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Ir. Alfredo Monteiro (México)

Alfredo, sou natural do município de Boa Viagem - Ceará, sou noviço Comboniano e há quase um ano estou vivendo no México, pois aqui se encontra o nosso noviciado intercontinental de América Latina e Ásia

Olá. Me chamo Alfredo, sou natural do município de Boa Viagem – Ceará, sou noviço Comboniano e há quase um ano que estou vivendo no México, pois aqui se encontra o nosso noviciado intercontinental de América Latina e Ásia. Atualmente estou vivendo a bonita e enriquecedora etapa do noviciado. Esta fase “se caracteriza por ser a primeira experiência profunda da formação missionária e durante este tempo forte e bonito se vive uma experiência pessoal com Cristo bom pastor e missionário”. Quero também salientar os diversos momentos significativos que constituem o noviciado como, por exemplo, a experiência de missão que nós noviços vivenciamos, durante os meses de março e abril. Eis a minha experiência.

Partilha, aprendizado e sensações experienciadas

Depois de partir da cidade do México e de viajar durante 13 horas até ao pequeno município de Cochoapa o Grande, localizado no estado de Guerrero, finalmente chegamos ao nosso destino: as comunidades indígenas da etnia Mixteca, localizadas numa região montanhosa do referido estado, estas comunidades fazem parte da paróquia São Tiago Apóstolo, que pertence à Diocese de Tlapa de Comonfort, onde estão presentes os Missionários Combonianos. A referida paróquia Comboniana é formada por 146 comunidades indígenas e atualmente apenas dois sacerdotes Combonianos formam a comunidade comboniana. Por esse motivo, sua atividade muitas vezes se resume à administração dos sacramentos e à celebração da missa.

povo Mixteco, foram intensos, de grandes aprendizados, de crescimento humano, mas também de fortalecimento da nossa fé. Junto com eles, participávamos das celebrações religiosas que eles sempre realizam, como por exemplo, na festa do padroeiro ou de outros santos, quando oferecem algum sacrifício a Deus. Tal sacrifício consiste em ir até uma montanha levando um animal, pode ser um carneiro ou um bode, enquanto alguém mata o animal uma das lideranças indígenas ora a Deus, ou seja, apresenta as necessidades e súplicas da comunidade ou da família, pela qual está sendo oferecido o sacrifício

Os dois meses que passamos junto ao povo Mixteco, foram intensos, de grandes aprendizados, de crescimento humano, mas também de fortalecimento da nossa fé. Junto com eles, participámos das celebrações religiosas que eles sempre realizam, como por exemplo, a festa do padroeiro ou de outros santos, quando oferecem algum sacrifício a Deus. Tal sacrifício consiste em ir até uma montanha levando um animal, pode ser um carneiro ou um bode. Enquanto alguém mata o animal, uma das lideranças indígenas ora a Deus, apresentando as necessidades e súplicas da comunidade ou da família, pela qual está sendo oferecido o sacrifício. Em seguida, ali mesmo cozinham uma parte do animal, normalmente as vísceras e a oferecem a Deus. Depois compartilham o alimento com as pessoas presentes.

O momento mais significativo para o povo Mixteco é a semana santa, pois é um momento de acompanhar o Senhor Jesus nos seus últimos passos antes de sua morte e ressureição. Os preparativos começam logo na quarta feira de cinzas, onde as lideranças da comunidade (geralmente só homens) de manhã bem cedinho, oferecem o café ou atole (uma espécie de bebida feita de milho moído ou arroz) e também tortillas (espécie de panquecas feitas de farinha de milho). Logo que terminam, todos seguem em procissão até à Igreja, levando flores e velas como forma de oferenda a Deus e ali rezam o terço ou outras orações. No fim da tarde há outro momento de oração, em que a comunidade participa, continuando com a encenação da última ceia, o lava pés e a via sacra até à ressurreição de Cristo.

quaresma para eles è também de muitas festas e de abundância; é festa no sentido literal da palavra. Há uma tradição nessas comunidades da montanha de, em cada sexta-feira da quaresma, em uma determinada comunidade, realizar uma festa que inclui a missa com os sacramentos, danças típicas, feira livre (alimentos, roupas, calçados e muito mais), rodeio, queima de fogos de artifício, esporte, dentre outras atrações

O tempo da quaresma para eles é também de muitas festas e de abundância; é festa no sentido literal da palavra. Há uma tradição nessas comunidades da montanha de, em cada sexta-feira da quaresma, em uma determinada comunidade, realizar uma festa que inclui a missa com os sacramentos, danças típicas, feira livre (alimentos, roupas, calçados e muito mais), rodeio, queima de fogos de artifício, esporte, dentre outras atrações.

Nos dias anteriores à festa há sempre momentos de oração, em que compartilham algum tipo de comida típica e também levam às famílias ausentes, enviando a suas casas um pouco de comida.

