este acontecimento seja um momento de graça para cada comboniano e para toda a Igreja.

Que São Daniel Comboni interceda por todos nós.

Leia o texto na íntegra, baixando o arquivo.

Padre Alcides Costa, Superior Provincial


[baixar arquivoLuiz Paulo, de Curitiba, escreveu:
'Apenas o trabalho feito na diocese de São Mateus já seria o suficiente para justificar a presença comboniana no Brasil. Que alegria imensa poder reencontrá-los sempre firmes. Por onde anda o pe. Karl Peinhopf, meu ex reitor de Carapina? Pe. Giorgio já sei que está em Contagem. Grandes homens de Deus. Abraços a todos, com muitas saudades...''
Resposta:
Padre Carlos Peinhopf trabalha atualmente em Manaus...



Geraldo Monteiro de Araújo, de Santa Maria da Boa Vista, PE, escreveu:
''Paz e bem a todos! Achei este site maravilhoso, muito informativo. Gostaria de receber um exemplar da revista Sem Fronteiras, para apreciá-la, pois a fiquei conhecendo atraves do site do Pime. Que Deus abençoe vocês neste trabalho maravilhoso, que é a Evangelização dos povos!'.
Resposta:
Obrigado pelo apoio e pelas orações. Seu nome vai ser incluído no arquivo dos nossos amigos e colaboradores, aos quais enviamos regularmente o nossos jornalzinho Sem Fronteiras (publicação um pouco mais humilde do que foi a revista por muitos anos).



Ricardo Martins escreveu:
''É bom poder ler as noticias e os testemunhos dos Missionarios Combonianos: eles nos dão força para continuar acreditando em um mundo melhor. Saiba que vocês estão em minhas orações diarias.''





Ana Maria de Oliveira escreveu:
''Olá Pe. Lino, parabéns pelo Site: está bem bonito, colorido, alegre. Entrei ontem pela primeira vez e achei bem completo com notícias da Congregação pelo mundo e da Igreja como um todo. Gostei muito do Concurso que pode ser um incentivo, um pretexto para entrarmos no site. Deus continue a derramar suas bençãos sobre vocês!''
Resposta:
Obrigado. Que Cristo Missionário abençoe também você. E não deixe de propagandar o site, não por mim, nas pelo ideal missionário. (Padre Lino).





Renê Dutra da Silva escreveu:
'Aproveito hoje que é uma data especial para todos nós Combonianos (dia 10 de outubro, Festa de São Daniel Comboni) para escrever sobre este belissimo trabalho que é o site. Fico muito feliz pela qualidade e profissionalismo dispensados a este trabalho: está muito bonito e dá gosta acessá-lo; temos sempre uma novidade.
Como ex-seminarista me sinto muito Comboniano e cada vez mais agradecido por tudo que recebi da Congregação, principalmente dos Padres Gianni Bartesaghi e Gianfranco Bettega, promotor vocacional e formador. Todo o compromisso e carisma missionários aprendi r fortaleci na experiência dentro da Congregação.
Estou sempre acompanhando todos os passos através do site, mas gostaria de poder estar ainda mais próximo; rezo sempre por todo o trabalho desenvolvido em todos os nossos campos de missão e mais recentemene pelo Capítulo Geral dos Combonianos, em Roma,  pedindo a Deus que ilumine os caminhos dos capitulares e que não se afastem do caminho trilhado pelo fundador; especialmente que possam estar atentos aos gritos atuais dos povos do mundo. Um grande abraço Comboniano. Renê''.

Resposta:
Obrigado. São muito incentivadores para nós o seu apoio e a sua oração, como também de muitíssimos outros amigos e colaboradores. Que São Daniel Comboni nos obtenha a graça de viver e 'morrer' pela vida e salvação de todos.





Tarcísio Prand escreveu:
''Li com interesse a entrevista 'Espiritualidade contra a crise', sem duvida bem colocada num site missionario aberto ao mundo e às grandes questoes da humanidade.
É verdade que a reflexão poderia avançar ainda mais, até tocar na raíz mais profunda das crises, que é o sistema capitalista que nunca renunciará ao lucro obtido com a exploraçao dos trabalhadores. Mas que a entrevista sirva, pelos menos para amenizar a situação, sem dúvida serve'.
Resposta
Obrigado. Eu esperava que alguém se posicionasse sobre a matéria, tanto mais com o nome 'espiritualidade'. Espero que outros entrem no assunto.





Cristiane Camelo dos Santos, de Brasília, DF, escreveu:
''Padre Lino, quero parabenizar pelo lindo site: admiro muito sua dedicação para sempre estar atualizando o site. O tópico do site que diz:” Não seja apenas um numero” é espetacular, porque ensina a todos os fieis que não somos apenas um numero e sim turma de pessoas abençoada por Deus. As estorinhas estão fantásticas: cada dia é uma nova mensagem. O concurso é muito importante para todos aprendermos mais informações.  Que Deus ilumine ao senhor e a todos os combonianos. Um grande abraço''.





Rodrigo Streb escreveu:
''Bom dia! Gostaria de saber informações sobre a revista ALÔ MUNDO, que circulou entre as décadas de 80 e 90. Não consigo achar um exemplar sequer para comprar. Vcs têm informações sobre essa revista? Sei que era editada pelos missionários combonianos. Gostaria muito de uma notícia sobre essa revista: ela marcou muito minha infância/adolescência! Muito obrigado!''
Resposta:
Prezado Rodrigo, com tristeza devo lhe informar que a revista ALÔ MUNDO deixou de circular em 2000. Alegra-me saber que ela foi significativa na sua infância/adolescência, pois ela havia nascido do coração de uma turminha de missionários, da qual eu fazia parte.
E ainda com alegria lhe informo que algumas das inspirações, que nortearam a revista ALÔ MUNDO, serão retomadas aqui neste nosso site, em breve. Quem sabe: você talvez tenha algumas dicas a nos oferecer!? Se puder, continue em contato! Um abraço. (Padre Lino).





Padre Carlos Faggion, comboniano, de Indaial, SC, escreveu:
'Padre Lino, parabéns!  Até que enfim o nosso site se respeita e é interessante. Agóra precisa ter continuidade e que alguém cuide diariamente da atualização, renovação... Eu vi que publicaram no blog de Jover o meu artigo do Jornal da Diocese: obrigado pela valorização! Como você sabe, tenho a redação de uma página no jornal diocesano e neste mês de outubro de duas páginas (as centrais) com foto. Não sei se poderia servir. Em todo caso, estou feliz porque algo na comunicação eletrônica atual está saindo 'profssional'. Parabéns!'
Resposta
Obrigado pelo apoio. Por favor, não deixe de enviar as matérias que publica no jornal diocesano: é claro que poderão servir!





Pe. Martinho Lopes Moura mccj, do Rio de Janeiro, escreveu:
''Pe. Lino, muitos parabéns pelo site!!! Continue, que este é um ótimo serviço à Missão evangelizadora da Igreja. Continue apresentando sempre mais testemunhos de missionários/as e a vida de tantos Povos que estão sendo evangelizados. Que São Daniel Comboni abençoe o seu esforço e abençoe também todos os amigos/as e colaboradores da Família Comboniana (mission ários/as, leigos e seculares combonianas).''





Cristina e Cássia Camelo dos Santos, de Taguatinga, DF, escreveram:
''Queremos parabenizar este site, e agradecer em maniera especial pelo Concurso, que nos ajuda
a descobrir mais coisas sobre a Igreja, os Missionários Combonianos e o Evangelho.
Obrigado, padre Lino; um beijo no seu coração. Deus te abençoe sempre.





Júlia, de Cabreúva SP, escreveu:
''Padre Lino, o site está muito bonito! Estou visitando pela primeira vez; daqui para frente visitarei sempre.
Convido o senhor a visitar o nosso site:
www.revistadeliturgia.com.br
Lá tem toda a revista de setembro/outubro.  Um grande abraço. Júlia''.
Resposta:
Obrigado. Faz tempo que acompanho a Revista de Liturgia e visito o site, como também o site do Apostolado Litúrgico. Aliás veja na parte final da coluna à direita na Home: uma surpresa que vai gostar!





Ir. Luzia Premoli, sauperiora provincial das Combonianas no Brasil, escreveu:
''Olá Pe. Lino, abri o site, olhei algumas coisas, estão de parabens... Também a Irmã Graça gostou!
Vi que colocaram artigos do nosso boletim. Que bom, assim somamos forças... Nós também vamos
mandar mais material para acrescentar no site. Com a
bênção do Comboni. Irmã Luzia'.
Resposta:
Obrigado. Ficarei bem feliz em colocar mais e mais matérias das Irmãs Combonianas no site. Inclusive já recebi pedidos de algumas pessoas, que visitaram o site, e pediram mais coisas sobre as Combonianas. (padre Lino).





Anderson Damião Ramos da Silva, de Afogados de Ingazeira, Pernambuco, escreveu:
''Caros amigos, sou Anderson, seminarista da diocese de Afogados da Ingazeira-PE. Tenho 20 anos e há 3 ingressei no seminário com o desejo de, gradativamente, encontrar-me neste projeto para o qual o Pai nos convida, a vocação. Escrevo-lhes para expressar meu desejo de receber notícias sobre vocês. Admiro muito a vida religiosa, mas preferi entrar no seminário diocesano e não me arrempendo. Sinto, contudo, que o desejo de servir à Igreja, pobre e libertadora, capaz de assumir integralmente a missão e o exemplo de Cristo, não está plenamente realizado. Na realidade, creio que torna-se cada vez mais difícil encontrar ambientes onde o desejo de servir a esta Igreja, pobre e libertadora, seja correspondido e alimentado. Sei que não tenho muita experiência de vida, que tenho muito a aprender, mas este é o meu pensamento. Aguardo informações. Abraços fraternos, Anderson'.
Resposta:
Prezado Anderson, repassei para meus colegas combonianos do Nordeste esta tua mensagem. O encarregado vocacional de lá entrará em contato com você. De minha parte, lhe garanto a minha oração para que você continue (e cresça) neste seu anseio de descobrir o caminho melhor para servir a Jesus nos irmãos. Acredite: há sim muitas maneiras para se fazer um trabalho missionário evangelizador-libertador! (padre Lino).





Maria de Lourdes, de Rondônia, escreveu:
''Sou leiga, moro em Cacoal, Rondônia. Tive oportunidades de conviver com varias irmãs combonianas, que passou por aqui. Tenho muitas saudades de todas, que eu tive oprtunidade de conhecer desde 1987 quando aqui cheguei para morar. Gostaria que alguem,  que me conheceu, entrasse em contato comigo. Sou Lourdes, da Comunidade São Paulo, da Paróquia de Cacoal.  Hoje tivemos um encontro aqui com as irmãs Luzia e Cândida, que nos trouxeram bastante noticias. Mas gostaria de saber mais e ter contato com a Irmã Santina. Ela foi quase uma mãe pra mim, quando eu perdi a minha mãe,  a 18 anos atrás. Todas estão no meu coração: moran e não pagam aluguel! Beijos e abraços de alguem que nunca vai lhes esquecer. Meu e-mail é lourdespp20@hotmail.com'.





Gilmar Pereira Cardoso da Silva, de São Paulo, escreveu:
Permito-me sugerir que criem uma seção de animação vocacional destacada, onde o interessado possa localizar e ler sobre o carisma, a vida missionária comboniana, seminários (casas de formação), processo formativo, requisitos para iniciar tal processo, endereço da sede provincial, endereço do responsável pela animação vocacional (o promotor ou animador vocacional). Faço essa sugestão como adimirador dos Missionários Combonianos e de São Daniel Comboni, e neste mês, em que a Igreja celebra o mês das vocações, a internet é um grande meio de propagação das atividades pastorais e carisma missionário.
Obs: Conheci o Pe. João Rodrigues que esta no Quênia e esteve recentemente no Brasil de férias.
Resposta:
Obrigado pela sugestão. Todo o site quer, na verdade, ser uma resposta a esta sua dica. Contudo, é nosso propósito colocar cada vez mais informações detalhadas sobre os ítens que você aponta.
E aproveitamos para mandar juntos um abraço amigo ao Padre João Luiz Rodrigues, que do Quênia está - ele também - acompanhando o nosso site.




Antonio Carlos Dos Reis Ferreira, de Duque de Caxias, RJ, escreveu:
''Que o Espírito Santo de Deus ilumine suas caminhadas! Que o anseio da missão cresça cada vez mais nos corações de todos os Sacerdotes! FELIZ DIA DOS PADRES. Tuninho e família.''




Cleiton Aragão escreveu:
''Parabéns pelo Site. Muito bom. Que Deus abençoe cada vez mais esteb tipo de trabalho de comunicação e animação missionária''.





Antonio Menegardo de Freitas  escreveu:
''De 1960 a 1963 fui seminarista comboniano no antigo Seminário de Ibiraçu - ES. Ná época era Reitor o Padre Gianni Bartesaghi. Gostaria de saber se vocês mantêm contatos com ex-seminaristas daquela época. Abraços. Toninho'.
Resposta:
Sim, é uma das coisas que mais gostamos fazer, embora nem sempre consigamos com a frequência que desejaríamos. Tem um grupo forte, que se reúne aqui em São Paulo; outro grupo, em Curitiba, e um outro grupo no Espírito Santo. Quem se interessa do grupo de ex-seminaristas no Espírito Santo é o padre Wellington, com sede em Carapina, Serra. O e-mail dele é: robcomboni@yahoo.com.br. Se lhe interessar, entre em contato com ele. E eu termino dizendo uma coisinha gostosa: vocês podem ser ex-seminaristas, mas não deixaram de ser combonianos! Gostou?





Hélio Meireles Gonçalves, de Canoas, RS, escreveu:
'Paz e Bem! Gostaria, se possível, de receber uma cópia do vídeo, Ezequiel Ramin, Uma voz de Esperança. Entrei em contato com o Pe. Enzo Santangelo e, ele me disse, que possivelmente este vídeo deveria estar na Casa Provincial em São Paulo. Estou pedindo este vídeo, pois tenho um desafio a ser suprido: um trabalho de TCC na ótica do martírio. Então, gostaria de ter a profecia do Padre Ezequiel como chave hermeneutica para a realização desta pesquisa. Aguardo retorno.
Resposta:
Temos só mais algumas cópias. Enviamos uma para você, contentes que o testemunho-martírio de Padre Ezequiel continue inspirando a muitos pelo Brasil e, também, lá fora.
Aproveito para informar que, em poucos dias, será aberta a Loja Virtual aqui no nosso site. Nela estarão à venda os livros e os vídeos, que muitos continuam nos pedindo.





Pe. Edivaldo Luís Klipel, da Diocese de São Mateus no Espírito Santo, escreveu:
''É uma alegria a presença comboniana em nossa diocese de São Mateus há mais de 50 anos. Praticamente todos os padres seculares daqui foram ordenados por Dom Aldo Gerna, comboniano e agora nosso bispo emérito. De volta à minha paróquia de origem, como coordenador de pastoral, tenho a satisfação de conviver com as missionárias Ir. Sílvia, Ir. Silvana, Ir. Sidonie e Ir. Janete. Agradeço imensamente à Ir. Angela Tortorella que me acompanhou no discernimento vocacional. Obrigado a todos e todas da família comboniana.''





Lino Trevisan, Curitiba, PR, escreveu:
'Olá, Padre Lino! Eu recebia o informativo 'Missão Sem Fronteiras'. Às vezes vinha no informativo ou em anexo sugestões para contribuir com a missão. Não recebi mais, não sei se ainda é enviado, como também não sei se o senhor ainda é responsável por esta tarefa. Fui seminarista combiano em Campo Erê e Lages (SC) e Curitiba (PR). Atalmente gostaria de fazer alguma contribuição, mas não encotrei no site infomação para isto. Por isso estou escrevendo'.
Resposta:
Obrigado pela sua amizade. Já providenciamos a inclusão de seu nome e endereço no nosso cadastro de amigos e colaboradores, para receber o nosso Jornal 'Missão SEM FRONTEIRAS', que, inclusive, passará a ser publicado também no site.
Quanto ás contribuiçoes: em pouquíssimos dias, estarão à disposição no site as várias maneiras para os nossos amigos enviarem suas contribuições para os missionários.





Vera Aparecida da Silva Bernardo, de Indaial, SC, escreveu:
'Muita paz a todos. Eu moro em Indaial, SC, e trabalho na paróquia com os nossos irmaõs combonianos. Às vezes eu sofro por as pessoas não entender esta vedadeira missão, que é deixar tudo, principalmente sua familia, e sair pelo mundo somente por amor a Deus. É preciso ter muita coragem!
Meu filho, quando tinha catorze anos, por incentivo do pe. José Boaventura foi para o seminário fazer um estágio; depois infelizmete ele achou que não estava
preparado.
Eu vou continuar a minha missão, e esperar a resposta de Deus. O que mais me encanta nos combonianos é o carisma da humildade: a gente vê neles o verdadeiro amor de Jesus, apesar de todos nós termos nossas falhas, não é? Nem Jesus Cristo agradou a todos. Eu rezo muito para que Deus dê muita força aos missionários! 
Um abraço a todos. Sou muito feliz por fazer parte da grande família dos Missionários Combonianos'.
Resposta:
Obrigado, senhora, pelo seu carinho com os missionários e pelas suas orações. De vez em quando mande mais notícias.





Rodrigo Campos Ferreira, Duque de Caxias, RJ, escreveu, em 16/07/2009:
'Achei o CONCURSO muito interessante e fácil; tenho certeza que vou ganhar'.
Resposta:
Que bom! Peça a seus amigos que também participem! Com seus pontos vai poder comprar brindes, que - em poucos dias - poderá ver e escolher na LOJA VIRTUAL neste site. E na época do NATAL 2009, os 10 participantes que tiverem somado mais pontos, participarão de um sorteio de prêmios maravilhosos.





Padre Henry Dunn, de Roráima, escreveu:
'Olá, padre Lino! Parabens pelo serviço que estás fazendo. O Site está melhorando e ficando interessante.''





Antonio Carlos Dos Reis Ferreira, de Duque de Caxias RJ, escreveu:
'Fiquei com meu coração em festa e minha vida mais iluminada ao visitar este belíssimo site. Adorei a riqueza de informações e a facilidade de navegá-lo. Tenho certeza que a luz e sabedoria de São Daniel Comboni está presente, iluminando a todos os combonianos.''





Thiago Nogueira, de Maringá PR, escreveu:
'Olá, gostaria de saber como posso obter o livro 'Terra e Arame Farpado' com a biografia de Pe. Ezequiel Ramin. Se puderem me enviar um, desde ja lhes agradeço. Segue o meu emdereço. Thiago Nogueira.
Resposta:
Sobraram poucos exemplares desse livro. Estamos lhe encaminhando via correio.
Aproveito para lembrar que no próximo dia 24 de julho se completerão 25 anos do 'martírio' de padre Ezequiel Ramin na Rondônia.  En vista desse aniversário, o nosso site está publicando uma biografia mais completa dele.(Lc)





Antonio Mota Pereira escreveu:
Olá, gente boa! Sou o Antonio, da Paróquia São Daniel Comboni, Sussuarana, Salvador BA. Com o Pe. Franco Pellegrimi... Ser comboniano é poder sentir a graça do amor de Deus junto aos excluidos. Participei da semana vocacional em João Pessoa nos dias 1 a 5 de julho com o padre Raimundo: foi uma benção! Confirmei minha vocação de entrar na familia dos combonianos para além fronteiras levar a Boa Nova de Jesus aos mais pobres... Que são Baniel Comboni nos auxilie nessa missão!'





Reinaldo Mingueti Bertoni escreveu:
20/06/2009
'Querido Padre Lino, só tenho uma palavra para dizer: Parabéns!!!  O site está bom demais. Vou indicá-lo para muitos amigos. Abraços'.





Attilio Faggi escreveu:
21/06/2009
'Gostaria comunicar com orientação vocacional. Agradeço'.
Resposta - Amigo, algum dos nossos promotores vocacionais entrará em contato através de sua e-mail. Aguarde!'.





Padre Alessandro Garbagnati, Curitiba PR, escreveu:
'Olá, Padre Lino e equipe, muitos, mas muitos parabéns de verdade, por este site que voltou renovado, simples, prático e eficaz. Congratulações e votos de fecundo trabalho. Pe. Alessandro'.





Cristiane Camelo dos Santos - DF
02/06/2009
''ESTE É UM SITE ESPECIAL: APRESENTA MUITO BEM OS COMBONIANOS NO BRASIL. É MUITO BOM SABER DELES, PARA TAMBÉM COLABORAR, POIS NÃO TEM NADA DE MELHOR DO QUE AJUDAR AS PESSOAS A ENTENDEREM COMO DEUS É MARAVILHOSO PARA TODOS OS SERES HUMANOS'!





padre Enzo Santângelo - Nova Venécia ES
03/06/2009
''Parabéns! Parabéns! Nas pròximas ediçoes gostaria de ver citados também alguns tìtulos dos meus
52 livros. Muito obrigado! Grande abraço. Com afeto e estima de sempre. Enzo''





Kátia R.- São Paulo SP
''Parabéns pelo site! Simples, de fácil navegação, esclarecedor, inteligente, atuante e participativo. Bjos!''




Cristina Camelo dos Santos - Brasília DF:
''Quero parabenizar este site, pois está muito lindo!
Ele proporciona um pouco às pessoas o conhecimento do  trabalho abençoado, feito pelos Combonianos. Um site simples, porém especial pelas pessoas mais pobres, que precisam de atenção muito especial...
Fiquei e vou ficar muito feliz em poder acompanhar, neste site, um pouco mais sobre a história e o apostolado dos Combonianos.
QUERO, PORTANTO, PARABENIZAR A TODOS QUE SEGUEM O CAMINHO DE JESUS E QUE FAZEM A SUA PARTE: EVANGELIZAR, que é muito mais do que ensinar um simples saber; EVANGELIZAR, que é proporcionar justiça e fraternidade entre as nações, com muita paz nos corações de todos!''





João Munari - Itália
''Valeu. Gostei de ver este novo site, bonito, leve, essencial. Prometo visitá-lo regularmente! Parabéns pela iniciativa e coragem na missão!''





Maria José Agostini Fraga - Fundão - ES:
'Gostaria de contribuir com as missões, em especial, combonianas do norte do país,bem como assinar a revista que até os anos 80 se chamava 'SEM FRONTEIRAS'? Como devo proceder ? Que bom que vocês existem !!!''
Resposta: A revista SEM FRONTEIRAS parou de circular desde 2003. De um tempo para cá, publicamos o jornal 'Missão Sem Fronteiras', que enviamos a todos que pedirem. Enviaremos também a você.





Célia Maria Holanda Cavalcante -Taguatinga - DF:
''Este site é um presente para todos nós que amamos e admiramos o trabalho dos missionários combonianos no Brasil e no mundo.
Envio algumas sugestões para apreciação:
1) Que tal incluir a Liturgia Diária com um pequeno comentário do Evangelho?
2) Quem sabe criar também um espaço destinado para o leitor. Um local onde pudesse opinar, tirar dúvida, enviar sugestão, etc.
3) Criar um link com informações sobre os missionários no Brasil: Ex: paróquia onde estão, e-mail, data de aniversário, publicações, etc
Um grande abraço e parábens pela iniciativa'.

Resposta: Prezada Célia Maria, obrigado por apoio tão sincero e carinhoso. Quanto às sugestões: em breve haverá neste site o que você pede no nº 2 e no nº 3º.
Quanto ao n.º 1, por enquanto não podemos nos comprometer. Em outros sites, pode encontrar o que deseja. (Lc).





Eder
''Olá Boa noite... Parabéns pela renovação do site...
Espero que continuem colocando novas notícias... abração...''





pe. Enrico AMDG Galimberti mccj - S.José do Rio Preto SP,  escreveu:
'Muito obrigado! Somente hoje tive prazo e tempo para visitar...
Gostei. E gostarei mais se perseverar atualizado!... Salve, Maria!'





Ricardo Martins escreveu:
'Fiquei feliz em encontrar o site dos Combonianos no Brasil. Fui durante muito tempo assinante da revista Sem Fronteiras, infelizmente ela acabou, mas graças a vcs conheci a revista Mundo e Missão, da qual sou assinante ate hoje. Continuem com este trabalho bonito que vcs fazem tanto na Africa como aqui no Brasil. Não esmoreçam jamais'.





Humberto Cley escreveu:
'Fico muito feliz em terem voltado. Espero encontrar as aventuras combonianas de nossos irmãos do Norte aqui. Especialmnte a turma de Roraima e Manaus. Um abraço...'.





Edvaldo Luiz Angeli escreveu:
'Amigos, sou ex seminarista comboniano. Gostaria de manter contatos com Padre Cavalieri. Qual seu endereço? Padre Alcides, por onde anda? Estudamos juntos. Parabéns pelo site renovado!'




Chico Dionizio - Sapopemba, SP escreveu:
'FIQUEI MUITO CONTENTE AO DESCOBRIR ESTA PAGINA COMBONIANOS NO BRASIL.
FAÇO PARTE DA FAMÍLIA COMBONIANA EM SAPOPEMBA.
E GOSTARIA MUITO DE VER NOSSA HISTORIA,CONTADA NESTAS PAGINAS . UM FORTE ABRAÇO COM A PAZ DE COMBONI'.





Mónica LILIANA Coura de Sá Tinoco escreveu:
'Olá! Sou uma grande admiradora da vossa obra e gostaria de poder ajudar activamente naquilo que me for possível. Sou licenciada no curso de ensino de Português e ofereço os meus serviços caso sejam pertinentes. É meu desejo fazer parte desta causa e participar desta tão nobre missão. Para além da minha área estou aberta a qualquer outra tarefa que diga
respeito a ajudar o próximo. Se eu puder ser útil em alguma coisa, por favor contactem-me para o mail acima referido. Que a paz esteja sempre convosco e ilumine o vosso caminho.''





Marcio Luiz Mendes escreveu:
18/06/2009
'Boa tarde. Moro em Taubaté-SP. Gostaria muito de receber algum material sobre o carisma da ordem e de saber quando e onde são realizados os encontros vocacionais. Obrigado'.












As combonianas Lucie, Olga e Rosa
(na foto) escrevem da Amazônia:

Nossa comunidade situa-se no sul do Estado do Ama­zonas, no km 180 da Transama­zônica, BR 230, na pequena vila de Santo Antônio do Matupi, município de Manicoré, Dioce­se de Humaitá. A maioria dos moradores veio dos Estados de Rondônia, Mato Grosso, Para­ná, e outros, em busca de ter­ra, madeira e melhoria de vida. Aqui faltam serviços básicos como água potável, saneamen­to, hospital, correio...

Os doen­tes ou acidentados têm que ser levados para o hospital de Hu­maitá, a 180 km ou para Apuí, a 220 km. Para se chegar à sede do município leva-se um dia de es­trada e dois de barco; por cau­sa da distância e pela falta de recursos econômicos, muitas pessoas deixam de reivindicar seus direitos. As crianças e os jovens enfrentam dificuldades para continuar os estudos pela carência de professores, mate­rial didático e óleo diesel para o transporte.

Em março de 2006, nós Mis­sionárias Combonianas, che­gamos nesta quase-paróquia de Santa Luzia para partilhar nossa vida, a convite de Dom Francisco Merkel, Bispo de Humaitá. Somos três Irmãs: Ir. Rosa Guzzo (Brasil), Ir. M. Lu­cie Tokoyo Buna (Congo) e Ir. Olga Estela Sánchez Caro (Mé­xico). Também já atuaram aqui as Irmãs Amani Boulos Naguib Sefein (Egito) e Maria de Lur­des Oliveira Ramos (Portugal).

Nosso serviço ao povo de Deus desdobra-se em três áreas:
Organização e acompanha­mento das doze Comunida­des Eclesiais (formação de líderes, catequese, serviço de escuta, Associação de mu­lheres e pais de alunos, pas­toral da criança e da juventu­de e Infância Missionária);
Pastoral da Saúde, de modo especial com a bioenergé­tica. Só existe uma unidade básica de saúde e muitas pessoas pedem remédios na­turais às Irmãs.
Presença com os povos in­dígenas Tenharim e Oiahoi. Como Irmãs, somos chama­das a ser pontes de reconci­liação entre as culturas, aqui de modo especial entre colo­nos e indígenas. Todos somos filhos de Deus, com direitos perante a justiça brasileira e a justiça divina.

Estamos numa diocese onde o clero é escasso, a população é grande e as distâncias enormes. Há quem não tem coragem de viver aqui, devido ao clima e às doenças. A presença mais forte é das Religiosas.
Nesta diocese existem também comunidades formadas por Irmãs de diferen­tes Congregações, já que nem todos os Institutos têm mem­bros suficientes para formarem comunidades. Assim, nos aju­damos, caminhando e crescen­do junto ao povo, na constru­ção do Reino de Deus.

Neste lugar tão distante, no meio da floresta amazônica, o povo grita para a Igreja no Bra­sil e para as autoridades brasi­leiras: 'Aqui também é Brasil'. Um grito de ajuda, com o de­sejo de crescer, de reivindicar seus direitos como pessoas e como filhos e filhas de Deus.



Na foto: Padre Ezequiel Ramin, em uma celebração com trabalhadores rurais em Cacoal, Rondônia.

Os combonianos chegaram a Rondônia em 1974.

O grupo, todo italiano, vinha do Espírito Santo, para responder a um desejo da congregação de se abrir para além das fronteiras do norte capixaba e ao apelo da CNBB que solicitava a ajuda de grupos religiosos para as urgências missionárias do Brasil.
A região amazônica era uma das indicadas.
Depois de uma rápida exploração para sondar as possibilidades, um grupo de quatro padres foi enviado a Rondônia. Eram eles: Fiovo Camaioni, Ludovico Bonomi, ir. Xillo, aos quais, poucos dias mais tarde, se juntou Franco Vialetto.

Chegaram a Vila de Rondônia, atual Ji-Paraná, onde aguardaram alguns dias para poderem entrar em Ouro Preto, o lugar que lhes parecia mais indicado para o trabalho que estavam iniciando. Era lá que havia sido iniciado, em 1970, o Projeto Integrado de Colonização de Ouro Preto. Imaginava-se que a cidade se tornaria o centro propulsor de toda a região. Não passava de uma pequena vila, na época, sem posto de gasolina, nem oficina mecânica, nem borracharia. Mas se projetava o futuro e era para ele que todos estavam voltados. O que havia de sobra era malária, o maior obstáculo também para as famílias. Jaru, outra pequena vila a 40 quilômetros de Ouro Preto, era chamada 'capital da malária'.

A comunidade comboniana que chegou para iniciar uma presença duradoura na região, empurrada pelas ne-cessidades e pelo ritmo de crescimento das vilas, logo se dividiu. Um mês mais tarde, houve uma emergência em Pimenta Bueno e dom João Batista Costa apelou aos recém-chegados para que assumissem, provisoriamente, aquela paróquia. O provisório se tornou definitivo.

Mesmo com poucas pessoas, os combonianos se encontraram com duas paróquias em grande expansão, aliás, com três, quando o padre Vialetto decidiu dedicar-se, de maneira exclusiva, ao novo e dinâmico polo de Cacoal.
Não faltava trabalho: as comunidades eram todas incipientes e se multiplicavam em um ritmo impressionante. Tudo devia ser feito, desde a construção material das estruturas até à organização das pastorais.

A congregação entendeu o tamanho do desafio e assumiu a nova fronteira. Também as irmãs missionárias combonianas decidiram entrar na empreitada.
Desde aquela época, muitas pessoas passaram pelas comunidades: algumas ficaram mais tempo, outras menos. Sem dúvida, os nomes estão ainda na memória de muitos. Entre as irmãs, Luigia, Carmem, Iolanda, Maria Assunta, Berenice, Maria das Graças, Sílvia, Luisa, Nicolina, Elide, Lourdes ... E entre os padres e irmãos, além dos já citados, Tonino, Hugo, José Furlanetto, Elígio, Salvador, Carlos, Egídio, Gianfranco, Pedro, André, Roberto, Mansueto, José Simionato, José Grassi, Jorge, João, Luis, irmão Guido ... Isso só para ficar em alguns e nos primeiros anos. Foi um tempo de graça.

Uma nova Igreja surgiu. O reconhecimento oficial de todo o trabalho feito veio em 1978, quando foi criada a nova prelazia de Rondônia e, finalmente, em 1983, quando foi constituída a atual diocese de Ji-Paraná.




Ao chegar na Rondônia, Padre Ezequiel Ramin havia afirmado:
'Vim entre vocês na simplicidade e na amizade,
mas, antes de pôr os pés no solo brasileiro,
tinha feito a minha opção preferencial:
os pobres e os indígenas,
as duas categorias mais exploradas desta terra'.





O Padre Wellington, missionário combonianos brasileiro, natural de Contagem, MG, está trabalhando numa missão no Sul do Sudão, na comunidade católica de Old Fangak. Uma região muito pobre, com muitas dificuldades e um país por reconstruir, depois de anos de guerra.

PROJETO apresentado por padre Wellington Alves


Padre Wellington Alves de Souza
OLd Fangak Parish
Jacaranda Avenue
P.O. Box 25742 – NAIROBI - Kenya - África

PROJETO
“Wake up and see!” – WUAS = (Levante e veja)

Projeto de “Educação para Adultos”, na Comunidade Católica Old Fangak, Diocese de Malakal, Sul do Sudão.

A educação de adultos “Wake up and see!”  – WUAS, (Levante e veja) é uma iniciativa da comunidade cristã e do Centro Daniel Comboni para promover a educação do povo de Old Fangak, visto que o analfabetismo chega a mais de 60% da população.
O Projeto “A alfabetização de adultos” quer se comprometer com a educação do povo criando uma atmosfera de esperança e responsabilidade com o desenvolvimento do povo sudanês. É uma proposta para encorajar os jovens estudantes a acreditarem nas suas próprias potencialidades e desenvolvê-las para um Sudão melhor.
Como diria Comboni: “Salvar a África com a África”.

Este projeto tem um custo estimado de US 9.960 (nove mil, novecentos e sessenta dólares) por um período de três anos.



Nós missionários combonianos do Brasil Sul apoiamos o projeto de padre Wellington, e o apresentamos aos nossos colaborasdores e amigos, certos de sua generosidade.
Padre Alcides Costa, superior provincial.




Para colaborar com este projeto, clique aqui



Nossos amigos, colaboradores e benfeitores, e qualquer pessoa de boa vontade, podem ajudar os Missionários Combonianos com uma das seguintes maneiras:

1 - OBRA DO REDENTOR: clique aqui

2 - BOLSA DE ESTUDO: clique aqui


3 - COLABORAçÂO LIVRE: clique aqui



clique para ampliarJESUS FALAVA COM AUTORIDADE!

Do Evangelho de São Lucas 4,31-37:

Jesus desceu a Cafarnaum e aí ensinava ... As pessoas ficavam admiradas com o seu ensinamento, porque Jesus falava com autoridade.
Na sinagoga, havia um homem possuído pelo espírito de um demônio impuro, que gritou em alata voz:
'O que queres de nós, Jesus nazareno? Vieste para nos destruir? Eu sei quem tu és: tu és o santo de Deus!'.
Jesus o ameaçou, dizendo:
'Cala-te e sai dele!'.
Então, o demônio lançou o homem no chão, saiu dele e não lhe fez mal nenhum.
O espanto se apossou de todos e eles comentavam entre si:
'Que palavra é essa? Ele manda nos espíritos impuros, com autoridade e poder, e eles saem'.
E a fama de Jesus se espalhava em todos os lugares da redondeza.



Perguntas para refletir:
1) Qual era a autoridade de Jesus?
2) Jesus tem poder e expulsa os demônios: por que, estando com ele, nós continuamos com tantos medos?
3) Toda a humanidade precisa ouvir a Palavra de Jesus: o que podemos fazer para ajudar a espalhar essa Palavra no mundo inteiro?






ESTÃO VIVOS E ESTA É A SUA VITÓRIA!

O mês de novembro começa com a Festa de Todos os Santos e Santas: homens e mulheres deste mundo, como cada um de nós, mas que souberam seguir a Cristo Jesus com todas as forças e com todo o amor.

E, logo a seguir, no dia 2 de novembro, lembramos todos os falecidos. E só Deus conheceu a fé de muitos deles.
Juntando essas duas multidões (santos e falecidos), vamos lembrar os ideais pelos quais morreram.

Muitos deles, como árvores arrancadas antes que possam produzir muitos frutos. Sementes desperdiçadas na estrada do descaso e da maldade do mundo.

Na teimosia dos pequenos e nas suas vitórias, que os grandes insistem em chamar de derrotas.
Estão vivos e essa é a sua vitória!

Lemos no Livro do Apocalipse de São João (7,9 e 14):

'Vi uma multidão imensa de gente de todas as nações, tribos, povos e línguas, e que ninguém podia contar. Estavam de pé diante do trono de Deus e do Cordeiro...
Quem são esses?...
Esses são os que vieram da grande tribulação. Lavaram e alvejaram suas roupas no sangue do Cordeiro!'






No mês de NOVEMBRO, com toda a Igreja rezamos assim:

'Para que os nossos irmãos e irmãs falecidos, que nos precederam nas canseiras da missão, nos ensinem a dar a nossa vida pela Causa de Deus, rezemos!'




E com todos os discípulos de Cristo, que por serem discípulos verdadeiros se tornam missionários, com o olhar atento e o coração aberto a todo o mundo, rezamos assim:

'A fim de que os fiéis das diversas religiões, com o testemunho da vida e mediante um diálogo fraterno, dêem uma clara demonstração de que o nome de Deus é porta-voz de paz, rezemos!'










 



Padre REMO MARIANI, missionário comboniano, já muito conhecido na região sul do Brasil, onde está atuando há muitos anos como animador missionário e promotor vocacional, tem atualmente sua base no:

Seminário Missionário Comboniano
Av.Alcir Bastos, 633 - Fazendinha
81330-400 CURITIBA PR
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'Na minha experiência de missionário encontrei muitos jovens em busca da felicidade verdadeira. Este blog deseja ser um cantinho de diálogo com os jovens'.








Basta de mentiras-pecados!

'Senhor, viemos diante de Vós neste dia,
preparando o Natal de vosso Filho,
para pedir perdão
e para pedir nova luz e direção.
Que a Vossa luz vença
nossas mentiras-pecados!

Sabemos que Vossa Palavra disse:
'Maldição àqueles que  chamam 'bem' ao que é 'mal“,
e é exatamente o que temos feito.
Temos perdido o equilíbrio espiritual
e temos mudado os nossos valores.

Temos explorado o pobre
e temos chamado a isso 'sorte'.
Não queremos a 'justiça'
e nos escondemos atrás
de gestos de 'caridade'.

Temos matado os nossos filhos
que ainda não nasceram
e temos chamado isso de “livre escolha'.
Temos abatido os nossos condenados
e chamamos a isso de 'justiça'.
Temos sido negligentes ao disciplinar os nossos filhos
e chamamos a isso de “desenvolver a sua auto-estima”.

Temos abusado do poder
e temos chamado a isso de 'Política'.
Temos cobiçado os bens do nosso vizinho
e a isso chamamos de 'ter ambição'.

Temos contaminado as ondas de rádio
e televisão com  muita grosseria e pornografia
e temos chamado isso de 'liberdade de expressão'.

Temos ridicularizado os valores estabelecidos
desde há muito tempo pelos nossos antepassados
e a isto chamamos de 'obsoleto e passado'.

Ó Deus, tende piedade de nós;
penetrai no mais íntimo de nossos corações:
purifícai-nos e livrai-nos dos nossos  pecados.
E mandai o vosso Filho,
para nos fazer homens novos.
Amen.

ESTÁ ABERTA A SALA DE BRINDES.

Conforme estabelecido, cada participante do  CONCURSO, ao acertar as respostas, consegue pontos, que vão sendo somados etapa por etapa.

Com esses pontos o participante do CONCURSO pode escolher e encomendar BRINDES.




Quem não participa do CONCURSO, poderá ter os objetos que estão na SALA DE BRINDES, comprando-os na LOJA VIRTUAL, que breve abrirá no site.




Entenda bem:
a cada brinde que você encomendar,
os pontos correspondentes são subtraídos.
Mas esses pontos continuam valendo para eventualmente estar entre os dez participantes
que somarem mais pontos e irão participar do sorteio de Natal.

Escute:
se você não sabe quantos pontos tem para poder encomendar brindes, vá na pagina FALE CONOSCO, escreva seu e-mail e diga que você precisa saber quantos pontos tem no CONCURSO. Em poquíssimo tempo, receberá a resposta para você poder encomendar seu brinde.

Finalmente:
se não tiver pressa, aguarde antes de fazer a sua encomenda, pois em poucos dias haverá mais brindes disponíveis, tipo camisetas, chaveiros...

Para entrar na SALA DOS BRINDES, clique aqui



clique para ampliarO fato

((( Leia e depois dê a sua opinião!
Veja no final...)))

O Tribunal com sede em Estrasburgo estimou que a presença de crucifixos nas salas de aula pode ser 'molesta' para os alunos que pratiquem outras religiões ou que sejam ateus e assinalou
que 'o Estado devia abster-se de impor crenças em lugares dos quais dependem as pessoas. Em concreto, devia-se observar uma neutralidade confessional no contexto da educação pública'.
O caso foi apresentado ao Tribunal por Soile Lautsi, cujos filhos de 11 e 13 anos assistiram no curso 2001-2002 à escola pública 'Vittorino da Feltre', de Abano Terme ao nordeste da Itália,
onde cada sala de aula exibe um crucifixo. Depois de perder em todas as instâncias nacionais, Lautsi foi ao Tribunal europeu que sentenciou a seu favor e ordenou à Itália de pagar cinco mil euros de indenização.

As reações na Itália
Porta-vozes do Governo Italiano logo anteciparam que apelarão a sentença. Entretanto, a Ministra Gelmini repudiou a sentença e explicou à imprensa que 'a presença de crucifixos nas salas de aula
não significa uma adesão ao catolicismo, mas que representa a nossa tradição'. 'A história da Itália está cheia de símbolos e se eles forem eliminados se termina por eliminar parte de nós mesmos', indicou.
Depois de esclarecer que 'neste país ninguém quer impor a religião católica', recordou que a Constituição italiana 'reconhece justamente o valor da religião católica para nossa sociedade'.
Por sua parte, o Ministro da Agricultura, Luza Zaia, deplorou a sentença e considerou que 'a Corte decidiu que os crucifixos ofendem a sensibilidade dos não cristãos.
Quem ofende os sentimentos dos povos europeus nascidos do cristianismo é sem dúvida a Corte. Que se envergonhem!'.
E o ex-ministro da Cultura, Rocco Buttiglione, considerou que se trata de 'uma sentença desprezível' e pediu rechaçá-la com firmeza porque 'a Itália tem sua cultura, suas tradições e sua história. Os que vêm viver entre nós devem entender e aceitar esta cultura e esta história'.

Fora da Itália
O Secretário Geral da Conferência Episcopal Espanhola e Bispo Auxiliar de Madrid, Dom Juan Antonio Martínez Camino, lamentou a sentença do Tribunal de Estrasburgo de vetar os crucifixos
nas salas de aula da Itália e comentou que estes são 'um símbolo de liberdade'. Ele declarou que 'é injusto e discriminatório que se queira encerrar o crucifixo ao âmbito do privado... Se o crucifixo
desaparecer da vida pública, perderemos todos os alcances da cultura ocidental ligada a nossos valores'.

No Vaticano
O Secretário de Estado Vaticano, Cardeal Tarcisio Bertone, assinalou que a sentença do tribunal da corte européia de Estrasburgo, vetando os crucifixos nas salas de aula italianas, é lamentável,
pois é necessário 'conservar os sinais da nossa fé para os que crêem e para os que não crêem também'.
Em suas declarações desta manhã, o Cardeal denunciou ademais que 'esta Europa do terceiro milênio nos deixa somente as abóboras das festas Hallowen, recentemente celebradas, e elimina os símbolos mais queridos'.
O Cardeal, enfim, recordou que o crucifixo 'é símbolo de amor universal, não de exclusão mas sim de acolhida'.
Por sua parte, L'Osservatore Romano, jornal oficial do Vaticano, recorda em sua edição de hoje as palavras da Natalia Ginzbug, quem em 22 de março de 1988 escrevia em 'l'Unitá', o jornal fundado por Antonio Gramsci do
Partido Comunista Italiano que 'o crucifixo não gera nenhuma discriminação. É a imagem da revolução cristã que difundiu pelo mundo a idéia da igualdade entre os homens'.
Logo depois de ressaltar que já em 2006 o Conselho de Estado da Itália precisou que é legítima a presença dos crucifixos nas salas de aula, L´Osservatore Romano esclarece que a sentença da Corte de
Estrasburgo faz parte de uma tendência que busca 'um futuro não muito longínquo formado por ambientes públicos sem referências religiosas e culturais pelo temor de ofender a sensibilidade de outros'.
Em realidade, assinala, 'não é com a negação mas com a acolhida e o respeito das diversas identidades que se defende a idéia da laicidade do Estado e se favorece a integração das distintas culturas'.

Um missionário
Assim escreveu o missionário xaveriano, padre Storgato, a uma agência internacional de notícias (Misna):
“Além de todas as motivações apresentadas nas várias instâncias a respeito da exposição do crucifixo
nas salas de aulas italianas, eu sinto a necessidade de expressar a minha certeza... Falo do Crucifixo (com C maiúscula), afirmando que ele é o verdadeiro centro de nosso anúncio evangélico,
a única verdadeira notícia que temos e na qual cremos. É pelo Crucificado (e Ressuscitado) que a Igreja vive e morre.  O Crucificado é a síntese e o testemunho supremo do amor de Deus e do Seu Evangelho de salvação pela humanidade. Este é o verdadeiro significado do Crucifixo. Por isso, ele é e será sempre poder e sabedoria de Deus, e loucura e vergonha para o mundo.
Padre Storgato termina perguntando:
“Do coração sobe uma pergunta irresistível: ´Cristo, o homem-Deus crucificado, tem, ele também, algum direito humano? Eu sei que Ele não teve muita
sorte nem no Palácio de Pilatos nem na corte de Herodes... Contudo, estou também convencido de que a nossa pregação da mensagem autêntica de Cristo sempre será tida como escândalo por alguns e como vergonha por outros... Mas para nós, que somos e queremos ser Igreja, não temos outra coisa válida para anunciar ao mundo'.




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1. Depois do XVII Capítulo Geral

Terminamos o XVII Capítulo Geral com a aprovação dos Documentos Capitulares e a eleição do novo Conselho Geral. Tudo isso é motivo de ação de graças ao Senhor, pois ele continua nos acompanhando e bendizendo esta família comboniana nascida da experiência carismática de São Daniel Comboni.
Por outro lado, iniciamos agora a realização do Capítulo, aquilo que o Espírito, Comboni e os Capitulares nos indicam como trabalho para os próximos seis anos.
Foi uma experiência bonita de comunhão, partilha e vontade de continuar a obra iniciada por Comboni.
Cada um de nós, à luz da fé, da realidade sócio-eclesial em que vivemos somos convidados a acolher os Documentos Capitulares com alegria de coração e abertos às novidades que o Espírito nos mostra, e começar a nos perguntar: Perante os desafios realçados pelo Capítulo, em que deve mudar a minha vida, a minha comunidade, a minha província para responder com fidelidade à missão que o Senhor me confiou?
A partir dos DC somos convidados a começar traçar os objetivos do nosso Projeto Provincial. Os Documentos Capitulares serão entregues nos encontros setoriais (padre Alcides, Superior provincial – 5 de novembro de 2009)

2. Encontros Setoriais
Setor Norte: 17 – 18 de novembro: em Porto Velho
Setor Sul: 25 – 26  de novembro: na Casa Provincial – São Paulo
Setor Espírito Santo: 2 – 3 de dezembro: em Nova Venécia, ES.
Assuntos: Capítulo Geral – Projetos comunitários (Compromisso assumido na assembléia provincial) - Assuntos locais de cada setor. Por favor: Comuniquem aos encarregados das comunidades quantos vão participar e quando vão chegar. Os do Setor Sul comuniquem na casa provincial a sua chegada.

