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Pe. Raimundo Rocha (Sudão do Sul)

O que adia a paz?

Olá, como estão? Espero que você, sua família e comunidade estejam bem. Estou bem, graças a Deus, embora estive meio adoentado no mês passado, mas agora já estou em boa forma. No Sudão do Sul estamos em plena estação seca enfrentando muita poeira e calor. Mas isso é quase nada comparado com os problemas relacionados aos três anos de conflitos que o povo enfrenta nessa jovem e dividida nação.

Início do Ano

Esse ano começou bem, em relativa paz. Porém, infelizmente nos últimos dez dias, tem havido conflitos armados em algumas regiões. Na semana passada houve confrontos entre as forças do exército e a oposição armada (rebeldes) em Malakal, uma das regiões mais afetadas pela guerra. Há informações de que mais de 25 civis foram mortos e o número pode ser bem maior. Não se sabe quantos militares perderam a vida. Muita gente teve que fugir e o acesso para as ajudas humanitárias ficou mais difícil ainda.

 

Houve conflitos também nos arredores de Wau e tem havido saques nas residências dessa cidade. Durante o dia muita gente vai para suas casas, mas passa a noite acampada nas bases da ONU ou no pátio da catedral. São milhares nestas condições.

A região de Equatória

Continuam os conflitos também na região de Equatória (Yei, Yambio e Kajo-Keji), próximo à fronteira com Uganda e o Congo. A população dessa área continua a deixar o país e se refugiar nos países vizinhos. Muita gente caminha por dias e noites pelo mato por medo do exército e dos rebeldes que bloqueiam as estradas. Tem havido muita morte de civis, mulheres violentadas, saques, roubo de gado e outros bens e casas e povoados queimados. Os mais pessimistas chegam a falar em potencial genocídio.

Em Kajo-Keji temos uma missão comboniana e era um dos lugares mais pacíficos do país com muitas escolas de referência nacional funcionando. Há informações de que os rebeldes estão nessa área. Testemunhas afirmam que na manhã de domingo, dia 21 de janeiro, um grupo de soldados do governo chegou a uma capela onde os cristãos realizavam o culto dominical. Teriam dito que procuravam por rebeldes. O povo assustado saiu da capela e começou a correr. Os militares atiraram e mataram seis pessoas, inclusive o catequista e liderança da comunidade. Eram civis inocentes que estavam rezando.

Isso provocou mais medo e pânico. A população começou a deixar a região num êxodo em massa, cerca de 90% da população de Kajo-Keji se tornou refugiada em Uganda. As escolas fecharam. A agência para refugiados da ONU informa que mais de 52.600 pessoas se refugiaram em Uganda, só em janeiro, chegando a quase 700.000 refugiados, a maioria mulheres e crianças.

A paróquia do Sagrado Coração de Jesus, coordenada pelos combonianos em Kajo-Keji, vai celebrar a missa deste domingo e fechar a igreja porque o povo já deixou a região. Na última missa participaram apenas 21 pessoas, nenhuma mulher ou criança. Os missionários passarão a acompanhar a população refugiada no outro lado da fronteira, na Uganda, oferecendo assistência pastoral.

Na capital Juba

Juba, a capital, segue em relativa paz. O ambiente está calmo. A cidade conta com um grande contingente de soldados. Os rebeldes não ousariam atacar Juba. No entanto, o povo sofre com a carestia e incerteza sobre o futuro. O governo segue falando em ‘diálogo nacional’ para a paz, mas ainda não se vê resultados positivos. Espera-se que as igrejas possam contribuir no processo de paz e reconciliação, o que, aliás, já estão fazendo. Há expectativas de uma visita do Papa Francisco ao Sudão do Sul nesse ano e a esperança de que sua presença possa contribuir ainda mais com o processo de paz e reconciliação.

Missão comboniana no Sudão do Sul

Em janeiro realizamos a assembleia anual dos missionários combonianos. Foi um momento muito bonito de comunhão, oração e partilha da vida missionária, das dores e alegrias do nosso povo nesse ambiente hostil e incerto. Foi também um momento de reafirmar nosso compromisso missionário pelo Reino de Deus nessa em terras sul-sudanesas para os próximos seis anos.

Esse é um ano muito especial para nós Combonianos, sobretudo os presentes no Sudão e Sudão do Sul. Celebramos os 150 anos de fundação do Instituto Comboniano para as missões (fundado em Verona por Daniel Comboni no dia 1 de junho de 1867). Comboni amou carinhosamente o povo africano, sobretudo os sudaneses, e não mediu esforços para que esse povo experimentasse a alegria do Evangelho e vivesse com mais dignidade. Seguimos adiante com a missão que Deus e Daniel Comboni nos confiaram, procurando sermos sinais de vida e esperança no meio desse povo sofrido.

Nossa Fé e nossa Esperança

Neste dia 8 de fevereiro é a festa de Santa Josefina Bakhita, mulher sudanesa que foi traficada e escravizada. Ela foi declarada santa por São João Paulo II em 2000 e é a padroeira do Sudão. Em 2015 o Papa Francisco declarou o dia da memória dessa santa como ‘Dia Internacional de Oração e Reflexão contra o Tráfico de Pessoas’. Peçamos, pois, a intercessão de São Daniel Comboni e Santa Josefina Bakhita pela paz, justiça e reconciliação no Sudão e Sudão do Sul. Contamos sempre com as orações e apoio de todos vocês. Deus seja louvado e nós não desamparados.

Pe. Raimundo Rocha, comboniano no Sudão do Sul