Um povo sedento de ouvir a palavra de Deus e que deseja aprender mais de Deus

Fomos enviados a três comunidades indígenas, onde vive um total de umas 110 famílias. Ali ainda não há nenhum catequista que possa ensinar as primeiras orações, ou realizar a celebração da palavra. Por isso, aos domingos reza-se o terço em comunidade. Geralmente a preparação para os sacramentos é feita pelos missionários. Somente é possível celebrar a missa a cada dois meses e nas festas do padroeiro, uma vez que os padres são somente dois, para as 146 comunidades dispersas entre as montanhas.

sacramentos de uma maneira humilde, mas orgulhosos e contentes de poderem viver esse momento único em suas vidas e nesse dia colocam suas roupas típicas, as mulheres usam uma peça de roupa que em sua língua indígena se chama huipil (peça de roupa superior feita a mão pelas mulheres indígenas, para a confecção de uma só peça levam de 3 a 6 meses dependendo do tamanho, por ser de muitos detalhes e cores) para elas essa roupa se usa em ocasiões especiais e de festa

Durante o tempo que estivemos junto a eles, também lhes oferecíamos catequeses todos os dias, preparando crianças, adolescentes e jovens para receber os sacramentos. Na fase inicial de aproximação, foi possível perceber a vontade e a sede que eles têm de aprender mais sobre Deus e sobre a Igreja. São capazes de ficar durante horas e horas escutando e participando do encontro. Ao final, foi bonito e gratificante ver o povo recebendo os sacramentos de uma maneira humilde, mas com orgulho e muito contente por viver esse momento único em suas vidas. Nesse dia vestiram suas roupas típicas. As mulheres usam uma peça de roupa, que em mixteco se chama ‘huipil’: peça de roupa superior (blusa), feita à mão pelas mulheres indígenas. Para a confecção de uma só peça, levam de 3 a 6 meses, dependendo do tamanho, por ser de muitos detalhes e cores. Essa roupa somente é usada em ocasiões especiais e de grande festa.

Administração e organização das comunidades indígenas

As lideranças têm um papel fundamental na administração e ordenamento em todos os sentidos, desde a organização da vida religiosa até às decisões políticas do povo. Os líderes e autoridades são sempre homens que na igreja realizam alguma atividade:

– Cantores: responsáveis de cantar na missa e responder às orações durante a mesma.

– Cantores: responsáveis de cantar na missa e responder às orações durante a mesma.

– Mordomos: organizam e financiam as diferentes festas religiosas.

– Fiscais: são os responsáveis por fazer a limpeza do templo e administrá-lo.

– Comissário: é um líder político, ou seja, um representante de algum partido político, que tem influência na decisão do voto das pessoas.

– Senhores idosos da comunidade.

Esta equipe se encarrega de manter vivas as tradições do povo, cuida da educação das crianças, das obras que são realizadas na comunidade e até de resolver problemas conjugais entre as pessoas que vivem na comunidade, entre outros assuntos.

fé daquela gente e sua sede de escutar a palavra de Deus, aprendendo o passo a passo para serem verdadeiros cristãos. Achei muito legal sua maneira humilde e sincera de falar com Deus nos diversos momentos em que celebram na comunidade, tanto nas festas de padroeiros, como quando vão ao alto da montanha oferecer um sacrifício ou simplesmente quando aos domingos acorrem ao templo para oferecer flores e acender uma vela, pedindo e agradecendo ao pai criador por suas necessidades e graças recebidas. Gostei muito do jeito como eles falam com Deus no templo ou fora dele. É como um diálogo sincero entre um filho e seu pai ou mãe, espontâneo e simples

O grande aprendizado dessa experiência junto ao povo Mixteco

Para mim o grande legado dessa bonita e maravilhosa experiência é o testemunho de fé daquela gente e sua sede de escutar a palavra de Deus, aprendendo o passo a passo para serem verdadeiros cristãos. Achei muito legal sua maneira humilde e sincera de falar com Deus nos diversos momentos em que celebram na comunidade, tanto nas festas de padroeiros, como quando vão ao alto da montanha oferecer um sacrifício ou simplesmente quando aos domingos acorrem ao templo para oferecer flores e acender uma vela, pedindo e agradecendo ao pai criador por suas necessidades e graças recebidas. Gostei muito do jeito como eles falam com Deus no templo ou fora dele. É como um diálogo sincero entre um filho e seu pai ou mãe, espontâneo e simples, sem usar fórmulas ou palavras complicadas. Ao voltar dali, retorno humanamente e espiritualmente renovado, com o coração e a alma contentes e saltitantes por ter vivido e aprendido tanto com essa bonita experiência e ter a oportunidade de aprender desses meus irmãos e irmãs de seus costumes, tradições e de suas crenças e, sobretudo de sua capacidade de saber partilhar aquele pouquinho que Deus lhes concede por meio de seu árduo trabalho.

Saio dali também com as motivações renovadas e purificadas rumo ao passo da consagração como missionário, sabendo que vale a pena deixar tudo para seguir os passos de Jesus libertador, vale a pena consagrar a vida a serviço do outro… que é possível deixar a minha cultura e meu país para servir, viver e aprender em uma cultura diferente, não por aventura ou curiosidade de conhecer, mas sobretudo por amor ao projeto de Deus para todos os homens e mulheres e pela vontade de servi-los.

Saúdo todos(as) vocês em Cristo Jesus missionário.

Ir. Alfredo Monteiro

consagração como missionário, sabendo que vale a pena deixar tudo para seguir os passos de Jesus libertador, vale a pena consagrar a vida a serviço do outro… que é possível deixar a minha cultura e meu país para servir, viver e aprender em uma cultura diferente, não por aventura ou curiosidade de conhecer, mas sobretudo por amor ao projeto de Deus para todos os homens e mulheres e pela vontade de servi-los. Saúdo todos vocês em Cristo Jesus missionário