Assembleia da Animação Missionária
- Dia 23 de novembro: na casa provincial

Assembleia da Formação
- Dia 24 de novembro: na casa provincial.

Conselho Provincial
: 8 – 10 de dezembro: em São Paulo.

3. Ordenação Sacerdotal
No dia 19 de dezembro será ordenado presbítero o Esc. Everaldo de Souza Alves, no Bairro Icaiveras – Contagem, MG. É motivo de agradecimento ao Senhor que continua chamando jovens para o serviço missionário na sua Igreja e como comboniano. Acompanhemo-lo com o nosso apoio, a nossa oração e a nossa presença. Rezemos juntos nas nossas comunidades combonianas e paroquiais, neste dia, por ele e para que o Senhor continue chamando outros jovens para este serviço.

4. Retiro comboniano
Como já programado desde o ano passado, confirmamos a data do nosso Retiro Espiritual: 24 a 29 de janeiro de 2010, na Casa de Encontro Emaús – Ressaca – Itapecerica da Serra, São Paulo. Previsão de término o dia 29 com o almoço.
O Orientador é o Pe. Manuel Agusto, comboniano, ex-Geral, de Portugal.
No dia 24 o trabalho será entre nós para organizar as nossas atividades de articulação e elaboração do Projeto provincial, à luz do Capítulo para o próximo sexênio. Levar para o Retiro: Regra de Vida, Bíblia, Documentos Capitulares.
Nota: O ônibus sai da casa provincial para a Ressaca o dia 23 às 16 horas.
Por gentileza, comunique na Casa provincial a sua participação o quanto antes, para podermos melhor organizar a estadia na casa de Retiro.

5. Notícias de confrades
• Acompanhemos o Pe. Primo Silvestri. Encontra-se na Itália acompanhando o seu irmão que está gravemente enfermo.
• O Pe. Luigi Andriollo. Encontra-se também na Itália acompanhando o seu irmão que está enfermo.
• O Pe. Afonso Tebaldini que está se recuperando da cirurgia do coração em Brescia.
• O Pe. André Pazzaglia. Continua na sua lenta recuperação. Esteve em Milão acompanhando o seu irmão e para fazer os controles médicos e voltou para Pezaro.
• Na metade de novembro volta ao Brasil o Pe. Giuseppe Laera.
• O Pe. Luigi Falone encontra-se no Canadá e regressa no inicio de janeiro de 2010.
• Na metade de dezembro os padres Odelir Magri e Valnei Pedro Reghelin vem ao Brasil para as suas merecidas férias.
• No final de dezembro ou inicio de janeiro deveriam chegar à nossa província os padres Jervas Mawt do Sudão e Marnécio das Filipinas. Bem vindos!




Paulo, apóstolo de Jesus Cristo, assim proclama a vinda de Deus, com o nascimento de Seu Filho Jesus, entre nós, neste mundo: (Carta aos Filipenses, 2,5-12):

Tenham em vocês os mesmos sentimentos que havia em Jesus Cristo:
Ele tinha a condição divina, mas não se apegou a sua igualdade com Deus.
Pelo contrário, esvaziou-se a si mesmo, assumindo a condição de servo e tornando-se semelhante aos homens.
Assim, apresentando-se como simples homem, humilhou-se a si mesmo, tornando-se obediente até a morte, e morte de cruz!

Por isso, Deus o exaltou grandemente, e lhe deu o Nome que está acima de qualquer outro nome; para que, ao nome de Jesus, se dobre todo joelho no céu, na terra e sob a terra; e toda língua confesse que Jesus Cristo é o Senhor, para a glória de Deus Pai.





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A QUE VEIO TRAZER O VERDADEIRO SALVADOR AOS POVOS DA AMÉRICA


Dez anos depois da tomada da Cidade do México, a guerra chegou ao fim e houve uma paz entre os povos. Os espanhóis conquistadores estavam também impondo a prática da religião católica.
Neste tempo, no ano de mil quinhentos e trinta e um, nos primeiros dias do mês de dezembro, aconteceu que a Virgem Mãe de Jesus Salvador apareceu a um pobre índio, chamado Juan Diego.

PRIMEIRA APARIÇÃO
Era sábado de madrugada, pouco antes do amanhecer, Juan Diego estava em seu caminho, a seguir seu culto divino e empenhado em sua tarefa. Ao chegar no topo da montanha conhecida como Tepeyacac, o dia amanhecia e ele ouviu cantos acima da montanha, assemelhando-se a cantos de vários lindos pássaros. De vez em quando, as vozes cessavam e parecia que o monte lhes respondia. O som, muito suave e deleitoso, sobrepassava do 'coyoltototl' e do 'tzinizcan' e de outros pássaros lindos que cantam. Juan Diego parou, olhou e disse para si mesmo: “Porventura, sou digno do que ouço? Será um sonho? Estou dormindo em pé? Onde estou? Será que estou agora em um paraiso terrestre de que os mais velhos nos falam a respeito? Ou quem sabe estou no céu?'. Ele estava olhando para o oriente, acima da montanha, de onde vinha o precioso canto celestial e então de repente houve um silêncio. Então, ouviu uma voz por cima da montanha dizendo-o: 'Juanito, Juan Dieguito.'. Ele com coragem foi onde o estavam chamando, não teve o mínimo de medo, pelo contrário, encorajou-se e subiu a montanha para ver. Quando alcançou o topo, viu uma Senhora, que estava parada e disse-lhe para se aproximar. Em Sua presença, ele maravilhou-se pela Sua grandeza sobrehumana. Seu vestido era radiante como o sol, o penhasco onde estavam Seus pés, penetrado com o brilho, assemelhava-se a uma pulseira de pedras preciosas e a terra cintilava como o arco-íris. As 'mezquites', 'nopales', e outras ervas daninhas que ali estavam, pareciam como esmeraldas, sua folhagem como turquesas e seus ramos e espinhos brilhavam como ouro. Ele inclinou-se diante Dela e ouviu Sua palavra, suave e cortês, como alguém que encanta e cativa muito. Ela disse-lhe “Juanito, o mais humilde dos meus filhos, onde você está indo?” Ele respondeu: “Minha Senhora e Menina, eu tenho que chegar na Sua igreja no México, Tlatilolco, para seguir as coisas divinas, que nos dão e ensinam nossos sacerdotes, delegados de Nosso Senhor.”. Ela, então disse-lhe: “Saiba e entenda, você é o mais humilde dos meus filhos, Eu, a Sempre Virgem Maria, Mãe do Deus Vivo por quem nós vivemos, do Criador de todas as coisas, Senhor do céu e da terra. Eu desejo que um templo seja construido aqui, rapidamente; então, Eu poderei mostrar todo o meu amor, compaixão, socorro e proteção, porque Eu sou vossa piedosa Mãe e de todos os habitantes desta terra e de todos os outros que me amam, invocam e confiam em mim. Ouço todos os seus lamentos e remedio todas as suas misérias, aflições e dores. E para realizar o que a minha clemência pretende, vá ao palácio do Bispo do México e lhe diga que Eu manifesto o meu grande desejo, que aqui neste lugar seja construido um templo para mim. Você dirá exatamente tudo que viu, admirou e ouviu. Tenha certeza que ficarei muito agradecida e lhe recompensarei. Porque Eu farei você muito feliz e digno da minha recompensa, por causa do esforço e fadiga que você terá, para cumprir o que Eu lhe ordeno e confio. Observe, você ouviu minha ordem, meu humilde filho, vá e coloque todo seu esforço.” Neste ponto ele inclinou-se diante Dela e disse: 'Minha Senhora, Eu estou indo cumprir Tua ordem, agora me despeço de Ti, Teu humilde servo'. Logo desceu para cumprir sua tarefa e foi em linha reta pela estrada, até a Cidade do México.

SEGUNDA APARIÇÃO
Tendo entrado na cidade, sem perder tempo, foi direto ao palácio do Bispo, que chegara recentemente e se chamava Frei Juan de Zumarraga, um religioso Franciscano. Ao chegar, procurou vê-lo, pediu ao criado para anunciá-lo. Esperou muito tempo. Quando entrou, se ajoelhou e disse ao Bispo a mensagem da Nossa Senhora do Céu, bem como tudo que havia visto, escutado e admirado. Porém, após ouvir toda a conversa, o Bispo incrédulo disse-lhe: 'Volte depois, meu filho e eu lhe ouvirei com muito prazer. Eu examinarei tudo e pensarei no motivo pelo qual você veio'. Juan Diego saiu triste, porque sua mensagem não se realizou de forma alguma.
Retornou no mesmo dia. Foi diretamente ao topo da montanha, encontrou-se com a Senhora do Céu, que o esperava no mesmo lugar, onde tinha aparecido. Vendo-a, prostrou-se diante Dela e disse: 'Senhora a Caçulinha de minhas filhas, minha Menina, eu fui onde você mandou para levar Sua mensagem, como me havia instruido. Ele recebeu-me benevolentemente e ouviu-me atentamente, mas quando respondeu, pareceu-me não acreditar. Ele disse: 'Volte depois, meu filho e eu o ouvirei com muito prazer. Examinarei o desejo que você trouxe, da parte da Senhora'. Entendo pelo seu modo de falar, que não acredita em mim e que seja invenção da minha parte, o Seu desejo de construção de um templo neste lugar para Você. E que isso não é Sua ordem. Por isso eu, encarecidamente lhe peço, Senhora e minha Criança, que instrua a alguém mais importante, bem conhecido, respeitado e estimado para que acreditem. Porque eu não sou ninguém, sou um barbantinho, uma escadinha de mão, o fim da cauda, uma folha. E você, minha Criança, a minha filhinha caçula, minha Senhora, envia-me a um lugar onde eu nunca estive! Por favor, perdoe o grande pesar e aborrecimento causado, minha Senhora e meu Tudo.”
A Virgem Santíssima respondeu: “Escuta, meu filho caçula, você deve entender que eu tenho vários servos e mensageiros, aos quais Eu posso encarregar de levar a mensagem e executarem o meu desejo, mas eu quero que você mesmo o faça. Eu fervorosamente imploro, meu caçula, e com severidade Eu ordeno que volte novamente amanhã ao Bispo. Você vai em meu Nome e faça saber meu desejo: que ele inicie a construção do templo como Eu pedi. E novamente diga que Eu, pessoalmente, a Sempre Virgem Maria, Mãe de Deus Vivo, lhe ordenei.”
Juan Diego respondeu: “Senhora, minha Criança, não deixe que eu lhe cause aflição. Alegremente e de bom grado eu irei cumprir Sua ordem. De nenhuma maneira irei falhar e não será penoso o caminho. Irei realizar seu desejo, mas acho que não serei ouvido, ou se fôr, não acreditarão. Amanhã ao entardecer, trarei o resultado da Sua mensagem com a resposta do Bispo. Descanse neste meio tempo.”. Ele, então, foi para sua casa.

TERCEIRA APARIÇÃO
No dia seguinte, domingo, antes do amanhecer, ele deixou sua casa e foi direto ao Tlatilolco, para ser instruído em coisas divinas, e em seguida estar presente a tempo para ver o Bispo. Por volta das 10 horas, estando em cima da hora, após participar da Missa e o povo ter dispersado, ele apressadamente se foi. Pontualmente, Juan Diego foi ao palácio do Bispo. Mal chegou, ansioso já estava para tentar vê-lo. E novamente com muita dificuldade, o Bispo estava à sua frente. Ajoelhou-se diante de seus pés, entristecidamente e chorando, expôs a ordem de Nossa Senhora do Céu, e que por Deus, acreditasse em sua mensagem, de que o desejo da Imaculada de erguer um templo onde Ela queria, fosse realizado. O Bispo para assegurar-se, fez várias perguntas, onde ele A tinha visto e como Ela era. E ele descreveu perfeitamente em detalhes ao Bispo. Apesar da precisa descrição de Sua imagem, e tudo que ele tinha visto e admirado, que em tudo refletia ser a Sempre Virgem Santíssima Mãe do Salvador, Nosso Senhor Jesus Cristo, o Bispo não deu crédito e disse que somente pela sua súplica, não atenderia o seu pedido, que aliás, um sinal era necessário; só então acreditaria, ser ele enviado pela verdadeira Senhora do Céu. Após ouvir o Bispo, disse Juan Diego: “Meu senhor, escuta! Qual deve ser o sinal que o senhor quer? Para eu pedir a Senhora do Céu que me enviou aqui”. O Bispo, vendo que ele ratificava tudo sem duvidar, nem retratar nada, o despediu. Imediatamente, ordenou algumas pessoas de sua casa, e de inteira confiança, para segui-lo e olhar onde ele ia, a quem ele via e falava. E assim foi feito. Juan Diego veio direto pela estrada. Aqueles que o seguiam, após cruzarem o barranco perto da ponte do Tepeyacac, perderam-no de vista. Eles procuraram por todos os lugares, mas não puderam mais vê-lo. Retornaram com muita raiva, não somente porque estavam aborrecidos, mas também por ficarem impedidos do objetivo. E o que eles informaram ao Bispo, o influenciou a não acreditar em Juan Diego. Eles lhe disseram que foi enganado. Juan Diego apenas forjou o que veio dizer, e a sua mensagem e pedido não passava simplesmente de um sonho. Eles então arquitetaram um plano, que se ele de alguma forma voltasse, eles o prenderiam e o puniriam com severidade e de tal forma que ele jamais mentiria ou enganaria novamente.
Entretanto, Juan Diego estava com a Virgem Santíssima, contando-lhe a resposta que trazia do senhor Bispo. A Senhora, após ouvir, disse-lhe: ”Muito bem, meu queridinho, você retornará aqui amanhã, então levará ao Bispo o sinal por ele pedido. Com isso ele irá acreditar em você, e a este respeito, ele não mais duvidará nem desconfiará de você, e sabe, meu queridinho, Eu o recompensarei pelo seu cuidado, esforço e fadiga gastos em Meu favor. Vá agora. Espero você aqui amanhã“.

QUARTA APARIÇÃO
No outro dia, segunda-feira, quando Juan Diego teria que levar um sinal pelo qual então acreditariam, ele não pode ir porque, ao chegar em casa, seu tio chamado Juan Bernardino, estava doente e em estado grave. Primeiro foi chamar um médico que o auxiliou, mas era tarde, e o estado de seu tio era muito grave. Por toda a noite seu tio pediu que, ao amanhecer, ele fosse ao Tlatilolco e chamasse um sacerdote, para prepará-lo e ouví-lo em confissão, porque certamente sua hora havia chegado, pois não mais levantaria ou melhoraria de sua enfermidade.
Na terça-feira, antes do amanhecer, Juan Diego ia de sua casa ao Tlatilolco para chamar o sacerdote, e ao aproximar-se da estrada que liga a ladeira ao topo do Tepeyacac, em direção ao oeste onde estava acostumado a passar, disse: “Se eu seguir adiante, a Senhora estará esperando-me, e eu terei que parar e levar o sinal ao Bispo, como pressuponho. A primeira coisa que devemos fazer apressadamente, é chamar o sacerdote, porque meu pobre tio certamente o espera.” Então, contornou a montanha, deu várias voltas, de forma que não poderia ser visto por Ela, que pode ver todos os lugares. Mas, ele A viu descer do topo da montanha e estava olhando na direção onde eles anteriormente se encontraram. Ela aproximou-se dele pelo outro lado da montanha e disse: “O que há, meu caçula? Onde você esta indo?” Ele estava afligido, envergonhado, ou assustado? Ele inclinou-se diante dela e A saudou dizendo: “Minha Criança, a mais meiga de minhas filhas, senhora, Deus permita que você esteja contente. Como você está nesta manhã? Está bem de saúde? Senhora e minha Criança. Vou lhe causar um pesar. Sabe, minha Criança, um de Seus servos, está muito doente, meu tio. Ele contraiu uma peste, e está perto de morrer. Eu estou indo depressa à Sua casa no México para chamar um de Seus sacerdotes, querido pelo Nosso Senhor, para ouvir sua confissão e absolvê-lo, porque desde que nós nascemos, aguardamos o trabalho de nossa morte. De forma que, se eu for, retornarei aqui brevemente, então levarei Sua mensagem. Senhora e minha Criança, perdoe-me, seja paciente comigo. Eu não Te enganarei, minha Caçula. Amanhã eu voltarei o mais rápido possível.”
Depois de ouvir toda a conversa de Juan Diego, a Santíssima Virgem respondeu: “Escuta-Me e entenda bem, meu caçula, nada deve amedontrar ou afligir você. Não deixe seu coração perturbado. Não tema esta ou qualquer outra enfermidade, ou angústia. Eu não estou aqui? Quem é sua Mãe? Você não está abaixo de minha proteção? Eu não sou sua saúde? Você não está feliz com o meu abraço? O que mais pode querer? Não tema nem se perturbe com qualquer outra coisa. Não se aflija por esta enfermidade de seu tio, por causa disso, ele não morrerá agora. Tenha certeza de que le já está curado.” ( E então, seu tio foi curado, como mais tarde se soube.)
Quando Juan Diego ouviu estas palavra da Senhora do Céu, ele ficou enormemente consolado. Estava feliz. Prometeu que, quanto antes, estaria na presença do Bispo, para levar o sinal ou prova, a fim de que cresse. A Senhora do Céu ordenou que subisse ao topo da montanha, onde eles anteriormente haviam se encontrado. Ela disse-lhe: “Suba, meu caçula, ao topo da montanha; lá onde você Me viu e lhe dei a ordem, você encontrará diferentes flores. Corte-as, juntes-as, então volte aqui e traga-as em minha presença.” Imediatamente Juan Diego subiu a montanha, e quando atingiu o topo, ele espantou-se pela variedade de esquisitas rosas de Castilha que haviam brotado bem antes do tempo, porque, estando fora da época, deveriam estar congeladas. Elas estavam muito fragantes e cobertas com o orvalho da noite, assemelhando-se a pérolas preciosas. Imediatamente ele começou a cortá-las. Recolheu todas e colocou-as em seu tilma. O topo da montanha era um lugar impossível de nascer qualquer tipo de flor, porque havia vários penhascos, cardos, espinhos e ervas daninhas. Ocasionalemente as ervas cresceriam, mas era mês de dezembro, na qual toda vegetação é destruida pelo frio. Ele voltou imediatamente e entregou as diferentes rosas que havia cortado para a Senhora do Céu, que ao vê-las, tocou-as com suas mãos e de novo colocou-as de volta no tilma, diendo: “Meu caçula, esta variedade de rosas é a prova e sinal que você levará ao Bispo. Você irá dizer em meu nome que nelas ele verá o meu desejo e que deverá realizá-lo. Você é meu embaixador, muito digno de confiança. Rigorosamente eu ordeno que apenas diante da presença do Bispo, você desenrole o manto e descubra o que está carregando. Você contará tudo direito. Que Eu ordenei você a subir ao topo da montanha, e cortar estas flores, e tudo que você viu e admirou, então, você pode induzir ao Bispo dar a sua ajuda, com o objetivo de que um templo seja construído e erguido como Eu tenho pedido”.
Depois que a Senhora do Céu deu seu aviso, ele se pôs a caminho pela estrada que dava diretamente ao México. Estava feliz e seguro de seu sucesso, carregando com grande carinho e cuidado o que continha dentro de seu tilma. De tal forma que nada poderia escapar de suas mãos, a não ser a maravilhosa fragância das variadas e belas flores.

O MILAGRE DA IMAGEM
Ao chegar ao palácio do Bispo, encontrou-se com o secretário e outros criados do mesmo. Ele os suplicou para dizer que desejava vê-lo, mas ninguém consentiu, não pretendendo ouví-lo, provavelmente porque era muito cedo, ou talvez, já sabiam como ele os incomodava porque era-lhes inoportuno, e além disso eles foram avisados pelos seus companheiros, que o haviam perdido de vista quando o estavam seguindo.
Ele esperou por muito tempo. Quando viram que estava esperando por tanto tempo, em pé, cabisbaixo, sem nada fazer, somente esperando ser chamado, e aparentando trazer algo em seu tilma, eles chegaram perto na tentativa de matar suas curiosidades. Juan Diego, vendo que não poderia esconder o que trazia, e que por isso, poderia ser molestado, empurrado ou até quem sabe, apanhar, descobriu um pouco o seu tilma, onde estavam as flores, e ao verem que eram flores e todas diferentes e por não se tratar da época de darem, eles ficaram completamente atônitos, da mesma forma por estarem tão novas, tão abertas, tão fragantes e tão preciosas. Eles tentaram pegar algumas, mas não tiveram sucesso depois de três tentativas. Ao tentar pegá-las, elas não pareciam flores reais, em vez disso, pareciam estar pintadas, estampadas, ou costuradas na roupa. Então eles foram dizer ao Bispo o que havia acontecido e que aquele índio que tantas vezes lá estivera, novamente tentava vê-lo e por muito tempo já o aguardava.
O Bispo se deu conta de que aquilo era a prova, para confirmar e concordar com o pedido do índio. Imediatamente ordenou a sua entrada. tão logo Juan Diego entrou, ajoelhou-se diante dele, como estava acostumado a fazer, e de novo disse o que tinha visto e admirado, bem como a mensagem. Ele disse: 'O senhor pediu para que fosse dizer a minha Ama, a Senhora do Céu, Santa Mãe preciosa de Deus, que desejava um sinal, e só assim então, acreditaria em mim, que deveria ser construído um templo onde Ela pediu para ser erguido. Também, dei-Lhe a minha palavra que lhe traria algum sinal ou prova por você pedido, de Sua vontade. Ela condescendeu ao seu recado e acolheu o seu pedido, com algum sinal e prova para que se cumpra a Sua vontade. Hoje, bem cedo, Ela enviou-me para vê-lo. Eu pedi pelo sinal para você acreditar em mim, e Ela disse que me daria. Enviou-me ao topo da montanha, onde eu costumo vê-la, para cortar uma variedade de rosas. Depois de cortá-las e de trazê-las para baixo, Ela segurou-as em Suas mãos e colocou-as em minha roupa, para então trazê-las e entrega-las à sua pessoa. Contudo eu sabia que o topo da montanha era um lugar que não dava flores, porque há vários penhascos, cardos, espinhos e ervas daninhas, e eu tinha minhas dúvidas. Tão logo aproximei do topo da montanha, vi que estava em um paraíso, onde havia grande variedades de rosas esquisitas, num orvalho brilhante, e eu imediatamente passei a cortá-las. Ela disse-me que deveria trazê-las a você, e assim eu faço, para que, nelas, creia no sinal por você pedido e cumpra com Seu desejo e também que fique transparente a veracidade de minhas palavras e minha mensagem. Aqui estão elas. Recebe-as.”
Desenrolou a roupa, onde estavam as flores, e quando elas se espalharam no chão, todas as diferentes rosas, derepente apareceu desenhado na roupa, a preciosa Imagem da Sempre Virgem Santa Maria, Mãe de Deus, da mesma maneira como hoje ela é guardada no templo do Tepeyacac, chamada Guadalupe.
Quando o Bispo viu a imagem, ele e todos que estavam presentes caíram de joelhos. Ela foi admiradíssima. Eles levantaram-se para vê-la, e tremendo com grande arrependimento, contemplaram-na em em seus corações e pensamentos. O Bispo em profundo arrependimento chorava, rezando e pedindo perdão por não ter atendido ao Seu desejo. Ao se por de pé, desamarrou do pescoço de Juan Diego a roupa que aparecia a Imagem da Senhora do Céu. Levou-a para ser colocada em sua capela. Juan Diego permaneceu por mais um dia na casa do Bispo, a seu pedido.
No dia seguinte disse a ele: 'Bem! Mostre-nos onde a Senhora do Céu desejava ser erguido o Seu templo'. Imediatamente, convidou a todos para lá.

APARIÇÃO A JUAN BERNARDINO
Mal havia Juan Diego apontado onde a Senhora do Céu mandou que se erguesse o Seu templo, pediu licença para ir embora. Queria, agora, ir para sua casa para ver seu tio Juan Bernardino. O qual estava num estado muito grave, quando deixou e veio a Tlatitolco para chamar um sacerdote, que fosse confessá-lo e absolvê-lo, e lhe disse a Senhora do Céu que já o havia curado. Mas, eles não o deixaram sozinho, e o acompanharam até sua casa.
Logo que chegaram, viram que seu tio estava muito contente e que nada sentia. Assutou-se ao ver seu sobrinho tão bem acompanhado e honrado, perguntando qual a razão pela honra. Respondeu seu sobrinho que, quando partiu para chamar o sacerdote que lhe confessaria e absolveria, lhe apareceu no Tepeyacac a Senhora do Céu, dizendo-lhe que não se afligisse, pois, seu tio estava bem. Muito confortado, foi ao México para encontrar-se com o senhor Bispo, para que edificasse uma casa no Tepeyacac.
Disse seu tio, estar certo de que havia sido curado e que A viu do mesmo modo que aparecera a seu sobrinho, sabendo por Ela que o havia enviado ao México para ver o Bipo. Disse-lhe então a Senhora que, quando fosse ver o Bispo, lhe revelaria o que viu e de que maneira milagrosa lhe havia curado. E também como a chamariam, e a Sua Bendita Imagem, a Sempre Virgem Santa Maria de Guadalupe.
Levaram Juan Bernardino a presença do senhor Bispo, para ser informado e dar seu testemunho diante dele. Ambos, ele e o seu sobrinho, foram hospedados pelo Bispo em sua casa por alguns dias, até que se ergueu o templo da Rainha no Tepeyacac, onde Juan Diego A viu. O senhor Bispo transferiu a sagrada imagem da amada Senhora do Céu para a Igreja principal, retirando-a de sua capela em seu palácio. Onde ela se encontrava, para que todos pudessem ver e admirar Sua bendita imagem. Toda a cidade se comoveu: vinham ver e admirar sua devota imagem e fazer suas orações. Muitos se maravilharam, por ter acontecido tal milagre divino, porque nenhuma pessoa deste mundo pintou sua preciosa imagem.



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O JESUS DE PAULO

Uma surpreendente e irrestível iluminação divina, no caminho de Damasco, transforma Saulo de perseguidor da Igreja de Cristo em seu fiel seguidor e o faz ingressar em outro mundo, não mais construído com seu próprio esforço, mas preparado generosamente por Deus para ele:
'Não com minha justiça, que vem da Lei, mas com a justiça que vem da fé em Jesus Cristo, a justiça, que vem de Deus, com base na fé' (Fl 3,9).
O autor, com muitas perguntas dirigida, em sonho, ao apóstolo, imagina extrair um pequeno resumo da salvação e do cristianismo, que o próprio Paulo viveu e pregou.
A leitura deste livro irá proporcionar momentos de alegria e de profunda adesão a Cristo Jesus e à sua Igreja.
+ Dom Zanoni Demettino Castro, bispo da Diocese de São mateus - ES.

Breve: à venda na loja virtual deste site.


No Ressuscitado a força da Nossa Caminhada


Prezados Confrades,
 
Com alegria iniciamos mais uma etapa da nossa caminhada provincial, e nela, alguns acontecimentos importantes que devem nos ajudar a chegar na nossa assembleia de avaliação, programação e eleição em setembro de 2010.
 
XVII Capítulo Geral
 Como província estamos todos convocados para aplicar e atualizar os documentos capitulares na nossa vida pessoal, comunitária e de grupo. O Capítulo coloca nas nossas mãos proposta e nos desafiam a ser audazes e criativos, pois, “vivemos numa hora em que somos convidados a não desperdiçar energias, mas a por tudo aquilo que somos e temos para viver com a única paixão da missão no coração”. A hora de Deus para nós, certamente é a hora em que nos descobrimos chamados a viver o nosso carisma com um dinamismo novo, com uma esperança que nos permite olhar para o futuro com confiança e com coragem que tantos de nossos confrades testemunharam antes de nós, e que nos recorda que estamos nas mãos de Deus” (Carta de apresentação dos Documentos Capitulares, pág. 12).
 
Retiro Espiritual
 Como primeiro passo dessa aplicação/atualização realizamos o  retiro no mês de janeiro próximo passado e nos ajudou — com a orientação do pregador — a descobrir nas entrelinhas dos Documentos Capitulares as motivações espirituais da nossa vida: Jesus Cristo e a proposta do seu Reino ao estilo de Comboni. Foi um momento de comunhão, de oração e de compromisso como grupo, pois cada um se empenhou para a realização do seu projeto de vida pessoal, comunitário e de província.
 
Assembelia Provincial
 A partir do Retiro iniciamos também o processo de preparação para a Assembleia Provincial de 23 a 28 de setembro de 2010 (avaliação—programação).
 Através do instrumento de trabalho que foi entregue, cada confrade foi convidado a dar a sua contribuição pessoal comunitária e apresentá-las nos encontros setoriais para elaborar as propostas do  Projeto  províncial, à luz dos Documentos Capitulares, para os próximos  seis anos. É necessário que cheguemos na Assembleia com propostas concretas e objetivas: Porque estamos e queremos ficar no Brasil (Objetivos, metas). Onde queremos estar (Presença geográfica e situações missionárias) e como queremos estar (Estilo de vida—opção pelos mais pobres, etc.).
 Reforço o convite para que os encontros setoriais sejam momentos importantes desse processo. Dediquemos tempo ao estudo, a reflexão e ao discernimento, pois é um projeto que queremos construir juntos.
 
Ezequiel Ramin
 Outro momento importante dessa caminhada é a celebração dos 25 anos do Martírio do Pe. Ezequiel Ramin. O testemunho de entrega e o derramamento do seu sangue neste chão deve nos relançar nesta missão de construir o Reino em favor da vida e também de rever nossas opções e escolhas, alimentar-nos do espírito profético do anúncio do Reino e denúncia das situações de morte que ceifa a vida de milhões de pessoas. Tenhamos a mesma audácia e coragem e abracemos a causa do pobre, do outro, como o próprio Jesus nos ensina.“Eu sei muito bem que esta escolha vai me custar muito caro e, desde agora, aceito voluntariamente todas as conseqüências que dela vierem: quem sabe a prisão, a tortura e, também, a vida” . (Ezequiel Ramin).
 Participemos de todos dos momentos celebrativos em nossas comunidades / paróquias, em Cacoal e também na nossa Assembleia Provincial onde dedicaremos um momento de reflexão e celebração.
 
Animação Missionária
 Desde a última Assembleia assumimos como uma das nossas prioridades a Animação Missionária. Nas propostas de trabalho tem-se falado de que nossas comunidades são centros de animação missionária. Queremos, portanto, reforçar esta proposta e pedir encarecidamente que por ocasião da festa do Sagrado Coração de Jesus, façamos uma semana comboniana, um tríduo ou qualquer outra atividade para dar a conhecer o nosso carisma, convidar as pessoas que simpatizam com o nosso projeto e dar a sua colaboração, também econômica, criar grupos missionários nas nossas paróquias para que sejam  os promotores desse projeto. O nosso futuro depende de nós mesmos. Comecemos e o resultado será frutuoso.
 O trabalho primário de animação missionária tem como finalidade a proposta vocacional. Se cada comunidade e cada comboniano gerasse um novo comboniano, não no intuito de ter seminários cheios, mas de gente que acredita numa proposta concreta, poderíamos ter outros tantos combonianos. Empenhemo-nos todos. Não deixemos a tarefa somente para o promotor vocacional. Vamos olhar com os olhos de Comboni para os jovens das nossas paróquias e propor-lhes a vocação missionária comboniana. O resto virá por acréscimo.
 No postulantado temos 8 jovens, outros dois que estão se preparando para o noviciado, um escolástico em Lima e o Everaldo que parte para a missão. É motivo de agradecermos a Deus essa generosidade para conosco, porém, é preciso ir além.
 
Outros acontecimentos

Superávit das comunidades
 Em nome da província quero agradecer as comunidades que partilharam a sua colaboração com o fundo provincial para formação. Muito obrigado. Por outro lado nos damos conta da necessidade de alimentar este fundo para podermos pagar os custos que a formação hoje exige. Até agora o cobrimos com boa parte das porcentagens das ofertas que chegam da fora. Porém isso não nos garante um futuro estável. É Preciso encontrar aqui os meios para isso.
 
Festas Jubilares
 Celebremos juntos com os padres, Bracelli Pietro, Di Lella Antonio os 50 anos de sacerdócio e Silvestre Primo, Santangelo Vincenzo e Cordero Bartolomeo Lino os 50 anos de votos perpétuos. Parabéns pelo testemunho vivido nestes 50 anos.
 
Ele está no meio de nós

 Nestes dias vamos celebrar o Mistério da Morte e Ressurreição do Senhor. Deixemo-nos contagiar por esta força da ressurreição que nos recria como pessoas novas para o serviço do Reino. Deixemo-nos envolver por esta luz que faz com que o nosso testemunho espelhe o próprio ressuscitado na realidade onde exercemos o nosso serviço missionário.
 
 A missão pede missionários santos e como nos afirma Aparecida “o missionário se santifica na missão”. Portanto, é através de situações e experiências distintas (uma possíveis, outras insólitas; umas satisfatórias e agradáveis, outras penosas), que o comboniano se da conta de que qualquer situação pode converter-se para ele em ocasião de crescimento; de que a fé se fortalece dando (RM 26) e que os pobres o evangelizam (Puebla 65).  Comboni se fez santo na missão, porque através dela se identificou com os pobres, com o Crucificado-Ressuscitado. Deixemos que ele nos ressuscite para a vida plena.
                                                                       Pe. Alcides



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Que feio! - Que bonito!

Um menino tinha uma cicatriz no rosto e as pessoas de seu colégio não falavam com ele e nem sentavam ao seu lado; na realidade, quando os colegas de seu colégio o viam franziam a testa devido a cicatriz ser muito feia.
Então a turma se reuniu com o professor e foi sugerido que aquele menino da cicatriz não frequentasse mais o colégio. O professor levou o caso à diretoria do colégio. A diretoria ouviu e chegou à seguinte conclusão: Que não poderia tirar o menino do colégio e que conversaria com o ele. Ele seria o ultimo a entrar em sala de aula e o primeiro a sair. Desta forma nenhum aluno via o rosto do menino, a não ser que olhasse para trás.
O professor achou magnífica a idéia da diretoria; sabia que os alunos não olhariam mais para trás. 
Levada ao conhecimento do menino a decisão, ele prontamente aceitou a imposição do colégio, com uma condição: Que ele comparecesse na frente dos alunos em sala de aula para dizer o porquê daquela CICATRIZ. 

A turma concordou e, no dia, o menino entrou em sala, dirigiu-se à frente da sala de aula e começou a relatar: 

- Sabe, turma, eu entendo vocês; na realidade esta cicatriz é muito feia, mas foi assim que eu a adquiri. Minha mãe era muito pobre e para ajudar na alimentação de casa passava roupa para fora; eu tinha por volta de 7 a 8 anos de idade... 

A turma estava em silêncio, atenta a tudo. O menino continuou:

- Além de mim, havia mais 3 irmãozinhos: um de 4 anos, outro de 2 anos e uma irmãzinha com apenas alguns dias de vida.

Silêncio total em sala.

- Foi aí que, não sei como, a nossa casa que era muito simples, feita de madeira, começou a pegar fogo; minha mãe correu até o quarto em que estávamos, pegou meu irmãozinho de 2 anos no colo, eu e meu outro irmão pelas mãos e nos levou para fora. Havia muita fumaça e as paredes que eram de madeira pegavam fogo e estava muito quente...
Minha mãe colocou-me sentado no chão do lado de fora e disse-me para ficar com eles até ela voltar, pois tinha que pegar minha irmãzinha que continuava lá dentro da casa em chamas.
Só que, quando minha mãe tentou entrar na casa em chamas, as pessoas que estavam ali não a deixaram buscar minha irmãzinha. Eu via minha mãe gritar: 'Minha filhinha esta lá dentro! 
Vi no rosto de minha mãe o desespero, o horror e ela gritava, mas aquelas pessoas não a deixaram buscar minha irmãzinha... 
Foi aí que decidi. Peguei meu irmão de 2 anos que estava em meu colo e o coloquei no colo do meu irmãozinho de 4 anos e disse-lhe que não saísse dali até eu voltar. Saí entre as pessoas e, quando perceberam, eu já tinha entrado na casa. Havia muita fumaça, estava muito quente, mas eu tinha que pegar minha irmãzinha. Eu sabia o quarto em que ela estava.
Quando cheguei lá ela estava enrolada em um lençol e chorava muito... 
Neste momento, vi caindo alguma coisa; então me joguei em cima dela para protegê-la e aquela coisa quente encostou-se em meu rosto...  

A turma estava quieta atenta ao menino e envergonhada; então o menino continuou:

- Vocês podem achar esta CICATRIZ feia, mas tem alguém lá em casa que acha linda e todo dia quando chego a casa, ela, a minha irmãzinha, me beija porque sabe que é marca de AMOR.





Na foto: mapa da R.Centro Africana; uma aldeia, e pe.Everaldo ao se despedir do Brasil

Padre Everaldo Alves de Souza, comboniano mineiro, foi ordenado sacerdote em dezembro de 2009. Após ter partilhado as primícias de seu sacerdócio nas comunidades mineiras, onde mora sua família, passou umas semanas no Espírito Santo, onde havia terminado o seu tempo de formação. De São Paulo viajou no início de maio para a sua missão na República Centro Africana. Alguns dias após sua chegada a Bangui, nos mandou estas notícias:

POR QUE TEVE A CORAGEM DE VIR?

Comigo tudo bem, graças a Deus, como espero de vocês todos. Vou lhes comunicar minhas primeiras impressões da República Centro Africana. Estou provisoriamente em Bangui (a capital). Cheguei aqui há 6 dias e estou muito feliz. Fui muito bem acolhido pela comunidade comboniana e pelos demais missionários, que aqui trabalham.
Também o povo centroafricano é muito acolhedor e se mostra sempre  grato e feliz com a chegada de novos missionários. Fiquei marcado com uma pergunta que quase me assustou: 'Por que um jovem padre como o senhor teve coragem de vir, sabendo que vai correr risco de vida aqui'?

Minhas primeiras impressões
O povo é muito acolhedor e alegre, mas também muito sofrido no meio dos numerosos e intermináveis conflitos que já presenciou no interior do pais; conflitos que continuam ameaçando várias regiões do país.
Realmente o povo é muito pobre, mais do que em todos os outros lugares onde passei, e vive ainda uma situação política muito indefinida e ameaçadora. O presidente Bozige é um verdadeiro ditador, embora tenha o título de democrático. Mas ele não tem controle sobre o país que é constantemente invadido e ameaçado por rebeldes de países vizinhos, sobretudo ugandeses.

Atualmente, a metade do país é dominada dominada pelos rebeldes, sem nenhum controle do governo. Naturalmente estes rebeldes, que vivem saqueando as famílias e roubando o pouco que elas tem, massacram inocentes por qualquer suspeita de que a  pessoa esteja escondendo deles algum bem ou dinheiro. Portanto, a metade do pais vive esta situação de insegurança e ameaça; mas não tendo televisão local, o povo não sabe de tudo, porque a informação não circula.

Esperança de paz
Apesar de tudo, o povo guarda a esperança de que a paz vai chegar, pois está cansado de violência e insegurança.
Este ano deveria ter eleições diretas em junho, mas o presidente  (ditador disfarçado) mudou a constituição alegando que a insegurança não lhe permite organizar as eleições agora,  prolongando o seu mandato por tempo indeterminado.
Esta é a situação que percebo e algo do que ouço nestes poucos dias. A igreja neste contexto deve ser sinal de esperança, mas ela (sobretudo os padres daqui) também é influenciada pelo meio e vive uma situação de crise moral e ética.
Isso, atualmente tem provocado um conflito entre clero local e missionários (estrangeiros), no sentido de que o clero local tem acusado os missionários de 'dedurá-los' a Roma. Nestes dias todos os bispos do pais foram convocados a Roma com urgência. A reunião deles em Roma terminou ontem; conforme nos disse um bispo, eles foram convidados e desafiados pelo Papa a se colocarem a serviço (juntamente com todo o clero) do povo e a superar o racismo e as divisões, que enfraquecem o testemunho da igreja.
Apesar de tudo há a esperança e há muita gente séria: padres, irmãs e também leigos que estão lutando e gastando suas vidas pelo Reino, pelo Evangelho e pela promoção dos mais pobres e abandonados.
                       
Meu primeiro destino
Da minha parte, fui nomeado pra uma comunidade do interior que fica a 300 Km da capital. Lá não tem energia nem internet nem telefone; possivelmente partirei para lá ainda hoje. Portanto, estaremos sem contatos com vocês e com o mundo por um período de tempo. Nesta comunidade trabalharei e estudarei línguas africanas. É previsto que eu  fique lá por 6 meses e depois seja transferido para outra comunidade.
Embora sem contatos por algum tempo, a gente se mantém unido a vocês pelas saudades e sobretudo pelas orações. 
Um grande abraço e que Deus abençoe a todos vocês. Que todos nós sejamos fiéis no cumprimento da missão que Ele nos confiou. Fraternalmente.
Pe. Everaldo




A direção Geral dos Combonianos nos convida a celebrar intensamente o 25º aniversário do 'martírio de Padre Ezequiel

O superior Geral dos Combonianos, Padre Henrique G.Sánchez, enviou aos combonianos do Brasil esta carta, que repassamos também a todos os nossos amigos.

Prezados Irmãos, escrevo em nome do Conselho Geral dos Combonianos, desde Roma, para nos unirmos a vocês na celebração dos 25 anos do aniversário do martírio do padre Ezequiel Ramin no próximo dia 24 de julho.
Sabemos que o exemplo e a lembrança deste nosso irmão estiveram presentes durante todos estes anos e, ainda hoje, continua a ser um modelo para muitos cristãos que procuram viver a sua fé comprometida na construção de um mundo mais justo e fraterno.

Vitória da vida
Com muita simplicidade podemos dizer que também nós somos testemunhas da vitória da vida que não pode ser destruída com a absurda violência da morte. A memória de Ezequiel está viva e guardada como uma riqueza em muitas comunidades cristãs, grupos, associações, grupos indígenas, Movimentos dos “Sem terra” e Centros de formação no Brasil. De fato, a lembrança da sua paixão missionária conhecida por muitos de nós combonianos e por outros que o conheceram em sua vida, aparecem agora não somente como uma lembrança, mas como a presença de um dom que o Senhor continua a nos oferecer através da história desse missionário.

Lembrado por muitos
Muitos cristãos o lembram e fazem deste aniversário um momento de celebração que é também para nós missionários combonianos uma ocasião para agradecer ao Senhor o dom de Ezequiel à mossa família missionária. O seu exemplo de entusiasmo e de radicalidade missionária é uma provocação que, sem dúvida, nos obriga a caminhar pela estrada de um compromisso mais decisivo em favor dos mais pobres e abandonados onde estamos presentes. A lembrança do martírio nos desafia, também, a não esquecer que a missão verdadeira é aquela que, aceitada com alegria, é vivida com paixão levando no coração o único desejo de colaborar na construção do Reino.

A missão é o absoluto de nossa vida
É a missão que se torna o absoluto na nossa vida, libertando-nos de tudo para colocar a nossa vida a disposição dos irmãos e irmãs aos quais o Senhor continua nos enviando como testemunhas do seu amor. Ezequiel foi um missionário que viveu a sua consagração até o fim e não voltou atrás. Ofereceu a sua vida por amor ao Senhor e aos irmãos que em pouquíssimo tempo souberam ganhar o seu coração e o ajudaram a descobrir o rosto de Deus naqueles que vivem no sofrimento, no esquecimento, na injustiça e, muitas vezes, no abandono. Sabemos que o seu exemplo de radicalidade missionária e a sua dedicação em favor dos mais pobres e abandonados continua a servir de estímulo para muitos cristãos nas comunidades que querem viver fielmente o compromisso cristão na construção de uma sociedade mais justa e fraterna, e além da lembrança, permanece a figura do padre e do missionário que soube viver uma experiência de profunda comunhão com o seu povo.

Sempre mais atentos aos gritos dos mais pobres
Desejamos que este exemplo continue ajudando-nos a viver o nosso compromisso missionário sempre atentos ao grito dos mais pobres. A lembrança de Ezequiel será, com certeza, para a Família Comboniana presente no Brasil e para todo o Instituto uma ocasião para agradecer, mas também para renovar o nosso desejo de consagrar toda a nossa vida ao serviço do Evangelho, comprometendo-nos na construção de uma humanidade mais fraterna e justa. Agradecemos uma vez mais, junto com vocês, o dom de Ezequiel e desejamos que a sua lembrança seja mantida na Igreja do Brasil e no nosso Instituto como uma figura que  nos desafia a viver sempre com mais profundidade a nossa vocação missionária.

Semente de novas vocações
Pedimos que o sangue de Ezequiel, derramado em terra de missão, se transforme em semente de muitas vocações missionárias e em vida nova para todos os cristãos que estão caminhando e se comprometem na construção de uma Igreja onde se vive os valores do amor e da justiça, e onde todos sejam reconhecidos como filhos e filhas de Deus.

Unidos a vocês no Cristo missionário.
Pe. Enrique Sánchez González
Superior Geral e Conselho




ONU estima que há 8 milhões de desabrigados no Paquistão

A ONU afirmou nesta quinta-feira que estima que há 8 milhões de pessoas sem nenhum tipo de abrigo por conta das graves inundações do Paquistão, e realizou uma chamada para aumentar os esforços de ajuda para auxiliar as pessoas desabrigadas.
'Aproximadamente 8 milhões de pessoas estão sem abrigo. Isto é uma mera estimativa, pois inclui centenas de milhares (de desabrigados) que estão se mudando', indicou o organismo em comunicado.
Segundo a nota, a comunidade humanitária calcula que já há seis milhões de pessoas - antes eram dois milhões - que necessitam de tendas de campanha e lonas de plástico para enfrentar as chuvas, e que um milhão já recebeu o material.
'Os manufatureiros estão trabalhando rapidamente para fabricar os produtos que pedimos. Precisamos que os doadores sigam fornecendo fundos para alcançarmos este objetivo. Estamos convencidos de que a comunidade internacional não ficará impassível', afirmou a nota.
As piores inundações dos últimos 80 anos no Paquistão causaram a morte de cerca de 1.500 pessoas e afetaram aproximadamente 20 milhões desde o final de julho, segundo as autoridades do país.
A ONU, que arrecadou até o momento a metade dos US$ 459,7 milhões requeridos para seu plano de emergência à população, fala de mais de 1.600 mortes e situa em 15,3 milhões o número de atingidos.

Para conferir as ofertas, que vieram de ONLUS e da Procura de VERONA, em JUNHO de 2010, baixe o arquivo:

[baixar arquivo

clique para ampliarA universalidade
do amor de Cristo
impele-nos para a missão.

É esta urgência que leva São Paulo a dizer: “Ai de mim se não anunciar o Evangelho!” (1Co 1,17), e na primeira carta, São João afirma: “Nisto conhecemos o amor: Jesus Cristo ofereceu a sua vida por nós. Também nós devemos oferecer a vida pelos nossos irmãos (1Jo 3,16). Nascido no Espírito do Pentecostes, o caminho do coração torna-se um itinerário para todas as estradas da humanidade, próximas e distantes, acolhendo os esquecidos, curando as feridas, reconciliando os conflitos, colaborando com os esforços de desenvolvimento, infundindo esperança e anunciando a presença de Deus na vida e na história dos homens.

Penetrando no Coração de Cristo, compreendemos mais profundamente a lógica da missão como solidariedade de Deus, que não se limita a oferecer de longe a sua salvação e a perdoar os pecados na sua misericórdia.

Em Jesus, Ele veio para o meio da humanidade pecadora, partilhando o seu drama, angústias e esperanças, abrindo, apresentando e tornando possível um caminho novo como homem e Filho de Deus.

Nesta luz, compreendemos a lógica do Bom Pastor, que organiza o próprio rebanho e quer ir buscar as ovelhas que estão fora (Jo 10,16), que perde o tempo com uma única que se tresmalhou e necessita de cuidados especiais (Lc 15,4-7) e que, por todas, oferece a própria vida.

Assumir assim a missão exige um coração livre, humilde e generoso, unido ao de Cristo. A missão está  presente em toda a parte no mundo, perto de cada um de nós e de cada uma das nossas comunidades e está alem fronteiras. É a partir do Coração de Cristo que somos enviados a comunicar o seu amor.

Coração de Jesus, faz o nosso coração semelhante ao vosso, um coração solidário, um coração aberto a todos.

Eis que um soldado com uma lança vem abrir o coração de Jesus: Daí jorra água e sangue! Surgem os sacramentos e a Igreja. Abre-se de forma misteriosa a via de acesso ao amor de Deus: O CORAÇÃO ABERTO DE JESUS, O SAGRADO CORAÇÃO DE JESUS.

“A contemplação do «lado transpassado pela lança», na qual resplandece a vontade infinita de salvação por parte de Deus, não pode ser considerada como uma forma passageira de culto ou de devoção: a adoração do amor de Deus, que encontrou no símbolo do «coração transpassado», continua sendo imprescindível para uma relação viva com Deus”.

“O olhar no lado transpassado do Senhor, do qual saem «sangue e água», nos ajuda a reconhecer a multidão de dons de graça que daí  procedem e nos abre a todas as demais formas de devoção cristã que estão compreendidas no culto ao Coração de Jesus”.

“O culto do amor que se faz visível no mistério da Cruz, representado em toda celebração eucarística, constitui o fundamento para que possamos converter-nos em instrumentos nas mãos de Cristo”.

“Só assim podemos ser arautos críveis de seu amor. Esta abertura à vontade de Deus, contudo, deve renovar-se em todo momento: «O amor nunca se dá por “concluído” e completado”.

“O significado mais profundo desse culto ao amor de Deus só se manifesta quando se considera mais atentamente sua contribuição não só ao conhecimento, mas também, e sobretudo, à experiência pessoal desse amor na entrega confiada a seu serviço”.

“Também é necessário sublinhar que um autêntico conhecimento do amor de Deus só é possível no contexto de uma atitude de oração humilde e de disponibilidade generosa. Partindo dessa atitude interior, o olhar posto no lado transpassado da lança se transforma em silenciosa adoração”.

Coração de Cristo, Coração de homem. Coração de Deus: ouve nosso grito. Coração querido, somos filhos teus. Um coração novo para um mundo novo, viemos implorar.



Junte-se aos Missionários Combonianos. Mande sua reflexão ou faça seu pedido de oração. Basta clocar no 'comentários' abaixo.

Para ler a FAMÍLIA COMBONIANA de SETEMBRO de 2010, baixe o arquivo.

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Nas fotos: à esquerda, mapa do Sudão; à direita, dom Edward Hiiboro, bispo de YAMBIO, Sudão

A experiência de trabalhar e viver nos campos de refugiados

Ser pastor de um rebanho sudanês é um privilégio e um peso, afirma o bispo da diocese de Tombura-Yambio, que em sua vida também conheceu o que significa ser refugiado.
O bispo mais jovem da Igreja Católica no Sudão, Dom Edward Hiiboro, está à frente de uma diocese muito grande, ainda que materialmente muito pobre, situada no sul do Sudão. Segundo o último censo, há cerca de 2 milhões de pessoas nesta região. 900 mil delas são católicas. É uma diocese antiga: em 2011 fará 100 anos de cristianismo.

Esta região está isolada dos principais povoados e cidades de Sudão. A comunicação é muito difícil, o que contribui ao atraso do local, e um problema importante é constantemente enfrentado: a construção e reconstrução destes lugares. O Sudão é o maior país do continente africano. Foi açoitado por uma extensa guerra civil por motivos de desigualdade racial e cultural. Nesta entrevista, o bispo conta sua experiência de trabalhar e viver nos campos de refugiados, suas razões de esperança e suas metas para a comunidade de sua diocese.

ZENIT: O senhor também nasceu no sul do Sudão? Dom Hiiboro: Sim, nasci no sul do Sudão. Logo após nascer, dois meses depois, houve um ataque em minha aldeia e mataram minha mãe. Fui criado por minha avó, que fugiu da guerra indo para a República do Congo. Permaneci lá por nove anos. Cresci em um campo de refugiados. Voltei ao Sudão em 1972, após o acordo de paz de Addis Abeba, e continuei meus estudos, que foram novamente interrompidos pela guerra de 1983. Fugimos para Cartum, onde terminei meu seminário. Sou um refugiado de todos os modos, uma pessoa deslocada, e sei o que significa sair do próprio país ou abandonar meu país sem ter absolutamente nada.

ZENIT: Como foi capaz de conservar sua fé até o fim ao longo deste difícil caminho?
Dom Hiiboro: Bem, tenho que ser grato à minha avó. Ela teve uma criação católica. Quando era pequeno, ensinou-me a rezar. Agora isso é um hábito para mim. Ela me recordava, dizendo: “Você rezou?”. Quando me levantava pela manhã, dizia: “agora temos de rezar. Temos de dar graças a Deus por estarmos vivos”. Aprendi ao longo de minha vida a ver Cristo em cada situação. E isso foi convertido no meu lema agora como bispo.

ZENIT: Qual é seu lema?
Dom Hiiboro: “Cristo realmente ressuscitou”. Cristo em todo seu sofrimento e após ser pregado na cruz, não permaneceu nela. Nem na tumba. Ele despertou, levantou-se e ressuscitou. Assim detrás de toda cruz está a vida. Cristo está ali, atrás, sob a tumba e sobre ela, está a vida. Por isso, sei que nossas dificuldades no Sudão, nossos problemas na diocese de Tombura-Yambio não terminarão, mas seremos ressuscitados. Chegaremos à vida, e vejo a vida ao final e essa é minha esperança, e assim acredito.

ZENIT: Foi uma grande mudança para o senhor, que até agora foi um acadêmico, converter-se de repente em bispo?
Dom Hiiboro: Sim. Eu acolhi minha nomeação como bispo com o coração inquieto, porque sempre quis dar destaque ao campo acadêmico. Gosto de ler e escrever. Acabei de publicar meu último livro: “Human Rights: The Church in Post-war Sudan”. Quis avançar na escrita, e agora a possibilidade de ser bispo em uma grande diocese se apresenta aos meus planos e meus esforços, para construir um tipo de diocese que deveria ser. Mas sei que é Deus quem me chama a este trabalho, e é sua obra. É seu projeto e estou seguro que não me deixará sozinho. Estará comigo. Cuidará de mim e me dará pessoas maravilhosas, gente que crê em Deus. Vou trabalhar com eles, e eles me garantiram desde o momento de minha ordenação uma grande alegria, isso demonstrou que não estarei sozinho na hora de suportar a responsabilidade dessa diocese.

ZENIT: Em sua ordenação o senhor disse que a responsabilidade é um peso e um privilégio. Qual é o peso que tomou sobre si?
Dom Hiiboro: O peso é a cruz das pessoas; trabalhar com pessoas sob situações difíceis nas quais vivem a vida, a realidade da vida que meu povo experimenta, a possibilidade de construir a paz entre eles, a possibilidade de ter uma vida de acordo com plena dignidade, a possibilidade de levar à realidade seus direitos humanos e de ser filhos livres de Deus. Sei que não é fácil; não é um caminho fácil. Sei que as coisas são difíceis. Posso ver e sentir isso. Para mim isso é um peso e, sobretudo, alcançar a paz no país, que em minha região é um pouco mais duradoura, mas é um privilégio porque sou um sacerdote. Sou católico. Sou cristão.

ZENIT: Por que é um privilégio em uma situação como esta?
Dom Hiiboro: É um privilégio porque sou capaz de realizar o projeto de Deus. É um privilégio falar em nome de Deus. É um privilégio trazer a Boa Nova da salvação para as pessoas que mais necessitam.

ZENIT: O povo está aberto a esta lição de salvação? Dom Hiiboro: Sim, o que é interessante em minha diocese é que a princípio foi uma comunidade aristocrática. As pessoas tinham reis e escutavam seus reis. Quando os cristãos chegaram, há 97 anos, o cristianismo substituiu este tipo de tendência a se aliar com os reis, e as pessoas abraçaram o cristianismo. Não se podia encontrar uma pessoa entre cinco que não mencionasse o nome de Deus. Assim se pode ver que as pessoas amam seu Deus. Estão em relação com Deus. Pode-se ver em minha própria ordenação a grande alegria que era possível ver nas pessoas. Ao viajar pelas paróquias pude ver a grande alegria que tinham por mim, o acolhimento foi grande, e também veio a presença da Sagrada Eucaristia, a frequência no acudir aos sacramentos e seu estilo de vida me animaram porque estão abertos à Boa Nova de Deus, e isso me estimula muito. É verdade que me falta muito trabalho para fazer, mas vejo desta forma: a melhor e primeira coisa que tenho de fazer é aprofundar o processo de evangelização de meu povo. Eles conheceram a Deus. Eles têm de estar em casa com ele. Têm de experimentá-lo e se tornar a base para construir uma paz que dure. Falei e insisti para que as pessoas coloquem Cristo o centro, sendo o fundamento do que fazem. Só se nos convertermos a ele, que é o autor da paz, poderemos ser capazes de construir a paz.

ZENIT: Quais desafios existem?
Dom Hiiboro: As pessoas se traumatizaram durante anos. Não experimentaram a paz. O único modo de alcançar algo que conhecem é por meio da violência. Por isso, para trazer a cultura da paz, é necessário um processo gradual. Tenho de ir lentamente. Tenho de estudar e encontrar porque sempre temos dificuldades para construir a paz. Sabe, devido à guerra, muitas pessoas fugiram como refugiados para diferentes países, e todos voltaram com mentalidades diferentes. Temos muitos que se deslocaram como refugiados internos para outras zonas do país; todos voltaram com mentalidades diferentes, e temos pessoas que nunca saíram durante os tempos de guerra; estas pessoas também têm visões diferentes. Agora, ao por toda estas pessoas juntas, o processo de integração não é fácil; na verdade é muito difícil. Mas temos de ir nos movendo ao passo de cada um destes grupos e dizer-lhes que temos uma meta em comum. Temos de alcançar o equilíbrio correto na construção da paz entre nós, aceitando todos e cada um de nós.

ZENIT: Pode nos falar um pouco de sua própria situação? O senhor também trabalha com os deslocados?
Dom Hiiboro: Sim, quando era estudante em Cartum, antes de minha ordenação e também quando tinha acabado de me ordenar, trabalhei com pessoas deslocadas. O arcebispo me enviou a um dos campos de refugiados chamado Jabel Aulia, na parte norte da cidade. Fomos o primeiro grupo de pessoas que chegou ao campo de refugiados. A vida era muito dura. Era um deserto. E pude ver as mães cavando buracos na terra para manter seus filhos aquecidos. Era inverno. Fazia muito frio. Não havia muita coisa para comer. A vida era dura e foi naquele momento que começamos a perder as crianças. As pessoas as sequestravam. Vinham fazer mingau de aveia e sequestravam as crianças. Tivemos de colocar alertas e informar das crianças perdidas. Depois de um ano, levaram-me à República Centro-Africana, para ser reitor de um seminário menor em um campo de refugiados. Estive ali sete anos, e pude ver o quanto era difícil para as pessoas viverem longe de sua terra. A vida era difícil para os seminaristas no campo. Tínhamos de cultivar nossa própria comida para alimentar estes jovens, assim como as pessoas dessa região. Experimentei, portanto, a vida dos refugiados assim como das pessoas deslocadas.

ZENIT: Qual seria seu pedido?
Dom Hiiboro: Meus pedidos são três: peço amizade. Gostaria que visitassem minha diocese, e quero voluntários. Preciso de pessoas que venham para se unir com nós. Venham nos visitar, e todos aqueles que possam estar atentos para trabalhar conosco, seria algo grandioso. O segundo pedido é: queria que vocês escolhessem um projeto que enfrentasse as emergências, que permitisse independência e autossuficiência para que as pessoas fossem capaz de cuidar de si mesmas. Estes desafios são muitos: saúde, educação e serviços sociais. O terceiro pedido que gostaria de fazer é que continuasse se consolidando a paz no país. Não é um projeto fácil. É difícil. É delicado e pode se desfazer a qualquer momento. Estamos fazendo o que nos corresponde, mas necessitamos dos esforços de muitos de nossos amigos que estiveram conosco durante os temos de guerra e durante a época de enfrentamento, para que novamente seja garantida esta paz e que não se acabe, que se consolide. Por isso estou muito agradecido. Sei que meu convite para que venham e meu pedido para que elejam algum projeto pode levar à independência e à autossuficiência. E que contribuam para o processo de consolidação da paz no país. Por isso lhes agradeço muito pela importante ajuda a nós dada no passado. Mantiveram-nos vivos.

Deus, eu diria, chora em Sudão, mas gostaríamos que sorrisse no Sudão.



clique para ampliarProntidão de missionário
Ezequiel era uma pessoa extrovertida, de fáceis relações humanas. Tinha sido ordenado em 1981 e destinado, depois da ordenação, para um trabalho no mundo juvenil em sua própria terra. Estava começando a entrar nele quando um terremoto sacudiu o sul da Itália.  Ele não teve dúvidas:  aquele era o lugar do missionário. Deixou tudo e lá foi ele para socorrer as vítimas e ajudar na reconstrução.

A chegada em Cacoal, Rondônia
Quando, em 1984, Padre Ezequiel Ramin chegou a Cacoal, encontrou comunidades consolidadas em todo lugar. Não teve dificuldade de se inserir. Com pouco mais de 30 anos, ele tinha o entusiasmo necessário para entrar logo na realidade e as experiências anteriores, feitas na vida, o habilitavam a ser um bom padre para todo aquele povo.

'Proibida a entrada!'
Pouco tempo depois da chegada de Ezequiel a Cacoal, em uma região entre Mato Grosso e Rondônia, em terras ocupadas por 250 famílias, apareceu uma placa: 'Fazenda Catuva: proibida a entrada'.
As terras que as famílias trabalhavam há mais de dois anos, bem relacionadas com os índios suruí, que podiam se dizer os únicos verdadeiros proprietários, estavam sendo reivindicadas por dois fazendeiros. Eles eram proprietários de 2.500 hectares e tentavam abocanhar 50 mil hectares, passando por cima tanto dos índios como das 250 famílias e de suas roças.
Tudo começou com uma chegada discreta, mas depois vieram a placa, a cerca e os jagunços para não deixar dúvidas em relação às reais intenções dos fazendeiros.

Rotina de violências
Em relação a tudo isso Padre Ezequiel mostrava-se profundamente incomodado. Ele dizia:
'Não aprovamos violências nem queremos reivindicações irreais. É irreal pedir comida para a própria família? Ou só quem é poderoso tem filhos que precisam comer? Aqui muita gente tinha terra, foi vendida. Tinha casa, foi destruída. Tinha filhos, foram mortos. Tinha aberto estradas, foram fechadas!'.
Na Fazenda Catuva o confronto entre posseiros e jagunços começou a virar rotina. Os padres acompanhavam, realizando encontros com as famílias para orientá-las. A linha de ação era esta: que permanecessem na terra, mas evitando agressões e confrontos.

24 de julho de 1985
Às 5.30h da manhã do dia 24 de julho, Padre Ezequiel saiu, junto com o amigo Adilio de Souza, para a Fazenda Catuva. Quando chegaram ao posto indígena Lourdes, um funcionário da FUNAI quis impedir a passagem. Tinha ordem de não deixar passar ninguém. Mas chegou um carro vindo do interior da fazenda, com um pessoal desconhecido, pedindo que a entrada fosse liberada. Foi o que o funcionário fez.  Os dois alcançaram a porteira sem qualquer problema. Chegaram rapidamente ao barraco onde se encontravam os posseiros, onze ao todo, que os aguardavam para acompanhá-los na vistoria da área. O acampamento dos jagunços estava muito próximo, a não mais de 100 metros de distância.
Ezequiel e Adílio conversaram com os posseiros. Pediram que desocupassem a área porque a situação estava tensa. Ezequiel puxou da sacola a máquina fotográfica, tirou algumas fotos, inclusive da fazenda e dos jagunços. Adilio fez algumas anotações. Pouco depois das 11 horas, Ezequiel entrou no carro para pegar o caminho de volta...

Rajada de balas
Depois de dois quilômetros, na saída de uma curva, teve o ataque. Sete homens armados, em posição de tiro, estavam esperando a passagem do carro. Dois deles abriram fogo. Veio uma primeira rajada de balas. Ainda dentro do carro P. Ezequiel foi atingido. Disse: 'Para, para pelo amor de Deus'.
Depois saiu do carro, pelo lado do motorista, afastando-se dos atiradores.  Adilio saiu em direção contrária, ganhando a mata. Ezequiel caiu uns 50 metros depois. Alguém chegou e descarregou nele a espingarda à queima-roupa.

Na madrugada seguinte...
Adílio bateu na casa dos padres a uma hora da madrugada do dia seguinte. Estava ensangüentado e exausto. Contou o que tinha acontecido. Não sabia dizer se Ezequiel estava vivo ou morto... Era preciso correr para lá imediatamente.
Na mesma hora os dois padres foram à delegacia: o delegado estava ausente e os policiais mostraram pouca disposição de ajudar. Os padres então avisaram o bispo e se dirigiram a Ji-Paraná, onde chegaram por volta das 4.00 horas.
Finalmente às  8.00 horas, com mais dois carros da polícia na frente, saíram, e às 11.30 cruzaram a porteira da fazenda. Mais 5 minutos e chegaram ao local. O carro de Ezequiel estava ainda no meio da estrada, com as portas abertas, os vidros quebrados.
O corpo logo foi avistado 50 metros adiante, caído à beira da estrada. Nenhum sinal de violência, a não ser as perfurações das balas e dos chumbos: havia sinais de um tiro de espingarda em pleno rosto; os braços abertos, como se tivesse sido crucificado.

A família quis o corpo,
mas a camisa ensanguentada ficou em Cacoal

Os padres estavam providenciando o enterro em Cacoal. Parecia-lhes lógico que o corpo do colega descansasse na terra que tinha recebido seu sangue. Mas chegou um telefonema da Itália: um superior informava que os pais e os irmãos queriam ter o corpo de volta, na Itália. A camisa ensangüentada de Padre Ezequiel ficou exposta na igreja matriz de Cacoal por muito tempo...



clique para ampliarN.16 - setembro de 2010

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Reze por 9 dias,
com humildade e confiança:


Ó Pai, pela admirável e ilimitada confiança em Ti,
com que encheste o coração
de São Daniel Comboni,
tende piedade de nós!
- Glória ao Pai ...

Ó Pai, pelo espírito de sacrifício
e pelo amor heróico à cruz,
que ardia no coração de São Daniel Comboni,
tende piedade de nós!
- Glória ao Pai ...

Ó Pai, pelo zelo ardente pela salvação
dos irmãos mais pobres e abandonados,
que inflamou São Daniel Comboni,
tende piedade de nós!
- Glória ao Pai ...

ORAÇÃO:
Pelos méritos e intercessão
de São Daniel Comboni,
que consumou a sua vida
procurando a tua glória
e a dilatação do teu Reino
entre os povos da África Central,
concede-nos, ó Pai,
a graça que te pedimos ...

Tu que vives e reinas agora e sempre.
Amém.

- Pai Nosso...
- Ave Maria...
- Glória ao Pai...






Pede-se a todos os que obtiveram qualquer graça
que a comuniquem diretamente
ou através da comunidade comboniana mais próxima, ao

Superior dos Missionários Combonianos
Rua José Rubens, 15 - Caxingui
05515-000 São Paulo/SP 
Tel.: (0 xx 11) 3721.8733
E-mail:
pmbrasil@uol.com.br

Dizem que as pessoas do mundo já somam mais de 6 bilhões!
Será que cada um de nós é um simples número, que serve para montar estatísticas?

Eu não aceito isso; tenho certeza de que também você não aceita!
Nós temos fé: é Deus Pai que nos fez nascer neste mundo. Cada um de nós é irrepetível e Deus nos ama pessoalmente!
Deus nos conhece como filhos(as) pelo nosso nome de batismo. Por respeito e amor a Deus Pai, queremos ser motivo de bem, de vida e salvação, para todos os outros.

Queremos oferecer nossa vida com Jesus (Filho de Deus e nosso irmão maior) e como Ele (que ofereceu Sua Vida por nós e por todos), para que este mundo se torne uma só grande família, onde reina a justiça, a paz, a fraternidade.

Isso ajuda a entender a OBRA DO REDENTOR... e por isso convido você a vivenciar isso  com um gesto, pequeno mas expressivo: clique aqui.

SEJA VOCÊ UM POUCO MAIS!
FAÇA VOCÊ ALGO MAIS!
Estou lhe escrevendo no final de outubro, mês missionário, porque assim você já ouviu muitas mensagens sobre a necessidade, a importância e a beleza de provarmos o nosso amor a Deus nos preocupando mais com a vida de nossos semelhantes do mundo inteiro. O fato é que esses nossos semelhantes (todos eles, sejam quem forem e onde forem), pela nossa fé em Deus Pai, são nossos irmãos e irmãs. E muitos deles sofrem na injustiça, na fome, no abandono, na escuridão das injustas complicações deste mundo. Como fica? A Palavra de Jesus continua perguntando no silêncio do nosso coração: “Eu vim para que todos tenham vida... Eu dei a minha vida... O que você faz por eles?... Dai-lhes vós mesmos de comer!”  Há muita fome neste mundo, e não é só fome de pão!
No meu coração, ao terminar este mês missionário, ficaram mais fortes duas palavras, que repasso para você. A primeira é:

1 – Seja você um pouco mais!
O Papa espalhou para todos: “Ser missionários é anunciar que Deus é amor!” Deus, por amor, veio viver bem perto de nós. Ser um pouco mais quer dizer que nós também, por amor, e em oração, sabemos chegar mais perto dos outros. Pense, por exemplo:

* Na China, há cristãos que por fidelidade a Cristo através da fidelidade ao Papa são mantidos em prisão. - Fique pertinho deles com sua oração e seu amor!

* No Iraque, todos os dias, pessoas e mais pessoas são mortas naquele ambiente horroroso provocado por uma guerra estúpida... Parece que ninguém mais sabe de onde se possa fazer nascer uma sociedade nova de entendimento e de paz! – Suplique sem cessar para que aconteça o que para os homens parece impossível, mas é possível para Deus, que quer vida para todos...

* Em muitos países da África, as crianças e jovens, além de viver com fome, sofrem no desespero de não enxergar um futuro de esperança e de trabalho... No caso concreto do Darfur, região do Sudão meridional, continua a terrível previsão: mais 200 mil pessoas poderão ser mortas em menos de 2 meses... As tribos não se entendem e os grandes do mundo não estão nem aí!

* Se você é jovem e não tem as condições para decidir entregar toda a sua vida para o Evangelho e a missão pelo mundo afora, peça a Jesus que outros, quem têm as condições, tenham a coragem de fazê-lo. - Assuma pra valer o pedido de Jesus: “Peçam ao dono da messe que mande trabalhadores para a colheita!”
A segunda palavra é:
 
2 – Faça você algo mais!
Amiga! Amigo! Para mim é difícil lhe indicar o que concretamente você pode fazer a mais. Mas de uma coisa tenho certeza: quem se deixa envolver no anseio missionário, não consegue ficar parado e sabe inventar e fazer algo que envolva cada vez mais outras pessoas neste mesmo anseio. No projeto de Jesus existe esta certeza: não uns poucos fazendo coisas extraordinárias, e sim muitos fazendo coisas pequenas, que somadas dão grandes resultados.

E lembre: todos os dias há um padre comboniano celebrando missa em união e na intenção de todos os nossos amigos e colaboradores missionários.
(Padre Lino).

Meu e-mail:padrelino2011@uol.com.br




clique para ampliarNa foto: Rosivaldo Ferreira da Silva, o Cacique Babau, um líder do Povo Tupinambá, foi preso por homens fortemente armados, em sua aldeia, na comunidade da Serra do Padeiro, na Bahia.

A prisão do cacique Babau

A obscura prisão de Rosivaldo Ferreira da Silva é mais um capítulo da luta pela terra de um dos primeiros povos indígenas a ter contato com a invasão Portuguesa
Ao reorganizar seu povo e acatar a decisão de liderar a reconquista de sua terra original, Rosivaldo Ferreira da Silva chocou-se de frente contra a decadente sociedade cacaueira do sul da Bahia.

Desde 1989, a região foi fortemente afetada pela praga da “vassoura de bruxa”, que fez cair em mais de 40% a produção do cacau.
A partir dessa decisão, tomada em 2004, quando as primeiras fazendas encontradas praticamente abandonadas foram recuperadas, os Tupinambá saltaram de 15 hectares para os cerca de 3 mil hectares em 20 fazendas que atualmente ocupam.
A conquista das terras propiciou a criação de pequenos animais, pomares e roças, onde se produzem variados tipos de alimentos para subsistência, o que erradicou a epidemia de subnutrição que, na época, afligia 30 crianças da comunidade.
Hoje, preso há mais de 1.300 km de sua casa na serra do Padeiro, aldeia Tupinambá, município de Buerarema, Rosivaldo, mais conhecido como cacique Babau, envia cartas à sua família e sua comunidade aconselhando a continuarem na luta.
Além da prisão de seu cacique, os Tupinambá se depararam com reações racistas e truculentas. Na mais virulenta delas, em junho de 2009, uma mulher e quatro homens da comunidade foram gravemente feridos pela Polícia Federal, cujos agentes desferiram chutes, coronhadas, spray de pimenta e choques elétricos, entre outras agressões.

A prisão
Na madrugada de 10 de março, por volta das duas horas, três homens armados, camuflados e não identificados invadiram a casa do cacique Babau, o algemaram e o levaram. Sua irmã, Magnólia Jesus da Silva, ainda o avistou ser levado pelos três homens mato adentro pela serra do Padeiro.
Sem saber o paradeiro do cacique ou quem o havia carregado, a notícia de que ele estava preso na delegacia da Polícia Federal de Ilhéus chegou até a família somente seis horas depois. “Até as oito da manhã, estávamos apavorados. Não sabíamos o que tinha acontecido. Para onde ele tinha sido levado ou quem tinha levado”, lembra Magnólia.
A única testemunha ocular da prisão é o filho de Babau, “Tiri”, de três anos, que dormia no mesmo quarto. “Meu filho ficou traumatizado, não quer comer, emagreceu muito. Ficou introvertido e só falava da prisão do pai. Quando chega um carro estranho, ele estranha e imagina ser da polícia”, lamenta Joscelia Santos da Silva, professora indígena e mãe de Tiri.

O Ministério Público Federal (MPF) de Ilhéus afirma ter provas materiais e testemunhais das irregularidades na prisão, confirmando a violação a domicílio durante a madrugada e o abuso de autoridade por parte dos policiais. Ainda segundo o MPF, Babau teria sido levado para um posto de gasolina, onde se esperou o amanhecer para se efetuar a prisão. 

Acusações
Dez dias depois, Givaldo Ferreira da Silva, irmão de Babau, foi preso com base nas mesmas acusações: crime contra a paz pública e formação de quadrilha ou bando, o que provocou a prisão preventiva dos dois ainda na fase de investigação do inquérito policial.
“Quadrilha ou bando é, por sinal, o clássico crime imputado às lideranças de movimentos sociais, porque permite enquadrar a conduta delas na previsão legal do tipo penal que é: ‘Associarem-se mais de três pessoas, em quadrilha ou bando, para o fim de cometer crimes’.

Comete-se, assim, a insensatez jurídica de achar que, ao se juntarem para ocupar uma fazenda no intuito de pressionar o governo para demarcar uma área, os índios estão formando uma quadrilha para cometer delitos. O juiz raciocina da mesma forma com que julga um grupo de mais de três pessoas que se associam para roubar um banco”, esclarece Luciano Reis Porto, advogado de defesa dos dois irmãos e assessor jurídico do Conselho Indigenista Missionário (Cimi). 

Transferência
Na perseguição a Babau, Luciano Reis ressalta a grande quantidade de acusações incluída em inquéritos, termos circunstanciados e ocorrências contra seus clientes: “Há cerca de duas dezenas de procedimentos contra Babau, seu irmão e outras lideranças da serra do Padeiro, sob acusação de esbulho possessório, roubo, dano qualificado, ameaça, quadrilha ou bando, sequestro e cárcere privado, constrangimento ilegal, resistência, desacato, dentre outros”.
No dia 17 de abril, Babau foi transferido da superintendência da Polícia Federal em Salvador para Mossoró, na Paraíba, sob a alegação de que em 19 de abril (Dia do Índio) poderiam acontecer fortes manifestações na capital baiana.
“A superintendência pediu para que houvesse transferência temporária com medo de que poderia haver uma manifestação no Dia do Índio, uma manifestação na porta [da superintendência]. E que dentro desta manifestação poderia haver um confronto entre manifestantes e policiais. E até, talvez uma ocupação”, alega o juiz federal Pedro Holliday que concedeu a transferência e que cuida do caso.

De homem a monstro
Enquanto isso, nos últimos meses, dar a Babau adjetivos superlativos, responsabilizá-lo por atos que não aconteceram ou simplesmente duvidar de sua identidade, faz parte da rotina na imprensa local que chegou a alcançar, inclusive, uma das publicações de maior vendagem do Brasil, a revista Época, da Editora Globo.
Na matéria intitulada “O Lampião Tupinambá”, publicada em novembro do ano passado, a repórter Mariana Sanches afirma que Babau seria um dos que “se autointitulam tupinambás”, “cujos traços faciais revelam mais sua ascendência negra do que a indígena”, e que, por seus feitos, “é uma espécie de versão cabocla de Lampião”.
Seguindo o tom da reportagem, o juiz Holliday aponta que “o modus operandi do grupo que se diz indígena é semelhante ao dos sem-terra”.
“A mídia vem, a gente dá entrevista, mas nunca sai o que dissemos. Essa menina mesmo da revista foi muito bem tratada. Teve a chance de conhecer nossa comunidade, nossas produções, nossas casas de farinhas, a escola, nossas crianças. Aproveitou de toda nossa hospitalidade. Mas mentiu, desviou todas as informações que passamos”, critica a professora Joscelia Santos da Silva. 

Terras ancestrais
A Fundação Nacional do Índio (Funai) já realizou estudos antropológicos nas terras ancestrais dos cerca de 4.700 tupinambás (segundo a Fundação Nacional de Saúde - Funasa) que se encontram espalhados em 23 comunidades, entre serras e litoral.
O levantamento confere ao território 47.376 hectares de área. Nele, ficaram de fora perímetros urbanos e a maior parte de faixas do litoral exploradas pelo turismo.
Mesmo assim, Armínio Fraga, o ex-presidente do Banco Central e dono de um hotel na região, é um dos que se sente lesado pelo fato da demarcação pegar parte de seu empreendimento. A “desconfiança” do setor de turismo é que a presença dos verdadeiros donos da terra afastem os visitantes.
Se, por um lado, os interesses turísticos apenas levantam questionamentos, por outro, o conflito com fazendeiros – que estimulam pequenos agricultores, ocupantes de parte das terras presentes no estudo, contra os índios – é o mais preocupante.
“Há muita incitação por parte dos políticos e dos fazendeiros contra os Tupinambá, principalmente via rádio. E isso eleva muito o clima de tensão, que pode levar a conflitos na região”, observa Haroldo Heleno, coordenador do Cimi na região.

Entre os pequenos agricultores, há ainda os como o senhor José Faustino de Oliveira Filho, proprietário de 30 hectares, que entendem os direitos indígenas e se relacionam bem com os vizinhos. “Trabalhamos juntos nas feiras e posso dizer que eles são bons vizinhos. Eles estão no direito deles. Agora, a gente espera é que a Funai indenize a gente e resolva a situação logo”.

Meu nome é PADRE LUCIANO MARINI. Sou missionário comboniano. Desde 1967 vivo no Brasil.
No começo trabalhei no interior do Espírito Santo.
Depois de 7 anos fui convidado pelos bispos de Vitória, mo Estado do Espírito Santo. Com dom Luiz Gonzaga Fernandes ajudei a preparar o primeiro encontro das CEBs.
Depois de 8 anos fui convidado por dom Cláudio Humes para acompanhar a PASTORAL OPERÁRIA no ABC.
Entrei neste setor porque percebi que a causa e chave da exploração é o trabalho.

Até hoje fiquei impressionadíssimo pelo texto da encíclica sobre o trabalho de João Paulo 2, que diz:
“Para se realizar a justiça social nas diversas partes do mundo, nos vários países e nas relações entre eles, é preciso que haja sempre novos movimentos de solidariedade dos homens do trabalho e de solidariedade com os homens do trabalho. Uma tal solidariedade deverá fazer sentir a sua presença onde a exijam a degradação social do homem-sujeito do trabalho, a exploração dos trabalhadores e as zonas crescentes de miséria e mesmo de fome. A Igreja acha-se vivamente empenhada nesta causa, porque a considera como sua missão, seu serviço e como uma comprovação da sua fidelidade a Cristo, para assim ser verdadeiramente a « Igreja dos pobres». E os « pobres » aparecem sob variados aspectos; aparecem em diversos lugares e em diferentes momentos; aparecem, em muitos casos, como um resultado da violação da dignidade do trabalho humano”.

Outro texto, que privilegio, é de Paulo VI quando disse:
“A política é uma maneira exigente - se bem que não seja a única - de viver o compromisso cristão, ao serviço dos outros”.

Por tudo isso estou dedicando a minha vida à formação do mundo do trabalho e da política.
Estou escrevendo vários artigos para passar para os leigos essa grande paixão e vocação missionária do mundo do trabalho e da política. Espero atingir este objetivo.
Padre Luciano Marini, missionário comboniano.









Cacoal, Rondônia, 24 de julho de 1985: padre Ezequiel Ramin, com apenas 33 anos, é assassi
­nado durante uma missão de paz. Estava no Brasil há pouco mais de um ano.


Como de costume, o fato gerou uma reação forte e imediata dentro e fora do País. Muitos expressaram indignação, inclusive o papa João Paulo II, que se re­feriu ao jovem missionário italiano como 'testemu­nha da caridade de Cristo'.

No Brasil, diferentes tomadas de posição, exigindo justiça, convidando a olhar para a realidade da terra, para a problemática indígena e, sobretudo, para as in­justiças e violências praticadas impunemente à luz do dia.

'Isso demonstra que é preciso mudar muita coisa no Brasil', dizia o presidente da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), dom Ivo Lorscheiter.  Dava a entender que,  para resolver certos problemas, devia haver mudanças estruturais, que são sempre as mais di
­fíceis, longas e dolorosas.

Como dom Ivo pedia, daquele tempo até os nossos dias, o Brasil caminhou bastante. Virou potência eco­nômica mundial, viu crescer a consciência cidadã em boa parte da população, levou até ao lugar mais alto da nação um metalúrgico ... Não mudaram, porém, as con­tradições mais profundas. A situação agrária permanece a mesma: muita gente com pouca terra e pouca gente no imenso latifúndio. A questão indígena continua tão explosiva quanto nos anos 80. Igual ainda é a sorte dos que defendem os direitos dos pobres, padres e religio­sos, e principalmente gente anônima que o Estado não protege e nem defende das ameaças.


Neste livro, lembramos Ezequiel Ramin. É uma ma­neira de fazer-lhe justiça. Ele foi um bom padre. Um mártir: o grau mais elevado no caminho de fidelidade ao Evangelho.

É também uma maneira de lembrar os ideais pelos quais morreu, que foram de muitos outros, vítimas, como ele, de um sistema que não funciona. Árvores ar­rancadas antes que possam produzir frutos. Sementes desperdiçadas na estrada do descaso.

Esta é uma maneira de dizer: eles estão vivos em nossa memória. E na história de comunidades e movi­mentos que alimentam valores alternativos. Na teimo­sia dos pequenos e nas suas vitórias, que os grandes in­sistem em chamar de derrotas. Estão vivos e essa é a sua vitória!

'A morte permanece para o ser humano
um mistério profundo.
Mistério cercado de respeito também
pelos que não crêem.
Para os que crêem, a resposta se encontra
na profundeza de nossa fé.
A morte do cristão segue as pegadas
da morte de Cristo.
A nossa morte é vitória com
aparência de derrota;
morte que é essencialmente não morte,
e sim vida, glória e ressurreição!'




clique para ampliarSobrou ele de oito...

Na foto: um canto do Lago di Garda, perto de onde nasceu Daniel Comboni.

Comboni nasceu em uma linda região do norte da Itália, desenhada entre o lago de Garda e as mon­tanhas: lugar bonito, mas de gente rude, acostumada ao trabalho e ao sacrifício. Era o ano de 1831. A vida não era fácil para ninguém naquele tempo e menos ain­da para as famílias pobres dos lugarejos mais afastados dos grandes centros urbanos.

O lugarejo chamava-se Teseul. Do alto, uma vista deslumbrante sobre o Lago de Garda e a cidadezinha logo abaixo, a pouco mais de um quilômetro, Limone.
Luigi e Domenica, os pais, eram um casal de jardineiros a serviço de uma família abastada do lugar. Tiveram oito filhos. To­dos morreram ainda crianças. Só Daniel, o mais forte, sobreviveu. Lógico que era sobre ele que se voltavam as atenções e as esperanças do casal.
Na família Comboni, o pão vinha do trabalho duro de Luigi que cuidava do jardim e de alguns animais do patrão. Na pequena casa, só havia as coisas essenciais, pouca comida, a roupa indispen­sável para se proteger do frio do inverno, quase nenhum móvel: nada de luxo nem esbanjamento. A riqueza era a estrutura familiar bem sólida e com ela os ensina­mentos que os pais faziam questão de passar aos filhos, geralmente com seve­ridade e rigor. Ensinava-se o respeito pelos outros, o valor da honestidade, o amor ao trabalho e, principalmente, a importância da fé em Deus. Os sonhos que se alimentavam não tinham nada de ex­traordinário e estavam ligados às pequenas coisas de que era feita a vida de todos os dias: uma comida melhor e mais farta, a saúde, a família ...

Daniel sempre foi orgulhoso desse mundo e nunca esqueceu as raízes. Um dia, já crescido e importante, escreveu de Paris a um amigo e comentou: 'Grandes e ricos me cumprimentam e reverenciam. Se eles soubessem ... que nasci em Teseul...'.

'Vou ser padre e missionário!'
Ainda garoto, manifestou o desejo de ser missionário no Japão. Tinha despertado para essa idéia ao ler um livrinho, Vitórias dos Mártires, de Santo Afonso Maria de Ligório, que contava histórias de missionários que, no Japão, tinham passado por muitas dificuldades e pela grande prova do martírio. Daniel ficara impressio­nado: em sua imaginação juvenil, ele também partia, deixava tudo para trás e era missionário e mártir nas ter­ras distantes do Sol Nascente. Coisas e sonhos de crian­ças que, sem dúvida, a vida e o tempo teriam desfeito.
Restava o fato que Daniel era um garoto inteligente. Os pais resolveram dar-lhe a possibilidade de estudar.
Com imensos sacrifícios, levaram-no, aos 11 anos, para Verona, a cidade mais importante da região, onde eles ti­nham uma família de conhecidos. Perto, havia boas escolas que pareciam ser o caminho necessário para construir algo diferente daquilo que se encontrava nas montanhas.

Depois de um ano com os parentes, Daniel foi acolhido no colégio de um jovem sa­cerdote, o padre Mazza, que tra­balhava para ajudar os garo­tos mais pobres e inteligentes da cidade, pois acreditava que a dignidade se conquista com esforço e sacrifício.
No colégio, havia também um grupinho que, em meio aos outros, estudava para seguir a vida religio­sa. Pe. Mazza não acolhia os garotos para que se tornas­sem padres. Queria, em primeiro lugar, que se tornassem gente. Se, depois, alguém sentia um apelo especial para a vida sacerdotal, seria ajudado também nisso, mas na hora apropriada.

Padre Mazza era chamado cari­nhosamente de 'padre Congo', por­que tinha uma afeição muito grande por lugares distantes. Falava disso aos garotos e, quando podia, organizava encontros com missionários que pas­savam pela cidade. Queria abrir os horizontes de seus garotos e mostra­va que a vida tem sentido quando é vivida por algum grande ideal. Daniel, ainda muito novo, escutava, re­fletia. Com a generosidade e o ímpeto de um adoles­cente que descobria a vida, estava fascinado por aque­le mundo e em seu coração já tinha tomado a decisão de ser um dia padre e missionário.

No começo, sentia-se atraído pelo Japão, mas, aos poucos, à medida que ia conhecendo as histórias de quem voltava da África, começou a se sentir cativado por elas. 'Foi em janeiro de 1849, quando era estu­dante de Filosofia, com 17 anos de idade, que jurei aos pés de meu venerado superior, o padre Mazza, consa­grar toda a minha vida ao apostolado na África Cen­ral. Nunca faltei, com a graça de Deus e apesar da mudança das circunstâncias, à minha promessa. Des­de aquele momento, não tive outro objetivo senão pre­tarar-me para tão santa empresa'. As palavras de Comboni explicam por si mesmas como houve um caminho de busca e amadurecimento e, aos 17 anos, uma decisão que se revelaria no tempo fundamental para toda a vida:

Consagrar-se à África Central!
Com a curiosidade e o entusiasmo do adolescente, Daniel Comboni começou a se interessar pela África. Queria saber tudo: a geografia, a história, a situa­ção de alguns povos e de algumas civilizações. Naquela época, certas idéias 'liberais', que eram bastante difun­didas nos ambientes culturais e nos movimentos políti­cos das cidades, despertavam nos jovens interesses que as escolas não satisfaziam. Algumas coisas eram até proi­bidas. Muita preocupação com a África era vista como algo estranho, de certa forma suspeito. Comboni pou­co se importava com isso e devorava os livros que o colocavam em sintonia com a África e seus problemas. Essa febre de conhe­cimentos, que começou nos anos da formação, o acompanhou a vida inteira e foi responsável por fei­tos importantes da vida de Daniel. Das línguas, teve fa­miliaridade com hebraico, árabe, espanhol, francês e in­glês. Chegou a aprender ale­mão e português, além de vários dialetos árabes e de algumas línguas africanas.

 

A equipe Comboniana Continental de Reflexão da América não pode se reunir, como estava previsto, pelos problemas surgidos a partir do surto da gripe AH1N1. Alberto Degan (Equador) e Antonio Villarino (Colômbia) se encontraram em Quito, durante a Assenbléia Continental, e redigiram algumas contribuições contidas neste texto.
Trata-se de uma síntese apressada que não pretende ser exaustiva, mas como um ensaio de idéias e contribuições, que circulam entre os membros da Equipe de Reflexão e muitos outros.

Alberto Degan e Antonio Villarino.

Leia a matéria, baixando o arquivo.

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Na foto: um momento da celebração dos 50 anos no Brasil.


As Irmãs Missionárias Combonianas
celebraram, em 2005,
50 anos de presença no Brasil.


“Recordando os grandes feitos do Senhor e
relembrando os prodígios do passado” (Sl 77, 12),
elas agradeceram a Deus pela intuição profética
de São Daniel Comboni, que fundou a Congregação
em 1872, na Itália, para o serviço da missão
“ad gentes”, isto é, para todos os povos
além-fronteiras.
Para animar missionariamente a Igreja no Brasil
e responder ao convite do papa Pio XII,
as Combonianas chegaram a Nova Venécia,
Espírito Santo, vindas da Itália,
em dezembro de 1955. No início,
prestaram seu serviço no campo da
educação, saúde e pastoral.


SE VOCÊ DESEJA SABER MAIS SOBRE
as COMBONIANAS, pode contatar:

Ir. Geny Maria da Silva
Rua da Graça, 58
Alto do Coqueirinho . Itapuã
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As COMBONIANAS no Brasil publicam
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clique para ampliar1 - OBRA DO REDENTOR

Foi o próprio São Daniel Comboni, fundador dos Missionários Combonianos, a pedir que o povo ajudasse na evangelização da África.
Evangelização, de fato é “Obra de JESUS REDENTOR”.
E os Missionários Combonianos continuam pedindo às pessoas generosas que se associem neste trabalho de evangelização.

Cada um, nós e toda a comunidade cristã participamos desta obra de redenção: com espírito missionário, rezando e ajudando materialmente.

É um caminho espiritual, que inclui um compromisso anual, renovável.
Nós missionários, todos os dias, concentramos nossa oração na celebração da Santa Missa. 
Quem se associa a nós, pedindo de ser lembrado,
em suas intenções e necessidades, participa das graças que este Sacrifício de Cristo, renovado pela Igreja, traz para nós, para nossas famílias e para toda a humanidade.

Lembre, ao enviar sua colaboração, pode também apontar alguma sua intenção especial.

O valor depende da escolha de cada oferente.

'Deus ama a quem dá com alegria!'. Deus não se deixa vencer em generosidade!

Clique aqui e entrará numa página, onde você pode escolher e encaminhar a sua colaboração.


 

Música África, do cantor e compositor Jonny, faixa 1 do Cd ELAINE - 'Unidos'.

[ouvir o áudio

clique para ampliarA Palavra cura e liberta...
e não pode ser cercada!

Leitura de Evangelho segundo Lucas 4,38-44:

Jesus saiu da sinagoga e entrou na casa de Simão. A sogra de Simão estava sofrendo com febre alta, e pediram a Jesus em favor dela.
Inclinando-se sobre ela, Jesus ameaçou a febre, e a febre a deixou. Imediatamente, ela se levantou e começou a servi-los.

Ao pôr do sol, todos os que tinham doentes atingidos por diversos males os levaram a Jesus. Jesus colocava as mãos em cada um deles e os curava.
De muitas pessoas também saíam demônios, gritando: 'Tu és o Filho de Deus!' Jesus os ameaçava e não os deixava falar, porque sabiam que ele era o Messias.

Ao raiar do dia, Jesus saiu e foi para um lugar deserto. As multidões o procuravam e, indo até eles, tentavam impedir que os deixasse. Mas Jesus disse:
'Eu devo anunciar a boa nova do Reino de Deus também a outras cidades, porque para isso é que eu fui enviado'.




Perguntas para refletir:
1) Jesus, Palavra de Deus, cura as doenças e expulsa os demônios... Acredito nisso?
2) Espalhar a Palavra de Deus é lutar para que todos tenham vida, com saúde e dignidade, com liberdade e responsabilidade... É isso que eu entendo como evangelizar?
3) A Palavra é de Deus para todos: Jesus não se deixa prender, pois outros esperam... Quer dizer: a Palavra nos quer missionários!





15 de março de 1831
10 de outubro de 1881


Daniel Comboni: um filho de camponeses-jardineiros pobres que se tornou o primeiro Bispo católico da África Central e um dos maiores missionários na história da Igreja. É mesmo verdade: quando o Senhor decide intervir e encontra uma pessoa generosa e disponível, acontecem coisas novas e grandiosas.

Filho único - pais santos
Daniel Comboni nasceu em Limone sul Garda (Brescia - Itália) a 15 de Março de 1831, duma família de camponeses ao serviço de um rico senhor local. O pai e a mãe, Luis e Domenica, eram afeiçoadíssimos a Daniel, o quarto de oito filhos falecidos quase todos em tenra idade. Eles formavam uma família unida, rica de fé e de valores humanos, mas pobre de meios económicos.E é exactamente a pobreza da família Comboni que obriga Daniel a deixar a aldeia natal para ir frequentar a escola em Verona, no Instituto fundado pelo sacerdote Don Nicola Mazza. Nestes anos passados em Verona, Daniel descobre a sua vocação ao sacerdócio, completa os estudos de filosofia e teologia e, sobretudo, abre-se à missão da África Central, fascinado pelo testemunho dos primeiros missionários mazzianos que regressavam do continente africano. Em 1854 Daniel Comboni é ordenado sacerdote e três anos depois parte para a África juntamente com outros cinco missionários do Istituto Mazza, com a benção da mãe Domenica que lhe diz: «Vai, Daniel, e que o Senhor te abençoe».  

No coração da África - com a África no coração
Após quatro meses de viagem, a expedição missionária de que Comboni faz parte chega a Cartum, capital do Sudão. O impacto com a realidade africana é enorme. Daniel dá-se imediatamente conta das dificuldades que comporta a sua nova missão. O cansaço, o clima insuportável, as doenças, a morte de numerosos e jovens companheiros, a pobreza e abandono do povo impelem-no cada vez mais a seguir em frente e a não abandonar a missão iniciada com tanto entusiasmo. Da missão de Santa Cruz escreve aos seus pais: «Teremos que sofrer, suar, morrer, mas o pensar que se sofre e morre por amor de Jesus Cristo e da salvação das almas mais abandonadas do mundo é demasiado consolador para nos fazer desistir da grande empresa». Ao assistir à morte em África dum seu jovem companheiro missionário, Comboni em vez de desanimar sente-se interiormente confirmado na decisão de continuar a sua missão: «Ou Nigrizia ou morte, ou a África ou a morte». E é sempre a África e a sua gente que levam Comboni, uma vez regressado a Itália, a conceber uma nova estratégia missionária. Em 1864, recolhido em oração junto ao túmulo de São Pedro em Roma, Daniel tem uma iluminação fulgurante que o leva a elaborar o seu famoso Plano para a regeneração da África, um projecto missionário (que se pode sintetizar numa intuição, «Salvar a África com a África», e que é fruto da sua ilimitada confiança nas capacidades humanas e religiosas dos povos africanos. 

Um Bispo missionário original
No meio de dificuldades e incompreensões não indiferentes, Daniel Comboni tem a intuição de que a sociedade europeia e a Igreja católica são chamadas a tomar em maior consideração a missão da África Central. Com este objectivo dedica-se a uma incansável animação missionária em todos os recantos da Europa, pedindo ajudas espirituais e materiais para as missões africanas, quer aos Reis, Bispos e grandes Senhores, quer ao povo pobre e simples. Como instrumento de animação missionaria cria uma revista missionária, a primeira em Itália. A sua fé inquebrantável no Senhor e na África leva-o a fundar em 1867 e 1872, respectivamente, os seus Institutos missionários, masculino e feminino, posteriormente conhecidos como Missionários Combonianos e Irmãs Missionárias Combonianas. Como teólogo do Bispo de Verona, participa no Concílio Vaticano I, levando 70 Bispos a subscreverem uma petição em favor da evangelização da África Central (Postulatum pro Nigris Africæ Centralis). A 2 de Julho de 1877 Comboni é nomeado Vigário Apostólico da África Central e consagrado Bispo um mês mais tarde: é a confirmação de que as suas ideias e as suas acções, por muitos consideradas demasiado arrojadas ou até paranóicas, são extremamente eficazes para o anúncio do Evangelho e para a libertação do continente africano. Nos anos de 1877-1878 sofre no corpo e no espírito, juntamente com os seus missionários e missionárias, a tragédia duma estiagem e carestia sem precedentes que dizimam a população local e abalam o pessoal e a actividade missionária. 

Com a cruz por amiga e esposa
Em 1880, com o entusiasmo de sempre, o Bispo Comboni regressa à África pela oitava e última vez, decidido a continuar, lado a lado com os seus missionários e missionárias, a luta contra a praga da escravatura e a consolidar a actividade missionária através dos próprios africanos. Um ano depois, provado pelo cansaço, pelas frequentes e recentes mortes dos seus colaboradores e pela amargura de acusações e calúnias, o grande missionário adoece. A 10 de Outubro de 1881, com apenas 50 anos de idade, marcado pela cruz que, qual esposa fiel e amada, nunca o abandonou, morre em Cartum no meio da sua gente, consciente de que a obra missionária não morreria. «Eu morro, mas a minha obra não morrerá». Daniel Comboni tinha visto bem. A sua obra não morreu; pelo contrario, como todas as grandes obras que «nascem e crescem aos pés da cruz», continua a viver graças à doação da vida feita por tantos homens e mulheres que escolheram seguir Comboni no caminho da árdua e entusiasmante missão entre os povos mais necessitados na fé e mais abandonados pela solidariedade humana.  





As datas fundamentais da vida de Comboni
— Daniel Comboni nasce em Limone sul Garda (Brescia - Itália) a 15 de Março de 1831.
— Consagra a sua vida à África (1849), realizando um projecto que a partir de 1857, ano em que embarca para a África pela primeira vez, o leva várias vezes a arriscar a vida em extenuantes expedições missionárias. — Em 31 de Dezembro de 1854, ano da proclamação da Imaculada Conceição de Maria, é ordenado sacerdote pelo Bispo de Trento, o Beato João Nepomuceno Tschiderer.
— Com a confiança em que os africanos se tornariam eles mesmos protagonistas da própria evangelização dá vida a um projecto que tem por finalidade «Salvar a África com África» (Plano de 1864).
— Fiel ao seu lema «Ou Nigrizia ou morte», não obstante as dificuldades, prossegue com o seu projecto fundando em 1867 o Instituto dos Missionários Combonianos.
— Qual voz profética, proclama a toda a Igreja, particularmente na Europa, que chegou a hora da salvação dos povos da África. Para isso ele, um simples sacerdote, não exita em se apresentar no Concílio Vaticano I para pedir aos Bispos que cada Igreja local se comprometa na conversão da África (Postulatum, 1870).
— Com coragem pouco comum naqueles tempos, concebe as Irmãs missionárias como plenamente participantes na missão da África Central, e em 1872 funda o seu Instituto de Irmãs exclusivamente consagradas às missões: as Irmãs Missionárias Combonianas.
— Pelos africanos consome todas as suas energias, e luta tenazmente pela abolição da escravatura.
— Em 1877 é consagrado Bispo e nomeado Vicário Apostólico da África Central.
— Morre em Cartum (Sudão) consumido pelas canseiras e pelas cruzes na noite de 10 de Outubro de 1881.
— Em 26 de Março de 1994 é reconhecida a heroicidade das suas virtudes.
— Em 6 de Abril de 1995 é reconhecido o milagre operado por sua intercessão em favor de uma menina afro‑brasileira, Maria José de Oliveira Paixão.
— Em 17 de Março de 1996 é beatificado em São Pedro por Sua Santidade o Papa João Paulo II.
— Em 20 de Dezembro de 2002 è reconhecido o segundo milagre operado por sua intercessão em favor de uma mãe muçulmana do Sudão, Lubna Abdel Aziz.
— Em 5 de Outubro de 2003 è canonizado em São Pedro por Sua Santidade o Papa João Paulo II.  




Querendo saber mais sobre SÃO DANIEL COMBONI, leia a biografia dele, clicando aqui




Padre Dário Bossi, missionário comboniano em Açailândia, Maranhão, mandou para nós...


Maria Bernardina
Conheci Maria Bernardina no hospital. Custava a respirar, exalando lentamente, um atrás do outro, os seus 95 anos.
Poucos dias depois ligaram para que eu abençoasse o corpo dela, antes da despedida.
Chego e encontro somente três pessoas ao seu redor... poucas demais, pelos muitos anos em que amou e serviu!
Aproveito para escutar a história dessa mulher: foi casada aos 12 anos com um homem adulto, escolhido para ela pelos pais.
Máquina de sexo e filhos, Maria logo pegou sífilis.
Concebia e paria uma criança atrás da outra, mas por causa da doença elas nasciam deformes, com graves problemas, e morriam logo nos primeiros dias.
Por quinze vezes foi assim, até encontrar um médico que teve mais cuidado e competência; graças a Deus e a ele, os últimos cinco filhos sobreviveram.
Maria amava rezar o terço: acho que repassava as 'Ave-Maria' como as gotas de vida e de dor de seus vinte partos.

Maria Luiza
No mesmo dia, tarde à noite, mais uma ligação. Morreu Maria Luiza, é preciso que um padre venha para 'batizá-la' (para os pobres realmente a fé é o único sustento, mesmo se simples, popular, talvez ingênua...)
Alcançar a casa de Maria Luiza é difícil, no escuro da rua estreita e escorregadia, na periferia da cidade.
Algumas tábuas no chão tampam os buracos do quintal, um sofá arrumado às pressas fora de casa recebe com carinho as visitas de quem não couber dentro de casa.
Lá na porta muitos abraços... mas quanta tristeza quando, de repente, abrindo-se o espaço, dá para ver no meio do quarto silencioso o pequeno caixão cor de rosa...
Nove meses na barriga da mãe, tempo de uma longa espera em que se cultivam sonhos, projetos, expectativas.
Logo depois, o trauma de horas de hospital: a pequena parece não querer sair, os médicos demoram a fazer a cesariana.
Cada cirurgia custa tempo e incomoda; há muito percebemos essa resistência dos médicos: muitas mães ao nono mês preferem correr para o outro hospital, 70 km mais longe. O perigo é que nossa maternidade, em lugar de ser o berço da vida, se torne uma usina de morte!
Às vezes imaginamos que os médicos se conformam, “pois os pobres não levantam a voz... e, no caso, têm como rapidamente fazer mais um filho”.




Chamavam-se Maria.

Maria, Maria
É um dom, uma certa magia
Uma força que nos alerta
Uma mulher que merece viver e amar
Como outra qualquer do planeta.

Maria, Maria
É o som, é a cor, é o suor
É a dose mais forte e lenta
De uma gente que ri quando deve chorar
E não vive, apenas aguenta

Mas é preciso ter força
É preciso ter raça
É preciso ter gana sempre
Quem traz no corpo a marca

Maria, Maria
Mistura a dor e a alegria
Mas é preciso ter manha
É preciso ter graça

É preciso ter sonhos sempre
Quem traz na pele essa marca
Possui a estranha mania
De ter fé na vida.

(Milton Nascimento)  








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Quem era Liliana Rivetta?

Com 6 anos de idade, enquanto se preparava para a primeira comunhão, um dia o padre disse-lhe brincando: 'Teu nome é Liliana, mas que eu saiba não existe no calendário nenhuma santa com esse nome!'
'Não tem importância, padre! Quer dizer que serei eu santa!'.
Filha de Aldo Rivetta e Angela Seminário, Liliana nasce a 15 de novembro de 1943, em Gavardo, na província italiana de Brescia.
Ao receber a primeira comunhão levou a sério o com­promisso assumido com Jesus: encontrá-lo e servi-Io nos mais necessitados. Foi a mãe, Angela, quem modelou, aos poucos, o coração de Liliana, tornando-o sensível às neces­sidades dos mais pobres.
Sincera, indulgente, bondosa, solidária, desembaraça­da, inteligente e intuitiva: são os adjetivos, usados por quem a conheceu, para traçar a sua fisionomia interior.
'Não se ocupava de si, estava sempre atenta aos outros'.
Agia por instinto, às pressas, sem se preocupar com a or­dem, o método e a forma. Não gostava das mesquinharias nem das exterioridades. Não se exibia. Ia sempre ao fundo da questão. Tinha uma grande facilidade para o desenho e a pintura, juntando montes de folhas de papel que logo a seguir rasgava.
Na aula tinha uma notável capacidade prática. Estava sempre disposta a ajudar as suas companheiras de classe'.

Uma amizade que promove
o caráter vivaz e indisciplinado de Liliana, já no segundo grau, incomodava a alguns professores, que não poupavam admoestações. Por causa disso Liliana decidiu abandonar os estudos e trocar essa escola com outra de corte e costura dirigida pelas Irmãs Ursulinas. Nesse ambiente a vida espiri­tual de Liliana melhorou bastante. Isso preocupou dona Angela, a mãe, a qual, temendo que a filha se tornasse reli­giosa, tirou-a da escola das irmãs, permitindo-lhe que se empregasse numa firma de confecções femininas. Ali conhe­ceu uma moça a qual pensava em ser missionária. Também Liliana simpatizava com o mesmo ideaL A amizade entre as duas nasceu, fortaleceu-se e se concretizou, para Liliana, em bom comportamento, em mais oração, em mais sensibilidade na escuta do chamado de Deus à vida religiosa.
Com 16 anos de idade comunica aos pais sua vontade de ser religiosa e missionária. Fala à mãe do seu desejo de entregar-se inteiramente a Deus, reconhecê-Lo e amá-Lo nos pequenos. Fala-lhe também de sua renúncia ao amor de um jovem que gosta dela; não quer casar, pois o matrimô­nio limita seu amor. Ela 'quer amar todo o mundo, ser missionária, ajudar as crianças africanas'.

A fuga de uma 'maluca' 
O lindo ideal de Liliana de abraçar a vida religiosa esbarra, porém, contra a vontade dos pais, que não parti­lham do mesmo sonho da filha, nem abrem mão da auto­ridade que têm sobre ela, pois é ainda menor de idade.
Diante da oposição paterna, Liliana sabe mostrar ma­turidade e equilíbrio. Não chora, não xinga, não desanima. Guarda bem no fundo do seu coração o tesouro da sua vocação, esperando com paciência uma oportunidade para realizá-Ia.
Tem de chegar à maioridade? Então, aguarda. É uma espera de cinco longos anos, disfarçando sua impaciência em passeios de patins e com mergulhos no lago de Garda, no verão, com as amigas. Aos pais, que a vêem contente, parece que a idéia 'maluca', de ser missionária e ir para a Africa está definitivamente esquecida.
Mas estão enganados, pois, após ter apagado as velas, cravadas no bolo do seu vigésimo primeiro aniversário e ter saboreado a delícia do chocolate e da baunilha e ter recebido os parabéns das colegas convidadas para a festa, Liliana anun­cia a todos solenemente sua decisão de ser religiosa missio­nária. Também revela aos presentes ter escolhido o Instituto das Irmãs Missionárias Combonianas de Verona.
A surpresa das colegas é grande e grande é também a tristeza dos pais, cujas lágrimas se misturam com o cham­panhe que estão bebendo juntos, amargando assim aquele dia e o futuro da família Rivetta.
Nem os protestos do pai, Aldo, nem os olhos implorantes e cheios de lágrimas da mãe, Angela, conseguem tirar da cabeça da filha a idéia 'maluca'. A idéia de ser missionária não está somente na sua cabeça; está sobretudo no seu coração. E ao coração ninguém e nada pode mandar, em­bora ame muitíssimo seus pais.
Um dia, enquanto eles estão ausentes, Liliana arruma suas roupas, sai de casa, corre para a estação ferroviária de Brescia, torcendo e rezando para que o trem parta antes que os pais, sabendo da 'fuga', venham arrancá-la de lá e levá-la de volta, fazendo o maior escândalo.
A mãe, na verdade, corre feito doida para a estação, mas o trem já está longe, levando Liliana, aliviada, para Verona, onde é recebida como postulante pelas Irmãs Combonianas.

Pelo caminho da perfeição
De Verona, curtindo a paz e a companhia de novas colegas, todas elas chamadas pelo mesmo Senhor, Liliana tenta restabelecer o diálogo com os pais, interrompido dra­maticamente com a sua fuga. Escreve para sua família, conta dos trabalhos do dia a dia no seu novo lar, relata os mo­mentos bonitos vividos com as Irmãs, com as colegas e sobretudo com a sua alma e com Deus.
'Faz quase um dia que me encontro aqui no convento e posso dizer-Ihes que me sinto bem. A madre-mestra ro­deia-me de atenções, que me ajudam a esquecer um pouco a distância de casa. Esta noite dormi pouco, pensando em vocês e tinha certeza de que a mãe estava chorando. Mas quero tranqüilizar você, mãe, dizendo-lhe que estou bem e serena ... Não sei como consegui deixá-la, mas o Senhor me chamou para amá-Lo, consagrando-me a Ele nesta vida. Foi Ele quem me ajudou no sacrifício desta separação... Vou freqüentem ente durante o dia na nossa capela e rezar por vocês diante do Santíssimo'.
Coisas bonitas acontecem progressivamente na nova vida de Liliana e quase todos os dias ela relata tudo aos pais, para quebrar o espesso gelo formado pela sua fuga.
'Vesti o hábito. Não sei expressar a minha emoção.
Não me fica mal! É certo que, se vocês me vissem agora, me achariam mudada, porém continuo sendo a sua filha, que ama muito vocês. Compreendo cada vez melhor o seu carinho por mim e os sacrifícios que fizeram por mim, especialmente esse último... '
Ao silêncio dos pais, Liliana intensifica sua vontade de 'convertê-Ios' à aceitação da sua decisão e lhes envia mais cartas e mais carinhosas.
'Faz hoje uma semana que me encontro fora de casa. Fiz isso livremente, porque quero seguir a Jesus no caminho da perfeição... Poderia estar mais calma, se fosse mais generosa. Espero chegar a sê-lo cada dia mais, para o bem de vocês e das pessoas que encontrar na minha vida, e também para o bem da minha alma, naturalmente... Penso constantemente em vocês, nos momentos livres, porque Jesus tem de estar sempre no centro do meu pensamento.

Nem por todo o ouro do mundo
O gelo entre Liliana e os pais ainda não está quebrado, mas ela não desanima. Escreve, então às irmãs, Aldina e Silvana: 'Queridas irmãs, se lhes digo que estou contente, acre­ditem em mim, pois se assim não fosse, não aguentaria isto. Não volto atrás por todo o ouro do mundo, porque a paz de um convento eu não a poderia encontrar em lugar nenhum, mesmo que desse a volta ao mundo... Este é o meu cami­nho e estou disposta a vencer todas as dificuldades para atingir a meta que fixei... Querida Silvana, não fique preo­cupada por mim, pois tenho quem me consola: Jesus.'
Silvana responde à carta, vai visitá-Ia, chora e ri com ela... mas os pais ainda estão profundamente magoados e não dão sinal de aceitarem a vocação de Liliana. Mas ela tem a força que lhe vem de Deus e continua escrevendo e descrevendo em detalhes o seu dia a dia no convento para demonstrar-lhes estar serena, feliz e livre.
'Fomos ao santuário de Nossa Senhora de Lourdes, em Verona. Está prevista outra saída nesta semana, para tomar ar. O meu apetite aumentou. Já viram que estou quase completando um mês de vida de convento? Eu estou muito contente, e vocês? Espero o mesmo para vocês. Não se preocupem comigo; vocês nem podem sonhar ter uma filha num lugar melhor do que este.
O convento não é o terror que o povo julga. Não nos obrigam a fazer coisas insensatas, como se diz por aí. Gos­taria que viessem me ver, para conferir tudo isso.'

O gelo quebrado
Depois de muitas cartas enviadas aos pais, sem receber resposta, finalmente, um dia, a mãe, lhe envia um simples postal com as assinaturas dela e do pai. São assinaturas pequenas, mas demonstram que o gelo está finalmente quebrado e que os pais aceitam resignados a vocação reli­giosa de Liliana. Mais e mais cartas cheias de carinho chegam da casa paterna de Gavardo para Liliana. É o que faltava para completar a sua felicidade.
'Queridas manas querem que lhes diga uma coisa?
Jesus ama vocês muito mais do que eu', escreve com en­tusiasmo.
Após vestir o hábito religioso, não pode segurar a ale­gria de contar tudo aos familiares, pois nenhum deles esta­va presente à cerimônia religiosa, sinal de que a mágoa deles continuava. Mas ela tem sempre esperança: cedo ou tarde irão compreender...
'Uso pela primeira vez o véu e a coroa de rosas que cinge a cabeça das esposas de Jesus. Já se foram as pessoas convidadas para a cerimônia, de modo que posso dedicar um pouco de tempo para partilhar com vocês a minha alegria. Foi um dia maravilhoso, repleto de graças. Ainda que tenha sido impossível a sua presença, sei que vocês estariam aqui com todo o gosto, porque vocês me estimam, e eu também estimo vocês muito, muito. Querida mãe, sou feliz! Querido pai, você também entende, não é?'

Um desafio de amor
Para obedecer à Regra da Congregação, que prescreve dois anos de noviciado, Liliana, após passar alguns dias em casa, é enviada para a Inglaterra. Em Londres aprende a língua inglesa, estuda para tirar o diploma de educadora de infância, cuida do jardim e da cozinha, e nas horas vagas dá um passeio na cidade visitando parques e museus.
O vaivém de cartas entre ela e a família continua.
Numa delas, Liliana traça o programa de sua vida futura: 'Viver por amor, sacrificar-se por amor e morrer por amor. Mes­mo em conseqüência de uma bala'.
Um dia, lança um desafio à sua irmã Aldina: 'Aldina, vou lhe lançar um desafio (talvez não o seja, mas admita­mos que sim): você ama a Carlos e eu amo a Jesus. Veja­mos quem de nós vence em delicadezas'. Quem vence, sem dúvida alguma é Liliana, pelo fato de que 'Jesus é maravi­lhoso, o maior e o mais formoso, o melhor de todos'.
Ela sabe, porém, que seu amor a Cristo só será verda­deiro se amar os irmãos, os mais pequeninos, os mais ne­cessitados.
Procura, então, absorver o mais possível o amor de Cristo. Escreve à irmã Aldina: 'Daqui a duas semanas ter­mino o primeiro ano de noviciado e farei os santos exercí­cios (espero ser santa). Sigo em frente, em parte voando e em parte caminhando'. 'Achei um pensamento que me ajuda muito. Transcrevo-o para que me digam se gostam dele, se o compreendem e se me compreendem a mim: 'Não é Jesus a pátria mais formosa? Que importa o exílio? São dele os céus!' Sinto-me disposta a fazer muitos sacri­fícios, tal como fazem os pais e as mães pelos filhos. Mas a minha família será grande, numerosíssima; terei de apren­der a linguagem das crianças e a fazer muitas coisas que elas sabem fazer, pois é dessa maneira que serão minhas.'

Como um espinho cravado
Os dois anos de noviciado passam rápidos e chega para Liliana o desejado momento de sua consagração temporá­ria a Cristo, no dia 29 de setembro de 1967.
'Foi um excelente dia e estou muito contente: Agora sou uma verdadeira religiosa. Continuo satisfeita por pas­sar assim a minha vida. Jesus levará a paz ao vosso cora­ção. Não estou no convento por não saber para onde ir se saísse, muito menos para estudar. Estou no convento por­que quero amar o Senhor e servi-Lo nos meus irmãos que padecem fome, sede, miséria', escreve à família.
Esses irmãos são os africanos pelos quais ela quer gastar a sua vida, assim como para a África deram a vida Daniel Comboni e muitas missionárias combonianas e muitos combonianos.
Como Comboni, também Liliana 'tem já a África no sangue e no coração, como um espinho cravado, como uma doença'.
É tempo de viajar para a África, de iniciar a grande aventura do amor, durante a qual escreve cartas seguidas à família relatando tudo o que a impressiona na viagem.

  Naldo Andrade escreveu:
''Antes de tudo quero dizer que sou católico, mas defendo a laicidade do Estado! Argumentar a defesa do crucifixo por causa de uma tradição cultural torna-se um discurso frágil quando na contemporaneidade
caminhamos para o reconhecimento das diversidades culturais, inclusive daqueles que são minoritárias e foram historicamente oprimidas pelas culturas ditas oficiais, inclusive pela nova cultura cristã católica!
Defender a laicade do Estado, e isso pressupoe a retirada de símbolos religiosos de espaços públicos, é legítima e de forma alguma significa nenhuma intolerância contra a liberdade religiosa, mas fundamenta-se na necessidade de distinção entre o espaço público e o espaço privado da fé, ainda que a linha que estabelece essa fronteira seja bastante tênue!''


Cristiane Camelo dos Santos escreveu:
''Não vejo mal algum em ter um crucifixo nas escolas, porque o crucifixo não esta fazendo mal para ninguém e para nenhuma religião: ele apenas está na parede para nos lembrar o quanto Deus é maravilhoso, pois por nosso amor até sofreu por nós e não discrimina os seus filhos por serem diferentes em suas crenças.
Ele não obrigou a ninguém a segui-Lo: as pessoas que foram ou são seguidoras de Cristo acreditam porque tem um coração puro, e só os puros de coração conseguem enxergar a DEUS.
Independentemente de sermos de religião diferente, Deus é um só: nossas crenças e culturas podem ser diferentes, mas todos devemos respeitar os vários símbolos para provar que nos respeitamos a todos como filhos e filhas de Deus. O crucifixo é um símbolo para nos lembrar que Deus nos ama. O crucifixo tem que ficar nas escolas, e nós católicos não devemos ter vergonha!








Jesus nasceu numa gruta, porque não havia lugar para ele!

SÓ QUEM ACREDITA E PRATICA A POLÍTICA
PODE FAZER NATAL


 O Natal nos ensina que o cristianismo é a encarnação de um Deus que faz uma opção de classe, se faz homem de carne e ossos não para si, mas para o bem comum, para a mudança da sociedade (Mt 25,31-46)
 Por isso ele nasceu, viveu, lutou a vida toda no meio dos empobrecidos e contra os exploradores.
 O Natal é o começo de uma grande descida de Deus no meio do povo empobrecido e explorado.
 Toda a vida de Jesus foi uma descida aos mais excluídos. (Fil 2,5-11)
 Ele e sua mãe não buscavam o interesse pessoal, mas o bem comum, especialmente dos mais excluídos e sofridos (Jo 2,1-10)
 Jesus nasce numa gruta porque não havia lugar para ele.

 Jesus, desde o nascimento até a morte, vive um eterno conflito de classe contra os da classe dominante, que o matarão por não querer perder seus privilégios (Lc 23,1-7)
 Jesus se fez carne em uma classe e para uma classe (Lc 4,18-20).
 Para os empobrecidos o Natal é uma Boa Nova e para os outros uma desgraça, pois são obrigados a devolverem o que roubaram (Lc 6,24-26)
 Os pastores o encontram sem precisar de estrela, os magos o buscam na casa dos poderosos e precisam de uma estrela. Por que?

 Maria, a mãe de Jesus se prepara ao Natal visitando e ajudando sua prima grávida (Lc. 1,36-45)
 Os apóstolos procuravam toda hora o próprio interesse e não se interessavam das necessidades do povo, quando o povo tinha fome eles queriam que Jesus mandasse embora o povo. (Mc 6,30-38)
 Eles procuravam os primeiros lugares.
 Maria percebe o projeto de Deus que é ”exaltar os humildes e mandar embora os poderosos de mãos vazias” (Lc. 1,46-56)

 A prova do exame de Jesus será política: “Tinha fome, era nu, estava desempregado e você nem olhou para mim, você ia na Aparecida e se aliava com os potentes” (Mt 25,31-46).
 “Sabeis que os governadores das nações as dominam e os grandes as tiranizam. Entre vós não deverá ser assim” (Mt 20,24-28).

 Se você estiver em dúvida da sua opção política não desanime: tem sempre tempo para fazer Natal.
 Talvez o Natal seja a festa mais profanada do ano.
 Cada um busca presentes e ninguém quer ser um presente para os outros.

 Maria não guardou seu filho para si, o ofereceu para todos nós.
 “Nós sabemos que passamos da morte para a VIDA só se amamos os irmãos” (1 Jo. 3,14)

 Feliz compromisso com a classe trabalhadora, pois só assim faremos NATAL, ajudando os sem vida a terem mais vida.
 Política é a luta pelo bem comum. Isso é um dever de todos.
 Politicagem é lutar só para si, enganando os outros com corrupções e impunidades. Isso é proibido para todos e deveriam ser punidas todas pessoas que a praticam.
 Política partidária é a organização que luta organizadamente num partido para chegar mais rapidamente ao bem comum. Esta não é obrigatória para ninguém.



Como você entende o Natal? Mande suas reflexões, clicando aqui






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Eu serei o amor!

Teresinha encontra sua vocação no Amor, e o Amor a torna missionária para sempre. O objeto desse amor é o Amado Salvador, para o qual Teresinha está disposta a derramar seu sangue, até a última gota. Pio XI chamou-a “a maior santa dos tempos modernos”.
Depois de Maria de Nazaré, a Mãe de Jesus, Teresinha de Lisieux é uma das santas mais populares no mundo católico. 
O autor, numa entrevista fictícia à Santa, percorrendo a autobiografia “História de uma Alma”, consegue adentrar na espiritualidade de Teresinha do Menino Jesus e revelar, através das respostas da própria santa, o carinho do Pai para com o seres humanos e o Amor como vocação privilegiada que “engloba todas as outras vocações”.
+ Dom Zanoni Demettino Castro,
Bispo da Diocese de São Mateus - ES

Breve à venda na Loja Virtual deste site.


Todos os 20 premiados no sorteio da AÇÃO ENTRE AMIGOS dos Combonianos na época de Natal de 2009 já receberam os seus prêmios.


Padre Vanderlei Bervian, comboniano brasileiro, que trabalha na região leste de São Paulo, em Sapopemba, entregou o 3º prêmio (um leitor de DVD com karaokê) à senhora VERA LÚCIA R.MAGELLA (foto).

Quero aproveitar esta oportunidade para renovar nossa gratidão de missionários a todos aqueles - e são muitos - que nos acompanham e apoiam com suas orações e com sua ajuda. Cristo, o primeiro missionário do Pai, abençoe a todos.
Padre LINO.




Na foto: Padre Vanderlei entregando o leitor de DVD (con karaokê) - 3º prêmio da AEA) à senhora Vera Lúcia Magella.






Marquinhos, da Comunidade N.S.Aparecida, da Paróquia sagrada Família em Taguatinga, DF, escreveu:
'Olá, Padre Lino, espero que esteja bem e na graça de nosso Senhor Jesus Cristo. Quero dizer que estou recebendo o jornal 'Missão sem fronteiras', cuja leitura me deixa muito feliz por poder partilhar deste trabalho de evangelização que os combonianos realizam com tanto amor.
Padre Lino, gostaria de contribuir também de forma concreta. Por acaso, a congregação possui uma conta bancária onde possa fazer doações através de depósitos mensais? Se houver, por favor me informe, pois quero começar a contribuir o quanto antes. No mais, espero que esteja bem, com saúde e na paz de Cristo e que ele, com seu imenso amor, continue abençoando infinitamente esta congregação! Mande um abraço aos outros Padres, caso mantenha contato e se puder, me mande também seus e-mails. Um forte abraço!
Marquinho'.
Resposta:
Obrigado pela amizade e por partilhar os nossos anseios missionários. Também para você desejo a novidade da Ressurreição de Jesus, Filho de Deus, nosso Salvador.
Em separado, vou le enviar as informações referentes à maneira de colaborar com nosso trabalho missionário. Contudo, saiba que no site encontra todas as formas para enviar sua colaboração. Veja nos ítens do índice à esquerda, aqueles com fundo de cor rosa. Obrigado.
Lembranças a todos os amigos daí. (Padre Lino).




Sueli Ferreira da Silva, de Taboão da Serra, SP, escreveu:
'Oi, Pe.Lino! Adorei o site, está super colorido e eu adoro cores, acho que elas enfeitam a vida.
Observei que há bastante informações para quem não conhece os Combonianos e deseja informações a respeito. Li a mensagens dos pássaros e da pedra: acho que todo mundo, às vezes, ignoramos algumas pedras no caminho e qual o valor delas.
Vi tambem o mural de fotos e está muito legal. Nas de Nova Contagem, a casa é muito bonita e acolhedora.
Um grande abraço. Estarei sempre visitando o site dos Combonianos. Sueli'.
Resposta:
Obrigado. O apoio de nossos leitores nos dá alegria, mas também nos incentiva a oferecer matérias cada vez mais interessantes e significativas do trabalho missionário. (Padre Lino).





Ir. Luzia Premoli, superiora das Missionárias Combonianas no Brasil, escreveu:
''Quero desejar uma Feliz Páscoa a todos os missionários e missionárias combonianas, espalhados pelo mundo, levando o PRECIOSO PERFUME DA RESSURREIÇÃO a todos os povos. Um grande abraço, ir. Luzia Premoli''.





Gerson Ribeiro de Campo Grande, MS, escreveu:
''Alô, amigos!  Sou de Campo Grande, MS, da rádio e tv Imaculada Conceiçao. Ouvi a mensagem do missionario Teddy, e como articuldor da milicia gostaria de receber um informativo sobre missionarios. Também informo que aqui temos pastoral afro-brasileira, missoes  e comunidades negras e padre Dega, da paroquia sao Joao Calabria é coordenador. Por favor mantenhan contato conosco e nos enviem material... Parabens pelo trabalho: contem com nossa divulgaçao'.
Resposta:
Obrigado. Vamos, sim, juntar forças! Pelo Cristo Missionário e sob a proteção da Virgem Maria queremos crescer cada vez mais na tarefa de anunciar a todos o Seu reino de Vida e de Justiça.
Parabéns também a vocês pelo seu trabalho e muito sucesso! (Padre Lino).






ATA DO CONSELHO PROVINCIAL - 01/2010

Casa Provincial, São Paulo, 10, 11 e 12 de Março de 2010

Presentes: Pe. Alcides Costa, Pe. Joaquim Pinto da Fonseca, Pe. Pietro Bracelli, Pe. Vanderlei Bervian e Pe. Walter Borghesi. Participaram por uma sessão os padres Giampietro Baresi, Carlos Faggion e Bartolomeo Lino Cordero.

 

Projeto Missionário da província e encaminhamentos da Assembléia Provincial de setembro 2010:
No encontro provincial durante o retiro em janeiro de 2010 houve uma primeira partilha entre os confrades sobre os encaminhamentos concretos em preparação para a assembléia provincial deste ano. O padre Alcides entregou a cada confrade um questionário que ajudará na reflexão e avaliação sobre a caminhada da província (comunidades) nestes últimos três anos. Comissões temáticas foram organizadas para aprofundar alguns temas específicos da vida provincial: formação de base, formação permanente, animação missionária, evangelização, economia, e idosos/enfermos. O moderador de cada comissão fará parte da equipe central que coordenará a assembléia. Nos encontros de setor no mês de abril será feito uma primeira síntese do trabalho realizado individual e comunitariamente. O material recolhido será encaminhado para as comissões temáticas que irão organizar as contribuições recebidas elaborando propostas concretas para ser apresentadas na assembléia. O provincial vai entrar em contato com o COMINA, em Brasília, para ver um assessor que possa nos ajudar a entender a situação eclesial e missionária do país na atualidade, durante a Assembleia.

 

Secretariados:

Evangelização:

a) Projeto conjunto dos Missionários Combonianos, Irmãs Missionárias Combonianas e Leigos Missionários Combonianos. O padre Alcides participou do encontro com o bispo diocesano de Humaitá dom Meinard Francisco Merckel no dia 4 de março. Neste encontro participaram o padre Massimo Ramundo, as três irmãs combonianas: Cândida, Rosa e Olga e a leiga comboniana Rose. Nesta ocasião foi decidido que a coordenadora do projeto é a irmã Cândida e o padre Massimo receberá do bispo a provisão para o trabalho pastoral. O bispo oferece a área que vai de Humaitá até Apuí (uma faixa de 300 Km). Na área tem uma ‘quase paróquia’ e a presença de colonos e das comunidades indígenas dos Tenharim e dos Parintintins. A equipe será formada por três Irmãs Missionárias Combonianas que já estão em Santo Antonio do Matupi, o Pe. Massimo Ramundo e o leigo comboniano Osmar que vai chegar no final de abril. Em Santo Antonio do Matupi tem também uma casa para o padre e o leigo. A diocese colabora com um salário e meio para os agentes que nela trabalham. O Pe. Massimo tem como referência a comunidade religiosa de Porto Velho.

 

b) Em Porto Velho nós ficamos com a paróquia de Nossa Senhora das Graças com 3 comunidades.  Assumimos a área de São Carlos, distante 60 km de Porto Velho em direção de Humaitá e Calama,  para o trabalho com os povos ribeirinhos. O jovem Wigno Paulo dos Santos foi acolhido pela comunidade para um ano de experiência pastoral e discernimento vocacional.

 

c) Leigos Missionários Combonianos: O padre Giorgio Padovan é o encarregado em nome da província para acompanhar os leigos missionários combonianos.

 

d) Encontro continental da pastoral afro: O padre Fidele Katsan que participou em nome da província do primeiro encontro comboniano da pastoral afro em nível continental que aconteceu em Guayaquil (Equador) nos dias 1 a 6 de março deixou para os membros do conselho o relatório final. No encontro participaram 22 missionários e missionárias combonianas que trabalham com a pastoral afro no continente americano. Os objetivos deste encontro: a) obter uma visão geral da pastoral afro no continente; b) chegar a linhas comuns como combonianos na América e c) impulsionar a pastoral para que ajude o povo afro para que seja visto não como objeto e sim como sujeito do Reino. Para articular melhor o trabalho a nível continental foi escolhida uma comissão coordenadora da pastoral afro a nível continental: padre Joaquim Pedro, padre Rafael Savoia (articulador) e padre Arturo Bonandi.

          Animação Missionária:

a) Semana Comboniana nas nossas comunidades: O Conselho Provincial, motivado pelas indicações da assembléia da animação missionária do final do ano passado e pelo secretariado da economia pede que cada comunidade organize uma semana comboniana nas comunidades/paróquias onde estamos presente, por ocasião da Festa do Sagrado Coração de Jesus. Uma equipe em São Paulo vai elaborar o material que será enviado a cada comunidade. É um momento importante para nos dar a conhecer e, ao mesmo tempo, envolver as pessoas próximas a nós no nosso projeto missionário, com a solidariedade, mas também com o apoio econômico. Contamos com a colaboração de todos.

 

b) Semana de animação missionária: Por ocasião da celebração dos 25 anos do Martírio do Pe. Ezequiel Ramin, 18 a 24 de julho de 2010, na paróquia de Cacoal, está sendo organizado uma semana de animação missionária para celebrar este evento. Como província estamos todos convidados a apoiar e a participar.

 

c) Semana vocacional em Carapina: O padre Robinson Castro Cunha comunicou que a semana vocacional deste ano está prevista para os dias 26 a 30 de julho em Carapina onde deverão participar todos os candidatos a ingressar no postulantado em 2011.

Formação:

a) Encontro de formação no México: O padre Vanderlei Bervian partilhou sobre as conclusões do encontro continental da formação acontecido em Sahuayo nos dia 22 a 27 de fevereiro de 2010 com a presença de 30 formadores e promotores vocacionais que trabalham no continente americano. Esteve presente também o formador do postulantado de Manila padre Rocco Betolli e o secretário geral da formação padre John Baptist Opargiw. Da nossa província além do padre Vanderlei, formador e conselheiro responsável pela formação, participaram também o padre Giorgio Padovan e o padre Carlos Peinhopf. O objetivo do encontro foi atualizar o caminho formativo no continente a partir das orientações do XVII capítulo geral de 2009 e fortalecer a caminhada em conjunto em nível continental neste setor, sobretudo agora em que temos um único noviciado no continente e os escolasticados continentais. Nos dois primeiros dias houve um momento de formação permanente coordenado pelo padre Siro Stocchetti sobre o método educativo da integração e depois disto teve um momento de partilha dos trabalhos feitos e encaminhamentos concretos sobre a elaboração das cartas educativas nas várias etapas formativas. Um dos aspectos abordados foi referente ao limite de idade de admissão de nossos candidatos. Houve consenso no grupo em aceitar que o limite de idade para admissão dos candidatos passe dos 25 anos atuais para 28 tendo em vista que nossos jovens estão demorando mais em tomar uma decisão. Falamos também da necessidade da gradualidade e da continuidade em todas as etapas formativas. Por isso é importante que desde o momento da promoção vocacional os promotores já apresentem aos candidatos os aspectos essenciais do carisma comboniano e que em cada fase seja trabalhado os itens descritos pela Ratio Fundamentalis. Sobre a idéia de postulantados interprovinciais o grupo expressa a importância de manter esta fase formativa na própria província indo de acordo com as orientações do capítulo geral que deseja que em cada circunscrição se crie uma ‘cultura vocacional’ e assim todos os membros se sentem corresponsáveis pela promoção e formação de seus candidatos. No que se refere ao noviciado continental concordou-se que com os números atuais (9 noviços – 5 do segundo ano e 4 do primeiro) é melhor manter apenas um noviciado no continente onde todos os provinciais juntamente com o secretariado de formação acompanhem as atividades do mesmo. Sobre a etapa do escolasticado, o padre Giorgio Padovan teve a oportunidade de explicar aos participantes a experiência iniciada em Nova Contagem de um pequeno grupo de escolásticos inseridos em uma comunidade comboniana. Após sua explicação houve um momento de esclarecimentos e os participantes entenderam melhor em que consiste esta nova experiência que o instituto começou dando-lhe seu apoio. No que se refere ao escolasticado de São Paulo os participantes demonstraram-se interessados na permanência do mesmo, embora com número reduzido de estudantes, por isso mesmo aguardam e apóiam a nomeação do formador substituto do padre Fidele Katsan.

 

b) Pré noviços: Ricardo de Sousa Borges Rego e Eder Ferreira Queiroz participaram no retiro provincial nos dias 25 a 29 de janeiro e logo em seguida foram para Carapina para um mês de trabalho de animação missionária com o padre Robinson. Dia 8 de março ambos chegaram a Nova Contagem para uma preparação prévia ao noviciado. Em meados de Maio vão de férias em família e no início de junho viajam para o México onde terão dois meses e meio para estudar o espanhol e no dia 20 de agosto iniciam o noviciado em Sahuayo.

 

c) Postulantado: O padre Carlos Peinhopf se integrou na equipe formativa e juntamente com o padre Bruno Nzigiye e acompanha o grupo de 8 postulantes: Quatro do primeiro, três do segundo e um do terceiro ano.

d) Escolasticado de São Paulo: O ano escolar iniciou com o retiro anual junto com a província. A comunidade é composta pelos dois formadores: Vanderlei e Fidele e 8 escolásticos (4 finalistas, 3 do terceiro e um do segundo ano). O padre Fidele deixa São Paulo em meados de Abril e estamos na espera da destinação dum outro formador para compor a equipe formativa.

 

e) Comunidade de Nova Contagem com a presença de um pequeno grupo de escolásticos inseridos na realidade pastoral e de missão comboniana: Os dois escolásticos Willy e René participaram do retiro provincial e iniciaram o primeiro ano de teologia no início de fevereiro. O padre Sandoval Luis Dutra da Luz já está se entrosando na comunidade e nos meses de março a maio os dois pré noviços: Ricardo e Eder vão fazer ali uma experiência comunitária e de preparação ao noviciado. Para o mês de agosto está previsto a chegada de dois neo-professos para completar assim a comunidade de quatro escolásticos prevista no projeto inicial.

 

f) Renovação dos votos Rafael Gemelli Vigolo: O pedido de renovação dos votos do escolástico Rafael Vigolo foi lido no conselho juntamente com o relatório dos formadores do escolasticado de Lima; tendo em vista a avaliação positiva dos mesmos aprovamos unanimemente o seu pedido.

 

g) Secretário da formação: O Conselho provincial nomeia o padre Karl Peinhopf como o novo secretário da formação.

 

Economia:

O ecônomo provincial padre Lino Bartolomeo Cordero participou de uma sessão do conselho onde apresentou o relatório econômico do ano 2009 aprovado pelo secretariado de economia e a apresentação do balancete para o Economato Geral. Após sua explanação houve uma troca de idéias para entender melhor a situação financeira da província. Depois disto tratou-se de alguns temas concernentes a economia e os imóveis da província e foi falado sobre a proposta da venda do seminário de São José do Rio Preto a partir de um orçamento apresentado pelo Ir. Mario Fortuna de uma imobiliária. A proposta foi encaminhada ao secretariado da economia. Diante disso apresentaram a proposta de não vender somente o seminário, mas fazendo uma avaliação da nossa presença em Rio Preto, vender toda a área com o seminário e a casa Comboni e investiríamos o dinheiro em imóveis para ter retorno de manutenção da província. Para a casa dos doentes se pensa de reformar a casa provincial para acolhê-los e assim não teria necessidade de ficarmos com duas casas com esta finalidade, pois as duas precisam de reformas. No próximo encontro do setor este assunto será tratado com os confrades para chegarmos a uma proposta concreta para ser apresentada e decidida na assembléia provincial de Setembro. O Conselho provincial encaminha a proposta para ser estudada pelo secretariado da economia, um membro da comunidade de Rio Preto e outras pessoas entendidas do assunto na cidade de Rio Preto

 

Comunidades:

a) Boa Vista: O irmão Antônio Marchi viajou para a Itália para suas férias e para fazer um tratamento médico. Terminado este período e se estiver em boas condições de saúde, volta para a comunidade de Boa Vista. O padre Henry Dunn terminou o curso básico do CIMI, participou da assembléia do regional do CIMI, está animado na causa indígena. Ele está aproveitando a estação da seca para visitar as comunidades indígenas. O padre Joaquim Fonseca comunicou sobre a situação grave da saúde de sua mãe. Ele está programando suas férias logo após o conselho provincial de maio permanecendo um período mais prolongado em Portugal com a família e também para ajudar no cuidado dela.

 

b) Manaus: O padre Alessandro Garbagnati chegou à comunidade no final de fevereiro e está bem animado e se entrosando no trabalho pastoral. O padre Balbino Rodriguez Lorenzana dá continuidade aos trabalhos pastorais com a perspectiva de no final do ano ir de férias e entrar no processo de rotação.  O Conselho vê a necessidade de fortalecer a comunidade com novos membros para que seja possível concretizar o projeto inicial partindo da realidade pastoral da paróquia abrangendo as outras dimensões urgentes da Amazônia (mundo indígena, movimentos sociais, JPIC). A previsão é que o padre Walter Borghesi chegue a Manaus no início de 2011.

 

c) Mooca: O padre Giampietro Baresi participou de uma sessão do conselho, e no diálogo com ele, o conselho pede para ele acompanhar o trabalho com os doentes e anciãos. Também pede a ele de elaborar, junto com a equipe o projeto provincial com os idosos.

 

d) Duque de Caxias: Santa Terezinha: o padre Mario Fioravanti depois de vários comunicados e as orientações do conselho provincial, escreveu ao provincial informando que não se sente de ir a Rio Preto, mas está disposto a ir poara a Itália no inicio de Maio O Conselho  aceita a decisão e faz votos de que ele possa encontrar a comunidade que o acolha e onde ela tenha todos os meios necessários para ser acompanhado.

 

e) São José do Rio Preto: O padre Lodovico Bonomi chegou de suas férias e está na comunidade de São José do Rio Preto. O padre Enrico Galimberti encontra-se na Itália em tratamento médico. O padre Angelo Zen vai para a Itália em Maio para fazer a cirurgia da perna. Os demais membros da comunidade se encontram bem.

 

Pessoas:

O padre Ismaele Matterazo viaja para a Itália no dia 22 de março e será destinado à província italiana.

 O padre André Pazzaglia continua na Itália, tendo em vista a situação de sua saúde será destinado a província italiana.

 

O padre Mansueto Dal Maso continua em Cacoal e se comprometeu em participar da equipe que está preparando a celebração dos 25 anos de martírio do padre Ezequiel Ramin. Devem-se tomar passos concretos e por escrito para regularizar sua situação.

 

O irmão Antonio Marchi se voltar bem da Itália voltará para Boa Vista, caso contrário pode ser destinado a outra comunidade.

 

O padre Elio Savoia é destinado a comunidade de Carapina a partir de 1º de março de 2010. No mês de junho vai de férias na Itália.

 

O padre Pietro Bracelli viaja para a Itália dia 18 de maio e será destinado à província italiana.

 

 Destinações à província:

a) Jervas Mawut Mayik Nyok: Está fazendo o curso em Brasília no CCM até o final do mês de abril. Sua família no Sudão está passando por momentos difíceis, por isso ele pediu para voltar para casa para tentar resolver o problema familiar. A proposta é que ele termine o curso e retorne para o Sudão por um período de dois meses e quando regressar à província receberá a destinação.

b) Marnecio Coralde Cuarteros: Está fazendo o curso para os missionários estrangeiros no CCM em Brasília e depois vai ser destinado para a Comunidade Boa Vista.

Celebração dos 25 anos do martírio de padre Ezequiel Ramin:

Uma comissão composta pelos padres: Mansueto Dal Maso, Pe. Marcos e a COJUPAZ de Cacoal ficou encarregada de articular e coordenar as atividades desta semana de animação. A província ficou incumbida de preparar material para esta ocasião e uma lembrancinha que será entregue às pessoas que participam da celebração. É esperada a vinda de uma comitiva de 50 pessoas da Itália que irão participar da celebração. Em nível de província somos convidados a motivar nossas comunidades a participar desta iniciativa e organizar outros eventos para celebrar esta data. Economicamente a província destina R$ 30.000,00 (trinta mil reais) para as despesas decorrentes das várias iniciativas.



Na foto: de um martelo ... a uma loja de ferramentas!

O porteiro do prostíbulo!

Não havia no povoado pior ofício do que 'porteiro do prostibulo'.
Mas que outra coisa poderia fazer aquele homem?
O fato é que nunca tinha aprendido a ler nem escrever, não tinha nenhuma outra atividade ou ofício.

Um dia, entrou como gerente do prostíbulo um jovem cheio de idéias, criativo e empreendedor, que decidiu modernizar o estabelecimento. Fez mudanças e chamou os funcionários para as novas instruções.
Ao porteiro disse:
- A partir de hoje, o senhor, além de ficar na portaria, vai preparar um relatório semanal onde registrará a quantidade de pessoas que entram e seus comentários e reclamações sobre os serviços.
- Eu adoraria fazer isso, senhor - balbuciou - mas eu não sei ler nem escrever!
- Ah! Quanto eu sinto! Mas se é assim, já não poderá seguir trabalhando aqui.
- Mas, senhor, não pode me despedir, eu trabalhei nisto a minha vida  inteira, não sei fazer outra coisa.
- Olhe, eu compreendo, mas não posso fazer nada pelo senhor. Vamos dar-lhe uma boa indenização e espero que encontre algo que fazer. Eu sinto muito e que tenha sorte.
Sem mais nem menos, deu meia volta e foi embora.

O porteiro sentiu como se o mundo desmoronasse. Que fazer?  Lembrou que no prostíbulo, quando quebrava alguma cadeira ou mesa, ele a arrumava, com cuidado e carinho.  Pensou que esta poderia ser uma boa ocupação até conseguir um emprego.
Mas só contava com alguns pregos enferrujados e um alicate mal conservado. Usaria o dinheiro da indenização para comprar uma caixa de ferramentas completa.
Como o povoado não tinha casa de ferragens, deveria viajar dois dias em uma mula para ir ao povoado mais próximo para realizar a compra. E assim o fez.

No seu regresso, um vizinho bateu à sua porta:
- Venho perguntar se você tem um martelo para me emprestar.
- Sim, acabo de comprá-lo, mas eu preciso dele para trabalhar ...
- Bom, mas eu o devolverei amanhã bem cedo.
- Se é assim, está bom.
Na manhã seguinte, como havia prometido, o vizinho bateu à porta e disse:
- Olha, eu ainda preciso do martelo. Porque você não o vende para mim?
- Não, eu preciso dele para trabalhar e, além do mais, a casa de ferragens mais próxima está a dois dias mula de viagem.
- Façamos um trato - disse o vizinho. - Eu pagarei os dias de ida e volta mais o preço do martelo, já que você está sem trabalho no momento. Que lhe parece?
Realmente, isto lhe daria trabalho por mais dois dias.... Aceitou.

Voltou a montar na sua mula e viajou.
No seu regresso, outro vizinho o  esperava na porta de sua casa.
- Olá, vizinho. Você vendeu um martelo a nosso amigo. Eu necessito de algumas ferramentas, estou disposto a pagar-lhe seus dias de viagem, mais um pequeno lucro para que você as compre para mim, pois não disponho de tempo para viajar para fazer compras. Que lhe parece?

O ex-porteiro abriu sua caixa de ferramentas e seu vizinho escolheu um alicate, uma chave de fenda, um martelo e uma talhadeira. Pagou e foi embora.
E nosso amigo guardou as palavras que escutara: 'Não disponho de tempo para viajar para fazer compras'.
Se isto fosse certo, muita gente poderia necessitar que ele viajasse para trazer as ferramentas.
Na viagem seguinte, arriscou um pouco mais de dinheiro trazendo mais ferramentas do que as que havia vendido.
De fato, poderia economizar algum tempo em viagens.
A notícia começou a  se espalhar pelo povoado e muitos, querendo economizar a viajem, faziam  encomendas.
Agora, como vendedor de ferramentas, uma vez por semana viajava e trazia o que precisavam seus clientes.
Com o tempo, alugou um galpão para estocar as ferramentas e, alguns meses depois, comprou uma vitrine e um balcão e transformou o galpão na primeira loja de ferragens do povoado.
Todos estavam contentes e compravam dele.
Já não viajava: os fabricantes lhe enviavam seus pedidos. Ele era um bom cliente.
Com o tempo, as pessoas dos povoados vizinhos preferiam comprar na sua loja de ferragens do que gastar dias em viagens.

Um dia ele lembrou de um amigo seu que era torneiro e ferreiro e pensou que este poderia fabricar as cabeças dos martelos. E logo, por que não?, as chaves de fendas, os alicates, as talhadeiras, etc.
E após foram os pregos e os parafusos...
Em poucos anos, nosso amigo se  transformou, com seu trabalho, em um rico e próspero fabricante de ferramentas.

Um dia decidiu doar uma escola ao povoado. Nela, além de ler e escrever,  as crianças aprenderiam algum ofício.
No dia da inauguração da escola, o prefeito lhe entregou as chaves da cidade, o abraçou e lhe disse:
- É com grande orgulho e gratidão que lhe pedimos que nos conceda a honra de colocar a sua assinatura na primeira página do livro de atas desta nova escola.
- A honra seria minha - disse o homem. - Seria a coisa que mais me daria prazer, assinar o Livro, mas eu não sei ler nem escrever, sou  analfabeto.
- O senhor?!?! - disse o prefeito sem acreditar.
O senhor construiu um  império industrial sem saber ler nem escrever? Estou abismado. E me pergunto:
- O que teria sido do senhor se soubesse ler e escrever?
- Isso eu posso responder - disse o homem com calma.- Se eu soubesse ler e escrever... ainda seria o porteiro do prostíbulo!



Geralmente as mudanças são vistas como adversidades, mas podem se tornar oportunidade de uma vida nova!







clique para ampliarSanta Rosa de Lima, na internet, para ser mais conhecida pelos fieis de todo o mundo

Na foto: o poço dos desejos, em frente à estátua de Santa Rosa de Lima, no Peru

A Arquidiocese de Lima abriu um site para permitir a celebração da festa de Santa Rosa de Lima a todos os devotos em qualquer lugar do mundo.
Uma nota enviada à Agência Fides informa que “por ocasião da festa de Santa Rosa de Lima, a Arquidiocese de Lima coloca à disposição do público um site na Internet em honra da Padroeira das Américas, das Índias e das Filipinas”.

O site contém informações biográficas, imagens, documentos, artigos, links e todas as informações úteis sobre a vida da santa peruana e sua influência no mundo católico.
Pode-se encontrar também os textos das orações e a novena de preparação para a festa principal, que se realiza hoje, 30 de agosto, em todo o Peru, apesar do calendário litúrgico universal recordar a festa no dia 23 de agosto. A verdadeira novidade deste ano é a abertura de uma caixa postal virtual, à qual os fieis podem escrever e enviar seus pedidos e intenções, que serão depois depositadas no “poço dos desejos” que se encontra no Santuário de Santa Rosa de Lima.
O link do site é:
http://www.arzobispadodelima.org/starosa/


Em muitas comunidades-igrejas, em todo o Brasil, estão acontecendo celebrações para o 25º aniversário do 'martírio' de Padre Ezequiel Ramin.
Oferecemos, a seguir, a 3ª celebração de um tríduo.
Baixe o arquivo.

[baixar arquivo

Na foto: um momento da grande celebração eucarística em Cacoal, RO, no dia 24 de julho.

25º aniversário do martírio do padre Pe. Ezequiel Ramin


Uma crônica das várias celebrações.

O padre Alcides Costa, superior provincial dos Missionários Combonianos do Brasil Sul, participou das celebrações realizadas em Rondônia pelo 25º aniversário do 'martírio de Pade Ezequiel Ramin (1985 - 24 de julho - 2010). Ele preparou uma crônica das celebrações, que transcrevemos a seguir:

A celebração dos 25 anos do martírio do Pe. Pe. Ezequiel Ramin iniciou com uma celebração Eucarística presidida pelo presidente da CNBB, dom Geraldo Lyrio Rocha no dia 25 de junho de 2010 e disse “que o assassinato dos religiosos os faz participantes da páscoa de Jesus. O nome de cada um deles foi lembrado no início da missa com um breve relato de sua vida e a causa de seu assassinato.
Missionário comboniano, nascido em Pádua, na Itália, em 1953,  Pe. Ezequiel Ramin chegou ao Brasil em 1º de setembro de 1983 e passou a residir em Cacoal (RO), diocese de Ji-Paraná. Ele foi assassinado no dia 24 de julho de 1985, vítima de uma emboscada. “Em minha volta, as pessoas morrem, a malária cresceu assustadoramente, os latifundiários aumentam, os pobres são humilhados, os policiais matam lavradores, as reservas indígenas são invadidas. “Com dificuldade os meus olhos conseguem ler a história de Deus por aqui”, escreveu Pe. Ezequiel Ramin pouco antes de ser assassinado”.

NA CIDADE DE CACOAL: 24 de julho
Na cidade de Cacoal, Rondônia, a celebração iniciou no dia 24 de junho com uma homenagem ao Pe. Ezequiel Ramin e também a exposição do trabalho realizado pelo Projeto Pe. Ezequiel Ramin, da Diocese de Ji-Paraná que há 21 anos leva adiante a proposta de proporcionar um espaço de organização e formação com homens, mulheres e jovens, por meio do trabalho para promover à cidadania, o desenvolvimento sustentável, a defesa da vida e da justiça. Esta mostra se repetiu também no dia da celebração no Salão paroquial da paróquia Sagrada Família.

No dia 15 de julho houve também um momento de reflexão sobre a missão e o martírio com os participantes da escola de Teologia para leigos “Pe. Ezequiel Ramin”, da Diocese de Ji-Paraná  que há vinte anos leva adiante este trabalho.

No dia 17 de julho houve o campeonato de futebol do Campo onde participaram jogadores e representantes de várias comunidades da paróquia, com a medalha de Honra ao Mérito Pe. Ezequiel Ramin.
A noite, no salão paroquial aconteceu o encontro com os jovens das comunidades da paróquia Sagrada Família e também grupos jovens vindos de outras paróquias da Diocese. Foi um momento importante de reflexão sobre a vocação missionária e o compromisso com a vida a exemplo do Pe. Ezequiel Ramin, que disse: “Se Cristo necessita de min, não posso recusar-me”.

No dia 19 de julho aconteceu a Mesa redonda na Câmara de Vereadores que tratou de questões relacionadas à terra, Reforma Agrária, a violência no campo e o martírio do Pe. Ezequiel Ramin. Houve também o depoimento do Adílio de Souza, quem estava com o Pe. Ezequiel Ramin no momento do acontecido. Neste ato participaram também representantes da CPT, da OAB, Igreja Católica, Igrejas cristãs, povos indígenas.
Nesta mesa redonda foram lembrados alguns momentos da história e da luta do dos anos oitenta: a luta pela terra, a causa indígena, a organização, articulação e lutas de movimentos sociais e populares contra a implantação de um sistema de latifúndio. Foi no meio do conflito gerado por esses interesses antagônicos que o Pe. Ezequiel Ramin veio a se encontrar. Claro que ele não ficou em cima do muro. De certa forma não havia escolha, pois a coerência com o Evangelho e com a justiça indicavam, decidida e definitivamente, o lado.

O que estamos frisando é o fato de que o conflito não foi criado por Pe. Ezequiel Ramin, pois já estava posto. Pode-se dizer que este conflito vem acompanhando e configurando a questão social do Brasil desde a chegada dos portugueses. Assim ninguém pode, em sã consciência, afirmar que Pe. Ezequiel Ramin procurou a morte. Foi a incessante busca da vida que provocou sua morte.

Nos dias 20 a 21 de julho aconteceram encontros nos setores das comunidades da cidade com a participação  de combonianos, Irmãs combonianas, seminaristas refletindo sobre o martírio, a vocação missionária e o compromisso da comunidade na luta pela vida, a partir do testemunho de entrega do Pe. Ezequiel Ramin.

O dia 23 de julho foi marcado pela peça teatral da vida do Pe. Ezequiel Ramin. O teatro estava cheio e todos atentos aos vários momentos da vida de Pe. Ezequiel Ramin, desde a sua infância até o seu martírio, pontualizando desde o início a sua preocupação pelo serviço ao irmão, a luta pela justiça e pela vida, seja na Itália e aqui no Brasil.

A solene celebração do dia 24 de julho
No dia 24 de julho, às 19h, aconteceu a Celebração Eucarística do 25º aniversário do Pe. Ezequiel Ramin. Estavam presentes representantes das comunidades da paróquia Sagrada Família de Cacoal, de várias paróquias da Diocese de Ji-Paraná e da Paróquia Nossa Senhora das Graças da Arquidiocese de Porto Velho. Presidiram a celebração Dom Antonio Possamai, bispo emérito de Ji-Paraná e Dom Bruno Pedron, atual bispo, vários combonianos e muitos padres da Diocese de Ji-Paraná e de Porto Velho e quatro padres da diocese de Pádua, Itália. Estavam presentes também as Irmãs Missionárias Combonianas e Leigos missionários Combonianos. Também estava presentes Antonio Ramin, irmão do Pe. Ezequiel Ramin e um grupo de italianos vindos de Pádua da paróquia onde o Pe. Ezequiel Ramin nasceu.

Segundo cálculos estimativos estavam presentes umas cinco mil pessoas. A celebração foi muito animada com cantos e muitos símbolos representando a vida do Pe. Ezequiel Ramin que continua vivo na vida de muitos cristãos e comunidades de todo o Brasil.
Na homilia Dom Antonio Possamai fez a memória da vida do Pe. Ezequiel Ramin, lembrando a sua luta e o serviço missionário em favor da vida e da justiça, os momentos mais difícil após a sua morte, mas ressaltou com muita força que Pe. Ezequiel Ramin continua vivo no meio de nós, o que ele representa hoje para as comunidades cristãs da Diocese, mas também da Igreja do Brasil.
Ao terminar a reflexão intercedeu dizendo: Santo Pe. Ezequiel Ramin rogai por nós e se seguiram muitos aplausos. 
No final da celebração foi feita a leitura da Carta do Padre Geral dos Missionários Combonianos, Enrique Sánchez González, o testemunho de Dom Bruno Pedron, do Pároco da paróquia do Pe. Ezequiel Ramin, a carta do bispo de Pádua, o testemunho de Antonio irmão de Pe. Ezequiel Ramin e de Adílio de Sousa.
A celebração terminou com um convite de Dom Antonio de continuar lutando e acreditando na esperança da verdadeira vida que o sangue derramado de Pe. Ezequiel Ramin faz nascer.



Na foto: dom Possamai presidindo a celebração dos 25 anos do martírio de padre Ezequiel (24 de julho), em Cacoal, Rondônia.

'Padre Ezequiel queria ser pastor de um rebanho de gente pobre e injustiçada'


O relógio pontuava 13 horas  de 25 de julho  de 1985 quando o delegado  regional da polícia de Ji-Paraná me entregava o corpo do Pe. Ezequiel Ramin, todo perfurado de balas e de chumbo, na residência do bispo de Ji-Paraná. Um grupo de pistoleiros, a serviço dos fazendeiros que se diziam proprietários da fazenda Catuva quiseram calar a voz profética da Igreja que cobrava melhor e mais justa distribuição  da terra matando mais um dos seus profetas. Padre Ezequiel levou a sério esta missão profética. Ele levou a sério a lição do mestre Jesus de Nazaré. Nâo foi o primeiro. Muitos e muitas o precederam.  E, infelizmente, muitos o seguiram e  o continuam seguindo. O nosso Mestre Jesus nâo apenas ensinou a seus discípulos a darem a vida por seu rebanho, mas, ele mesmo deu a vida. Naquele mesmo tempo na Prelazia de Lábrea foi trucidada  a Irmã Creusa e no Bico de Papagaio o Pe. Josimo Morais Tavares. E antes e depois destes heróis muitos outros foram eliminados e continuam sendo martirizados. Em Eldorado dos Carajás, de uma única vez 19 foram trucidados. Eram pessoas sem terra que queriam um pouco de terra, as migalhas que caiam das mesas dos ricos epulôes para poderem viver dignamente. Mas, os latifundiários temiam que a falta de migalhas os conduzisse a passar fome! E os massacres continuam. Sâo  índios, sem terra, quilombolas, ribeirinhos. Em 2009 no católico Brasil foram assassinados mais de 60. Tombaram porque acreditaram na justiça. Os “sem terra” foram muito mais numerosos. Sempre os mais pobres, sempre os preferidos de Jesus. Eram e continuam sendo preferidos por Jesus pelo simples fato de serem pobres. Aqueles que seguem o Caminho, a Verdade e a Vida que é Jesus e continuam defendendo os pobres são mal vistos por grande parte da sociedade brasileira. Empregam-se todas as formas de silenciá-los, até mesmo a morte. A que mais clamou nestes últimos anos, e por isso violentamente calada, foi a missionária Ir. Doroty. Ezequiel Ramin tinha chegado ao momento de fazer o discernimento sobre o seu futuro. Conversava em família sobre o assunto. Algo gritava dentro dele. Era o chamado de Deus. “Vem e segue-me”. No horizonte brilhavam muitas luzes. Brilhou com mais intensidade o chamado para ser missionário. Bem próxima à sua residência em Pádua, na Itália, havia uma casa onde se formavam missionários.  Nâo só formavam como também acolhiam missionários que voltavam para usufruir de um tempo de descanso e de cura das tantas doenças, de que eram vítimas em regiões carentes de possível  e  digno tratamento médico. Foi por meio daqueles missionários que a luz brilhou. Escolheu ser padre comboniano pois conhecia neles a radicalidade do carisma missionário com todas as suas exigências. Os seguidores do grande missionário, que foi Daniel Comboni, o atraiu e Ezequiel se preparou para ser missionário em algum país distante, entre os mais pobres. Queria ser pastor de um rebanho de gente pobre e injustiçada. Sua opção nâo deixou de impressionar seus familiares. Entretanto eles, como bons cristãos, deram ao filho Ezequiel plena liberdade e apoio. E qual foi a missão para a qual foi enviado o Pe. Ezequiel? Era a diocese de Ji-Paraná, naquela época abrangendo uma extensão  de cerca de duzentos e quarenta mil kms quadrados, com territórios em Rondônia e Mato Grosso. Parte do Mato Grosso, atual município de Rondolândia, era atendido pastoralmente pela  Paróquia Sagrada Família de Cacoal. O povo que precisava de pastores era formado por numerosos indígenas cujas terras e cultura estavam sendo tomadas por numerosos migrantes provenientes de muitos lugares do Brasil. Vinham como vítimas de governantes que julgavam nâo haver gente na Amazônia, como se, sendo índios, nâo fossem humanos. Aos olhos dos poderosos daquele tempo, era necessário dar continuidade à devastação para que pudessem plantar soja, algodão, criar gado, muito gado, implantar termoelétricas como a de Itaipu.  Eram mais, estes mesmos migrantes, pobres, enganados pelo sistema. Vinham para a Amazônia em busca de um pedaço de chão, acreditando em promessas. Eram as vítimas dos seguidores  da globalização da economia que ao longo da história brasileira foram e continuam despejando os pobres. Vinham também numerosos fazendeiros que nâo se satisfaziam com pouca terra. Queriam muita  e muita. Nâo conheciam,, ou andavam esquecidos da passagem da Sagrada Escritura, no salmo 49, onde está profetizado qual será o fim dos que colocam a riqueza acima do valor do ser humano. Deus Espírito Santo faz soar sua profecia  como uma maldição quando diz o seguinte: “O sepulcro será sua casa para sempre, sua morada por todas as gerações. O homem na prosperidade nâo compreende, é como os animais que perecem. Esta é a sorte de quem confia em si mesmo, o futuro de quem se compraz em suas palavras. Como ovelhas são levados ao lugar dos mortos, a morte será o seu pastor'. Pe. Ezequiel queria uma Igreja onde pudesse potencializar a opção preferencial pelos pobres, característica da Igreja católica latino-americana. Encontrou o que buscava. Aqui foi missionário entregando-se sem reservas à missão. 25 anos já se passaram desde aquele dia. Muito longe de se apagar da nossa memória, a curta vida daquele que foi vítima do pecado do latifúndio, nâo se apagou. Na  celebração  de corpo presente eu dizia naquele dia: “Ninguém pode manter fechada a porta do sepulcro onde  estava Jesus, como também ninguém tem o poder de manter fechada a sepultura de  tantos mártires que tombam como vítimas da injustiça. Sua voz ressoa pelo mundo afora. São vozes importunas que impedem o sono tranqüilo dos que quiseram silenciar. Os verdadeiros profetas falam muito mais depois de mortos do que enquanto vivos. Assim está acontecendo com a voz do Pe. Ezequiel. Sua voz vem sendo sempre mais ouvida nâo apenas em Rondônia e Mato Grosso mas em todo o Brasil e também, em grande parte da nossa Igreja. E hoje aqui nos reunimos para, depois de 25 anos, reviver  e aprofundar as lições que Pe. Ezequiel nos deixou para dele aprendermos o quanto é exigente a entrega a Cristo. Mas, estamos reunidos também para despertar de tanto silêncio que está tomando conta na nossa Igreja nestes dias atuais. Jesus, ao formar o grupo dos primeiros doze missionários foi muito claro e exigente: “Em vosso caminho anunciai: o Reino de Deus está próximo. Curai o doentes, ressuscitai os mortos, purificai os leprosos, expulsai os demônios. De graça recebestes, de graça deveis dar”. Esta festa que estamos celebrando deve motivar nosso compromisso em  favor das vítimas da globalização da economia. Aqui nos reunimos os que acreditamos no ensinamento do nosso Mestre Jesus: 'Felizes os pobres porque deles é o Reino dos Céus; felizes os perseguidos por causa da justiça porque deles é o Reino dos Céus'. Reino dos céus é o Reino da Vida para todos. Estamos aqui celebrando porque acreditamos ainda no divino ensinamento: “Felizes sereis quando os homens vos injuriarem, expulsarem, insultarem e amaldiçoarem o vosso nome por causa do Filho do Homem. Alegrai-vos nesse dia, e  exultai  porque será grande a vossa recompensa no céu” (Lc 6, 22-23).          Seguir Jesus Cristo é um programa exigente. Neste ano sacerdotal que recentemente concluímos; neste tempo em que nossos padres são  injustamente caluniados, é bom celebrar o martírio de um deles. Há padres que se tornam mártires sem derramar seu sangue; são a imensa maioria. Nada os afasta do compromisso assumido no dia da sua ordenação. Há presbíteros que, como o Pe. Ezequiel, vão ao extremo de amor por seu rebanho, são martirizados de formas as mais diversas. Os presbíteros de todos os tempos, e de modo particular do nosso tempo, vivemos numa realidade de morte. Realidade de morte para bilhões de criaturas por Deus amadas, que têm o direito de viver vida plena, mas, odiados, amaldiçoados por aqueles que colocam toda a sua esperança na abundância de terra, água, madeira, minérios, enfim, riquezas, que apodrecem. Na vida dos padres de nossos dias há passagens cheias de poesia. Ezequiel era poeta, era músico, era artista, gostava de festas. E sabia temperar as contrariedades com estes dons recebidos do Criador. Mas a vida do padre exige heroísmo e sofrimentos. O caminho por onde um padre tem que passar é espinhoso. E-lhe exigido muito sacrifício. O próprio Mestre Jesus nos previne: “Se alguém quiser vir após mim, renuncie a si mesmo, isto é, tome a sua cruz e siga-me”. Renuncie a si mesmo, isto é, crucifique a sua carne e desprenda-se dos bens terrenos. Esta, e somente esta, deve ser a norma de um ministro do altar, ditada pelo seu Bom Mestre. Dedicar-se de corpo e alma a serviço do rebanho, como o bom Pastor, e nâo como o mercenário que foge diante do perigo. Pe. Ezequiel foi chamado e foi consagrado. Consagrado porque batizado, porque crismado, porque fazia parte de uma congregação  de consagrados e porque sacerdote. Aplicam-se bem as palavras que mais tarde os bispos reunidos em Assembléia em Aparecida, falando dos consagrados, afirmaram: Como discípulo o consagrado é um apaixonado por Jesus Cristo, caminho ao Pai misericordioso; é chamado a ser um apaixonado pela vida missionária anunciando Jesus Cristo, verdade do Pai; por isso mesmo leva uma vida radicalmente profética que aspira a entregar a sua vida em santidade e martírio. É apaixonado por Jesus, vida do Pai que se faz presente nos mais pequeninos e nos últimos a quem serve a partir do próprio carisma e espiritualidade.           Naquela manhâ de 24 de julho de 1985 eu estava reunido com o povo das Comunidades Eclesiais de Base em Santo Antonio da Praínha, caminho para a Fazenda Catuva. Pe. Ezequiel vinha de Cacoal e parou para pedir informações, pois nâo  conhecia o caminho que levava à fazenda Catuva, onde havia um grupo de sem terra ameaçados de morte. Apenas sabia que lá estava um grupo de rabalhadores sem terra e que estavam ameaçados de morte pelos proprietários da fazenda Catuva. Queria convencê-los a sair da fazenda e buscar o caminho de justiça para conseguir aquela terra. Obtidas as informações prosseguiu viagem. Só voltou no dia seguinte, sem vida. Era o bom Pastor que dera sua vida pelo rebanho. Fora se encontrar com um grupo de “sem terra” em missão de paz. O fazendeiro com seus pistoleiros nâo queriam paz, queria guerra. Pe. Ezequiel é um dos numerosos padres, a imensa maioria que, graças a Deus, serve o nosso povo. São presbíteros que vivem uma profunda experiência de Deus, configurados com o coração do Bom Pastor, dóceis às orientações do Espírito; missionários movidos pela caridade pastoral que os leva a cuidar do rebanho a eles confiado, e a procurar as ovelhas mais distantes, pregando a Palavra de Deus, sempre em profunda comunhão com a Igreja, servidores da vida, atentos às necessidades dos mais pobres, comprometidos na defesa dos direitos dos mais fracos, e promotores da cultura da solidariedade. O rebanho do Pe. Ezequiel era formado por gente sem terra e por muitos índios que o amavam, freqüentavam a casa do padres em Cacoal, onde sempre eram bem recebidos e atendidos em suas necessidades. Os pastores daquela paróquia amavam aquele rebanho e eram por ele amados. Um amor de completa doação, até ao extremo.         Celebrando estes 25 anos do martírio do Pe. Ezequiel, que lições devemos levar?  Levemos o compromisso de trabalhar para que nossa Igreja continue sendo, com maior afinco, companheira de caminho de nossos irmâos mais pobres, inclusive até o martírio. Que  esta celebração ratifique e potencialize a opção preferencial pelos pobres. Somos membros de uma Igreja que é chamada a ser sacramento de amor, de solidariedade  e de justiça entre nossos pobres.         Vivemos tempos em que a globalização da  economia vai não só excluindo, mas descartando multidões da mesa para todos, que deve ser este mundo tão rico e tão belo. Vivemos num tempo  que nos leva a nos deixar contagiados facilmente pelo consumismo individualista. Por isso, nossa opção pelos pobres corre o risco de ficar em plano teórico ou meramente emotivo, sem verdadeira incidência em nossos comportamentos  e em nossas decisões. É necessária uma atitude permanente que se manifeste em opções e gestos concretos, evite toda atitude paternalista. A celebração  deste mártir da justiça e da partilha nos deve levar a dedicarmos tempo aos pobres, prestar a eles amável atenção,  escutá-los com interesse, acompanhá-los nos momentos difíceis, escolhê-los para, a partir deles, fazer acontecer o Reino de Deus que é o Reino da vida. São Daniel Comboni, rogai por nós.
Que quanto antes possamos oficialmente invocar: Santo Ezequiel Ramin, rogai por nós. Amém!
D. Antonio Possamai, bispo emérito de Jí-Paraná


1º de setembro: Missiologia na Diocese de JOINVILLE.
No dia 1º de setembro, no salão do Centro de formação da diocese de Joinville, SC, haverá uma palestra sobre EVANGELII NUNTIANDI para os lideres missionários da diocese. Partindo do Concilio Vaticano 2º e do Sinodo dos Bispos do 1974 sobre Evangelização no mundo atual, serão esclarecidos os avanços teologicos e pastorais na caminhada da igreja para evangelizar o mundo postmoderno e globalizado. O olhar será na visão do Documento Conciliar Gaudium et Spes: 'o mundo precisa da igreja e a igreja precisa do mundo'.
 
4 de setembro - MISSA em Ação de graça pelo aniversário da Irmã Deisy. Será em NOVA BRASILIA, Joinville SC.
Antônio Coelho, pai da irmã Deisy, missionária comboniana, convida todos os parentes para participar da  Missa em ação de graça  pelo aniversário da filha Deisy, que trabalhou 4 anos como missionária na Uganda e se prepara para os votos perpétuos no dia de São Daniel Comboni (10 de outubro). No final do mês de outubro ela voltará na sua missão para continuar a luta contra o analfabetismo e pela emancipação feminina.
 
Missiologia na paróquia de NS de Fatima, Itaum, Joinville, SC, para toda liderança do setor Ezequiel Ramin em preparação às Missões populares nas comunidades. O curso será das 14,00 ás 17,30 horas no salão paroquial.


Não vos conformeis!

“Não vos conformeis com os esquemas deste mundo, mas transformai-vos pela renovação do Espírito, para que possais conhecer qual é a vontade de Deus, boa, agradável e perfeita” (Rm 12,2).

Este número de “Missão Sem Fronteiras” é dedicado à Vocação, isto é, ao “Chamado” de Deus. Deus chama homens, a fi m de que, com Ele, façam deste mundo um lugar humano, habitável e fraterno.
- Chama Abraão, o pai na fé, e com ele faz uma aliança, prometendo-lhe uma numerosa descendência e uma terra (cf. Gn 12).
- Chama Moisés e Aarão para libertar o povo de Israel da escravidão do Egito e conduzi-lo à Terra Prometida (cf. Ex 3,6).
- Chama Gedeão, Samuel (cf. 1Sm 3), Davi (cf. 2Sm, 2), Isaías (cf. Is 6), Jeremias (Jr 3,4), Ezequiel (cf. Ez 1), Oséias (cf. Os 2), Amós (cf. Am 3), Jonas (cf. Jn 3), Zacarias (cf. Lc 1,5) e Maria, a Mãe do Messias, Jesus de Nazaré (cf.Lc 1, 26-38).
- Chama o padre Ezequiel, missionário comboniano.
- Chama cada um de nós, para que realizemos seu projeto de Amor.

Nas páginas centrais deste número apresentamos o resumo das celebrações realizadas em Cacoal (RO) no 25º Aniversário do Martírio do Padre Ezequiel Ramin, missionário comboniano, assassinado enquanto estava em missão de Paz, defendendo os pequenos posseiros e os Índios Surui.
Inconformado com a injustiça contra os “pequenos”, o padre Ezequiel gritou contra o esquema de corrupção dos “grandes”; corrupção que é “lei” na região. Sua voz
foi calada à bala, mas seu sangue derramado, ainda hoje, grita mais alto: “Só com a Justiça na terra haverá
Vida e Paz!” (N.G.).







O QUE É E COMO FUNCIONA


Finalidade:
O nosso anseio missionário e a nossa oração pelos missionários(as) se revigoram com os gestos concretos de nossa solidariedade. Por isso, fomos inspirados a convocar todas as nossas amigas e nossos amigos a juntar forças para colaborar na formação de missionários combonianos brasileiros e para enviar uma ajuda aos missionários combonianos na África e na Ásia.
Fazemos isso através de uma AÇÃO ENTRE AMIGOS, todo final de ano, para cada um sentir o gosto de dar um presente pessoal ao Menino Jesus, que vem para dar Sua própria Vida pela salvação de todos.

Regra do sorteio: Dispensando o sistema de bilhetes, o sorteio funciona assim: para cada R$ 5,00 (cinco reais) oferecidos, o nome do doador entrará uma vez na urna do sorteio (exemplo: o nome de quem oferecer R$ 5,00 entrará uma vez na urna – o nome de quem oferecer R$ 10,00 entrará 2 vezes na urna... – o nome de quem oferecer R$ 50,00 entrará 10 vezes na urna... – o nome de quem oferecer R$ 20,00 entrará 4 vezes na urna...). O computador faz isso com segurança e rapidez!

Prêmios da Ação entre Amigos neste final de 2009:


1° Um NOTEBOOK com tela de 14' e Webcam
2°  Uma MÁQUINA FOTOGRÁFICA DIGITAL 
3° Um Aparelho DVD
4° Um Rádio-relógio
do 5° ao 10°: Um pôster colorido (altura de 50 cm) de NOSSA SENHORA MÃE DE TODOS OS POVOS ou, à escolha, de NOSSA SENHORA MÃE DA ÁFRICA
de 11º a 20°: um livro sobre Daniel Comboni ou, à escolha, sobre Padre Ezequiel Ramin.

Prêmio especial: As cinco pessoas que distribuirem mais cupons (que voltarem com colaboração) receberão como recompensa um Telefone Celular.
Explicação: se você quer ajudar nesta Ação entre Amigos, pode pedir uma quantidade de cupons, que nós lhe enviaremos com um código especial. Quando os cupons chegarem com a colaboração em nossas mãos, nós separaremos pelo código. Os 5 códigos com mais cupons, receberão um telefone celular.

Data do sorteio: O sorteio será realizado no dia 12 de janeiro de 2010, garantindo que serão colocados na urna do sorteio todos os nomes dos doadores, cuja oferta chegar até às 17 horas do dia 11 de janeiro.
Após o sorteio é enviada uma correspondência com o resultado do sorteio a todos aqueles que tiverem participado. (Padre LINO)

PARA PARTICIPAR desta AÇÃO ENTRE AMIGOS,
mostrando o seu anseio missionário
e podendo ganhar prêmios valiosos, clique aqui.




clique para ampliarVOCÊ PROCURA RESPOSTAS?
Pergunte ao Mestre

O livro destina-se às lideranças de
comunidades para que se aproximem
cada vez mais da pessoa de Jesus
Cristo, homem divino.

Da mesma forma, serve para quem,
católico ou não, gostaria de fortalecer
a própria fé no Filho Unigênito do Pai,
Jesus Ressuscitado.

Assim muitas perguntas sobre temas
atuais são apresentadas ao Mestre
por homens e mulheres de
diferentes idades e profissões.

O autor coloca na boca do Senhor
as respostas, iluminadas pela palavra
do Antigo e do Novo Testamento,
acompanhadas por cerca de 660 citações bíblicas.

À venda nas Lojas da AVE MARIA ou compre pela internet clicando aqui



clique para ampliarOrdenado sacerdote

No desenho: Padre Mazza abençoa os missionários, que partem pela 1ª vez para a África.

Quando, em 1854, aos 23 anos de idade, Daniel Comboni foi ordenado sacerdote, padre Mazza, seu superior, estava querendo começar, com o seu pessoal, algum trabalho missionário na África: já tinha feito contatos com algumas situações e com as autoridades da Igreja e aos poucos o projeto ganhava corpo, força e consistência. Mazza sabia das dificuldades, mas ou­sado como era, resolveu abrir uma nova frente de ati­vidade para o Instituto que dirigia. Formou uma equipe de seis pessoas e nela incluiu Daniel, o mais novo, que depois de ordenado padre estava há três anos se aper­feiçoando nos estudos.

De todo o grupo, Daniel Comboni sempre tinha sido o mais entusiasmado com a idéia da missão. Es­tranhamente, porém, quando Mazza foi comunicar-­lhe que a decisão estava tomada e que o grupo partiria para a África e a missão começaria, em lugar de provocar uma explosão de alegria no jovem padre, viu-o fe­char-se numa cortina de preocupação e tristeza. O que estava acontecendo? Para Daniel, o problema eram os pais. Cansados pela idade e bastante provados pelas dificuldades da vida, não tinha a coragem de deixá-los sozinhos. Além de tudo, eles passavam por um mo­mento muito difícil do ponto de vista financeiro. Como ele poderia partir e deixar tudo para trás?

Aconselhou-se com amigos e diretores espirituais. Foram semanas de angústia. No fim tomou a decisão: se a África era realmente chamado de Deus, Ele encon­traria as maneiras de cuidar também dos velhos pais. A eles mandou uma foto, em cujo verso estavam escri­tas as palavras de Jesus: 'Quem ama o pai e a mãe mais do que a mim, não é digno de mim!'. A mãe, mostran­do-a às amigas, comentava: 'Dos oito filhos que Deus me deu, sobrou-me apenas um! De papel'.

1ª viagem: um fracasso!
O impacto com a África foi dramático. A expedição partiu da Itália em novembro de 1857 e chegou à missão de Santa Cruz, nas margens do rio Nilo, só em 14 de fevereiro de 1858. Preparada para ser o co­meço de um grande trabalho apostólico, sonhada por muito tempo e organizada em todos os seus aspectos, idealizada para ser a base da Igreja no continente afri­cano, virou logo um pesadelo. Havia muitas barreiras: primeiro, a língua, mas era o de menos. As dificulda­des maiores vinham do clima insuportável: os euro­peus não estavam acostumados a um calor de mais de 40 graus. E havia o problema das doenças, principal­mente a malária. O corpo não resistia. Até os mais fortes eram vencidos pelas diarréias, os problemas in­testinais e as febres.
Tinha um outro obstáculo a superar, o fato dos mis­sionários serem brancos: brancos como os escravagistas que tinham saqueado as aldeias e levado os melhores jovens para outros continentes. O povo não gostava dos brancos. Eram vistos não só como estranhos, mas, prin­cipalmente, como ameaças.
De toda maneira, foram as muitas dificuldades li­gadas ao clima que venceram aquele grupo de aventu­reiros. Depois de apenas 40 dias, o padre Francisco Oliboni, de 33 anos, faleceu. Pouco antes de morrer, tinha pedido aos seus companheiros: 'Mesmo que fi­que só um, não desistam!'.

Havia em todos o desejo de não desistir, mas não era suficiente querer. A malária vinha quando menos a es­peravam e sempre deixava para trás um grupo mais fra­co e mais desanimado. O próprio Daniel várias vezes pegou a doença.

Em novembro daquele ano, depois de muitas di­ficuldades de adaptação, um barco trouxe o correio e duas notícias inesperadas: a morte, em Cartum, de mais um membro do grupo e, quatro meses antes, de Domenica, a mãe que Comboni tinha deixado em  Limone. Eram os sonhos se chocando com a vida e deixando no coração dos jovens missionários a sensa­ção de ter exagerado nos ideais e na busca de coisas impossíveis.

O grupo começou a se perguntar se aquele lugar e a missão que queriam construir teriam futuro. Tudo indicava que não. Resolveram recuar e voltar a Car­tum, a capital. Mesmo assim, um terceiro compa­nheiro faleceu e Daniel, muito enfraquecido e fisica­mente esgotado, contra sua vontade, foi chamado de volta à Itália.

A experiência durou menos de dois anos. Desses, apenas 11 meses na missão de Santa Cruz. O preço pago: três vidas humanas e a constatação de uma ini­ciativa sem nenhuma possibilidade de realização. Um verdadeiro fracasso!



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Seguir a Cristo Bom Pastor!

Falar em vocação nos traz de imediato à mente a compreensão de um chamado e de uma missão a cumprir. Os documentos da Igreja ensinam que toda pessoa é vocação.
Sob a luz da fé cristã, não nascemos apenas do encontro do amor de um homem com uma mulher, mas, todos somos pensados e queridos por Deus desde sempre e para sempre. Toda pessoa tem uma origem divina e humana ao mesmo tempo. Em nossa origem divina e humana, feitos à imagem de Deus, somos todos missionários na essência de nosso ser.

Cada pessoa, onde quer que se encontre, tem uma missão a viver e a cumprir. Ninguém é maior, ninguém é menor. Na fé cristã, o valor de alguém, não se mede pelo cargo que ocupa, mas, pelo amor que se vive. Somos membros vivos uns dos outros. Todos são necessários.
Essa consciência do valor da vida nos leva ao dever de compromisso na solidariedade com todos, principalmente com os mais pequeninos e necessitados de nosso mundo. Santo Agostinho afirma: “A maior glória de Deus é a dignidade do homem”.

É, portanto, impensável viver a fé sem a consciência de um compromisso sério de comunhão com Deus e com os irmãos. “Quem diz amar a Deus a quem não vê e não ama o irmão a quem vê, se engana a si mesmo e é mentiroso” (1Jo.4,20-21).
Como cristãos, devemos permanentemente nos questionar sobre as exigências práticas de nossa vocação e vida cristã. Como valorizamos nossa vida e a vida de todos que nos cercam? Que tempo investimos no cultivo dos valores da vida em família, na comunidade e na Igreja? É bom saber. Valor não é um conceito e nem apenas um conhecimento, mas, um bem que investimos e levamos a sério em nossa vida. Esta é a verdade.

No amor somente se partilha aquilo que se é. “Ama teu próximo como a ti mesmo” Lc.10,27. Quem não se ama e não é honesto consigo não ama a ninguém. Como querer transformar os outros, o mundo, se por primeiro não nos transformamos a nós próprios? Sem dúvida, o mundo precisa de doutores e de teólogos, mas precisa acima de tudo de pessoas que vivam sua fé.
Neste mês em que à Igreja nos convida a refletir sobre a vocação, somos convidados a pensar sobre que valor damos a nossa vida e a vida de todos. Sem dúvida, faz muito sentido refletir sobre como cada um vive em família, na comunidade, na Igreja e em sua missão específica no mundo.




clique para ampliarSão Pedro Claver, o apóstolo dos escravos

Discípulo de Santo Afonso Rodrigues, Pedro Claver tornou-se escravo dos escravos para conduzi-los ao Céu. Sua insigne caridade inclinou-o a atender toda necessidade espiritual e combater qualquer miséria moral. Sua festa comemora-se no dia 9 de setembro.

São Pedro Claver é um dos padroeiros dos Missionários Combonianos. Até alguns anos atrás o dia de hoje, com a festa de São Pedro Claver, era a data em que os jovens combonianos emitiam seus votos religiosos.


Certo dia Afonso Rodrigues — porteiro do Colégio da Companhia de Jesus na ilha espanhola de Palma de Maiorca, já então com fama universal de santidade — estava em oração, quando foi arrebatado em espírito e levado aos Céus. Viu ali, dispostos em círculo, muitos tronos de glória, ocupados por santos vestidos com brilhantes trajes reais.
Em meio a eles havia um trono mais elevado, ainda vazio. Desejando compreender o significado dessa visão, o santo irmão leigo ouviu uma voz dizer-lhe que aquele trono estava preparado para Pedro Claver, como prêmio das muitas almas que ele, na América, deveria ganhar para Deus. A partir de então, Afonso Rodrigues procurou incutir em seu discípulo o desejo das missões, para que realizasse seu grande destino.

Congregado Mariano antes do noviciado
Uns dizem que os pais de Pedro Claver eram da mais alta nobreza, outros que não passavam de camponeses. Mas todos concordam em que eram muito virtuosos e receberam aquele filho como resposta às suas insistentes preces, prometendo consagrá-lo ao serviço de Deus. Também se diz que o pequeno Pedro 'amava a virtude antes ainda de a conhecer'.
Alma predestinada, quando chegou a época de continuar seus estudos em Barcelona, no colégio dos jesuítas, entrou para a Congregação Mariana, a fim de obter a proteção de sua amada Senhora. Encontrando entre os filhos de Santo Inácio aquilo que sua alma procurava, pediu sua admissão na Companhia, sendo enviado a Tarragona para o noviciado.
Desde o primeiro dia mostrou determinação de ser Santo e de fazer-se missionário, escrevendo em seu diário: 'Quero passar toda minha vida trabalhando pelas almas, para salvá-las e morrer por elas'. Foi então que, enviado a Palma de Maiorca para estudar filosofia, encontrou Santo Afonso Rodrigues. 'Apenas cruzou o umbral, o porteiro caiu de joelhos diante dele, beijou-lhe os pés e os cobriu de lágrimas. Turbado e confuso, o estudante ajoelhou-se também e, estreitando nos braços o leigo, o abraçou ternamente. 'Interiormente esclarecidos sobre os méritos um do outro, eles se olharam com mútuo respeito, com a mesma confiança, o mesmo amor'.
Pedro pediu aos superiores para tomar o humilde irmão leigo, então com 73 anos, como seu diretor espiritual, e assim estabeleceu-se entre os dois um parentesco espiritual que marcaria por toda a vida o futuro apóstolo dos escravos. Foi por conselho de Afonso que Pedro pediu aos superiores para seguir como missionário para a América do Sul.
Para dirigir-se a Sevilha, de onde deveria partir, Pedro passaria muito perto da casa dos pais. Mas quis privar-se da alegria que teria em vê-los uma última vez, oferecendo a Deus o sacrifício pelo fruto de seu apostolado. Durante os vários meses da incômoda viagem marítima, o futuro missionário quis cuidar dos doentes da tripulação. Sua humildade e bondade logo ganharam o coração de todos os marinheiros, de maneira que foi possível fixar uma hora por dia para explicar-lhes o catecismo e rezar depois o terço. Cessaram as blasfêmias, as más conversas, as rixas entre os rudes homens do mar.

Anjo protetor dos escravos
Cartagena de Índias, na atual Colômbia, era então um dos mais importantes centros comerciais espanhóis no Novo Mundo e principal porto negreiro. Nele chegavam mais de 10 mil escravos por ano, que eram confinados em verdadeiros pardieiros até serem adquiridos por algum senhor. Sua miséria material só encontrava símile na miséria moral.
A escravidão era considerada inteiramente normal na época. Eram vendidos nas costas da África, às vezes por gente de sua própria tribo, ou de outras das quais haviam se tornado escravos, como prisioneiros de guerra. Ao vir para a América, tinham uma vantagem que superava todos os infortúnios que sofriam: no novo continente poderiam conhecer a verdadeira Religião e salvar assim suas almas. Foi aos negros que Pedro Claver dedicou-se desde o início de seu apostolado, auxiliando o Pe. Sandoval, que já fazia esse trabalho. Aos poucos tornou-se pai, consolador, enfermeiro e evangelizador desse povo sofredor. Para ele mendigava nas ruas de Cartagena sem o menor respeito humano, distribuindo depois, de acordo com as necessidades de cada um, o que tinha angariado.

Caridade apostólica vence a repugnância natural
Não é fácil em nossos dias aquilatar a heroicidade desse apostolado. Muito primitivos, vivendo numa degradação moral e perversão de costumes muito grande, além da brutalidade das paixões, esses negros viajavam de navio para o Novo Mundo em condições sub-humanas, como bestas. Além disso, parte deles contraía doenças durante a viagem, chegando cobertos de pústulas e maus odores. Pode-se compreender o estado de espírito rancoroso e arredio com que chegavam.
O Santo prestava-lhes os serviços mais repugnantes à natureza, com um amor, uma paciência e uma caridade de verdadeira mãe, em meio a um odor fétido, um calor insuportável e uma promiscuidade sem nome.

Conversão de centenas de milhares de escravos
Por meio de um intérprete, ensinava a esses infelizes o caminho da salvação, batizava-os, e depois empregava todos os meios para manter contato com eles, a fim de perseverarem no bom caminho.
Segundo o próprio Santo declarou antes de morrer, em 40 anos desse apostolado batizou mais de 300 mil negros.
Nos dias de preceito, Pedro Claver ia procurar esses filhos gerados por ele para a Igreja e os levava para assistir aos ofícios divinos.
Encontrando-os na rua, nunca deixava de lhes dizer alguma palavra edificante, algo que lhes fosse diretamente à alma. Aos velhos costumava dizer: 'Pensa, meu amigo, que a casa já está velha e que ameaça arruinar-se. Confessa-te enquanto tens tempo e facilidade'.

Quarto voto: ser escravo dos escravos
E essa facilidade tinham os negros, pois São Pedro Claver, ao pronunciar seus votos de profissão, acrescentou um quarto, heróico, de se tornar o escravo dos escravos. Era todo deles. Por isso seu confessionário estava a eles reservado. Quando, devido à fama de sua virtude, nobres espanhóis conseguiam de seu superior uma ordem para que os ouvisse em confissão, ele os fazia esperar até terminar de atender a todos os escravos. E às vezes seu apostolado se fazia em condições tão incômodas, que chegava a desmaiar, sendo preciso reanimá-lo com vinagre.
Por uma espécie de carisma divino, tinha um conhecimento sobrenatural do perigo que corriam seus negros em agonia, e do destino de suas almas após a morte.

Ressurreição para receber o batismo
Assim, certo dia chega a uma casa onde uma negra acabava de morrer sem o batismo. O Santo se ajoelha junto dela e começa a rezar, dirigindo suas lágrimas ao Céu para fazer-lhe violência. De repente, a negra volta à vida durante o tempo suficiente para ser disposta a receber o batismo, tornando a falecer logo depois de purificada por esse Sacramento.
Outra vez, passando por uma rua com um companheiro, subitamente pede-lhe que espere um pouco, e entra numa casa. Lá encontra todos em pranto junto a uma moribunda prestes a expirar. O Santo tem tempo de ouvi-la em confissão e ministrar-lhe a última unção.
Certa vez, porém, ele chegou tarde e a doente já havia falecido. Entristecido, começou a rezar fervorosamente junto ao cadáver. Instantes depois seu olhar ilumina-se, e ele diz aos presentes: 'Uma tal morte é mais digna de nossa inveja do que de nossas lágrimas. Essa alma foi condenada a apenas vinte e quatro horas de Purgatório; procuremos abreviar sua pena pelo ardor de nossas preces'.

Condenados à morte: solicitude
Não eram só os negros que mereciam sua atenção, mas todos que estivessem em grande perigo de corpo ou de alma. Assim, interessava-se pelos encarcerados destinados à morte, preparava-os e os acompanhava até o lugar do suplício.
Certa vez, acompanhava ao último suplício um certo Estevão Melão, condenado por homicídio e furto. Mas como o cargo de carrasco estava vacante, mandaram para executá-lo um maometano condenado às galés.
Com a falta de prática, a corda rebentou três vezes, causando grande dor ao sentenciado. Pedro Claver acorreu cada uma das vezes, para reconfortá-lo com vinho e biscoitos. Depois também socorreu o maometano, confortando-o da mesma maneira. No dia seguinte este foi procurá-lo no colégio, para agradecer sua caridade, e de lá saiu convertido. Também os condenados pela Santa Inquisição, os piratas e os hereges experimentavam seu zelo e comprovavam sua imensa caridade. Sua ação se exercia especialmente junto aos maus, para convertê-los. Ninguém podia resistir ao seu ardente apostolado. Apesar dessa imensa atividade em prol do próximo, sua regularidade na vida conventual não sofria detrimento. Era dos mais observantes e modelo para os outros.

Nos últimos quatro anos de sua vida foi atacado pelo mal de Parkinson, ficando com pés e mãos semiparalisados. Mesmo assim pedia que o carregassem até o confessionário.
São Pedro Claver faleceu em 8 de setembro de 1654, aos 74 anos de idade.  

Música de COMBONI pela África, do cantor e compositor Jonny, faixa 11 do Cd 'Eu e minha casa'.

[ouvir o áudio



A história que contaremos aconteceu num momento particular e num lugar bem definido: Rondônia, meados dos anos 80.

O governo federal tinha iniciado naquela região um processo de colonização em grande escala: abria estradas, distribuía terras, incentivava o plantio e a produção e de todo o Brasil chamava famílias, garantindo que para todas haveria oportunidades e futuro. As pessoas vinham aos milhares dos quatro cantos do País, carregando suas coisas e tentando deixar para trás seus sofrimentos.
O que era mato virava povoado da noite para o dia.
E os povoados viravam cidades, com comércio, os primeiros serviços, pequenas indústrias.

Na vida das pessoas, os sonhos
se materializavam.
As roças rendiam, pois a terra
era boa e as chuvas abundantes. E as mesas, para muitos, fartas como nunca haviam sido antes.
Os mais atentos percebiam que havia também um outro lado da história: milhares de pessoas que, chegando, ficavam sem ter para onde ir e entravam nas longas listas de espera do INCRA, o órgão encarregado de distribuir os lotes, acreditando que o tempo resolveria, que chegaria sua vez. Mas acabavam vivendo de favor ou trabalhando para terceiros.

Os mais ousados se aventuravam mata adentro, às vezes até à Bolívia ou à divisa com Mato Grosso, para conquistar, por conta própria, um pedaço de terra naquelas que julgavam serem 'terras de ninguém'.
Ao longo da BR 364, que liga Cuiabá a Porto Velho, 1.700 quilômetros de chão, buracos e poeira - e, no tempo das chuvas, lama e atoleiros - nasciam as primeiras cidades: Pimenta Bueno, Ouro Preto, Jaru, Ji-Paraná, Cacoal, Ariquemes ...

Como chamou a atenção de muitos segmentos da sociedade, assim também a Igreja se sentiu interpelada por aquele processo.
Houve um apelo dos bispos para que as congregações religiosas olhassem com atenção para o fenômeno e, podendo, ajudassem.

Os combonianos acataram a provocação: vieram do Espírito Santo e se colocaram à disposição de uma Igreja à qual faltavam recursos humanos e materiais para desempenhar sua missão. Sabiam que o trabalho era gigantesco e que tudo estava ainda por fazer. Mas aceitaram o desafio.

''Tudo que você me deu de coração,
agora eu estou devolvendo aos pobres!'


2 - BOLSAS DE ESTUDO

Uma outra maneira de colaborar com os Missionários Combonianos é ajudar na formação de novos missionários (tarefa entre as mais necessárias, bastante custosa e urgente!), oferecendo uma BOLSA DE ESTUDOS. A Bolsa de estudos pode ser com contribuição mensal, anual ou perpétua, dependendo das possibilidades concretas de cada oferente.
Atualmente os valores são os seguintes:
- Bolsa de estudos MENSAL = R$ 30,00
- Bolsa de estudos ANUAL = R$ 500,00
- Bolsa de estudos PERPÉTUA = R$ 5.000,00.


'Deus ama a quem dá com alegria!'. Deus não se deixa vencer em generosidade!

clique aqui e entrará numa página, onde você pode escolher e encaminhar a sua Bolsa de Estudo.





Jesus manda avançar mais!

Do Evangelho de Lucas 5,1-11:

Jesus estava na margem do lago de Genesaré...Jesus viu duas barcas paradas na margem do lago: os pescadores haviam desembarcadso e lavavam as redes.
Subindo numa das barcas, que era de Simão, pediu que se afastasse um pouco da margem. depois, sentou-se e, de barca, ensinava as multidões.

Quando acabou de falar, Jesus disse a Simão: 'Avança para águas mais profundas, e lançai vossas redes para a pesca'. Simão respondeu: 'Mestre, nós trabalhamos a noite inteira e nada pescamos. Mas, em atenção à tua palavra, vou lançar as redes'.

Assim fizeram e apanharam tamanha quantidade de peixes, que as redes se rompiam...

Ao ver aquilo, Simão Pedro atirou-se aos pés de Jesus, dizendo: 'Senhor, afasta-te de mim, porque sou um pecador!'.
É que o espanto se apoderara de Simão e de todos os seus companheiros por causa da pesca que acabavam de fazer...
Jesus, porém, disse a Simão: 'Não tenhas medo! De hoje em diante, tu serás pescador de homens'.
Então levaram as barcas para a margem, deixaram tudo e seguiram a Jesus.



Reflexão:
1) Jesus aparece e faz acontecer o que não era normal... Que achamos disso?
2) Simão sabe de ser pecador e pede pede a Jesus para ficar longe dele... Nós também acreditamos mais na força de nossos pecados do que na vontade de amor de Jesus?
3) Jesus é a Palavra que nos ilumina e salva, e nos convida para nós também assumirmos a sorte dos outros irmãos. Como podemos fazer isso?





Bispo sudanês denuncia
terríveis massacres contra cristãos
O Sínodo da África dedicou especial atenção ao Sudão, país dividido entre o Norte, predominantemente árabe, que impôs a lei corânica, e o Sul, cristão e animista.

Dom Hiiboro Kussala, bispo da diocese meridional de Tombura Yambio, afirma que há interesse em dificultar o caminho da autodeterminação do Sul, provocando a violência. As eleições políticas, previstas pelos acordos de paz de 2005, deveriam acontecer em 2010, enquanto para 2011 estão programando um referendo para a autodeterminação do Sul.
Mas o encontro com as urnas está em risco pelas contínuas violências perpetradas por grupos rebeldes ligados ao governo de Cartum. Segundo Dom Kussala, 'estes rebeldes, a nosso modo de ver, estão recebendo ajuda do governo do Norte. Todos têm fuzis, armas. Acho que existe vontade de deixar o Sul do Sudão em dificuldade para que não tenha a paz necessária para preparar o referendo que está previsto para o ano que vem'. O bispo sudanês informa sobre os ataques a cristãos: 'No último dia 13 de agosto, os rebeldes entraram na igreja da minha paróquia e tomaram muitas pessoas como reféns. Enquanto fugiam pela selva, mataram 7 delas: eles as crucificaram nas árvores. Acontecem muitos dramas como este. Alguns deles foram instruídos pela Al Qaeda no Afeganistão: estão contra a Igreja. O projeto é atormentar os cristãos'. Viver o Evangelho no Sudão é uma opção difícil, corre-se o risco do martírio, confirma Dom Kussala: 'Vivemos justamente neste sentido porque estão matando as pessoas, queimam as suas casas, as igrejas: este é o martírio'. Os cristãos vivem em meio ao medo 'porque os rebeldes continuam matando as pessoas. Este é o nosso medo. Mas não queremos morrer: tudo isso reforça a fé das pessoas, que continuam vindo à igreja'. Ser sinal de paz e de reconciliação é testemunhar o Evangelho em uma terra que persegue os cristãos:
'Este é o nosso lema: continuar vivendo a reconciliação e a paz. Após 6 séculos, o cristianismo foi praticamente destruído no Norte do Sudão e nós sofremos em nome do Senhor'. Pensando na situação de sua diocese e no conflito de Darfur, Dom Kussala pediu ajuda à comunidade internacional, mas também disse:
'Precisamos dos bons samaritanos da Bíblia'.
'Queremos bons samaritanos: nossos irmãos, nossos amigos na comunidade internacional podem vir em nosso auxílio. Porém, mais ainda que isso, pedimos orações, muitas! Por nós, para que possamos ser fortes e prosseguir neste caminho tão difícil. Mas com o Senhor, nós bem o sabemos, no final venceremos!'  



O Padre Wellington Alves, jovem comboniano brasileiro, trabalha no Sudão Sul. É a nossa presença entre aqueles povos sofridos. Ele pede nossa ajuda.. clique aqui



Na foto: crianças na periferia de Kariobangi, Quênia, onde Irmã Liliana trabalhou por algum tempo.

Tudo é muito lindo
Bríndisi, Canárias, Dacar, Cidade do Cabo são as várias etapas que Liliana, com mais quatro missionárias, percorre por mar, zarpando de Veneza, no navio Ásia, no dia 12 de setembro de 1969 e terminando no dia 8 de outubro, no porto de Mombaça, no Quênia.
Depois, viajando de trem duas noites e um dia, chega finalmente à sonhada missão de Lira, no centro da Repúbli­ca de Uganda. Mal acaba de pôr o pé na sua nova moradia, logo escreve: 'A minha escola é muito bonita'.
Com entusiasmo, começa com outras irmãs seu traba­lho de evangelização, que consiste em visitar aos domingos os moradores das palhoças ao redor. Leva alguma gulodice para as crianças e fala com as mulheres, que estão sozinhas em casa. Sol, chuva, poeira e lama são os ingredientes naturais que acompanham essas visitas. Mas Liliana não liga para isso, até um toró, que a enlameia dos pés à cabe­ça, é 'muito lindo'. Não tem medo de se sujar nem lhe pesam o trabalho, o sacrifício e o cansaço. Foi para a África para dar vida. Quer seguir a missão de Jesus, declarada nas palavras: 'Eu vim para que todos tenham vida e quero que a tenham com fartura' (Jo 10,10). Quer ajudar às mães, para que aprendam a proporcionar mais higiene e mais saúde às suas famílias.

Com os olhos das gazelas
Liliana começa a estreitar amizade com todos. A prefe­rência é para com as crianças: 'Junto-me às garotas e elas me ensinam uma infinidade de palavras. Ao anoitecer, sobre­tudo quando há luar, elas dançam sempre. Também eu tentei dançar com elas e aprendi alguns passos. É um ritmo muito fácil. Ficam felizes quando eu estou com elas. Chegaram mais dez pequenas de dez anos. Ainda tem os olhos assustados e se parecem com as gazelazinhas. Dentro de um pouco serão como as outras. A vida delas é um encanto'.
Para não cansar muito e se movimentar mais rapidamente nas visitas às aldeias, Liliana aprende a dirigir um velho 'fusquinha'. Às vezes, de Lira chega até Alito, onde há uma leprosaria, construída e dirigida pelos missionários combonianos. A impressão que tem desse lugar é triste: é o primeiro contato com os doentes de hanseníase. Mas a presença de 'lindas' crianças hansenianas, tratadas com muito amor pelos missionários, criam-lhe um desejo cons­tante, quase uma necessidade, de visitar constantemente os doentes de Alito. As crianças estão doentes de hanseníase, sim, mas são 'tão lindas'. 'Provavelmente não me expli­quei bem. Estas crianças não são contagiosas. Dei a minha vida ao Senhor.'
É sempre a resposta que dá aos familiares, preocupa­dos com a filha, que não toma nenhuma precaução diante da doença.
'Os meninos e as meninas têm hanseníase, mas não se nota. Os primeiros sintomas são umas manchas brancas na pele que aparecem e desaparecem; por isso parecem crian­ças normais.'

Quando o amor é amor
Para todas as crianças de Lira, Liliana torna-se pedin­te. É uma herança do seu fundador, Daniel Comboni.
Escreve à família: 'Aqui, em Lira queremos abrir um orfanato para recém-nascidos... Naturalmente isso exige muita coisa: leite em pó, roupas, pequenas mantas... Se vocês tiverem alguma coisa, enviem para cá. Procurem recolher entre parentes e amigos quanto mais puderem. É uma obra importante. Trata-se de salvar algumas crianças que, se não as ajudarmos, certamente irão morrer de fome'.
O amor verdadeiro se transforma em obras de carida­de. O amor de Liliana a Jesus não é amor platônico ou romântico, não é sentimentalismo. É amor concreto, criati­vo, é defesa da vida dos mais necessitados, nos quais o próprio Cristo se encarna: 'estava com fome, com sede, sem roupa, sem casa, sem pátria, sem saúde, sem liberda­de, sem vida... ' (Mt 25, 35-46).
Escrevendo aos pais, preocupados com Liliana pelo gol­pe de estado dado por Amin, a filha missionária tranqüiliza­-os apresentando a situação de Uganda, que na realidade é caótica e perigosa, como uma situação 'normal' com um clima pacífico: 'Escrevo a vocês sobretudo para lhes assegurar que estou bem e não há nada a temer. Vocês assistiram ao jornal da televisão italiana e provavelmente tem uma idéia da realidade daqui que não corresponde à verdade. Posso asse­gurar a vocês que tudo está calmo e eu nem sequer conheço o novo general ldi Amin Dada. Não se sabe como isto irá terminar. No rádio falam muito bem e dizem que os homens do governo querem a paz e a fraternidade'.
O que preocupa Liliana, no seu dia a dia, é a saúde e a instrução das crianças, especialmente de Helena, uma órfã, que a chama de mamã. Mas não pode fingir para sempre que em Uganda tudo corra bem, e um dia, pede à sua irmã Sílvana orações para a situação melhorar, reve­lando: 'Não há perigo para nós, mas neste tempo não há nada claro... '.

O 'mal' de África
Cansada pelas fadigas, Liliana viaja para a Itália por um pequeno período de férias. Visita a família em Gavardo, conta-lhe todas as peripécias da sua atividade missionária em Alito e em Lira; em seguida vai a Roma, onde, com os três votos solenes, promete irrevogavelmente pertencer ao Instituto das Missionárias Combonianas e ser fiel a Cristo. 'Senhor, Tu sabes tudo. Tu sabes que eu te amo! (Jo 21,17)', está escrito no santinho que distribui como lembrança à família e às pessoas amigas. E, para Liliana, amar a Jesus significa amar a África: Alito e Lira com os seus pobres, os hansenianos, as crianças, os órfãos, a pequena Helena e todos os outros que não conhece ainda. O seu coração está com todos eles. 'Onde está o seu tesouro, diz Jesus -, aí estará também o seu coração' (Mt 6,21).
A superiora nota que Liliana está fraca de saúde e decide segurá-la mais um pouco na Itália, para que se recupere.
O mal de Liliana é estar longe da África, e esse mal só pode ser curado na África. Não obstante, Liliana obedece às ordens e fica disponí­vel à vontade da superiora, que a manda estudar.
Recebe o diploma de educadora de infância, em julho de 1975, e logo inicia um curso de atualização religiosa num instituto de teologia filiado à Pontifícia Universidade Lateranense. Mais tarde, depois de conseguir o diploma em Teologia, é enviada para Messina (Sicília) para ajudar na animação missionária. Depois dessa breve experiência no Sul da Itália, finalmente, Liliana pode voltar à África.

Kariobangi, na periferia da miséria
Kariobangi é um bairro na periferia de Nairobi, capital da República do Quênia, país com quase 30 milhões de habitan­tes e uma área de 580.567 km2, limitado ao Oeste pela República de Uganda.
Nesse bairro, onde a miséria é extrema e trabalha uma pequena comunidade da família comboniana, passa a viver também Liliana. Logo depois de sua chegada, ela escreve à família: 'Há já três dias que estou na minha missão. Há muitíssimas crianças e tenho de me organizar. Agora te­nho de me habituar a viver de algum modo fora do mundo, porque aqui as notícias não chegam. O Quênia é um país novo para mim; ainda não comecei a trabalhar; ainda bem que o Senhor não espera isso; se fizermos a Sua vontade e nos amarmos, Ele age à Sua maneira'.
'Ao passar por entre as barracas, vi uma criança que brincava numa poça de água suja e cheia de vermes e excre­mentos de cabras, com um pedaço de papel na mão que tentava pôr a flutuar. Ao ver estas coisas alegro-me por me encontrar aqui, pois assim poderei ajudá-las a viver melhor.'
'Não suporto ver as crianças sentadas no chão, mas para fazer mesas e cadeiras é preciso dinheiro e aqui somos muito pobres.' A ajuda às crianças é sempre priorida­de em seu trabalho missionário entre esse povo um pouco primitivo, carente de tudo e com uma cultura que muitas vezes escraviza.
'Fui com a minha amiga enfermeira visitar os Pokot, pessoas muito primitivas. As mulheres usam ainda peles por roupa e os seus enfeites são argolas de cobre e alumínio e colares vermelhos, azuis e amarelos. As crianças têm flechas e um pequeno arco', escreve sempre aos familiares.

Os pequenos pediram pão, mas não havia
Liliana começa a simpatizar e amar também este povo, mas, por obediência, deve voltar para Uganda e trabalhar na missão de Amudat, ao sul de Morotó, junto à fronteira com o Quênia.
Na nova missão, ela visita as aldeias, ensina catequese nas escolas, ensina canto e corte e costura às mulheres e às moças. De jipe transporta pedras para construção de um poço. Vai a Nairobi, capital do Quênia, participar de um curso de língua pokot, para compreender melhor as suas crianças. Seu trabalho é massacrante. Seu corpo não pode­rá aguentar por muito tempo. O cansaço é visível em seu rosto e todo mundo o vê e lhe recomenda mais prudência. Mas ela nega tudo com um sorriso. 'Aqui fazemos o que podemos com os meios que temos, e o Senhor nos protege.'
Nesse tempo, em janeiro de 1980, uma grande carestia assola Uganda. A fome chega também à missão em que está Liliana. 'O povo sofre e procuramos ajudar como po­demos. Pode-se dizer que a missão lhes proporciona tudo: alimentos, roupas, remédios... '.
As doenças nunca chegam separadas. A seca, além da fome, causa muitas doenças, como o colera. Os atingidos não têm força para trabalhar. Liliana queixa-se pelo fato de que 'agora o povo está morrendo de cólera. Ninguém se interessa por nós. Fomos vacinados, sim, mas ficou só nisso...'
Em quase toda parte há falta de higiene e falta de se­gurança. Assaltantes, em bandos, atacam nas aldeias, nas cidades e nas estradas, roubando víveres para comer e qualquer coisa que possa ser comercializada em troca de alimentos.
Os assaltos se estendem também aos caminhões que
chegam ao país com as ajudas internacionais de assistência.
Aí, vale a lei do mais forte.
São as crianças as que mais sofrem.
Há pessoas que retiram a comida do lixo. Outras re­colhem os grãos de trigo e os feijões que caem no transpor­te dos sacos.

'Basta amar-se e ter paz!'
A situação de fome torna-se para Liliana um pesadelo que a persegue até durante o sono. 'Às vezes sonho de noite que me chamam para lhes dar de comer... Eu estou bem. Ter de enfrentar dificuldades pelas pessoas que amo não significa perder o sorriso e a alegria. Aprendi a comer com as mãos, sem garfo, como a gente daqui, todos juntos comem da mesma panela.'
É o esforço de inserção na cultura local que Liliana começa a fazer, pois o amor unifica as mentes e os cora­ções. O desejo dela é o de tornar-se semelhante aos ugandenses, falar como as suas meninas, encarnar-se nos costumes delas. Isso exige esforço e muito amor. 'Basta amar-se e ter paz!', repete para si mesma e para as outras colegas. O amor vence tudo: as tragédias, as razias, a cólera e a fome. O amor vence até a morte! O amor faz­-lhe superar o valor da relatividade das coisas e privilegiar só o que é essencial.

'Só uma coisa é necessária...'
Completando 36 anos de idade, Liliana, em sua avaliação de vida, sabe discemir o absoluto do relativo.
Escreve ela: 'Nesses últimos três anos de missão com­preendi o essencial. De manhã, ao descer ao pátio deparava com pessoas que haviam morrido de fome durante a noite e crianças esqueléticas que me estendiam a mão pedindo comida. Compreendi, então, que nos primeiros anos de missão eu me preocupara com muita coisa inútil, que eu considerava essencial'.
Cada vez mais enfraquecida, Liliana volta à Itália por um período de repouso. Permanece algum tempo na casa paterna, em Gavardo, e depois em Santa Catarina de Jônio, na província italiana de Catanzaro, onde organiza uma coleta para a compra de um trator para a sua missão de Amudat.
Mas a saudade pela África bate forte no seu coração: tem de voltar para Amudat.
Lá, ela retoma o seu ritmo de trabalho como diretora da escola e responsável por toda a missão. Vai pelas aldeias, acompanhada pela Ir. Rosária, entregando víveres para os pobres e material didático. Anda distribuindo vida, para o corpo e para a mente, em sinto­nia com a missão de Jesus: 'Eu vim para que todos tenham vida e a tenham abundantemente' (Jo 10,10).

Se tiver de morrer...
Na tarde do dia 10 de agosto de 1981, Liliana viajava de carro, com algumas catequistas e a Ir.Rosária, para entregar alimentos e material didático às crianças das aldeias espalhadas entre Morotó e Amudat.
De repente, alguns assaltantes, escondidos à beira da estrada, disparam sobre o veículo e atingem mortalmente a Irmã Liliana. Uma bala entrou no coração dela.
A Ir.Rosária, que está ao seul lado, ajeita o corpo inerte e ensanguentado de Liliana no banco traseiro, senta ao volante e leva o carro até a missão vizinha.
Liliana tinha 37 anos de idade.
O assassinato da Irmã ocorre exatamente no ano da comemoração do centenário da morte do seu fundador, Daniel Comboni, do qual ela tem procurado ser uma digna herdeira, imitando as virtudes dele e seguindo suas pega­das de apóstolo e profeta.
Poucos dias antes de ser assassinada, respondendo à carta da sua família, preocupada por causa da guerrilha no meio da qual a missionária se encontra, Liliana acalma os pais com esta resposta: 'Queridos, é claro que há dificulda­des por toda parte, mas esta é a vida que eu escolhi!'
Uma vida testemunhando o amor e a misericórdia de Deus.
Liliana tem sido testemunha do carinho e da misericórdia de Deus, com sua morte e, sobretudo, com sua vida.




Oração do XVI Congresso
Eucarístico Nacional

(Brasília, 13 a 16 de maio de 2010)

Senhor Jesus, Tu és o Caminho!
Em meio a sombras e luzes,
alegrias e esperanças, tristezas e angústias,
Tu nos levas ao Pai.
Não nos deixes caminhar sozinhos.
Fica conosco, Senhor!

Tu és a Verdade!
Desperta nossas mentes
e faze arder nossos corações com a tua Palavra.
Que ela ilumine e aqueça os corações
sedentos de justiça e santidade.
Ajuda-nos a sentir a beleza de crer em Ti!
Fica conosco, Senhor!

Tu és a Vida!
Abre nossos olhos para te reconhecermos
no “partir o Pão”, sublime Sacramento da  Eucaristia!
Alimenta-nos com o Pão da Unidade.
Sustenta-nos em nossa fragilidade.
Consola-nos em nossos sofrimentos,
Faze-nos solidários com os pobres,
os oprimidos e excluídos.

Fica conosco, Senhor! Jesus Cristo:
Caminho, Verdade e Vida,
No vigor do Espírito Santo,
Faze-nos teus discípulos missionários!
Com a humilde serva do Senhor,
nossa Mãe Aparecida, queremos ser:
Alegres  no Caminho  para a Terra Prometida!
corajosas testemunhas da Verdade libertadora!
promotores da Vida em plenitude!
Fica conosco, Senhor! Amém!




Um pouco de história

A dez de Outubro de 2009, festa de São Daniel Comboni, fundador dos Missionários Combonianos, eu pe. Martinho Lopes Moura, missionário comboniano, cheguei à paróquia de Santa Terezinha, no Parque Lafaiete, diocese de Duque de Caxias, para aqui ficar, como  missionário e vigário paroquial.
Durante alguns meses já tinha sido pároco da paróquia de São Sebastião, no Gramacho, entregue para o Clero diocesano a 25 de Janeiro de 2009.

Santa Terezinha - Parque Lafaiete

Esta igreja de Santa Terezinha tem uma história que remonta a 1647, com a criação da freguesia de São João Batista de Trairaponga, separada da freguesia de Nossa Senhora do Pilar de Iguaçú, criada em 1637. A primeira capela foi dedicada a São João Batista. Com o abandono  e desabamento dessa capela, em 1857, esta área, foi agregada à igreja de São João de Meriti e a Santo Antônio,  em Caxias.
Dom Guilherme Muller, bispo diocesano de Barra do Pirai, vendo o abandono desta igreja e da antiga paróquia de São João Batista, convidou o povo para a sua reconstrução e recuperação e, em 1930, a igreja foi aberta de novo ao culto e a irmandade de Santa Terezinha ficou, como custódia da igreja e do lugar.
Dom Manuel Pedro de Cunha Cintra, primeiro Bispo de Petrópolis, cria a paróquia de Santa Terezinha no parque Lafaiete, em 1952, desmembrada da paróquia de Santo António.
O primeiro vigário da nova paróquia foi o pe. Adolfo Neemec, que era tcheco de nascimento. Em 1954, o Pe. Adolfo foi transferido para São José de Rio Preto, SP. Mas devido a um abaixo assinado, o mesmo padre regressou à paróquia e foi recebido festivamente. Quatro anos mais tarde, foi comprado um terreno para a construção da comunidade de São Sebastião. Em 1964, pe. Adolfo viajou para a Alemanha para fazer uma cirurgia e visitar os seus parentes e por lá ficou definitivamente.
Outro tcheco, o Pe. Roberto Sara, foi o segundo vigário que veio transferido da diocese de Bonfim, na BA, e atendia também as comunidades de São Sebastião, santa Rita  e Sagrado Coração de Jesus. Deu vida a algumas pastorais e associações, dando uma força à irmandade de Santa Terezinha. Em 1981, com a criação da diocese de Duque de Caxias, Dom Mauro Morelli confirmou o pe. Roberto como pároco e ele ficou até 22 de Julho de 1991, quando faleceu.   O Padre Severino, da diocese de Pádua, na Itália, assumiu a paróquia até 1999, quando o padre João Luis Consoni, comboniano, foi nomeado pároco e ficou até Setembro de 2009.

Situação atual da paróquia

A paróquia é composta por 9 comunidades. Algumas estão em áreas de favela e são comunidades pobres e com muitas dificuldades; são elas: Nossa Senhora da Penha, Nossa Senhora das Graças e São José. Outras comunidades são bastante numerosas, São Sebastião, São Judas, Senhora da Glória, Senhora do Carmo, São Pedro e Santa Terezinha.
Em Vila Ideal, na comunidade Senhora das Graças, funciona uma escola comunitária com cerca de 100 crianças e é orientada pelas Irmãs Servas da Santíssima Trindade; na comunidade São José funciona outra escola comunitária, com umas 30 crianças, dirigida pelas Irmãs Franciscanas de Dillingen.

O que foi e o que é

A Baixada fluminense foi o lugar das fazendas de cana de açúcar e, mais tarde de pomares e, o lugar de residência e trabalho de milhares e milhares de escravos.  É uma área  baixa, como diz a própria palavra e, por isso, costuma ficar alagada, quando as chuvas são mais abundantes. No passado, nesta área de Caxias, havia alguns senhores que eram os donos absolutos e exclusivos destas populações. Faz alguns anos que a Igreja, através das numerosas pastorais vem fazendo um bom trabalho, no campo social, humano e educacional, isto através de obras sociais comunitárias e também no campo da saúde, com Postos de saúde e Ambulatórios.
Impressiona o visitante a quantidade de população jovem, de crianças e adolescentes. Com os seus morros e favelas esta área tem  sérios problemas, no campo da violência, droga, prostituição etc. em certas favelas a entrada é controlada pelos seus moradores, para a segurança dos mesmos.

No campo social e religioso

As  comunidades cristãs sentem a necessidade de criar laços de fraternidade entre os seus membros e entre elas mesmas, também por causa da fragilidade  da vida social.
A Baixada não tem indústrias e a possibilidade de muitos postos de trabalho, somente alguns, no comércio e por isso tanta gente se desloca diariamente para cidade de Rio de Janeiro, para assegurar a sobrevivência da família, com algum emprego mais seguro e melhor remunerado. Os meios de transporte são os ônibus e o trem, sempre lotados de manhã e à tarde.
A Igreja católica está intensificando uma pastoral de acolhida e de evangelização, discípulos e missionários e no campo da promoção humana e educacional. Uma boa parte da população é formada de afro-brasileiros.  E os imigrantes, sobretudo são do nordeste brasileiro. Caxias também foi o destino de tantos imigrantes portugueses.
 Podemos dizer que esta área e diocese, com todos os seus problemas humanos e sociais, está voltada para o futuro, sobretudo pela quantidade de juventude, que lota as muitas escolas.
São muitas, também, as igrejas de várias denominações religiosas e o campo da evangelização é um campo propício para o serviço de todas estas igrejas.
Esperamos que os Jogos Olímpicos, de 2016, tragam também, mais bem-estar para esta gente, que ao longo dos séculos tem sido muito explorada e excluída do progresso e de um nível de vida humano e digno, em que as necessidades básicas de casa, alimentação, saúde, educação e cidadania não foram a prioridade dos governantes locais. O futuro será de certeza melhor.
                                                                




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Do Evangelho segundo Lucas (3,10-18):

Naquele tempo, o povo estava na expectativa do Messias Salvador e todos perguntavam a João:
'Que devemos fazer?'
João respondia:
'Quem tiver duas túnicas dê uma a quem não tem; e quem tiver comida faça o mesmo!'

Foram também para o batismo cobradores de impostos e perguntaram a João:
'Mestre, que devemos fazer?'
João respondeu:
'Não cobreis mais do que foi estabelecido'.

Havia também soldados que perguntavam:
'E nós, quê devemos fazer?'
João respondia:
'Não tomeis à força dinheiro de ninguém nem façais falsas acusações; ficai satisfeitos com o vosso salário!'

João anunciava ainda de muitos outros modos que o Salvador estava próximo, e declarava:
'Eu vos batizo com água, mas virá aquele que é mais forte do que eu. Ele vos batizará no Espírito Santo!'

Leia a linda mensagem a partir do
PÁSSARO... DORMINDO!


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Na foto: Irmã Sandra numa sala de aula em Juba

Herdeira da paixão de Comboni

Ir. Sandra é natural de Londrina, Paraná, mas sua família migrou para Rolim de Moura, Rondônia. Sandra é missionária comboniana há 15 anos. Já atuou na Eritreia, e, atualmente, encontra-se no Sul do Sudão, de onde nos manda este seu testemunho.

Atuo em Juba, capital do Sul do Sudão, desde 2007. O Sudão é o país do coração de São Daniel Comboni. Foi aqui que ele se apaixonou pela África e pelos africanos, e deu a vida por eles.

O Sudão é o maior país da África, grandes também são seus desafios. A partilha dos lucros do petróleo
entre o sul e o norte, a política, embrenhada na corrupção, e as guerras tribais estão fazendo o povo sudanês sofrer.

A juventude sofre muito mais, porque está perdendo a esperança de um futuro de paz e justiça. Juba cresce desproporcionadamente, e não tem estrutura para tanto.
O retorno dos refugiados de guerra e expatriados contribuem para aumentar os conflitos sociais. Os
avanços tecnológicos se misturam com o jeito de se resolver as coisas por aqui: quase tudo na base da violência. Damos um desconto, porque o tempo desperdiçado na guerra resulta nisso mesmo.
Sem dúvida, a missão no Sul do Sudão continua urgente e atual.
É nesse contexto, que vivo a minha missão. Ensino inglês na única escola de segundo grau católica. Na cidade, há muitas outras escolas secundárias, porém, católica só essa. “Comboni Secondary School” foi
uma iniciativa da família comboniana em Juba, para comemorar o centenário da morte de Comboni (1881-1981).
Irmãs, padres e irmãos combonianos trabalhavam em conjunto. Por dez anos, essa foi a melhor escola da
região. Mas, em 1992, no quente da guerra pela autonomia do Sul, todos os missionários estrangeiros foram expulsos de Juba. Então, a escola ficou sob a responsabilidade da diocese.

Em 2006, a comunidade comboniana retornou para Juba, com a condição de que uma irmã comboniana fosse
trabalhar na escola: eu sou a única representante da nossa Congregação na “Comboni Secondary School”.
O desafio é grande. Apesar da escola nunca ter fechado suas portas durante a guerra, ainda assim ficou marcada profundamente pela situação de Juba e de todo o país, não lhe sendo possível muito avanço, agora também.

A diocese espera que a minha presença na escola contribua para restabelecer um pouco de sua qualidade
do passado. Mas nós missionárias e missionários somos poucos para as necessidades da missão. Estamos
lutando para continuar com o serviço educacional à juventude de Juba. Deus queira que o suor não seja em vão!
Gosto de atuar na área da Educação. Os jovens são atentos, apesar da pobreza de material didático e humano.
A gente usa da criatividade, e faz o que pode, confiando em Deus e em São Daniel Comboni que continua vivo
na nossa missão, terra de sua paixão.



ENCONTRO FORMADORES
22—27 de fevereiro, Sahuayo — MÉXICO
 
Líneas continentales en los sectores
 
PROPUESTAS – MOCIONES
 
Promoción Vocacional
- Involucrar a los formandos en las actividades de promoción vocacional (encuentros, congresos juveniles, retiros, preseminarios…), para que vayan aclarando su propia vocación, transmitan su experiencia y adecúen el proceso al lenguaje juvenil.
- Que las provincias inviertan más en este sector (recursos – personas) y  los promotores vocacionales preparen un proyecto y presupuesto anual para una adecuada sensibilización, motivación y acompañamiento.
 
Postulantado
- Que el secretariado de la formación tenga una participación más activa en la presentación y admisión de los candidatos en la fase del postulantado para que sean admitidos por el Consejo Provincial.
- Hacer una evaluación de la experiencia del noviciado continental al momento de actualizar la Carta Educativa (Cf. 106.3 de las Actas Capitulares -2009).
 
Noviciado – Escolasticado-CIFH
- Una mayor coordinación de quienes trabajan en el sector de la formación a nivel continental. Que entre los secretarios de la formación elijan a uno para coordinar y se dé la continuidad en los procesos en el continente.
- Que los superiores provinciales en coordinación con los secretarios de la formación en cada provincia-delegación acompañen las nuevas experiencias formativas del continente: noviciado, Escolasticados continentales (CIFH de Bogotá, N. Contagem) como alternativas.
- A través del superior provincial encargado en el continente en coordinación con los provinciales y los formadores, confrontar las cartas educativas y los estilos formativos de los postulantados en el continente, para que en los puntos esenciales haya concordancia.
- Asumir las propuestas del Capítulo en referencia a la preparación y programación de los formadores y promotores, adaptándola a la realidad continental, aprovechando los espacios que ya se ofrecen.
 
Mociones
- Siguiendo las orientaciones del Capítulo, en este sexenio, apoyamos la apertura de al menos dos pequeñas comunidades de formación insertas en comunidades combonianas que permitan o faciliten la formación académica, experiencia pastoral y vida comunitaria (sacerdotes-Hermanos) en diferentes países del continente, de preferencia en lugares y situaciones que estén en sintonía con las prioridades continentales que fueron confirmadas por el Capítulo.
- Hacer una evaluación del camino hecho en el noviciado continental, para poder dar y recibir sugerencias en cuanto al camino formativo continental en los postulantados y escolasticados-CIFHs.
- Que cada provincial y su consejo, en el primer trienio, procuren formar en una cultura vocacional a los miembros de la provincia y crear lo que ya el Capítulo General dice respecto a las comunidades vocacionales y formativas (AC 111), para tener como mínimo 1 ó 2 de ellas en cada circunscripción.
- Que los secretariados de la formación en las diferentes circunscripciones hagan un estudio serio sobre las nuevas tecnologías, para entender mejor la cultura juvenil, dar pautas en el uso ético de las mismas y compartir los resultados con las demás provincias.
 
_____________________________________________
 
 
ENCONTRO DE PASTORAL AFRO
1— 6 de março — Guayaquil — Equador
 
LO QUE PODEMOS HACER
 
OBJETIVOS
A nivel comboniano
Que la pastoral afro sea de verdad una prioridad comboniana
Una formación de base y permanente que favorezca una conversión y un cambio de actitud hacia el pueblo negro. Como base para que los proyectos que parecen personales o individualistas puedan ser asumidas en una dimensión provincial, y al mismo tiempo, esta sensibilización y concientización facilite la dedicación de más combonianos a la pastoral afro en las provincias y delegaciones del continente.
 
A nivel eclesial
Que la pastoral afro entre como prioridad en la pastoral de la iglesia
Formación del clero local y la vida religiosa, de tal manera que esto ayude a descubrir la importancia de los agentes dinamizadores de pastoral afro que impulsen una evangelización inculturada (capillas, catecismo, teología, espiritualidad... En sintonía con la cultura y sensibilidad afro.
 
A nivel social
Capacitación de líderes con conciencia evangelizadora
- Crear las condiciones para que el pueblo negro se vea a sí mismo, a los y por los demás, de una manera distinta. Teniendo en cuenta la dependencia y las heridas del pueblo negro, impulsar espacios de formación (cursos, escuelas, talleres…) que incluyan la dimensión de la autoestima, socio-política, universalidad (intercambio entre etnias), de tal manera que podamos trabajar desde la iglesia en la sociedad con minorías y laicos bien formados..
 
A nivel de inculturación
Un acompañamiento pastoral más africano y afro de los procesos del pueblo negro
- Conocer y asumir la mística afro, confiando en los afros y dandoles  responsabilidades. Al mismo tiempo involucrar a misioneros africanos (sac.-rel.) y misioneros que han estado en África en el acompañamiento de esta pastoral. Esto implica sistematizar y reflexionar lo que ya está hecho, con otros ojos.
 
A nivel de metodología
Dejar de ser protagonistas y pasar a ser acompañantes en la pastoral afro
- Pasar de una pastoral afro dependiente a una cada vez más autónoma. Esto exige continuidad y trabajo de equipo, evangelizar al pobre como pobre, gastar tiempo y recursos.
 
PROPUESTAS GLOBALES
 
A nivel comboniano
Equipo Animador – coordinador continental
La pastoral afro: principio dinamizador de las provincias.
- Fortalecer nuestra mística comboniana fortaleciendo el vínculo con África (formación de base – contenidos, experiencias misioneras -, permanente...)
Proyectos y procesos comunes a nivel continental
- Animar a que cada provincia concretice esta prioridad asumida por el Capítulo para el continente.
 
A nivel de laicos afros
Impulsar el protagonismo de los laicos afros
Iniciativas múltiples de formación integral para los laicos afro (contenidos, espiritualidad, mística, teología, misionología comboniana).
- Proyectar la Hermandad de Misioneros Laicos Afros a nivel continental (llevar la experiencia a otras provincias combonianas).
Trabajar con ellos desde la perspectiva de la complementariedad ( no desde el plano de la sumisión o utilitarismo).
- Apoyar su presencia en el campo socio-político,  organización popular, derechos humanos, compromiso político, formación en la mística y espiritualidad del compromiso socio-político.
 
A nivel de animación y sensibilización eclesial y social
Informar, formar, compartir, apoyar
- Red comboniana de apoyo pastoral (articulación y comunicación de los centros combonianos de pastoral afro), red virtual.
- Producción de materiales, cursos, asesorías… ponerlo a disposición de la iglesia y del pueblo.
- Presencia sensibilizadora y animadora en los seminarios, la vida religiosa y el clero local.
- Facultad de teología, espiritualidad y cultura afro, como servicio a los agentes de pastoral (cursos a distancia). Recoger el material que ya tenemos para este servicio que puede coordinarse con algunas universidades.
- Socializar la riqueza que ya tenemos con los medios que ya tenemos: revistas, centros… pero también con nuevas iniciativas como un catálogo de servicios combonianos sobre la pastoral afro, una biblioteca virtual…
 
COMPROMISOS
 
Combonianos
Proponer a los provinciales y delegados la conformación de un equipo coordinador  de la pastoral afro a nivel continental.
Equipo de 3 personas:
P. Joaquim Pedro
P. Rafael Savoia (Articulador)
P. Arturo Bonandi
Cada superior provincial indique un referente.
 
Formación
Una iniciativa (seminario) de formación de base y permanente en las circunscripciones sobre la pastoral afro en los próximos dos años.
 
Protagonismo de los laicos.
Articular un grupo de laicos afro que sirvan como apoyo y referencia para la pastoral afro en todas las circunscripciones.
 
Teología y espiritualidad afro
PASOS (un año para cada paso):
1. Enviar a los referentes de cada circunscripción y otros agentes de pastoral material de pastoral afro pidiendo un retorno como aportes. Buscar una persona que pueda hacer de tutor (responsable: equipo coordinador).
2. Estudiar la viabilidad de hacer pequeños cursos virtuales para combonianos y agentes de pastoral afro (equipo coordinador). Contactar también a los misioneros de la Consolata y otras iniciativas de formación-estudio.
Mirar la posibilidad de hacer algún curso virtual ya sistematizado y formalizado.
Red de comunicación entre provincias.
Armar una red de comunicación de datos de los centros combonianos
Los centros que actualmente ya tienen una página internet y vincularlos.  (Centro Afro Quito, CENPAH-Brasil, CAEDI-Bogotá, Sinfronteras, ECOOOS-Brasil).
Todo el material que se envíe a todos para que haya una difusión mayor (centros combonianos y referentes provinciales).
Un centro  coordinador o una persona que coordine y acompañe esta actividad (Centro Afro de Quito).
Acompañamiento de la realidad social
 
Observatorio de la realidad social y política afro desde la perspectiva positiva (ciudadanía).
Formación-información (toma de conciencia).
Descubrir las causas de la pobreza e impulsar acciones concretas.
Campañas de solidaridad en situaciones de emergencia del pueblo afro.
 
Equipo especializado de laicos afros (movimientos, organizaciones afros, universidades…).
Que en cada país donde ya existen observatorios, participar y unirse con ellas.




Na foto: mapa da Jamaica e padre Richard Ho Lung

Entrevista com o padre fundador Richard Ho Lung

O fundador de uma nova ordem monástica internacional dedicada a servir aos mais pobres dos pobres afirma que esta vocação é uma fonte de alegria para muitas pessoas.
Com início em 1981, pelo padre Richard Ho Lung, os Missionários dos Pobres somam atualmente 550 religiosos, irmãos e sacerdotes, que trabalham na Jamaica (onde a ordem foi fundada e mantém sua casa geral), Índia, Filipinas, Uganda, Quênia e Estados Unidos. O padre Ho Lung, que originalmente se educou e foi ordenado no seio jesuíta, sentiu um chamado diferente quando se aventurou nos barracos que cercavam a paróquia da qual era pastor na Jamaica. Naquele momento, decidiu se dedicar exclusivamente a construir uma família e uma comunidade entre os pobres e desfavorecidos, através de uma nova ordem religiosa. Nesta entrevista ao programa de televisão “Deus chora na Terra”, de Catholic Radio and Television Network (CRTN), em cooperação com Ajuda à Igreja que Sofre (AIS), o sacerdote fala sobre seu chamado a servir os pobres, a alegria que experimenta dentro de sua ordem e as esperanças para o futuro.

–Como foi este chamado; foi uma decisão fácil?

Padre Ho Lung: Houve um incidente em que 155 mulheres e senhoras anciãs morreram queimadas em um edifício pertencente ao governo da Jamaica. Isso revolveu minha consciência. Foi uma tragédia terrível. Depois daquilo, enquanto ensinava na Universidade das Índias Ocidentais, na Jamaica, precipitei-me em oração, e na figura de Cristo, trabalhando (...) com as pessoas mais pobres e as mais esquecidas que chamavam a minha consciência. Comecei a me fazer perguntas. Era o Senhor quem as fazia: “Vais ser de verdade um autêntico cristão ou não? Vais ser um autêntico sacerdote ou não?”

–Essas perguntas devem ter sido um processo difícil?

–Padre Ho Lung: Sim, é como Jacó lutando com os anjos. E, obviamente, venceu o Senhor. Fui uma época de muita exigência espiritual e (ainda assim também) a melhor das épocas. Em ocasiões eu lutava com o Senhor e lhe perguntava: “como pode ser tão contraditório?” Em primeiro lugar, chamar-me a trabalhar com os mais pobres e nas mais difíceis situações, onde parece que não tenho nada que fazer com meu intelecto. Mas me dei conta de que muitas da formas de enfrentar os problemas dos mais pobres requeria, de fato, cada parte do que eu havia aprendido e, assim, os jesuítas foram verdadeiramente uma preparação para minha vocação (como fundador) dos Missionários dos Pobres.

–Sempre teve um coração para os pobres? O que atua no interior? Em que momento disse de verdade: isto é o que sinto chamado a fazer?

Padre Ho Lung: Creio que meu pai, que é chinês e veio do Extremo Oriente, ao se casar com minha mãe, implantou em nós uma grande atenção pelas necessidades dos pobres. Não deixava de repetir: “lembrem-se de que vocês são pobres; recordem que eu sou pobre e lembrem-se das pessoas mais pobres”. Ele nos fazia ter em mente que as pessoas da Jamaica, ainda que fossem pobres, eram as melhores pessoas, e sem os pobres que vinham ao nosso lar e ao pequeno comércio de alimentação que tínhamos, não estaríamos vivos. Por isso, dizia: “agradeçam sempre, e haja o que houver na vida, nunca esqueçam dos pobres, onde quer que estejam”. Aquilo foi o início, inclusive antes de que me tornasse católico.

–O senhor escolheu como lema: “serviço alegre na Cruz com Cristo”. Por que elegeu este lema para os Missionários dos Pobres?

Padre Ho Lung: Uma vez que a comunidade começou, notei um fenômeno estranho. Os irmãos, a cada dia, trabalhariam com as pessoas mais pobres, fazendo os trabalhos mais simples, lavar as pessoas, cozinhar, fazer a barba, cortar o cabelo, e também limpeza. E eles voltavam todos os dias, cheios de alegria, ainda que pudéssemos nos encontrar com pessoas que morriam de Aids, gente com enfermidades psíquicas, ou leprosos. Pensei que isso era muito misterioso. Mesmo sabendo que trabalhar com os pobres é levantar a cruz de Cristo. E no entanto eles estavam tão felizes ao fim do dia que adotamos o lema: “serviço alegre na Cruz com Cristo”.

Qual é sua maior alegria neste trabalho?


Padre Ho Lung: Saber que somos um com Cristo, mente e coração, e saber também que vivemos dos sacramentos, e da Palavra de Deus. Esse sentido da proximidade e intimidade com Deus é grande. Quando olho estas jovens e belas vocações e vejo sua enorme alegria e entusiasmo, franqueza e felicidade, em gente jovem inclusive até o momento da morte; estão preparados para entregar suas vidas; nada pode me satisfazer tanto como isso.

–Qual o maior sofrimento?

Padre Ho Lung: Nosso maior sofrimento foi quando dois de nossos irmãos foram assassinados. Foram mortos em Kingston, precisamente no coração do gueto e à noite, de forma misteriosa. Para mim a para a comunidade foi uma tristeza amarga.

Que lições tirou destes assassinatos?

Padre Ho Lung: Em primeiro lugar, a morte dos irmãos demonstrou o enorme compromisso que os jovens têm. Ninguém se foi. De fato, nossa comunidade cresceu, e verdadeiramente muito, desde a morte de nossos irmãos. E o verdadeiro significado da cruz de Cristo. Tudo se fez muito profundo nos corações e nas mentes dos irmãos. Eles tiveram de passar por um grande discernimento e compreensão de que isso é sério. O que implica tanto sua vida como possivelmente sua morte, mas conseguimos seguir ao lado das pessoas. O impacto na ilha – que não é católica – foi enorme, em cada uma de suas esquinas. Houve um sentido muito profundo da tragédia que é a vida no gueto na Jamaica.

–Quais são seus planos e esperanças?

Padre Ho Lung: Há pressões pela legalização do aborto na Jamaica, o que é uma grande ofensa ao Senhor. Atravessando os guetos, os irmãos encontraram bolsas de plástico com dois bebês que tinham sido assassinados. Os irmão vieram a mim e disseram: “padre, sabemos o que o senhor sempre nos ensinou sobre o problema do aborto, que é o mais cruel e mais terrível dos crimes. É necessário que iniciemos um lar para mães não casadas, mulheres que abortariam, outro lar para crianças, como uma opção para as mulheres que de outra forma matariam seus filhos”. E após a oração, decidimos, como comunidade, que abriríamos um lar. Muitas das mulheres não estão casadas, obviamente, e todo dia elas podem deixar seus bebês conosco. Podem ir trabalhar em vez de perder seus trabalhos. Depois buscam seus filhos e retornam a casa. Mas também queríamos ter missa, uma evangelização no mesmo edifício, aos sábados e domingos, de modo que as pessoas pudessem se aproximar de Cristo e da Igreja. Também gostaríamos de ter uma clínica pré-natal para que as mulheres que estivessem pensando em abortar viessem a nós e pudessem ter cuidados que as convencessem a não proceder ao abortamento. Perguntaríamos a elas se gostariam de usar nosso centro de cuidado durante o dia, ou se desejariam deixar os bebês para que fossem adotados. Nós daríamos uma solução.  



clique para ampliarNa foto: mapa da Somália, 'chifre da África'.

Uma crise humanitária estratégica

Vítima de constantes e desastradas intervenções militares externas, a Somália, país do “chifre africano”, afunda em ciclo de fome e violência de proporções inéditas

O RPG, abreviação em inglês de lançador de granadas em foguetes (rocket-propelled grenade), é semelhante a uma bazuca. Colocando-o no ombro, o atirador dispara um foguete explosivo não muito preciso, mas capaz de perfurar blindagens e causar enorme dano. Foi com um desses que, em 1993, em meio a um dos inúmeros combates da guerra civil que dividiu a Somália a partir de 1991, um helicóptero dos Estados Unidos foi derrubado em Mogadíscio, a capital do país. O episódio ficou famoso ao inspirar o filme “Falcão Negro em Perigo” (Black Hawk Down), de 2001. Hoje, 19 anos depois, a guerra civil ainda não terminou e o uso de RPGs e metralhadoras em áreas urbanas virou uma constante diretamente relacionada ao altíssimo número de mortes de civis nos combates.  Neste ao, no entanto, não há estimativa. Entre 10 e 12 de março, por exemplo, foram recolhidos mais de 80 corpos das ruas da capital. De acordo com analistas internacionais e integrantes de grupos de ajuda humanitária que atuam há anos na Somália, a situação nunca foi tão crítica. 

Fugas em massa
O agravamento dos conflitos vem provocando fugas em massa de somalianos tentando sobreviver. Só em março, mês marcado por batalhas violentas, 270 mil deixaram a região de Mogadíscio, fazendo com que o número de deslocados internos passasse de 1,5 milhão – o equivalente à população de uma cidade do tamanho de Recife (PE). “Alguns foram hospedados por amigos ou parentes, mas muitos simplesmente não têm condições de fugir para áreas mais seguras. A situação é alarmante. Já empobrecidos por anos de conflitos e expulsos de casa, eles estão rapidamente ficando sem meios de sobrevivência”, resume a porta-voz do Alto Comissário das Nações Unidas para Refugiados (ACNUR), Melissa Fleming.  Aos desabrigados internos, que vagam pelo país fugindo das áreas mais caóticas, somam-se mais de 560 mil refugiados que buscaram abrigo em campos superlotados na Etiópia, Quênia, Djibuti e Eritréia, países vizinhos. 

Fome
Além da violência, a fome é uma constante e atinge principalmente mulheres e crianças. A estimativa do Programa de Alimentação da Organização das Nações Unidas é de que 2,5 milhões de pessoas dependam do envio de comida, o equivalente à população de uma cidade do tamanho de Brasília (DF).
Destes, 625 mil vivem em regiões em que a distribuição foi interrompida em janeiro. A ONU suspendeu a atuação no sul e em partes da região central alegando não haver o mínimo de segurança e ser impossível atender as exigências dos grupos que controlam a área. Ao mesmo tempo em que a distribuição de alimentos vem sendo comprometida, a própria organização se vê tendo que dar explicações após denúncias do Grupo de Monitoramento da ONU de desvios de alimentos e corrupção. Pessoas contratadas pelo Programa de Alimentação teriam participado inclusive de comércio de armas. Uma em cada seis crianças somalianas sofre de desnutrição. Na região que deixou de ser atendida, a média sobe para uma em cada cinco crianças.

Armamento pesado
Apesar da crise humanitária gravíssima em curso na Somália, as agências internacionais de notícias dão mais atenção à pirataria no golfo de Aden do que às mortes constantes de civis. A instabilidade no país afeta o principal eixo de ligação entre o mar Mediterrâneo, que banha a Europa e é caminho para o Atlântico Norte, e o oceano Índico, rota para a Ásia e para o golfo Pérsico e suas reservas de petróleo.   De acordo com a Organização Marítima Internacional, por ano, cerca de 22 mil cargueiros atravessam o golfo de Aden, passando pelo canal de Suez, no Egito, que liga o Mediterrâneo ao mar Vermelho. Tal movimentação representa aproximadamente 8% do comércio mundial e inclui mais de 12% do petróleo transportado por via marítima no mundo.  
A Somália, com três mil quilômetros de costa, tem posição estratégica no principal eixo de ligação da importante rota de escoamento de boa parte do petróleo que abastece os países do Norte e numa das principais rotas de acesso aos mercados da Índia e China, países com um constante crescimento do nível de consumo de suas populações que, somadas, chegam a 2,5 bilhões de pessoas.

Posição estratégica
Portanto, mais do que as reservas de petróleo e gás ainda não exploradas que o país possui, é a posição estratégica no chamado Chifre da África que atrai a cobiça internacional. Não é à toa que os Estados Unidos mantêm, há anos, uma política agressiva na região.   Especialistas apontam que o caos atual é resultado direto das intervenções constantes e desastradas, ao longo dos anos, de governos poderosos, muitas apresentadas como “missões de paz” ou “intervenções humanitárias”.   “A Somália virou um tabuleiro de xadrez com diferentes grupos sendo usados por países que têm diferentes interesses. Eles armam facções rivais e prolongam a anarquia e a guerra civil”, explica o analista somaliano Ismail Adan Mohamed, que hoje vive em Dubai, nos Emirados Árabes. “Os Estados Unidos têm apoiado o governo transitório, que é fraco e obscuro. As armas que fornecem são vendidas abertamente nos mercados de armas de Mogadíscio e abastecerá a guerra civil e o sofrimento por mais anos e anos”, denuncia.

Envio de armas
Em 26 de julho de 2009, os Estados Unidos enviaram 40 toneladas de armas e munições para a Somália. Foram nove toneladas de balas, granadas e mísseis, 48 rifles lançadores de granadas, uma versão mais leve dos RPGs, dez morteiros e 36 metralhadoras PKM e 12 DShK – estas, feitas para derrubar aeronaves.   Na ocasião, mesmo com o alerta dado por grupos de direitos humanos e analistas internacionais de que as armas estavam sendo desviadas e provocando um número absurdo de mortes de civis, a secretária de Estado, Hillary Clinton, disse que a meta era dobrar o envio de armamentos em 2010, como forma de fortalecer o frágil e combalido exército do Governo Federal de Transição (TGF, na sigla em inglês).  
O envio de armas de alto poder de fogo é uma das principais preocupações de quem acompanha a crise humanitária somaliana. Em relatório divulgado em abril, a organização não-governamental Human Rights Watch conclamou os Estados Unidos a interromperem o fornecimento para as tropas governamentais. 
“As armas têm sido utilizadas sem nenhuma consideração às leis de guerra, destruindo casas e deixando famílias desabrigadas. Os grupos da ONU e as representações ocidentais, incluindo a União Africana, deveriam pedir que a Missão da União Africana na Somália (Amisom, a tropa internacional que luta ao lado da TFG) respeite as leis de guerra em vez de fechar os olhos para os abusos que têm acontecido”, acusa o documento. 
Em função da instabilidade na região, como forma de evitar mais mortes, foi estabelecido, em 1992, um embargo internacional que proibia a exportação de armas para a Somália. Os Estados Unidos, porém, têm conseguido sucessivas exceções para enviar armamento pesado para seus aliados no país. O resultado, até agora, tem sido o aumento da letalidade nos conflitos e do caos interno.

Interesses em conflito
Perceber a ligação direta entre a formação de grupos fortemente armados controlando regiões de maneira brutal e o interesse de outros países é essencial para compreender o complexo jogo de poder em curso na Somália.   Há quem defenda que a falência total de qualquer resquício de ordem institucional é resultado de uma política planejada pelos Estados Unidos para evitar que um Estado forte se estabeleça na região e possa negociar com potências rivais não só a influência sobre uma das rotas marítimas mais importantes do mundo, como também as reservas de gás e petróleo que o país possui.   “Os Estados Unidos não têm garantias de que um governo estabelecido no futuro, seja qual bandeira política adotar, não vá adotar uma política de independência e negociar com a China. Os imperialistas ocidentais não querem uma Somália forte e unificada”, defendeu o etíope Mohamed Hassan, ex-diplomata e especialista em geopolítica no Oriente Médio, em entrevista ao centro de pesquisas internacionais canadense “Global Research”.   Intencional ou não, a desestabilização provocada pelos Estados Unidos se dá seja pela presença ostensiva de tropas, seja pelo envio constante de armas de alto poder de destruição, que têm sido utilizadas em áreas urbanas, provocando alto número de mortes de civis.

Base militar
Hoje, os Estados Unidos não só mantêm uma das principais bases militares de seu Comando Africano (Africom) no país vizinho, o pequeno Djibuti, como dão apoio tático e treinamento a exércitos da região, como o da Etiópia.   Desde a guerra de 1977 e 1978, Somália e Etiópia têm uma relação tensa, ainda relacionada a disputas de fronteira que remontam ao período colonial, em especial em relação à região conhecida como Ogaden. Assim, como as demais tropas internacionais que atuam na Somália, a Etiópia, hoje, é aliada às forças militares do frágil governo provisório.   Oficialmente, o principal argumento para essa mobilização militar capitaneada pelos Estados Unidos é, como em diversas regiões do Oriente Médio, o combate a grupos terroristas. Se essa é a intenção real, então a estratégia tem se revelado um fracasso total.   As ações militares dos últimos anos, que incluem associações com violentos líderes locais e apoio a verdadeiros massacres, acabou fortalecendo e ampliando o apoio da população aos defensores da linha mais radical de resistência. Foi assim que os rebeldes islâmicos conquistaram e têm mantido relativa estabilidade em partes da região central e no sul do país.

Para conferir as ofertas, que vieram de ONLUS e da Procura de VERONA, em MAIO de 2010, baixe o arquivo:

[baixar arquivo

clique para ampliar1- A política é arte de amar o próximo de maneira mais eficaz (Já dizia o Papa Paulo VI em 1971: OA.46). Eis algumas sugestões de caridade política em tempo de eleições.
2- Frente à globalização da economia que está na mão de poucas pessoas e que exclui 5 bilhões de pessoas, a única saída é a globalização da política (CNBB 61 n 133), organizando grupos permanentes de Fé Política.
3- Política não é politicagem, é participar das lutas para o bem do povo (Lc.10,25-37). Política não é só votar, mas lutar a vida inteira em favor do povo sofredor e injustiçado (Mt.25,31-46). Esta política é dever de todos.
4- Politicagem é usar a política para interesses pessoais ou grupais sem respeito ao bem comum. Esta é proibida a todos.
5- A pessoa que não se mete em política é egoísta, pensa só para si, é como Caim (Gn.4,9).
6- Política partidária não é o meio para manter ou conseguir o poder, mas o meio para lutar para que todos cidadãos participem na construção de uma sociedade diferente.
7- As eleições são só um meio de participar da política. As eleições são muito importantes porque podem decidir definitivamente os rumos do país e porque são escolhidas as pessoas que decidirão os rumos do país.
8- A melhor maneira de participar da política é participar da luta pelo bem comum todo tempo e não só em tempo de eleições. Outro meio é organizar um grupo permanente de Fé e Política.
9- Não votar é lavar as mão como Pilatos (Mt.27,01-26). Ninguém fica neutro. Não votar é ficar do lado dos mais fortes, dos que matam os outros pela fome, pelo salário, etc. É isso que os grandes esperam: que a gente não vote ou vote nulo.
10- Quem se deixa comprar é tão corrupto como quem compra.
11- 'Vender o voto é promover o corrupto e tornar-se cúmplice da corrupção dele' (Carta dos Bispos de 1994).
12- Dizer que todos os partidos e candidatos são iguais é como dizer que todos os gatos são pardos. O próprio Deus faz opção política (Lc 4,18-20; Ecli 13,1-23).
13- O mais importante não é a pessoa, mas a prática do partido a que pertence (Mt 7,15-20).
14- Não se pode votar por amizade, ou pela pessoa da mesma igreja. Não se pode votar no partido ou na pessoa que na prática não luta pelos interesses do povo injustiçado (Mt 25,31-46).
15- Nenhuma Igreja ou pastoral pode ter candidato próprio, deve educar para a política. Todo candidato imposto, de direita como de esquerda, é um ato de dominação.
16- Não se pode votar em quem só fala bem, faz grandes promessas ou se diz cristão: temos de olhar os frutos da prática (Mt.7,21).
17- Não se pode votar num partido ou numa pessoa que deixa as coisas como estão ou que quer pequenas mudanças deixando as injustiças como estão. O bom médico não é aquele que bota panos quentes, mas aquele que vai à raiz do mal e sara o doente. A situação do nosso país exige 'mudanças profundas, urgentes e radicais' (Carta dos Bispos de 1994).
18- Devemos exigir dos candidatos e dos partidos:
 Projeto político.
 Prática de luta pelo bem do povo.
19- Não se pode votar em qualquer um. Ninguém confia seu filho doente a qualquer médico. Assim não podemos confiar nosso país a qualquer político. Antes de votar devemos conhecer os projetos políticos dos partidos e dos candidatos e a prática deles.
20- Só podemos votar em pessoas que desde sempre está lutando pelos direitos dos trabalhadores empobrecidos e injustiçados.
21- Para conhecer melhor os partidos e os candidatos é bom debater com amigos para esclarecer junto as dúvidas.
22- Os politiqueiros depois das eleições param para esperar as próximas eleições. Os verdadeiros políticos continuam a lutar pelos direitos da vida do povo nas várias organizações eclesiais, populares, sindicais e partidárias e nos grupos de Fé Política.
23- Quem não se engaja na política faz o jogo do opressor e nega o amor a Deus e ao próximo. Hoje amar o próximo com esmola é ofender o cidadão e manter as causas da opressão e de morte. Política não é só votar, como querem os partidos, política é colaborar constantemente para criar um novo projeto político capaz de criar uma sociedade sem excluídos.
24- A fé é necessariamente política, quem nega a política é ateu porque nega a forma melhor de amar a Deus e o próximo.
25- A fé cristã exige a luta contra o CAPITALISMO
26- A fé para ser eficaz deve criar um PROJETO POLÍTICO
27- Votar e depois das eleições não lutar pelo bem comum merece cadeia.

Você concorda com tudo isso? Debata com amigos e mande suas opiniões, clicando em 'comentários' logo aqui abaixo.

 



Juventude Missionária:

Nos dias 4 e 5 de setembro, estarei participando,
em JARAGUÁ - SC, de um encontro de Pastoral  da JUVENTUDE MISSIONÁRIA, assessorado pelo padre José Luiz de Negreiros, responsável da juventude em todo o Brasil. Para jovens de 15 anos acima.

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Lemos no Evangelho (Mateus 19, 16-22):
Um jovem se aproximou, e disse a Jesus: «Mestre, que devo fazer de bom para possuir a vida eterna?» 
Jesus respondeu: «Por que você me pergunta sobre o que é bom? Um só é o bom. Se você quer entrar para a vida, guarde os mandamentos.» 
O homem perguntou: «Quais mandamentos?» Jesus respondeu: «Não mate; não cometa adultério; não roube; não levante falso testemunho; honre seu pai e sua mãe; e ame seu próximo como a si mesmo.» 
O jovem disse a Jesus: «Tenho observado todas essas coisas. O que é que ainda me falta fazer?» 
Jesus respondeu: «Se você quer ser perfeito, vá, venda tudo o que tem, dê o dinheiro aos pobres,
e você terá um tesouro no céu. Depois venha, e siga-me.» 
Quando ouviu isso, o jovem foi embora cheio de tristeza, porque era muito rico.

Para você refletir:
1) O que o jovem queria mesmo saber de Jesus?
2) Quais são as tuas riquezas, que te impedem de seguir mais e melhor a Jesus?

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Amigos e colaboradores combonianos:

- De 16 a 22 de setembro:
em São José do Rio Preto, SP.
Após a semana missionária na Paróquia São Pedro em Ubarana, eu e padre Primo fomos solicitados pelos nossos colegas da Casa Comboni em S.José do Rio Preto, a colaborar no levantamento dos antigos amigos e benfeitores, para reestabelecer contatos pessoais e, eventualmente, realizar encontros...

Um dos projetos de nossa Província é que cada Comunidade Comboniana mantenha contato com amigos e benfeitores, para acompanhar e sustentar as atividades dos missionários: renovar contatos, distribuir material de conscientização e espiritualidade missionárias, realizar encontros e celebrações especiais...
Por isso, eu e meu colega Padre Primo (que no passado trabalhou por 8 anos na região de São José do Rio Preto), estaremos por lá para colaborar no fortalecimento deste projeto de amigos e colaboradores.




Mande suas idéias no meu e-mail:
sirjover@hotmail.com




A MISSÃO FORMA E ATRAI...

O Padre Everaldo de Souza Alves, missionário
comboniano, ao partir em missão para
a República Centro-Africana, nos deixou seu
testemunho vocacional.

Ordenado sacerdote aos 35 anos de idade, em dezembro de 2009, em Contagem/MG, desde cedo, crescido numa família mineira inserida nas Comunidades Eclesiais de Base (CEBs), na cidade de Raul Soares, aprendi a cultivar os valores do Reino, de uma vida de fé, de
serviço e doação de si, pela promoção dos pobres.

Já adulto e com qualificação profissional, conheci os Missionários Combonianos e apaixonei-me pela missão comboniana, sentindo-me fortemente marcado pelo testemunho de São Daniel Comboni: um Profeta que dera o melhor de sua vida aos irmãos africanos. Senti, com Comboni, o desafio da missão, de ir mais longe,
onde a dor e o sofrimento parecem mais fortes do que a vida, e anunciar com Cristo a beleza da vida e do amor que Cristo nos comunicou com sua vida, morte e ressurreição.
Sem esquecer os pobres de perto, quis atravessar as fronteiras para partilhar minha vida de fé com aqueles que mais sofrem, mas que também carregam o tesouro da esperança: os trabalhadores sem terra, os indígenas, os presidiários e os doentes.
Passei cinco anos estudando teologia e me confrontando com os desafios da missão em Kinshasa, na República Democrática do Congo (África). Com o povo congolês
aprendi a chorar diante de tantos problemas e situações de miséria e injustiças sociais. Mas aprendi também o valor inestimável da vida, da fé e da solidariedade. Depois desta experiência além fronteiras e de um
reencontro com a Igreja que me enviou, fiz minha Consagração Perpétua na Congregação dos Missionários Combonianos e fui ordenado Padre.

Missão no dia-a-dia

A Ordenação Presbiteral foi um momento único e inexprimível. Com a oração da Igreja e a Unção Sacramental senti a beleza da vocação e a abundância do amor com que Deus me ama (e nos ama). A gratuidade deste amor me faz feliz e me leva a uma
generosa entrega pela missão, pelo evangelho
e pelos irmãos. Pois sei e experimentei que minhas mãos são também mãos de Deus para abençoar, levantar e reconduzir pessoas esmagadas pela dor.

Estou indo para fazer minha primeira experiência missionária como padre na República Centro-Africana (África): um país que passa por sérios problemas sociais e políticos, conflitos violentos entre etnias e a situação de muitos refugiados marginalizados.
Sei que sou “um nada” diante de tantos problemas. Mas o Senhor vai à minha frente. Vou disposto a contemplar o Cristo no rosto de irmãos e irmãs sofridos que lá me esperam.
Todos nós somos chamados a ser missionários: com nossa disponibilidade, ajuda econômica e orações. Quem parte e quem fica, todos devem se sentir atraídos, incluídos e comprometidos com a missão que
o Ressuscitado confiou à sua Igreja: “Ide, fazei discípulos de todas as nações” (Mt 8,19).

A missão é bela, e o amor de Deus é nfinitamente maior que nossas incertezas. ale a pena ser missionário, pois como disse  papa João Paulo II: “Precisamos abrir as ortas para Cristo. Ele não tira nada e os dá tudo”: dá-nos a certeza da vitória e a ida em plenitude. Assim eu vou, abrindo s portas para Cristo. E que ele faça de mim
e de ti instrumentos do seu amor, da justiça e a paz.
De bem com a vida e sorrindo ara a Missão.






PROCURAM-SE ANJOS!
Dom Erwin Kräutler, bispo-missionário da Prelazia do Xingu, norte do Brasil, redigiu um depoimento, em que relata quanta injustiça impera na região da Amazônia, e casos de violação da dignidade humana e dos direitos do mais pobres. E afirma estar sofrendo ameaças de morte.

1) Os direitos dos pobres...
«A defesa dos direitos humanos e do meio-ambiente é, na região do Xingu, um empenho que muitos políticos e empresários combatem com todos os meios», afirma Dom Erwin logo ao início.

Segundo o bispo, «calúnias, difamações e ameaças de morte são as armas que empregam na tentativa de calar a quem faz ouvir sua voz contra as agressões à dignidade humana, contra a destruição inescrupulosa do meio-ambiente, contra a pilhagem, a depredação e o saque das riquezas naturais..., somente visando os interesses de grupos poderosos à procura de lucros fabulosos».

E dom Erwin recorda o assassinato de Irmã Dorothy Stang, que viveu vinte e três anos na Transamazônica e morreu assassinada em Anapu, PA, em fevereiro de 2005.

«A morte da Irmã foi programada por um consórcio, até os mínimos detalhes. Os culpados não são apenas os que estão presos, condenados ou aguardando julgamento. Há muito mais gente envolvida nesse crime, inclusive políticos que, hoje, como prefeitos e vereadores, exercem seus mandatos sem serem importunados».

2) Abuso de crianças e menores
Mais adiante em seu depoimento, o bispo-missionário afirma que um dos motivos pelos quais está sofrendo ameaças de morte é sua denúncia de uma série de crimes de abuso sexual de menores na cidade de Altamira.

3) Ameaças de morte.
Segundo Dom Erwin, «logo surgiram as retaliações e as ameaças de morte contra a minha pessoa».  Por isso, ele afirma estar «passando por um Getsêmani que nunca pude imaginar». Recorda que no Getsêmani, Deus enviou a Cristo “um anjo do céu, que o confortava”». (Leia no Evangelho de S.Lucas cap. 22, 41-44).

«É o mesmo Pai que hoje me envia não apenas um anjo, mas uma multidão de anjos. É o Povo de Deus do Xingu, gente simples, humilde, carinhosa, que me conhece há décadas e nunca duvidou do meu amor a essa terra e do meu empenho em favor de seu desenvolvimento», afirma. Amiga! Amigo! Faça-se missionário(a) tornando-se um anjo, que fica perto dos missionários, com sua oração (falando deles com Jesus, pedindo conforto e coragem para eles); partilhando os anseios de justiça e de vida para todos; entregando com amor seus trabalhos e sofrimentos como oferenda poderosa de amor; renovando a certeza – como disse Jesus – de que os malvados podem até matar o corpo, mas nunca conseguirão apagar a VIDA de quem vive por Deus e pelos outros...

E não deixe de oferecer uma sua ajuda, sinal exterior do enorme amor de seu coração!(Padre Lino).

Meu e-mail:padrelino2011@uol.com.br




clique para ampliarDANIEL COMBONI
A ousadia de um santo

Canonizado pelo papa João
Paulo II em 2003,
São Daniel Comboni (1831-1881)
teve a vida
marcada pela coragem e
pela fé que lhe
possibilitaram realizar sua
missão na
África Central, onde combateu a miséria
e a escravidão, resgatando jovens
e evangelizando a população.

Neste livro, Enzo Santângelo traz aos
leitores toda a trajetória deste missionário,
desejando incentivar o leitor a seguir
o caminho das missões. 

À venda nas lojas da AVE MARIA ou compre pela internet clicando aqui

TEXTOS BÍBLICOS QUE ILUMINAM NOSSA OPÇÃO PELOS TRABALHADORES

Gn 01,26-31 Missão libertadora do trabalho no mundo.
Gn 03,01-24 Pecado original. Qual a origem dos males de ontem e de hoje?
Gn 04,02-14 Caim e Abel. Por que Deus protege Abel?
Gn 11,01-08 Torre de Babel: Deus é contra o modo de produção explorador.
Gn 25,19-34 Luta entre Esaú e Jacó. Gn 27,41-45
Gn 29,01-35 Labão explora o sobrinho Jacó (Lia e Raquel). 31,01-16
Gn 31,38-42 Deus defende o explorado Jacó contra o explorador Labão.

Ex  01,07-14 Plano de exploração do faraó contra os trabalhadores.
Ex  02,01-22 Para sair de Babilônia precisa ter solidariedade com os de baixo
Ex  03,07-12 Deus escuta os gritos dos trabalhadores explorados. Não tenha medo. Javé
Ex   03,19-22 Deus vai libertar o povo explorado na marra.
Ex 05,01-22 Tentativa de negociação entre Mosés e o Faraó.
Ex 32,07-14 Idolatria do bezerro de ouro.

Lv 25 O ano jubilar e ano sabático para dar aos pobres condições de sobrevivência.

Is  41,14  Deus é o vingador dos empobrecidos.
Is  49,25-26  'Eu mesmo vou libertar teus filhos. Farei os opressores comer sua própria carne e eles se embriagarão com o próprio sangue como se fosse vinho novo. Assim toda criatura saberá que teu salvador sou eu, o Senhor, o teu VINGADOR'.

Is  58,03-10  A verdadeira penitência que Deus quer.
Is  61,01-04  A verdadeira religião é a libertação dos oprimidos.
Is   65,17-25 A nova sociedade que Deus quer.

Jr 21, 12  'Livrai o explorado da mão do opressor, para que minha cólera não ...”
Jr 22, 03  'Praticai o direito e a justiça. Livrai o explorado do opressor”.
Jr 22, 13  Ai daquele que não paga o justo salário!

Ecli 13,1-23 Deus faz opção de classe.
Ecli 38,24-34 Sabedoria do escriba e do trabalhador

Pr 21, 13 Quem não ouvir o grito do pobre não será ouvido

Mt 10, 10  O trabalhador tem direito de receber o que precisa para viver.
Mt 11, 25 Deus se revela aos empobrecidos.
Mt 12,09-14 Se o boi cair no poço ....
Mt 13,53-57 O filho do carpinteiro não tem vez.
Mt 19,16-30 O rico e a agulha.
Mt 20,01-16  Parábola dos trabalhadores desempregados.
Mt 21,28-32 Pai manda dois filhos a trabalhar.
Mt 25,31-46 Juízo final: vai ter vida quem luta pela vida dos sem vida.

Mc 02,23-27 O sábado é para o homem.

Lc  01,38-45 Maria visita Isabel.
Lc  01,46-56 Canto revolucionário de Maria.
Lc  04,18-19  Missão de Jesus é anunciar as Boas-Notícias aos empobrecidos.
Lc  06,20-24 Felizes os pobres..., malditos os ricos..
Lc  06,30-34   Jesus resolve a questão do povo faminto, superando as leis opressoras.
Lc 10,25-37  O bom samaritano: vai ter vida quem ajuda os sem vida a ter vida.
Lc 12,35-48 Parábola do senhor que serve os empregados
Lc  14,01-06 Nós, como Jesus, devemos desobedecer as leis opressoras.
Lc  14,07-24 Parábola do banquete: convite é para pobres, aleijados, coxos, cegos, etc.
Lc  15,11-32 Parábola do filho pródigo.
Lc  16,19-31 Parábola do rico e o pobre Lázaro.
Lc  18,01-08  Parábola do juiz desonesto e a viúva injustiçada.
Lc  19,01-10  Zaqueu se salva porque devolveu com juro e correção monetária.
Lc  23,03-13 Jesus é condenado porque subversivo.

Jo 10,01-10 O bom pastor e os assaltante.

At   07,23-24  Solidariedade de Moisés.

1 Cor 01,26-28 A sabedoria dos fracos derruba os grandes.

2 Tm   02, 06  O trabalhador deve ser o primeiro a participar dos frutos do trabalho.

Tg  01,09-10  'O irmão pobre deve ficar contente quando Deus o faz melhorar de vida e o rico deve sentir o mesmo quando Deus o faz piorar de vida'.
Tg.  02,05-07 Vocês desprezam os pobres..!
Tg.  05,01-06 Malditos os ricos... que não pagam os trabalhadores..!

1Jo 03, 14  Deus é amor

Ap 12,01-12  Mulher e criança derrubam a besta fera

luciano.marini@uol.com.br






clique para ampliar'Infame negócio, que humilha toda a humanidade'. De volta à Itália, Comboni não demorou a recuperar as forças. Padre Mazza, o superior, designou-o para outros serrviços internos, encarregando-o de cuidar da educação dos jovens africanos que estuvam em Verona.
Um dia eles souberam de um grupo de escravos, que havia sido resgatado por um navio inglês e que se encontrava no porto de Aden, atual Yemen, à espera de alguma sistemação. Mazza pensou que poderia trazer alguns para estudar na Itália em seu colégio de Verona. Deu ao Comboni esta tarefa: ir e trazer quantos pudesse. Este logo partiu. Comboni conhecia a escravidão. Referia-se a ela como ao 'infame tráfico de carne humana, infame ne­gócio que humilha e degrada toda a humanidade'. Ainda prosperava naquelas regiões mesmo que a Europa ima­ginasse que já tivesse sido extinta.

Não conseguiu naquela ocasião fazer o que pensa­va. Ao chegar, encontrou o problema já parcialmente resolvido. Muitos jovens tinham sido encaminhados para famílias do lugar ou outras instituições. Só con­seguiu juntar um grupo de sete e levá-los, e até com muitas dificuldades.

A escandalosa realidade da escravidão, porém, per­maneceu gravada em seu coração. Numa ocasião, ao atravessar o deserto, encontrou várias caravanas de jovens que eram levados aos merca­dos da costa para serem vendidos. Descreveu assim o que viu: 'Em minha viagem de nove dias encontrei mais de mil destes infelizes em várias caravanas. Eram rapa­zes e moças, completamente nus, atados promiscuamen­te - de oito em oito ou dez em dez - com uma corda no pescoço reforçada ainda por uma trave para que não fugissem; outros com os braços atados nas costas e pu­xados por uma corda; outros presos com correntes de ferro aos pés; outros ainda amarrados à sheva, uma es­pécie de canga que acaba em triângulo e prende direta­mente o pescoço dos escravos ... Encontrei ainda mui­tos cadáveres de escravos sucumbidos à fadiga e caídos mortos pelo caminho'.

A Europa ignorava esta realidade. Comboni fez de tudo para divulgá-Ia, sensibilizando pessoas e, sobretu­do, para tentar ajudar alguém. Denunciou, escreveu, arrecadou dinheiro, foi pessoalmente brigar com auto­ridades para libertar alguém, recorreu a estratagemas para burlar leis e burocracia. Uma vez queria fazer uma ex­pedição à África Oriental para resgatar de cinquenta a cem jovens e dizia: 'De minha parte estou disposto a fazer qualquer sacrifício e a sofrer todas as provações e canseiras por grandes que sejam' para realizar tal em­preendimento. Não conseguiu. Os custos ultrapassavam suas possibilidades.

Ó Pai, tu que desejas
que todos os povos se salvem,
desperta em todos os cristãos
um forte impulso missionário,
para que Cristo seja testemunhado
e anunciado a todos
os que ainda não o conhecem.

Pela intercessão de São Daniel Comboni,
ilumina e conforta os missionários
e as missionárias
na obra de evangelização
e suscita novas vocações para a missão.

Virgem Maria, Rainha dos Apóstolos,
que deste ao mundo o Verbo encarnado,
orienta a humanidade do novo milênio
para Aquele que é a luz verdadeira,
que ilumina todas pessoas
e todos os povos,
e faz de nós
seus colaboradores generosos.



clique para ampliarDe ESCRAVA a EVANGELIZADORA

Falar de Fortunata Quascè significa, necessariamente, adentrar-se no coração de uma cidade, Verona, (Itália) e no co­ração de um homem, Dom Ni­cola Mazza, mestre e pai espiri­tual de Daniel Comboni.

No século XIX há, em Vero­na, fermento de missionarieda­de, mas a escolha se concentra
na China e na América.
Porém, Dom Mazza, sacerdote de gran­de criatividade, fundador de dois Institutos, um masculino e um feminino para a educação e formação cultural dos jovens, foca sua atenção na África.

A África do século XIX está ainda vivendo a agonia de sé­culos de saqueio humano. Uma rede de Nações européias, com intermediários árabes e com o aval de governantes africa­nos, arruína povos indefesos. A escravidão, em perspectiva econômica, é vista como um triângulo entre a África, Europa e América.

É exatamente no coração dessa catástrofe humana que se inicia a história de Fortu­nata Quasce.
Ela nasceu no Sudão, provavelmente em 1843, foi feita escrava e poste­riormente libertada por meio do Instituto Mazza, que edu­cava rapazes e moças africa­nos para que retornassem à África como evangelizadores.

Fortunata viveu em Verona de 1853 a 1867, onde Comboni, que também fora educado no mesmo Instituto, a conhece. Em 1867, terminada a sua for­mação, Fortunata parte com Daniel Comboni para a África, onde se revela ótima educado­ra, primeiro no Egito, depois no Sudão.

Quando o primeiro grupo das Missionárias Com­bonianas chega a Cartum (Su­dão), em 1877, Fortunata vê nestas primeiras Irmãs a rea­lização de uma aspiração pro­funda: consagrar-se a Deus.
Fortunata soube colher nes­se sinal o Plano de Daniel Com­boni e se torna protagonista, realizando as duas dimensões do Plano: viveu como educado­ra leiga por dez anos e depois pediu para fazer parte do Insti­tuto que estava nascendo, tor­nando-se, assim, a primeira Irmã Missionária Combo­niana africana.

Fortunata  Quascè, como Irmã, tem o 'pri­vilégio' de viver em plenitude essa voca­ção missionária, fazen­do causa comum nas alegrias e nos sofrimen­tos com o povo com quem vive. Para Fortunata, estas não são simples palavras, mas sim, expenencia de vida junto às suas companheiras, as coirmãs Combonianas.

Fortunata é a Irmã que reali­zou imediatamente o sonho de Comboni: o meu Instituto é uni­versal e quero Irmãs santas e capazes. Portanto, nas nossas raízes corre a seiva santa e afri­cana. Cabe a nós a árdua tarefa de continuar seguindo essas pegadas: santas e abertas aos desafios da multiculturalidade.




Na foto: ambiente do povo Borana, no Quênia, África. Foi entre o povo Borana que Padre JOVERCINO viveu 13 anos como missionário.


Padre Carlos Faggion, comboniano, diretor do COMIDI (Conselho Missionário Diocesano) da Diocese de Blumenau, SC, entrevistou o Padre JOVERCINO, convidando-o a falar dos seus 13 anos de missionário no Quênia, África, entre o povo Borana, no território de Sololo.

Após a entrevista, padre Carlos declarou:

'O testemunho de um missionário feliz só pode ser algo de contagiante para quem sente o desejo interior de doar a vida para o Reino de Deus, entre nós, e mais ainda entre outros povos, de qualquer parte do mundo, povos necessitados de tudo, inclusive do primeiro anúncio da Boa Nova do Evangelho de Jesus'.

Vale a pena ler essa entrevista, que foi publicada no Jornal da Diocese de Blumenau, SC.


Pe. Carlo: Quando você chegou no Quênia, no janeiro de 1996, como missionário brasileiro,
o que você sentiu?

Pe. Jovercino: Confesso que, no início, foi, para mim, uma experiência difícil, pois precisei voltar a ser 'como criança' e aprender a nova língua, aceitar a nova cultura, as tradições e os costumes daquele povo, naturalmente, muito diferentes daqueles do Brasil.
Com efeito, na missão precisamos de muita humildade para 'esquecer' o que sabemos e para receber o 'novo', numa atitude de contínua abertura e de acolhida do diferente.

Pe. Carlo: Como era o ambiente de Sololo, onde você viveu por 13 anos?
Pe. Jovercino:
Sololo tem uma população de 20 mil habitantes, pertencentes à tribo Borana. Os católicos são minoria com relação aos muçulmanos.
O povo vive numa situação de pobreza extrema: falta energia elétrica, telefone, etc. A zona é desértica: sem água e sem comida, até mesmo para os animais. De modo geral, a população sofre muito com a doenças: AIDS, malária e tuberculose...
Além de tudo isso, existe o grave problema da violência tribal: os conflitos entre as diferentes etnias das regiões limítrofes com a Etiópia parecem intermináveis. E, quando acontece alguma tragédia - mortes por causa de guerras - tanto o governo do Kénya como o da Etiópia não assumem, dizendo: 'Não é minha gente'. Assim, a situação permanece ignorada e tudo fica por isso mesmo.

Per Carlo:  Nesta situação incrível de pobreza e violência, qual foi a sua vida de missionário?
Pe. Jovercino:
Para quem tem tudo na vida e nunca pisou em lugares como esse, é quase impossível imaginar que a vida é um precioso dom de Deus e que essa mesma vida, de repente, pode não ter nenhum valor. Em meio a essa situação, o missionário é chamado a 'SER ', mais do que 'FAZER'. Ser testemunha do Evangelho da paz, da vida e da justiça. Assim, ele vai descobrindo a importância de sua presença junto ao povo, ao qual foi enviado, vivendo com autenticidade e fidelidade a sua vocação missionária.

Pe. Carlo:  Algo marcou a sua vida missionária?
Pe. Jovercino:
O povo Borana, vindo da Etiópia, invadiu o território de Sololo por volta das 10h. As 200 crianças da creche saíram correndo, chorando, sem almoço, no meio das bombas e do tiroteio. Fiquei chocado! Pensava: que será do futuro destas crianças, neste ambiente de guerra? Elas serão educadas na violência, na divisão...; como eu poderei educá-las para a paz, a uniãoe para o valor da vida?

Pe. Carlo:  E nesta situação o que você conseguiu fazer?
Pe. Jovercino: Tentei testemunhar a solidariedade, ficando junto deles, sofrendo com eles, incentivando a justiça e a paz. Estávamos sozinhos e abandonados pelas autoridades governamentais, pois eles diziam que tudo isto é uma questão tribal e, portanto, não in-terviriam no conflito. De fato, estes invasores, vindos da Etiópia, eram chamados de 'gorilas', pois eles viviam na florestas, soltos, livres, sem aldeias, mas ... carregando muitas armas de guerra. Invadiam os territórios vizinhos com muita violência. Nem a polícia se arriscava a ir contra eles.
Nesta situação, eu anunciava a pessoa de Jesus CRISTO, MODELO DE VIDA pessoal e social, pregando a conversão, e me unindo em comunidade como seguidor de Jesus.

Pe. Carlo:  E você estava sozinho nesta luta e neste anúncio?
Pe. Jovercino:
Nós tentávamos um dialogo inter-religioso ao redor da Justiça e da Paz com as outra religiões dali, como os muחulmanos. Existia um grande esforço por parte de todos, mas ainda não tínhamos chegado a uma ação concreta em comum.

Pe. Carlo:  Como você vivia no meio de um povo tão pobre?
Pe.Jovercino
: Nós tםnhamos sempre um pouco de arroz, feijão e farinha. Isto era um grande privilégio, pois a maioria do povo tinha só o 'ghedere', isto é: milho cozido, com feijão e sal, uma só refeição por dia e ainda precisando guardar uma parte para o dia seguinte... Nunca faltava o 'chá' preto, sem leite, claro! Muitas vezes, distribuíamos arroz para as famílias mais carentes. Elas, por sua vez dividiam com outras, igualmente miseráveis, o que tinham recebido. Assim, o que poderia servir de comida para aquela família durante 10 dias, terminava já no segundo dia! Era edificante e surpreendente a solidariedade entre os pobres.
A mesma coisa acontecia quando se tratava de ajudar um jovem a continuar os estudos. Toda a Comunidade se cotizava, fazendo o 'harambá', isto é: uma 'ação entre amigos'.  A motivação desse gesto era: 'Nós, agora, ajudamos como podemos; Deus, porém, nos ajudará muito mais'! Que maravilha de Evangelho colocado na prática!

Pe. Carlo: Você é feliz?
P. Jovercino: Eu me encontro satisfeito com a minha vida missionária. Foi dura, mas valeu a pena.
Eu só agradeço a Deus pelo dom da vocação missionária e pela graça que Ele me concedeu de viver como missionário em lugares como este. Muito me alegro com meu trabalho. Jamais me senti sozinho. Nos momentos mais difíceis, a presença de Jesus sempre me acompanhou, enquanto fazia memória de sua promessa: 'Eis que Eu estarei com vocês todos os dias, até o fim do mundo' (Mt 28,20).  



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Na foto: padre Ezequiel (à esquerda) no dia de sua ordenação sacerdotal.

O
S missionários enviados a Rondônia tinham ad­quirido experiências pastorais significativas e co­nheciam a caminhada das comunidades de base. Estas eram uma maneira diferente de ser Igreja: despertavam a participação, geravam consciência das coisas, sempre unindo a fé à vida.

Quando, em 1984, padre Ezequiel chegou a Cacoal, encontrou uma caminhada feita exatamente nessa dire­ção, pois já havia comunidades consolidadas e lideran­ças com um bom grau de comprometimento e maturi­dade. Não teve dificuldade de se inserir e a idade, pou­co mais de 30 anos, dava-lhe o entusiasmo necessário para entrar profundamente na realidade.
A
lém disso, as experiências anteriores o habilitavam a ser um bom pa­dre para aquele povo. Ezequiel logo ficou encantado com a resposta das pessoas. Tinha chegado há pouco tempo ao Brasil, vindo da Itália, onde fora ordenado quatro anos antes e destinado, logo em seguida, para um trabalho entre os jo­vens. Dois meses depois da ordenação, um terre­moto sacudiu o Sul da Itália. Não teve vi­das: aquele era o lugar do missionário. Deixou tudo e lá foi ele, socor­rer as vítimas. Era uma sensibilidade inata que estava dentro de uma personali­dade forte, moldada pelos movimentos estudantis eu­ropeus dos anos 60-70 e que o tinham puxado para coi­sas grandes, como as entidades de solidariedade inter­nacional, das quais sempre fora membro e articulador.

No Brasil, não demorou a revelar a mesma sensibili­dade. Naquele ano, havia um problema que angustiava a paróquia de Cacoal: algumas famílias entraram em uma área inóspita, ainda não mapeada pelo governo, fora das regiões administradas pelo INCRA. Tinham derrubado a mata, queimado a madeira, plantado. E de­pois de um tempo, começaram a colher. Junto com lide­ranças da Igreja e do sindicato, haviam conseguido que o Estado lhes entregasse documentos provisórios, uma es­pécie de promessa de que poderiam permanecer nas ter­ras quando a situação fosse legalizada.

Mas um dia apare
­ceu alguém que se dizia dono. Era um casal vindo de mansinho e reclamando seus supostos direitos. Visto que não conseguia seus intentos pelos caminhos da conversa e da pressão, entrou na justiça, em Cuiabá, pedindo a reintegração de posse e a expulsão dos 'invasores'.

Não era um fato excepcional: na nova realidade de Rondônia, esse tipo de coisas era cada vez mais fre­qüente e gerava um clima de incerteza e insegurança em muitos que não estavam acostumados a essas prá­ticas. Era normal encontrar gente armada andando pelas cidades. Sabia-se, também, que existiam peque­nos exércitos de jagunços para defender as proprieda­des dos mais endinheirados.

   



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Na foto: padre Ezequiel Ramin.
(Esta estampa será enviada como BRINDE a todos que a pedirem: clique aqui).

UMA NOTÍCIA E UM CONVITE

Vida oferecida a Deus pelos irmãos mais pobres...
Os superiores da Província Brasil Sul dos Missionários Combonianos publicaram uma carta, em que declaram:  “Parece-nos que chegou o tempo de retomar a reflexão sobre o testemunho que o Padre Ezequiel Ramin, comboniano assassinado por jagunços de fazendeiros, na Rondônia, 25 anos atrás, no dia 24 de julho de 1985, deixou com a sua morte”.
E declaram:
“Está claro que esta morte não foi planejada, nem desejada, mas sim oferecida a Deus em favor dos irmãos mais pobres de Rondônia”.
Eles baseiam sua certeza, de que esse tempo novo parece estar chegando, em alguns fatos:

1) A Diocese de Pádua, diocese do Norte da Itália, onde nasceu o padre Ezequiel e onde vivem os irmãos dele, por iniciativa de pessoas interessadas na história, achou por bem retomar este assunto, através de um abaixo-assinado, que foi entregue ao Padre Giovanni Munari, para que ele o enviasse à Direção Geral dos Combonianos em Roma. Frente a esta iniciativa e a esta nova solicitação junto à Direção Geral, os Combonianos do Brasil se sentem interpelados a valorizar o testemunho de entrega total do colega morto na Rondônia.

2) A diretoria do Santuário Nacional de Aparecida colocou o Padre Ezequiel entre os grandes evangelizadores do Brasil (num grandioso e artístico painel na entrada do Santuário; se ainda não leu, clique aqui). Este gesto parece ser uma clara solicitação aos combonianos para que iniciem o “processo canônico” e não deixem que os sinais de Deus sejam desperdiçados.

3) Depois de 25 anos o testemunho de Padre Ezequiel não se apagou. Inclusive, várias igrejas, capelas, comunidades, escolas e projetos o adotaram como “padroeiro”: um cristão que, com sua vida oferecida em favor dos pobres, é estímulo a seguirmos concretamente os passos de Jesus, nosso Mestre e Salvador.

Iniciar um “processo canônico”, para que alguém possam chegar a ser apontado pela Igreja como beato e depois santo, significa realizar estudos mais profundos, para averiguar fatos, intenções, e contextos. Nossa atitude é de grande confiança, pois acreditamos que evangelizar não é só organizar pastorais, pregar, rezar, mas é, sobretudo, testemunhar. 

No caso específico, a preocupação da Igreja vai ser: ver se houve “martírio”, isto é testemunho de fé e caridade.  Se for demonstrado isso a Igreja reconhece esta heroicidade e declara a pessoa “bem-aventurada”, sem precisar de “milagre”.

A carta dos Superiores Combonianos termina informando “que, neste ano de 2010, celebramos os 25 anos do martírio de Ezequiel: como Província, juntamente com a Paróquia de Cacoal (paróquia da Rondônia, onde trabalhava o padre Ezequiel), a diocese de Jí-Paraná e os familiares do Padre vamos realizar algumas atividades especiais”.  

CONVITE
- Pedido

Permito-me repassar esta notícia e fazer um convite especial a todos os nossos amigos, colaboradores e a todos aqueles que lutam pelo Reino de Deus para que se unam aos Combonianos nesta movimentação ditada pelo testemunho e pelo martírio de Padre Ezequiel Ramin.

Com apreço e carinho.
Padre Lino, responsável deste site.

Leia mais a este respeito, clicando aqui.



Leia a BIOGRAFIA de Padre Ezequiel RAMIN:
clique aqui







3 - COLABORAÇÃO LIVRE

Cada pessoa escolhe de oferecer o que puder, quando puder.

'Deus ama a quem dá com alegria!'. Deus não se deixa vencer em generosidade!

Para enviar sua colaboração, qualquer que seja, clique aqui e entrará numa página, onde você pode realizá-la concretamente.



clique para ampliarA Palavra de Jesus muda nossa mentalidade.

Do Evangelho de Lucas 5,33-39:

Os fariseus e os mestres da lei disseram a Jesus:
'Os discípulos de João, e também os discípulos dos fariseus, jejuam com frequência e fazem orações. Mas os teus discípulos comem e bebem'.
Jesus, porém, lhes disse: 'Os convidados de um casa­mento podem fazer jejum enquan­to o noivo está com eles? Mas dias virão em que o noivo será ti­rado do meio deles. Então, naqueles dias, eles jejuarão'.

Jesus contou-lhes ainda uma parábola:
'Ninguém tira retalho de roupa nova para fazer remendo em roupa velha; senão vai rasgar a roupa nova, e o retalho novo não combinará com a roupa velha.
Nin­guém coloca vinho novo em odres velhos; porque, senão, o vinho novo arrebenta os odres velhos e se derrama, e os odres se perdem. Vinho novo deve ser colocado em odres novos. E ninguém, depois de beber vinho velho, dese­ja vinho novo, porque diz: o velho é melhor'.



Refletindo:
1) Que tristeza: O Filho de Deus vem com palavras novas, nos introduz num mundo novo onde tem a festa do amor e da vida, pois Ele está conosco, mas nós queremos continuar com as nossas mesmas palavras velhas, e teimamos em responder ao Amor com simples normas e obrigações, inventadas por nós! Por que? Até quando?
2) Sem a novidade da Palavra de Deus, o que temos a ensinar aos outros?
3) Será que muitos povos, que nós falamos em evangelizar, não podem ter palavras mais 'divinas' do que as nossas?






1° de outubro: Festa de
SANTA TERESINHA DO MENINO JESUS,
a padroeira das missões


No dia 14 de dezembro de 1927, o Papa Pio XI proclamou 'Santa Teresa do Menino Jesus padroeira principal de todos os missionários, homens e mulheres, e de todas as missões existentes em toda a terra, com São Francisco Xavier e com todos os direitos e privilégios que convêm a este título'.

Teresinha nada realizou que merecesse aplausos do mundo. Não fundou mosteiros como Teresa d'Ávila, nem foi viver no meio dos leprosos como Francisco de Assis. Deus a convidou a realizar miudezas, coisas insignificantes. Deu-lhe a missão de nos lembrar o valor dos 'pequenos nadas'. Chamou-a para que ela nos revelasse a estrada do abandono em Suas mãos. E Teresinha não decepcionou o seu Bem-Amado. Ela nos mostra o quanto é salutar aceitarmos nossos próprios limites e assumir a nossa pequenez, sem nos envergonharmos de nossa humanidade.

Nada há de extraordinário na vida dessa monja. O que há de especial em Teresinha é a simplicidade com que amou a Deus. Nunca pôde deixar o seu Carmelo para ir evangelizar em terras distantes, embora tenha acalentado o sonho de ir para o Oriente e ali viver sua vocação ao amor. Seu desejo de ser missionária era tão intenso que chega a confessar que não desejava sê-lo somente durante alguns anos, mas desde a criação até a consumação dos séculos. Além do mais afirma que uma só missão não lhe bastaria. Manteve correspondência com dois missionários, a quem extravasava seus ideais de partir em missão. 
 
O ardor missionário de Teresinha se manifesta no seu zelo em salvar almas, isto é, conduzir as pessoas a Deus, fazendo-as cientes do quão são amadas pelo Senhor Misericordioso. Sua missão é fazer Deus amado, adorado, por seu amor, por sua bondade. No Carmelo compreendeu que sua missão era 'fazer amado o Rei do céu, submeter-lhe o reino dos corações...' Teresinha amplia o conceito de missão, levando-nos a compreender que, pela oração, também podemos nos tornar missionários.
  
A oração é o sustento da ação missionária. A eficácia da evangelização depende da união com Deus. O trabalho de um apóstolo será mais eficaz se ele for um contemplativo. Um contemplativo será tanto mais autêntico quanto mais apostólica for sua intenção. Neste sentido, Teresinha foi uma apóstola, uma autêntica missionária pois ajudou, pela oração e por sacrifícios, os missionários, participando de seus trabalhos através de seu coração solidário, sedento de conduzir as pessoas ao conhecimento do amor misericordioso de Deus. Para a Padroeira das Missões, a oração é uma arma invencível que Jesus lhe deu para tocar as pessoas. Muito mais que as palavras, a oração sensibiliza, testemunha, conforta e transmite esperança. Nossa vida de oração poderá estimular a santificação das pessoas através da atenção aos sinais da presença de Deus nos acontecimentos.
A Santa de Lisieux nos ensina por sua vida que a contemplação é o alicerce da missão. É necessário cultivar uma espitualidade substanciosa, radicada no Evangelho, marcada pela necessidade de estarmos na presença de Deus numa atitude de adoração e escuta. Missão que não é sedimentada na oração não oferece resultados.

Santa Teresinha, padroeira das missões, intercede junto a Jesus por todos os missionários e missionárias, por aqueles que deixam suas famílias para anunciar o Evangelho em terras distantes. Para que possamos entender que todo cristão é chamado a ser missionário em sua própria família, em sua escola, em seu trabalho. Anunciar, evangelizar, espalhando a boa notícia de Jesus é tarefa de todos!
 



 
Pedra na Estrada
 
Havia um sábio que não poupava esforços para ensinar bons hábitos a seu povo.
Frequentemente fazia coisas que pareciam estranhas e inúteis; mas tudo que fazia era para ensinar o povo a ser trabalhador e cauteloso, ele dizia:
'Nada de bom pode vir a uma nação cujo povo reclama e espera que outros resolvam seus problemas. Deus dá as coisas boas da vida a quem lida com os problemas por conta própria'.

Uma noite, enquanto todos dormiam, ele pôs uma enorme pedra na estrada. Depois foi se esconder atrás de uma cerca, e esperou para ver o que acontecia.
Primeiro veio um fazendeiro com uma carroça carregada de sementes, que ele levava para moagem na usina.
- Veja só que azar e perigo! - disse ele  contrariado, enquanto desviava  sua carroça e contornava a pedra.
- Por que esses preguiçosos não mandam retirar essa pedra da estrada?... - E continuou reclamando da inutilidade dos outros, mas sem ao menos tocar, ele próprio, na pedra.

Logo depois, um jovem soldado, veio cantando pela estrada. Ele pensava na maravilhosa coragem que mostraria na guerra e não viu a pedra. Tropeçou nela e se estatelou no chão poeirento. Ergue-se, sacudiu a poeira da roupa, pegou a espada e enfureceu-se com os preguiçosos que insensatamente haviam largado uma pedra imensa na estrada. Ele também se afastou, sem pensar uma única vez que ele próprio poderia retirar a pedra.

Assim correu o dia. Todos que por ali passavam reclamavam e resmungavam por causa da pedra colocada na estrada, mas ninguém a tocava.
Finalmente, ao cair da noite, a filha do moleiro por lá passou. Era muito trabalhadora, e estava cansada, pois desde cedo andava ocupada no moinho. Mas disse a si mesma:
- Já está quase escurecendo, alguém pode tropeçar nesta pedra, à noite, e se ferir gravemente. Vou tirá-la do caminho. E tentou arrastar dali a pedra. Era muito pesada, mas a moça empurrou, e empurrou, e puxou, e inclinou, até que conseguiu retirá-la do lugar.
Para sua surpresa, encontrou uma caixa debaixo da pedra. Ergueu a caixa.  Era pesada, pois estava cheia de alguma coisa. Havia na tampa os seguintes dizeres:
'Esta caixa pertence a quem retirar a pedra.'
Ela abriu a caixa e descobriu que estava cheia de ouro.  A filha do moleiro foi para casa com o coração feliz.

Quando o fazendeiro e o soldado e todos os outros ouviram o que havia ocorrido, juntaram-se em torno do local na estrada onde a pedra estava. Revolveram o pó da estrada com os pés, na esperança de encontrar um pedaço de ouro.

Então o sábio falou:
- Meus amigos, com freqüência encontramos obstáculos e fardos no caminho. Podemos reclamar em alto e bom som enquanto nos desviamos deles, se assim preferirmos, ou podemos erguê-los e descobrir o que eles significam. A decepção é normalmente o preço da preguiça.
'Que os Anjos iluminem seus caminhos”!...



Na foto: Padre André Pazzaglia e Irmão Antônio Marchi, combonianos, no local onde padre Ezequiel foi assassinado.


Leia a biografia de Ezequiel, clicando aqui

Para saber das novidades sobre ele, clique aqui

CALENDÁRIO DAS NOSSAS ATIVIDADES 2010
 
Março:
15 –  Nascimento de São Daniel Comboni
 
Abril
6-7   Encontro Setor Norte – Boa Vista
14-15 Encontro Setor Espírito Santo – Guriri
 
Maio
5-6   Encontro Setor Sul – São Paulo
11 - 14 Conselho Provincial Conjunto: Combonianos, Combonianas e LMC.
 
Junho:
2 - 7  Encontro Continental Superiores Provinciais – Bogotá, Colômbia.
8 -14  Semana comboniana nas comunidades –
14 Festa  do Sagrado Coração de Jesus - Solenidade– Festa Titular do Instituto

Julho
18 - 24 Semana missionária em Cacoal
24  Celebração dos 25 anos do Martírio de Padre Ezequiel.
 
Setembro
9   São Pedro Claver – Padroeiro do Instituto - em todas   as comunidades
21-22  Conselho Provincial – São Paulo
23 - 28 Assembleia provincial eletiva – São Paulo
29   Conselho Provincial – São Paulo
 
Outubro
1  Santa Teresinha do Menino Jesus – Festa - Padroeira  das Missões – Em todas as nossas comunidades
10  São Daniel Comboni – Solenidade – Festa da Família Comboniana - Em todas as comunidades
20  Beatos David Okelo e Gildo Irwa, mártires.
 
Dezembro 
3  São Francisco Xavier – Padroeiro das Missões
7-10 Conselho Provincial – São Paulo




Na foto: O Sahel (significa “costa” ou “fronteira”) é a região da África situada entre o deserto do Sahara e as terras mais férteis a sul, que forma um corredor quase ininterrupto do Atlântico ao Mar Vermelho, numa largura que ocila entre 500 e 700 km.
Normalmente, incluem-se no Sahel o Senegal, a Mauritânia, o Mali, o Burkina Faso, o Níger, a parte norte da Nigéria, o Chade, o Sudão, a Etiópia, a Eritreia, o Djibouti e a Somália. Por vezes, usa-se este termo para designar os países da África ocidental, conhecidos como países de escassa precipitação pluvial.

Os apelos à mobilização aumentam, enquanto as populações começam a fugir das zonas atingidas.

“Geralmente relutamos em usar esse termo. Mas agora ele deve ser usado: o leste do Sahel enfrenta o fantasma da fome”, explica Olivier Longué, diretor-geral da Ação contra a Fome Madri, filial da organização não-governamental (ONG) que opera nessa região da África onde 300 mil crianças já morrem a cada ano de desnutrição.

As chuvas erráticas – fracas demais em alguns momentos, violentas demais em outros – prejudicaram seriamente a produção cerealista de 2009 em alguns países do Sahel: -34% no Chade em relação a 2008, -31% no Níger, -10% em Burkina Faso. Ainda que o Mali tenha se saído melhor no total (+10%), o nordeste do país também foi atingido.
E isso gerou verdadeiros temores quanto à segurança alimentar das populações, uma ameaça já identificada há alguns meses. Há alguns dias vêm aumentando os apelos à mobilização: em 31 de março, a ONG Oxfam estimava que “10 milhões de pessoas poderiam ser vítimas de uma grave crise alimentar” nos próximos meses; na terça-feira (6), o Comitê Internacional da Cruz Vermelha anunciava que iria triplicar sua ajuda ao Níger e ao Mali; no mesmo dia, o Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) indicava que 860 mil crianças com menos de 5 anos que vivem na região poderiam precisar “de tratamentos contra desnutrição aguda severa”; na quarta-feira, a ONU divulgava que ainda lhes faltava US$ 133 milhões (R$ 230 milhões), de um total de 190 milhões, para completar um programa de ajuda de emergência ao Níger. “Estamos diante de uma situação realmente preocupante, mas não diante de uma fome”, relativiza Alhousseini Bretaudeau, secretário executivo do Comitê Interestadual de Luta contra a Seca no Sahel. “A produção de cereais no Sahel atingiu 16 milhões de toneladas em 2009, para necessidades estimadas em 14 milhões de toneladas.

O verdadeiro problema é a má circulação dos alimentos, que cria bolsões de populações subalimentadas”. “Países como o Níger ou o Chade estão sempre na corda bamba, ainda são dependentes das importações”, acredita Bernard Bachelier, presidente da Fundação para a Agricultura e Ruralidade no Mundo (FARM). “Entretanto, depois dos tumultos causados pela fome, os países ricos haviam prometido ajudar no desenvolvimento de culturas alimentares no mundo ao prometer desbloquear 20 bilhões de euros em 2008, e mais 23 bilhões em 2009. Mas essas somas ainda não foram pagas”.

O Níger, ainda marcado pela grande fome de 2005, e onde a expectativa de vida é de 45,6 anos, é o país onde a situação é considerada a mais preocupante. No início do ano, um relatório governamental indicava que 7,8 milhões de pessoas, ou seja, 58% da população, se encontravam em situação de insegurança alimentar severa ou moderada. Ou seja, três vezes mais do que em 2008. Essa situação contribuiu bastante, segundo humanitários e diplomatas, para a queda do regime do presidente Mamadou Tandja, em 18 de fevereiro, que tentava minimizar a extensão do fenômeno. A junta militar que chegou então ao poder logo indicou que sua prioridade seria lutar contra “a fome que ameaça a existência de milhões de nigerinos”.
Alguns deles já entraram no período de tempo entre o esgotamento das reservas e as novas colheitas, que acontecerão no fim de setembro e início de outubro. Esse período normalmente não começa antes de junho. Por isso, explicam observadores locais, famílias inteiras – e não somente homens, como aconteceu em outros anos - se deslocaram até os centros urbanos, na esperança de ganhar mais dinheiro e encontrar alimentos.

Niamey também reconheceu, em 2 de abril, que escolas primárias estavam parcial ou totalmente esvaziadas de seus alunos na região de Zinder (centro-sul), em razão do êxodo das famílias em direção às cidades, onde os salários são, por isso, nivelados por baixo. Os criadores de animais são os mais fragilizados, pois a queda da produção de forragem, da ordem de 60%, afetou profundamente seu gado, que perdeu quase todo seu valor em razão de seu estado: um carneiro, que era vendido a 30 mil a 50 mil francos CFA (R$ 107 a R$ 178), pode agora valer até dez vezes menos.

Essa situação exige uma resposta urgente e coordenada, acreditam as ONGs. “Nós estamos reagindo tarde demais”, acredita um diplomata. “Nós já não estamos mais em uma lógica de prevenção, mas sim de atenuação da crise. Não adiantará nada acordar em junho, quando as câmeras da BBC estiverem lá”.




Na foto: padre Wellington com um grupinho do seu povo no sul do Sudão.
Ele nos enviou esta carta por meio da internet.

Caríssimos amigos e amigas, há mais ou menos um mês atrás começamos a ter acesso á internet. Este foi realmente um dom no que concerne à comunicação. Imaginem que desde Janeiro não tivemos a oportunidade de enviar ou receber cartas.

Apesar da dificuldade de comunicação nunca esqueço-me de meu querido Brasil, de todo o povo, amigos e amigas, pessoas que acreditam que um mundo melhor é possível e não cessam de dar um pouco de si para que este sonho se concretize.

Este ano tem sido um tanto quanto difícil em nossa paróquia. Nossa paróquia está entre o povo Nuer. O povo Nuer é a segunda maior tribo do Sul do Sudão vivendo ao longo do Rio Nilo. São aproximadamente 1.5 milhões de pessoas. São pecuaristas. Sua comida básica é o leite e o sorgom, além do peixe, é claro.
O povo nuer é guerreiro, forte e esbelto. São acolhedores e hospitaleiros. Quando visito as comunidades, sempre partilham o melhor que tem, me dão sua cama para dormir além de prepararem muita comida. Normalmente todas as senhoras me trazem um prato.

Nossa diocese tem 7 paróquias. Todas as paróquias contam com a presença do povo Nuer. Em duas delas, todo o povo é Nuer. O povo Nuer está dividido em muitos clãs, inimigos entre eles, mas que se ajudam se houver conflitos com outras tribos, especialmente contra o povo Dinka, o maior inimigo do povo Nuer. Em nossa paróquia temos a presença de três clãs do povo Nuer:  Gaua, Thiang e Lak. Normalmente são pacíficos, mas como em todos os países do mundo, se não forem respeitados podem tornar-se agressivos e como são profundamente comunitários, quem comprar briga com um Nuer, comprará com todo o clã.

O ano começou com uma epidemia de karlazar. Desde Agosto do ano passado até o momento atual, muitas pessoas adquiriram esta doença e muitos faleceram. Também um de nós contraiu a tal doença e teve que ser levado para fora daqui para tentar um tratamento. Felizmente melhorou e regressou dois meses depois. Acho que karlazar, em português, é leximaniose. É uma doença transmitida pelos mosquitos. Como estamos entre os pântamos tudo contribui para a reprodução dos tais mosquitos.

Este ano tivemos uma tragédia em nossa Paróquia. Em Janeiro, em uma festa, um homem do clã Lak matou outro homem do clã Thiang. Com isso o ano começou com muita insegurança porque o clã dos  Thiang queria vingar tal morte.

Nossa casa está em uma vila chamada Old Fangak, com aproximadamente 10.000 pessoas. As duas tribos estão presentes nesta pequena vila. Com isto, mulheres e crianças fizeram suas trouxas e fugiram para a floresta, com algumas panelas e a comida que podiam carregar. Homens pertencentes aos dois clãs estavam inquietos e prontos para um conflito. Muitos adultos que não concordam mais com estes tipos de conflitos também abondaram a vila. Um grupo de americanos que estão por aqui para construir uma clínica estavam amedrontadíssimos. Chamaram o avião e se foram o mais rápido possível.
Alguns catequistas vieram nos dizer que não precisávamos ter medo. Permanecemos na vila com o povo. Nossas celebrações, que normalmente conta com 400 pessoas, estavam tendo uma presença de umas 50 pessoas somente. Nossa vila mais parecia uma cidade fantasma. Também a clínica fechou as portas. Todo o povo ficou proibido de adoecer! 
Acontece que no início de março um homem Thiang veio até aqui nas proximidades de nossa casa e matou Abraham, que era membro do clã Lak. Este Abraham era o mais comprometido entre todos os nossos cristãos. Era um construtor de paz e amigo de todos. Era um dos melhores enfermeiros da clínica médica. Sempre se voluntarizava para qualquer trabalho comunitário e era o líder de nossa alfabatização de adultos. Todos ficamos muito tristes.

Felizmente o conflito acabou.  Depois disso começaram as campanhas para as primeiras eleições sudanesas. As últimas eleições foram em 1983 com participação realmente limitada. O cadastramento de todo o povo maior de 18 anos foi realizado em novembro do ano passado. Muitas eram as expectativas com relação à esta eleição. O medo do povo era de que voltasse a guerra, pois o Sudão passou o último século em guerra. Felizmente parece que as coisas caminham bem.
Ainda temos medo de quando os resultados finais forém anunciados. Esperamos que os candidatos que perderem as eleições o aceitem em paz. De qualquer forma, este foi um grande passo na direção da democracia.

Esta eleição foi um passo importante para a grande decisão que o Sul do Sudão deverá tomar no próximo ano. O povo, em um plebiscito irá decidir se continuam unidos ao norte do Sudão, ou se tornar-se-ão um novo país. O norte está dominado pelos Árabes que migraram para o Sudão há mais de 1000 anos atrás. Eles escravizaram povos negros do Sul, impuseram as leis islâmicas e nunca respeitaram o Sul. Existe uma reação no Sul muitíssimo forte com relação aos árabes. Provavelmente o Sul irá tornar-se um novo país. Esperamos que tudo aconteça em paz e rezamos para isto, especialmente neste ano que antecede ao plebiscito.

Semana passada tivemos a visita do nosso Administrador Diocesano, Monsingor Roko Taban. Nosso bispo, Monsignor Vincent Mojwok aposentou-se ano passado e Monsingor Roko assumiu a liderança de nossa Diocese de Malakal. Esta é a maior diocese do Sudão. Somos apenas 10 padres diocesanos e 10 religiosos, 5 irmãos religiosos e umas 10 irmãs religiosas.  O novo administrador encontrará muitos desafios, pastoral e financeiramente.
Como ele tem sempre expressado o desejo de conhecer o Brasil, quem sabe um dia não o possamos convidar.

Quanto a mim, estou bem e animado. Um pouco preocupado com a saúde visto que uma diarréia me persegue desde Janeiro.  Mas acho que não é nada sério.  Espero poder sempre permanecer sereno e sorrindo onde quer que Deus me envie para testemunhá-lo. Espero nunca perder a chama, para estar sempre pronto para escutar a quem precisa, acolher quem está sozinho, ir ao encontro de quem está doente ou cançado e iluminar o caminho de quem se encontra nas trevas, onde quer que seja.  Apesar de todos os desafios e dificuldades, o povo continua sorrindo, partilhando e contagiando qualquer pessoa que os venha visitar.
E é bonito estar no meio deste povo e fazer parte de sua história.  

Logo que tive acesso à internet comuniquei-me com meu povo nas Minas Gerais. Naquele exato dia um senhor realmente muito bom de minha comunidade hávia falecido. Era muito meu amigo.   Me disseram, “temos uma notícia muito ruim para te dar.” e eu  responde, “não existe notícias ruins. Notícias são somente notícias.” E disseram outra vêz, “Seu amigo morreu.”   Parei por um momento, pensei e lhes disse, “Está é realmente uma notícia ruim, se vocês não acreditarem que Cristo ressuscitou, porque se acreditarem deveriam fazer uma grande festa porque tenho certeza de que esta pessoa está junto de Deus.” 

E peço ao Pai, com muita fé, que chame e envie novos missionários a todos os cantos do mundo. Este é o momento do Brasil, que tanto recebeu, de ajudar outros povos, não somente financeiramente, mas enviando missionários que possam anunciar a boa notícia de que somos todos irmãos e irmãs, filhos de um mesmo Pai, portadores de um mesmo dom, o dom da Vida.  O mundo está carente de pessoas que tenham a coragem e a ousadia de anunciar a paz e vivê-la intensamene.  Que o Pai plante esta mesma paz no coração de cada um de vocês. Que Deus os abençõe a todos, proteja e guie.  Unidos no coração e na oração.
Em Cristo, Padre Wellington Alves.




clique para ampliarN.15 - Maio de 2010
Edição especial pelos 25 anos do 'martírio' do Padre
EZEQUIEL RAMIN    -    (1985 - 24 de julho - 2010)

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clique para ampliarPROGRAMAÇÃO das CELEBRAÇÕES em CACOAL
no 25º ANIVERSÁRIO DO MARTIRIO do Padre EZEQUIEL RAMIN


Dias 24 – 28 de Junho: Exposição das atividades do Projeto Padre Ezequiel Ramin da Diocese de Ji-Paraná na Câmara Municipal de Cacoal, RO
 
Dia 28 de Junho: Homenagem ao Padre Ezequiel na Câmara Municipal de Cacoal, RO
 
De 24 de junho a 19 de julho: Encontro dos grupos de reflexão em toda a Diocese a partir da vida e do testemunho do martírio do Pe. Ezequiel.
 
Dias 20-23 de julho: Tríduo de preparação dos 25º aniversário do martírio do Pe. Ezequiel em todas as comunidades da Diocese.
 
Dia 17 de julho: Encontro com os jovens da Diocese e Paróquia Sagrada Família de Cacoal.
 
Dia 19 de julho: Mesa redonda na Câmara Municipal de Cacoal, com os temas: Reforma Agrária e Violência no Campo, o Martírio do Pe. Ezequiel hoje.
 
Dias 20 – 22 de julho: Encontro com as comunidades dos setores da cidade da paróquia Sagrada Família, em Cacoal, as 19h30.
 
Dia 23 de julho: Encenação da Vida e do martírio do Pe. Ezequiel, no Teatro Municipal de Cacoal, às 19h30.
 
Dia 24 de julho: Grande celebração Eucarística Diocesana do 25º Aniversário do Martírio do Pe. Ezequiel a partir das 18horas.
 
 



Na foto: irmã Giane (a mais alta).

No domingo 15 de agosto, festa de Maria, Mãe de Deus assunta ao céu, e dia de todas as vocações religiosas, uma nova missionária comboniana, terminado o seu noviciado, entrega sua vida para seguir a Cristo, consagrada à Missão. Ela mesma enviou esta carta:


Prezado pe. Remo, quero partilhar a minha alegria contigo e com toda a minha comunidade N.S. Aparecida de Oxford de São Bento do Sul, SC, pois domingo, 15 de agosto, festa da Assunção de Maria, Mãe de Deus, eu com as minhas companheiras de noviciado, aqui em Quito ( Equador) nos consagraremos á missão de CRISTO,COMO MISSIONÁRIAS COMBONIANAS.

Nestes dias sinto muita paz e alegria, que me leva a cantar 'O Deus que me criou, me quis, me consagrou para anunciar o Seu amor...'.
Hoje chegaram de São Bento minha mãe Doroty e meu irmão Gionei para participar da minha festa. Vieram também os parentes das companheiras Sílvia,Diana e Isabel.
Depois de 05 anos de preparação no aspirantado, postulandado e noviciado  estou feliz de dizer  publicamante e de maneira consciente o meu primeiro sim a Deus para a missão.

No dia 19 de agosto voltarei ao Brasil para continuar a faculdade de pedagogia e mais tarde partirei para a África. Este viajar de um lugar para outro como missionária nos Andes me enriqueceu muito, pois conheci e compartilhei a minha vida com muita gente e aprendi a valorizar cultura, costumes e comida diferentes: tudo isso me abriu ao diferente e a Deus que nos criou para partilhar os seus diferentes dons que nos unem.

Agradeço a Deus pela vocação missionária que me faz irmã e mãe com muita gente e obrigado a ti, pe. Remo e a todos que me ajudaram na caminhada missionária. Até breve. Irmã Giane Kirschbauer.






Na foto: Dom José Maria Libório recebe os participantes do encontro.

Presidente Prudente acolhe o 30º Encontro Missionário do Estado de São Paulo

O Conselho Missionário do Regional Sul 1 da CNBB, realizou, entre os dias 27 e 29 de agosto, seu 30º Encontro Estadual, na Casa de Encontro São Francisco, em Presidente Prudente, a 600 km de São Paulo. Durante a solenidade de abertura, realizada na noite do dia 27, os participantes receberam a imagem de Nossa Senhora Aparecida e os símbolos das dioceses que compõem a Província Eclesiástica de Botucatu (Assis, Ourinhos, Bauru, Botucatu, Lins, Araçatuba, Marília e Presidente Prudente).
Na sua reflexão dom José Maria Libório, bispo emérito de Presidente Prudente, ressaltou a maternidade universal de Maria, a mãe do Salvador que participa do nascimento da Igreja, na certeza de que Maria é missionária. Destacou também a importância da fidelidade e do compromisso com a Missão.

O Encontro contou com a participação de 135 pessoas, representando grande parte das 41 dioceses do Estado e teve como tema 'Chamados e Enviados em Missão Ad Gentes'.
De acordo com o coordenador do COMIRE Sul 1, Robson Luiz Ferreira, 'a realização do 30º Encontro é um marco na história do Conselho Missionário de São Paulo, e ressalta o comprometimento das dioceses e forças missionárias presentes no Estado. Não há como trabalhar a missão sem a comunhão, e não dá pra fazer comunhão sem se encontrar', disse Robson ao dar as boas vindas aos participantes.

Dom Vicente Costa, bispo de Jundiaí e referencial para o COMIRE Sul 1, enviou mensagem e bênçãos rogando para que o Senhor anime e frutifique os trabalhos: 'Realmente as dioceses do nosso regional precisam cada vez mais se tornar missionárias, dispostas a irem à outra margem', escreveu dom Vicente.
Enviaram mensagem ainda, dom Sérgio Castriani, responsável pela Ação Missionária da CNBB, e dom Benedito Gonçalves dos Santos, bispo de Presidente Prudente em visita na Amazônia.

Segundo o coordenador missionário do Sub-regional, padre Everton Aparecido, além do estudo do tema central assessorado pelo padre Sávio Corinaldesi, das Pontifícias Obras Missionárias, a programação contou com cinco oficinas de trabalho, apresentação de testemunhos da missão além fronteiras e apresentações musicais.
Criada em 1960, este ano, a Diocese de Presidente Prudente celebra seu Jubileu de Ouro.

50 ANOS DE FIDELIDADE
No ministério Sacerdotal

Padre Pietro Bracelli celebra os 50 anos e sacerdócio no Santuário Nossa Senhora Aparecida do Norte - SP.

O dia 21 de abril 2010 – 50º Aniversário de Brasília – ofereceu-lhe a oportunidade, desejada há tempo, mas de difícil realização, de celebrar este dia jubilar no Santuário Nacional Nossa Senhora Aparecida do Norte - SP.
A Basílica estava superlotada. Outros padres vindos de São Paulo celebravam o primeiro ano de ordenação.
Dos Missionários Combonianos estavam também o padre Alcides Costa, superior provincial e o padre Enzo Santângelo. Na procissão de regresso à sacristia, o padre Pietro (ou Pedro, como era chamado aqui) foi incumbido de levar a imagem de Nossa Senhora, de braços erguidos. Foi um momento emocionante e de experiência espiritual profunda.

Os 50 anos ele os viveu como missionário seguidor de São Daniel Comboni. Tinha desembarcado, de navio, no
Rio de Janeiro no dia 5 de novembro 1960.

NOSSO DEUS E NOSSO PAI

Ser sacerdote e missionário por 50 anos foi para ele a maneira melhor de se viver. O caminho de Fé ficou caracterizado pela abertura universal, isto é, pela certeza de que Deus ama todos os povos. O padre Pedro
recorda também dois colegas que atuam no Brasil e que celebram o mesmo aniversário: o padre Antônio Di Lella, em Porto Velho - RO e o padre José De Feo, em Balsas - MA.
Na experiência de uma espiritualidade missionária, passou do uso da invocação “Meu Senhor e meu Deus”, à de “Nosso Deus e nosso Pai”.

A VOLTA ÀS ORIGENS
Para quem é aposentado não há projetos, assim o padre Pedro se deixa conduzir pela mão de Deus. Encerrou sua presença no Brasil no dia 18 de maio. Voltou às origens, por entender que a missão inclui um envio e um retorno, sempre no espírito de Quem o chamou.
No mês de junho encontrou na Itália, em Limone (lugar do nascimento de São Daniel Comboni), mais 20 colegas que trabalharam na África, tendo iniciado a mesma missão naquele ano de 1960.
No Brasil, espalhados em muitas cidades, o padre Pedro deixa muitos amigos e companheiros de caminhada.
Trabalhou em oito paróquias, e 18 anos na formação e orientação de outros missionários. Dirigiu também a Província dos Missionários Combonianos do Brasil Sul durante seis anos.
A lembrança das muitas pessoas e comunidades é para ele a melhor recompensa e o mais forte estímulo para ficar satisfeito com a vida e, sobretudo, agradecer a Deus que lhe mostrou um rosto luminoso de Pai.






pela intercessão de São Daniel Comboni

Senhor Jesus,
Bom Pastor do Coração transpassado,
alivio no cansaço,
força na fraqueza, conforto na dor,
socorre-me na presente dificuldade.

Tu que nunca abandonas
quem em Ti confia, fortalece a minha fé
e ajuda-me a ser feliz na Cruz,
que levada de bom grado por amor,
gera o triunfo e a vida eterna.

Aceita todos os meus sofrimentos
em reparação dos meus pecados,
pelo crescimento do teu corpo que é a Igreja,
pelos missionários que anunciam o Evangelho
e pela salvação do mundo inteiro.

Faz-me participe da força
que deste a São Daniel Comboni
e a todos os teus santos,
e da consolação prometida àqueles que sofrem.

Tu que vives e reinas com o Pai,
na unidade do Espírito Santo.
Amém.


PREMIADOS NO ÚLTIMO SORTEIO
(realizado em 12 de JANEIRO de 2010):


01 - Notebook 14'
ANA MARIA MENGON e fam. - SÃO PAULO SP

02 - Maquina fotográfica Digital
MALVINA DA SILVA QUEIROZ - SÃO JOÃO DE MERITI  RJ

03 - Aparelho DVD
VERA LÚCIA R.MAGELLA - SÃO PAULO  SP

04 - Rádio relógio
TEREZINHA-MARYSA E TERENILDA - CONTAGEM - MG

de 05 a 10 - Poster de N.Senhora
5 - Lino Pretto - S.Paulo SP
6 - Maria das Neves S.Soares - Contagem MG
7 - Josefa da Cunha - Nova Brasilândia RO
8 - Maria Laura C.de Morais - Curitiba PR
9 - Ana de Oliveira Martins - Contagem MG
10 - Lyeda Barbosa Martins - Resende RJ

de 11 a 20 - livro (biografia de S.D.Comboni ou de
Padre Ezequiel Ramin):
11 - Tarcísio Domingos Martinelli - Vitória ES
12 - Yone Maciel e Silva Murta - Belo Horizonte MG
13 - Cláudio Macoppi - Indaial SC
14 - Ademar Ferreira - Barretos SP
15 - Orlando Vignoli Filho - Belo Horizonte MG
16 - Olga Thereza Bechara - São Paulo SP
17 - Irene R.Batista - Curitiba PR
18 - Eraldo Gomes Pereira - Ceilândia DF
19 - Raul Gardesani - S.Caetano do Sul SP
20 - Severino Gregório da Silva - Curitiba PR

Por favor:

1) Os premiados de 5 a 10 tenham a bondade de nos comunicar qual banner preferem receber (vejam na foto abaixo).

2) Os premiados de 11 a 20 tenham a bondade de nos comunicar se preferem o livro do COMBONI ou do Padre EZEQUIEL.


Parabéns e obrigado.
Padre LINO.


 



Na foto: padre Odelir, assistido pelo padre Jorge (à direita), celebrou uma missa no Santuário Santa Cruz, anexo à sede provincial dos Combonianos em São Paulo.

Padre Odelir, comboniano brasileiro, vice-superior geral da Congregação, esteve entre nós...

Padre Odelir José Magri é um comboniano nascido em Santa Catarina. Fez seus estudos teológicos em Paris, na França, e foi ordenado sacerdote em outubro de 1992.
Foi logo enviado como missionário no Congo, África; regressando ao Brasil em 1997, ajudou a formar novos combonianos brasileiros. Em 2003 participou do Capítulo Geral da Congregação em Roma e foi escolhido para ser membro da direção geral. No Capítulo Geral de outubro de 2009, foi escolhido para ser o Vice Superior Geral da Congregação.

De visita ao Brasil

De metade de dezembro até meados de janeiro Padre Odelir esteve no Brasil, passando alguns dias também na sede provincial dos Combonianos em São Paulo. Inclusive ele gostou de conhecer melhor este nosso site e, antes de sair, nos brindou com uma mensagem de apoio e de incentivo missionário a todos que navegam pelo site.

O alô de padre Odelir para você...

'Querido amigo (a) leitor(a) do nosso site.
Tudo bem contigo? Como foram as festas de fim de ano? Espero e torço para que tenhas iniciado o ano de 2010 com muita esperança e vontade de vencer.

Depois de um ano de 2009 cheio de atividades e movimentado com o evento do nosso XVII Capitulo Geral, voltei para a minha querida terra no Oeste catarinense, município de Saltinho, SC, onde passei as festas de fim de ano com a minha família.
Foram poucos dias, mas bonitos e intensos. Pude curtir a família, a minha comunidade, os amigos e amigas, e aproveitar bem das regalias e delícias do sítio dos pais.
Na verdade revivi os meus tempos de criança acordando com o cantar do galo e dos passarinhos, trabalhar na horta da mamãe, andar a pé, pescar no riacho, visitar os amigos e muito mais. Valeu.
Recarreguei as baterias e estou pronto para recomeçar os trabalhos e enfrentar mais seis anos ajudando na coordenação do nosso Instituto. Domingo próximo (dia 17/1), estarei embarcando de volta para Roma e
antes de arrumar as malas para a viagem quero simplesmente deixar o meu alô aos amigos e amigas leitores(as) deste site dos Combonianos do Brasil Sul.

Durante estas férias pude visitar com mais freqüência e conhecer melhor este precioso espaço de informação missionária, de testemunhos, de solidariedade e de formação. Uma rede de comunhão missionária.
Peço a Deus, por intercessão de São Daniel Comboni, que continue abençoando este site e todos que, por meio dele, se mantiverem ligados com a realidade missionária do Brasil e do mundo inteiro.

Um abençoado ano de 2010 para todos com muita esperança, força e ganas de lutar e vencer.

O meu forte abraço aos amigos(as) e leitores(as) do site www.combonianos.org.br.
Se alguém passar lá por Roma nos próximos seis anos, está convidado a tomar um cafezinho em nossa casa.
Fiquem com Deus e... arrivederci.
Padre Odelir Magri, comboniano'.



clique para ampliarMARIA DE NAZARÉ,
a mãe de Jesus, o Messias.

'Sua mãe guardava a lembrança de tudo isso no coração.' (Lc 2, 51)

Esta é uma obra de ficção: o autor imagina entrevistar Maria na cidade de Nazaré e, com ela, percorrer as várias etapas da vida da Sagrada Família.
Os temas tratados não são novos; a inovação do trabalho está no gênero de entrevista que tem a finalidade de aproximar Maria do leitor
de forma que ele a veja e sinta
companheira na caminhada desta vida,
assim como ela tem sido companheira de seu
Filho Jesus e dos apóstolos.
Durante a entrevista nos acompanha o conselho
que Maria deu aos servos nas bodas de Cana:
'Fazei tudo o que Jesus vos disser'(Jo 2, 5).

+ Dom Aldo Gerna
Bispo Emérito da Diocese de São Mateus - ES

Breve: à venda na loja virtual deste site.

(A lista é meramente alfabética) - (PO = Pastoral Operária)

1- Os trabalhadores hoje se sentem abandonados pelas igrejas, sindicato, partido, sociedade.
2- Toda separação do trabalho da vida, da fé, do sindicato, da escola, do partido é alienação. Queremos saber por que isso acontece.
3- Toda vez que não refletimos sobre o trabalho nos alienamos da realidade.
4- O trabalho revela a superioridade do homem sobre o animal que não trabalha. O animal age por instinto, o homem pensa antes de agir, durante a ação e depois da ação. Isso permite melhorar sua ação transformadora. O animal repete sempre o mesmo trabalho, o mesmo ninho, é incapaz de pensar e de criar algo novo. O animal e o homem agem para sobreviverem, mas a ação do animal é só instinto, a atividade do homem é instinto regulado pela razão, pela reflexão. O animal não evolui, não desenvolve porque é incapaz de refletir.
5- Necessidade de aprofundar o valor do trabalho assalariado e não remunerado.
6- O homem se auto-constrói pelo trabalho.
7- Os bancos geram riqueza? Não, eles acumulam, concentram a riqueza produzida pelo trabalhador.
8- O que a bíblia fala do trabalho?
9- Por que a bíblia é desligada do trabalho?
10- A reflexão nos permite descobrir a ligação entre trabalho e bíblia.

11- Não existe capital sem trabalho.
12- O trabalho pode superar todos os sistemas de opressão, inclusive o capitalismo.
13- Oportunidade para entendermos concretamente o que é capitalismo. O trabalho revela toda a iniqüidade do capitalismo. Menina 12 anos na catequese
14- Necessidade de superar a idéia de Trabalho como castigo e descobri-lo como fruto das relações humanas.
15- Revela as causas das injustiças. Assim me alou uma Menina 12 anos na catequese
16- O trabalho é provavelmente a chave da questão social.( Encíclica Trabalho Humano N° 2-3; 8). Queremos saber se o trabalho é também a chave para entender a Bíblia e a fé.
17- A forma de trabalho condiciona a relação do homem com a máquina, com a natureza, com a sociedade.
18- O trabalho gera conflitos entre os homens, enfrentamento das classes e suas superações.
19- O Trabalho cria conhecimentos.
20- Não conhecemos os direitos dos desempregados e de todos os trabalhadores.

21- Conhecer os nossos diretos de trabalhadores na constituição
22- O trabalho cria coisas novas, os animais só repetem, por isso não trabalham
23- O trabalho continua a criação e transformação do mundo
24- O trabalho gera crises e continua a obra e  criação de Deus.
25- O desempregado tem sentido de culpa por não ter emprego.
26- Revela a justiça e democracia de um país.
27- Necessidade de entendermos melhor o trabalho para vencer os problemas do desemprego.
28- O ser humano se desenvolve através do trabalho.
29- O debate sobre desemprego exige um aprofundamento do tema do trabalho.
30- O trabalho é um direito de todos, pois sem ele não há vida.

31- É um direito do trabalhador ter um espaço onde desabafar suas lutas e comungar suas esperanças. Bispo de Mogi proibia grupos de PO e Diadema
32- Os trabalhadores e desempregados não conhecem seus direitos.
33- Por que se tem medo de discutir o trabalho?Medo de perder o poder;Igreja, Paulão assembléia s André 1600 desempregados.
34- Hoje é urgente discutir o trabalho porque é a atividade que mais nos ocupa desde a manhã até a noite e ninguém discute: nem igrejas, nem sindicatos, nem partidos, nem escolas.
35- Por que a educação é desligada do trabalho?
36- O trabalho nos permite entender melhor o tipo de sociedade em que vive